sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Da Redação
Agência Pará de Notícias
Atualizado em 08/11/2012 às 20:59

O governador Simão Jatene recebeu nesta quinta-feira (8) visita do cônsul da Missão Econômica da Baixada de Israel, Roy Nir, que veio ao Estado com objetivo de propor parceiras tecnológicas em diversos setores econômicos e nos âmbitos institucional e social. O encontro, no Comando Geral da Polícia Militar, teve também a presença do secretário de Estado de Indústria, Comércio e Mineração, David Leal.
“Israel está muito interessado em estreitar lanços com outros Estados do Brasil fora do eixo Rio-São Paulo. O Pará é um dos mais importantes, pela importância e pela significância que o Estado tem na região. Estamos vendo que aqui existem muitos potenciais e muitas oportunidades de cooperação em vários setores”, explicou Roy Nir, que pela primeira vez veio ao Pará.
O cônsul destacou os setores em que a cooperação pode ser imediata e render bons resultados, como a segurança pública, área na qual Israel pode oferecer tecnologias avançadas de monitoramento e vigilância. Outros setores são os de telecomunicações, atualmente em expansão no Pará, e agricultura, principalmente no desenvolvimento de sistemas de irrigação e hidrotecnologias.
“Israel tem um terço do seu território formado por desertos, então, durante 60 anos desenvolvemos tecnologias avançadas para distribuição, uso reciclado e cuidados, entre outros serviços com a água. Podemos fazer parcerias para o desenvolvimento da agricultura com o uso de tecnologias eficientes de irrigação. Para ser ter uma ideia, Israel reutiliza na agricultura cerca de 80% de toda água que vai para o esgoto”, informou Roy Nir.
Simão Jatene apresentou durante o encontro algumas demandas do Estado, entre elas investimentos na indústria farmacêutica, para que se possa pesquisar e usar os recursos naturais encontrados na Amazônia. O governador lembrou que é preciso conhecer mais esses recursos para poder entendê-los, e é necessário usar os recursos naturais já pesquisados para depois avançar na descoberta de novos.
“A biodiversidade da Amazônia é extensa, mas não temos tecnologias e conhecimento suficientes para usá-la como um todo”, observou Simão Jatene, que destacou também o uso desses recursos na produção de cosméticos. O governador falou ainda sobre o desenvolvimento de tecnologias a partir das várias matérias-primas encontradas no Pará, como o miriti – que é usado no artesanato, mas tem propriedade isoladora térmica e acústica –, e o curauá, fibra leve bastante resistente.
“Precisamos de pesquisas e tecnologias para avançar no desenvolvimento de materiais e ferramentas, a meu ver, extremante necessárias nos dias de hoje”, asseverou o governador, destacando a importância da aproximação com as universidades do Estado (Uepa) e Federal Pará (UFPA) para o desenvolvimento dessas pesquisas.
O cônsul adiantou que vai produzir um plano de ação com todas as demandas do Estado. Ele também solicitou a visita de uma comitiva formada por empresários paraenses a Israel, liderada pelo governador Simão Jatene.

Texto:
Pablo Almeida - Secom
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quinta-feira, 8 de novembro de 2012

A INVASÃO DA PSICOLOGIA NA IGREJA.

A INVASÃO DA PSICOLOGIA NA IGREJA

Por William MacDonald


A nossa época é caracterizada por uma influência da psicologia secular na igreja. Ao contrário do que vemos em 2 Timóteo 3.16-17, a Bíblia já não é suficiente para servir de base aos nossos relacionamentos de ajuda. Precisamos da psicoterapia. Já não contamos com o Espírito Santo para produzir as mudanças necessárias nas vidas dos crentes. Os anciãos já não são competentes para aconselhar. Têm que enviar os crentes aos psicoterapêutas... Tudo isto apesar de Deus nos ter dado na Sua Palavra e pelo Espírito Santo, tudo quanto precisamos “no que diz respeito à vida e piedade” (2 Pedro 1.3)

        
Durante gerações, os crentes levaram os seus problemas ao Senhor, em oração. Hoje, devem consultar um psiquiatra ou um psicólogo. Os jovens rapazes já não são encorajados a pregar a Palavra. Doravante a palavra de ordem é: “praticai a relação de ajuda psicológica”.


        
A relação de ajuda profissional tornou-se algo sagrado. Não há ousadia para a denunciar por haver sempre inevitavelmente alguém para a defender. Que há então de tão errado nesta terapia? Deixem-me enumerar onze pontos que revelam o que não está correcto:



1.     
A atenção da pessoa é dirigida sobre ela própria e não sobre Jesus Cristo. Isto é um erro muito grave. Não há vitória em nós mesmos. O exame da pessoa em si não é um remédio. Os bons marinheiros não lançam a âncora no interior do navio. Precisamos de Alguém maior que nós e esse Alguém é Jesus Cristo. Mais cedo ou mais tarde, devemos perceber que ocuparmo-nos com o Senhor é o caminho da vitória na vida cristã (2 Cor 3.18).

O dramaturga norueguês Ibsen conta o seguinte acerca duma visita que Peter Gynt  fez num hospital psiquiátrico: todas as pessoas pareciam normais, ninguém parecia louco. Falavam de forma racional dos seus projectos. Quando o Peter falou disso a um médico, este respondeu: “Eles são loucos. Falam de forma sensata, mas tudo está centrado sobre eles mesmos. A verdade é que eles estão obcecados de forma inteligente sobre eles mesmos. É o “eu”, de manhã, ao meio dia e durante a noite. Aqui ninguém pode escapar ao “eu”. Andam sempre com ele, até mesmo em sonhos. Oh sim rapaz, estas pessoas falam de forma sensata, mas não há dúvidas que estas pessoas estão loucas.”




2.     
A psicologia moderna está baseada na sabedoria do homem e não na de Deus. É a opinião dos homens em vez da autoridade da Palavra de Deus. A diversidade das opiniões humanas vê-se no facto de haver mais de duzentos e cinqüenta sistemas de psicoterapias e mais de dez mil técnicas (incluindo as que podem ajudar os animais domésticos), cada uma delas advoga superioridade em relação às demais.

Don Hillis afirma que “esta tendência contém no mínimo um perigo: a
razão humana substitui a Palavra de Deus para resolver os problemas emocionais e espirituais. As respostas racionais que não estão fundamentadas em princípios espirituais, podem trazer algum alívio temporal, mas com o tempo, os resultados podem ser decepcionantes e até prejudiciais.”



3.     
Muitos problemas, provavelmente a maior parte daqueles para os quais as pessoas precisam de ajuda, são os causados pelo pecado: lares desfeitos, famílias divididas, conflitos interpessoais, preocupações, drogas, álcool, assim como algumas depressões. Para todos estes problemas, o que é preciso não é a voz de uma psicoterapeuta, mais o poder da cruz de Cristo. Somente o Salvador pode dizer: ”Os teus pecados te são perdoados, vai em paz.”



4.     
Muitas vezes, as curas modernas para a alma procuram transferir a responsabilidade sobre outrem. O pecado é uma doença, ou então o problema é causado por meio da pessoa. Há que repreender os pais por causa da conduta inaceitável dos filhos. Como conseqüência, as pessoas estão aliviadas de toda a responsabilidade pessoal. John MacArthur fala de uma mulher que se dizia obrigada a viver uma vida imoral desde há anos: ”O conselheiro sugeriu que a sua conduta era o resultado de mágoas infligidas por um pai passivo e uma mãe demasiado autoritária.”

Henry Sloane Coffin avalia precisamente a situação: “a psicologia actual oferece mais um motivo para as pessoas se justificarem. Homens e mulheres que são examinados, arranjam maneira de se emancipar descarregando nomes horríveis que os religiosos enérgicos associaram ao pecado, para os rebaptizar por nomes despidos de toda e qualquer idéia de culpa. Desta forma, as pessoas são mal adaptadas ou introvertidas em vez de desonestas e egoístas. Um homem de cinqüenta anos, cansado da sua mulher, envolve-se com uma jovem com metade da sua idade. O terapeuta diz-lhe que sofre de um “espasmo de volta à adolescência”, em vez de o colocar perante a verdade: «Não cometerás adultério».”




5.     
A psicoterapia trabalha em completa contradição com o Espírito Santo, colocando a ênfase na importância de ter uma boa imagem de si mesmo. O Espírito santo procura convencer os pecadores da sua culpabilidade e trazê-los ao arrependimento. Procura restaurar os crentes desviados e levá-los a confessarem o seu pecado. Toda e qualquer forma de estima de si mesmo que não está baseada no perdão dos pecados e na posição do homem em Cristo está completamente errada.



6.     
Há também, o aspecto financeiro do problema. James Montgomery Boice comenta: “Actualmente estamos perante este fenômeno: pessoas pagam a outras pessoas simplesmente para que estas as ouçam... é precisamente o que fazem os psiquiatras, os psicólogos e os conselheiros profissionais. É um comércio que representa mil milhões de dollars. Isto não quer dizer que os conselheiros informem ou guiem as pessoas na maior parte dos casos. Na verdade, o que fazem é ouvir. São pagos para fazer o que as pessoas de determinada época faziam voluntariamente.”

Quando uma mulher se queixou que vinte anos de consultas não lhe tinham valido nada, um amigo perguntou:

- Já pediu ajuda na Igreja?

- Não, o que a igreja quer é somente o nosso dinheiro.

- Quanto pagou ao seu psicólogo?

- Num salário mensal de dois mil e quatrocentos dollars, paguei sessenta dollars por semana durante um período de vinte anos.”


Sessenta dollars por semana, isto é duzentos e quarenta dollars por mês, o que significa dez por cento do seu ordenado. Ela dava o dízimo do seu ordenado ao conselheiro, mas recusava dá-lo à igreja. E mais, ela admitiu não estar melhor.

        
Outra senhora insurgiu-se contra o que ela chamava “os dois pesos, duas medidas” do seu psicanalista. “Durante seis anos, visitei o meu psicanalista cinco vezes por semana e privei-me de muitas coisas para ter com que pagar. Quando estava doente e faltava a uma consulta, ele tomava uma atitude curiosa. Insistia em dizer que a minha doença era uma espécie de vingança psicossomática e que era o meu subconsciente que resistia ao tratamento. É evidente que cada vez que lá ia tinha que pagar. Por outro lado, quando se ausentava durante um mês inteiro de férias, em Agosto, deixando-me desorientada, só e em pânico, com uma série de problemas não resolvidos, era suposto eu aceitar que as suas férias não interrompiam o tratamento.  

        
Rollo May, um dos maiores porta-vozes da profissão desde os seus princípios até aos anos 50, queixa-se de que a psicoterapia cedeu à tentação de fazer dinheiro e de explorar as pessoas. Ele diz o seguinte: “a psicoterapia tornou-se um negócio em que se tem clientes e onde se ganha dinheiro.” Vários praticantes sublinham que para que o tratamento seja eficiente, deve haver um sacrifício financeiro por parte do “paciente”. Este último não teria qualquer respeito pelo tratamento se este fosse barato demais. Não admira que se brinque com o assunto dizendo: o neurótico constrói castelos em Espanha, o psicopata vive neles e o psicoterapeuta recebe deles as rendas.




7.     
Por vezes as pessoas pagam uma fortuna para serem examinadas, quando precisavam de consultar um médico generalista. Depois de ter tido várias sessões de “aconselhamento” durante dois anos, um escritor queixava-se de uma visão baça quando lia. O terapeuta falou-lhe da “falta de concentração como um sintoma típico nas pessoas com falsas angústias”. Como lhe era difícil continuar a pagar ao psicólogo, o paciente resolveu consultar um oftalmologista. Este último disse-lhe que um par de óculos resolveria certamente o tal síndroma, o que aconteceu.



8.     
Conselheiros cristãos pretendem seleccionar os melhores ensinamentos de homens não regenerados tais como Freud, Rogers, Maslow e Jung e misturá-los aos da Bíblia. Eis um casamento profano. Num congresso sobre a relação de ajuda cristã em 1988, Jay Adams, dizia: “Peço-vos de todas as minhas forças que abandonem a tarefa inútil de que falei: a de tentar integrar idéias ímpias à verdade Bíblica. Pensem nos milhões de horas que foram perdidos desde há uma geração nesta tarefa desesperada. Porque não há resultados visíveis? Vou dizer-vos: é porque isto está errado...a relação de ajuda procura mudar as pessoas. Mas saibam que transformar as pessoas é tarefa de Deus.”



9.     
Até mesmo na maior parte das sessões de aconselhamento cristão, baseado na psicologia, a oração não é reconhecida como uma “técnica” válida. No melhor dos casos é tolerada, no pior é negligenciada. Bem poucos conselheiros tomaram suficiente tempo para orar com os seus pacientes.

Estamos nós prestes a crer que a oração é apenas de importância secundária quando se trata de problemas da vida? Estaríamos nós enganados durante todos estes anos passados ao pensar que se aceitarmos a vontade de Deus, Ele atenderá às nossas orações?




10.   
Em muitas igrejas os ensinamentos não são outros que psicologia, com uma capa de vocabulário bíblico. As pessoas pedem pão, e dá-se-lhes uma pedra.



11.   
Para falar claro, a psicologia não tem demonstrado sucesso evidente e em muitos casos, ela tem sido prejudicial.

Durante os últimos anos, alguns autores corajosos lançaram o alarme no que respeita à relação de ajuda psicológica.

Os opositores puseram estes livros de lado com um ar altivo, ou então, acusaram os autores de quererem criar divisões, ou outros tipos de perturbação.

No entanto, devem agora fazer face ao facto de que profissionais não cristãos emitem sérias dúvidas e alguns desencantos no que respeita à psicoterapia.

O doutor Szasz, professor de psiquiatria na Universidade do Estado de New York, foi desde há anos, um porta voz crítico. Qualifica a psiquiatria de pseudo-ciência, assim como a astrologia e a alquimia. Chama as doenças mentais de mitos, sugerindo que é uma etiqueta cômoda para camuflar e tornar mais agradável o amargo dos conflitos morais nas relações humanas. Defende que nenhum comportamento anormal é doença e que por conseguinte o tratamento não incumbe ao médico.

Vai mesmo mais longe. Diz mesmo que provavelmente a maior parte dos tratamentos psicoterapêuticos são nocivos para os ditos pacientes. “Todas estas intervenções e proposições deveriam se consideradas como más até prova do contrário:”


Zilbergeld diz que geralmente é tão útil para o paciente falar como uma pessoa comum como com um profissional.


Jeffrey Masson diplomado do Toronto Psychoanalytic Institute, e membro do International Psychoanalytic Association, é director do projecto no Sgmund Freud Archives. No prefácio do seu livro intitulado: Against Therapy, escreveu: “Este livro explica os motivos que me levam a crer que a psicoterapia, sob as suas mais diversas formas, é má. Ainda que critique vários psicoterapêutas e várias terapias, o meu
objectivo primário é demonstrar que a idéia em si de psicoterapia está errada.”

O doutor Hans J. Eysenck, professor de psicologia na Universidade de Londres, descobriu que 70 a 77% dos “pacientes” neuróticos saram ou melhoram consideravelmente o seu estado, com ou sem a ajuda da psicoterapia. É uma questão de alívio espontâneo.

O Hobart Mowrer, professor de psicologia da universidade de Illinois, disse: “À medida que decorriam as décadas deste século, tomamos progressivamente consciência do grande postulado de Freud, segundo o qual a responsabilidade de todo o comportamento pode ser atribuído a outros e que o objectivo da vida não era de proceder moralmente mas sim libertarmo-nos de todo e qualquer sentimento de culpabilidade. Esta teoria levou-nos de mal a pior!”


A pretensão que diz que a psicoterapia tem uma elevada taxa de sucesso não está baseada em factos. Nos estudos Cambridge-Somerville, jovens delinqüentes eventuais que tinham seguido tratamentos psicológicos tornaram-se piores que os candidatos do grupo de controle que não tinha recebido qualquer tratamento.

È preciso notar também que na psicoterapia encontramos o efeito psicossomático ou placebo. “A melhoria tão esperada, alimentada com a pessoa de um psicoterapêuta que afirma poder resolver o problema, acaba por fazer acreditar ao paciente que houve resultados positivos ainda que na verdade não haja.”




Que podemos concluir de tudo isto? Só há uma conclusão possível: “um grande movimento revolucionário que prometia explicar de maneira científica todas as neuroses e curar a maior parte delas” não passou de um engano. Enquanto profissionais seculares admitem que os sucessos espectaculares e as curas são praticamente inexistentes, a igreja mobiliza-se cada vez mais em volta da psicoterapia, em vez da Bíblia, como se a psicologia fosse um remédio universal para resolver os problemas de tensões nervosas, ansiedade e outros.

Citemos Don Illis uma vez mais, ”é tempo para a igreja fazer um exame de consciência, quando os crentes precisam de ajuda e se voltam para os psicólogos e psiquiatras mais do que para a igreja. Deveríamos interrogar-nos seriamente quando os jovens cristãos pensam poder fazer mais para o mundo ao tornarem-se psicólogos ou psiquiatras, do que pastores e evangelistas. Talvez uma segunda olhadela ao Livro nos revele uma psicologia espiritual que traz as respostas espirituais às necessidades afectivas e mentais do povo de Deus.

Há um lugar para a relação de ajuda, mas deve ser bíblica. Não deve pôr de fora nem a Bíblia, nem o Espírito Santo, nem a oração. Não deve desculpar o pecado ou descarregar as pessoas da sua responsabilidade pessoal



Copiado de http://www.terravista.pt/ilhadomel/1657/Emb05.htm#Psicologia


PE. PAULO RICARDO COMENTA SOBRE BENTO XVI.

Quarta-feira, 07 de novembro de 2012, 10h08

Padre comenta aspectos fortes da Teologia de Bento XVI




Padre Paulo pertence ao clero da Arquidiocese de Cuiabá; é autor de diversos livros e apresenta semanalmente o programa “Oitavo Dia”, pela TV CN.
Bento XVI é um dos grandes teólogos que chegaram à Sé de Pedro; um dos mais importantes pensadores da Igreja e do mundo nos últimos dois séculos. Doutorou-se em Teologia com a tese "Povo e Casa de Deus na doutrina da Igreja de Santo Agostinho" e lecionou a mesma ciência na Universidade de Munique.
Em 1977, recebeu a sagração episcopal e escolheu como tema "Colaborador da Verdade". Em 1981, foi nomeado, pelo então Papa João Paulo II, como Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé. Publicou diversos livros e artigos. Porém, a contribuição literária mais significativa que ofereceu à Igreja foi sua participação na elaboração do Novo Catecismo da Igreja Católica. Ele foi Presidente da Comissão encarregada da preparação do Catecismo apresentando ao Santo Padre a finalização do trabalho.
Padre Paulo Ricardo Azevedo Júnior, mestre em direito canônico pela Pontifícia Universidade Gregoriana (Roma) e membro do Conselho Internacional de Catequese (Coincat) da Santa Sé, descreve alguns aspectos sobre o pensamento de Joseph Ratzinger acerca da fé, da razão e do mundo relativizado.
O padre também define o motivo que torna Bento XVI um dos personagens mais importantes na Teologia Católica e apresenta, segundo o pensamento do Papa, um caminho para lidar com o problema do relativismo.
noticias.cancaonova.com - O que faz Ratzinger ser considerado o grande teólogo dos tempos atuais?

Padre Paulo Ricardo - Por causa da sua fé extraordinária e da sua inteligência extraordinária. Ratzinger reúne as duas coisas. Isso o faz ser um grande homem: alguém de grande fé e fidelidade à fé da Igreja e um homem de grande inteligência espiritual. Por exemplo, as homilias que ele produz. Aquelas homilias são frutos de reflexões pessoais, ninguém as fez para ele, mas ele mesmo as escreveu. Lemos as páginas por ele escrita e vemos uma inteligência extraordinária que aquece o coração e faz você se deter diante de um parágrafo e dizer: eu nunca pensei isso, mas é nisso que eu creio. Isso o faz ser um grande teólogo.
noticias.cancaonova.com - Qual o discurso de Ratzinger acerca da fé e seu relacionamento com a ciência?

Padre Paulo Ricardo - O convívio mútuo em que a fé e razão caminham juntas é algo que Joseph Ratzinger sempre chamou a atenção. Ele faz questão de lembrar que existe um compromisso fundamental do cristianismo com a racionalidade desde o seu início. Por quê? Assim como no Antigo Testamento, os profetas tiveram que desmitificar os deuses falsos através da pregação profética, também no mundo grego, os filósofos desmistificaram os deuses pagãos através da crítica filosófica. Então, Ratzinger sempre viu que existe um paralelo entre aquilo que os profetas fizeram no Antigo Testamento e aquilo que os filósofos fizeram na Grécia. É a mesma coisa, através de instrumentos diferentes. Ambas serviram para preparar o Evangelho.
Fé e razão caminharam juntas no início nos primeiros séculos do cristianismo. A ruptura se deu no final da Idade Média e início da Idade Moderna, com o protestantismo. Na verdade, foi Lutero quem dividiu fé e razão. Quando Lutero rejeitou a Teologia Católica ele, de alguma forma, decretou que a fé era algo irracional, era puro sentimento e que não havia nenhuma racionalidade nela mesma. E foi a partir da Revolução Protestante que se deu esse estranhamento entre fé e razão e que foi crescendo cada vez mais, ao ponto de chegar à situação que temos hoje. Mas, nós católicos tivemos uma longa experiência, de mais de mil anos, de convívio harmonioso entre fé e razão.
Ratzinger crê perfeitamente que este convívio pode continuar. Tanto que, no famoso discurso que fez em Regensburg, ele convidou as religiões a se sentarem à mesa para que pudessem discutir racionalmente uma forma de conviver pacífica, sem que um tivesse que destruir o outro. Ratzinger sempre insistiu muito no fato de que a fé sem a razão fica cega e a razão sem a fé enlouquece. Uma precisa da outra. São duas asas; tirando uma delas alguma coisa de muito ruim pode acontecer.
noticias.cancaonova.com - Como entender o mundo relativista sob a ótica de Joseph Ratzinger?

Padre Paulo Ricardo - Quando falamos de relativismo, falamos de idolatria, ou seja, é o homem que tomou o lugar de Deus. Uma coisa é indiscutível: quem faz a verdade é Deus. Ele é o criador e faz aquilo que é verdade. Quando o homem diz: a verdade quem faz sou eu, ele está se colocando no lugar de Deus. Então, o que temos não é um mundo de incrédulos, mas um mundo de idólatras. Ou seja, pessoas que não acreditam em Deus por que elas se colocaram no lugar de Deus. Elas dizem: a verdade é aquilo que eu decreto. Deus é uma realidade que não deixa minha vida intacta. Não adianta dizer: creio em Deus, mas minha vida não muda. Não. Se Deus existe minha vida muda pelo avesso. Se Ele existe, Ele é o meu Senhor e existo para Ele. É a revolta do homem que diz: eu não posso suportar que exista um Deus.
Essa voz do homem moderno relativista foi expressa por um filósofo ateu que diz: “Meus irmãos, vou falar-vos com franqueza: se os deuses existissem como é que eu poderia suportar não ser um deus? Logo, os deuses não existem!” Homem quer ser deus, mas como ele não consegue ser deus, decreta: ninguém é deus. Com isso nós voltamos ao Politeísmo, onde existem vários deuses. Neste caso, cada homem quer ser deus no lugar de Deus. Neste sentido, precisamos mais uma vez daquela ação dos profetas e dos filósofos, precisamos desmascarar por meio da fé e da razão aqueles falsos deuses que querem estar no lugar do Deus Verdadeiro.
noticias.cancaonova.com - Qual o caminho proposto pelo Papa para lidar com o relativismo do homem?

Padre Paulo Ricardo -
O problema, na verdade, não é de fé e nem de racionalidade, é um problema de moral, de conversão. É o homem que deve retomar ao seu lugar de criatura e deve servir ao seu Senhor, deve descer do trono. O nosso mundo não vai se resolver se tiver que escolher entre a fé e a razão ou se tivesse que lutar por um absolutismo ou relativismo. Na verdade, o problema é que nós vivemos em um mundo sem coração, ou seja, um mundo que não quer amar, não quer realizar aquele processo doloroso que é tirar a si mesmo do centro para amar o outro. O homem se coloca no lugar de Deus, no centro de tudo, por que não quer amar, não quer mudar seu coração.
Neste sentido nós encontramos a teologia de Joseph Ratzinger. Ratzinger é um agostiniano, ou seja, ele foi fortemente influenciado pela teologia de Santo Agostinho. E para Santo Agostinho as coisas se resolvem sempre na realidade do amor. O amor é a alavanca que tudo move. Então, se nós quisermos resolver o nosso problema de fé, razão e ditadura do relativismo o que precisamos é nos reencontrar com o amor de Cristo. E isto Bento XVI proclamou desde o início de seu pontificado quando lançou a encíclica “Deus caritas est”. Como bom discípulo de Santo Agostinho, ele sabe muito bem que tudo vai encontrar seu eixo no amor.

FONTE: CANÇÃO NOVA.

NOITE SETANEJA EM BELÉM.

 
Noite sertaneja em Belém
 
 



Com duas atrações locais, Villa Aurora abre a porteira para o estilo que vem atraindo cada vez mais público para dançar e se divertir nas noites de quarta.

YÁSKARA CAVALCANTE.

Da Redação:

Que o sertanejo universitário invadiu o Brasil nos últimos anos, isso não é novidade. Só que agora o estilo ganhou novas batidas, arranjos estilizados e letras que cada vez mais caem no gosto de todo tipo de gente: das mais seletivas aos grandes frequentadores de casas do estilo, como a Villa Aurora, em Belém, que hoje apresenta, a partir das 22h, mais um Sertanejo Premium, com shows do cantor Rick Ferraz e da banda Baladeros.
O show começa com os meninos da Baladeros, banda que faz sucesso nas noites da capital paraense e possui expressivo número de seguidores. O carisma, no entanto, se deve, segundo os próprios músicos, ao sucesso que o sertanejo vem fazendo nas principais casas noturnas de Belém.
A banda se apresenta por volta da meia-noite e em pouco mais de uma hora e meia de muito sertanejo, prepara os ânimos para o cantor Rick Ferraz, residente da Villa Aurora desde o início do ano. Ele faz shows todas as quartas-feiras no local e também na Cervejaria Oficial e no Maricotinha, que fazem parte de um circuito semanal na cidade.
O repertório de Rick Ferraz é o que promete animar a noite. Ou a madrugada, já que ele sobe ao palco por volta das duas da manhã de quinta-feira (8), acompanhado de sua banda, composta por dez músicos.
Hits como "Camaro Amarelo", com seu refrão "chiclete" - "agora eu fiquei doce, doce, doce, doce", da dupla Munhoz & Mariano -, e "Eu quero tchu/eu quero tcha", de João Lucas e Marcelo, estão na lista de músicas que Rick vai cantar.
O cantor, que está na carreira artística desde os 18 anos, se prepara para gravar seu primeiro CD em dezembro. O disco terá 14 faixas, todas autorais, e deve ser lançado em uma grande noitada sertaneja. "O show de hoje é pura alegria e descontração. Quem for, vai ouvir o melhor do sertanejo universitário dessa cidade e se divertir pra valer", avisa o sertanejo.
Seguindo os padrões de casas do ramo, como a Villa Country, em São Paulo, e a Villa Mix, em Goiânia, a Villa Aurora abriu suas portas há cinco meses, com a proposta de oferecer aos amantes da música sertaneja grandes atrações, num ambiente de alto padrão, incluindo camarotes, área VIP, grande estrutura de palco, com som e iluminação especiais, e sofisticação, como destacam os sócios Jajá Vieira, Celestino Alves e Naza Júnior.

FONTE: O LIBERAL.

PARA RECEBERÁ 300 MILHÕES EM ROYALTIES.


Da Sucursal
O Congresso Nacional aprovou na noite de ontem o polêmico projeto de lei que redistribui os royalties pela exploração de petróleo. O projeto favorece os estados que não produzem petróleo, em detrimento dos produtores. Com 296 votos a favor e 124 contra, os deputados aprovaram o projeto que já recebeu luz verde do Senado e rejeitaram o substitutivo do relator do assunto na Câmara dos Deputados, o deputado Carlos Zarattini (PT-SP), proposta defendida pelo governo federal que obrigava estados e municípios a investir todos os recursos em educação. A lei espera agora o veto ou a sanção da presidente Dilma Rousseff.
Na versão do Senado, de autoria do senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), não há especificação do quanto será destinado para cada área, e apenas são citados os setores beneficiados com os recursos dos royalties. São eles: "educação, infra-estrutura social e econômica, saúde, segurança, programas de erradicação da miséria e da pobreza, cultura, esporte, pesquisa, ciência e tecnologia, defesa civil, meio ambiente, programas voltados para mitigação e adaptação às mudanças climáticas e para o tratamento e reinserção de dependentes químicos".
A proposta aprovada era a defendida pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM), que agora calcula quanto deverá ser a distribuição dos royalties para cada Estado. Dados preliminares da CNM apontam que o Pará deverá receber em torno de R$ 300 milhões por ano (40% a mais do que recebe atualmente), enquanto pela proposta do relator o Estado perderia em torno de R$ 126 milhões. Pelo texto de Vital do Rêgo, que foi aprovado no Senado em outubro do ano passado, a União tem sua fatia nos royalties reduzida de 30% para 20% já em 2012. Para os Estados produtores - Rio de Janeiro, São Paulo e Espírito Santo - a participação cai de 26,25% para 20%. Já os municípios produtores (confrontantes) são os que sofrem maior redução: de 26,25% passam para 17% em 2012 e chegam a 4% em 2020. Os municípios afetados pela exploração de petróleo também sofrem cortes: de 8,75% para 2%.

FONTE: O LIBERAL.

GOVERNE INVESTE 5 MILHÕES NA PRODUÇÃO DE FILHOTE EM CATIVEIRO

Da Redação
Agência Pará de Notícias
Atualizado em 07/11/2012 às 21:35

O filhote é uma das espécies de pescado mais consumidas no Pará. Considerado um peixe de qualidade, com grande demanda na mesa dos paraenses e nos restaurantes, o filhote será a mais nova espécie produzida em cativeiro no Estado. Desenvolvido pela Secretaria de Estado de Aquicultura e Pesca (Sepaq), o projeto pioneiro representa um investimento de R$ 5 milhões.
Até janeiro do ano que vem, pelo menos quatro estações estarão reproduzindo a espécie. As estações que irão receber os viveiros estão localizadas em Santarém, no bairro Amazonas; no estuário do município de Terra Alta; na Estação Marinha de Curuperé, em Curuçá; e na sede da Embrapa, em Belém.
Segundo o secretário de Pesca e Aquicultura, Henrique Sawaki, a produção de filhote em cativeiro vem atender um pedido do governador Simão Jatene, como forma de suprir a demanda pelo peixe no Estado. “O filhote é uma espécie nobre, com grande aceitação, procura e valor comercial bom, além do que é uma espécies cotadas para extinção”, destaca o secretário.
A Sepaq conta com o apoio da Embrapa, Universidade Federal do Pará (UFPA), Universidade Federal do Oeste do Para (Unifopa), Universidade do Estado do Pará (Uepa) e Instituto Federal do Pará (Ifpa), no sentido de avançar nas pesquisas relacionadas à criação do filhote em cativeiro.
“Não existem estudos sobre a reprodução da espécie em cativeiro, então estamos desenvolvendo pesquisas que tenham resultados na retirada das espécies do seu habitat natural. Para isso, estão sendo montadas nas estações estruturas como laboratórios, viveiros, tanques de fibra de vidro e outros equipamentos necessários à produção”, explica o secretário.
Pirarucu
O Pará tem avançado na reprodução de outra espécie bastante consumida pela população: o pirarucu. Hoje, a produção é focada na engorda, mas a intenção da Sepaq é firmar um convênio com a Reserva de Mamirauá, no Amazonas, que já possui a técnica de manejo da espécie em lago natural, e ampliar a reprodução em seu habitat natural para, pelo menos, sete regiões do Estado, entre elas o Baixo Amazonas, Araguaia-Tocantins, Tucuruí, Marajó e Região das Ilhas de Belém.
As pesquisas também têm avançado quando o assunto é o “bacalhau paraense”. Graças às parcerias firmadas com as universidades, está sendo possível fazer pesquisas relacionadas ao DNA e ao tipo sanguíneo das espécies. Ainda este mês, técnicos da Sepaq visitarão algumas propriedades para realizar o manejo.
A maior produção em cativeiro do pirarucu está concentrada no município de Conceição do Araguaia. A iniciativa tem o estímulo da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Pará (Emater) desde 2006 e a despesca anual é de cerca de 50 toneladas – 100% vendidos para a indústria dos estados de Tocantins e Mato Grosso. A produção é o carro chefe das famílias de piscicultores do município, que cultivam também, além do pirarucu, o tambaqui, tambacu, piau, curimatã e surubim pintado.

Texto:
Danielle Ferreira - Secom
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SEMINÁRIO DISCUTE HOJE PAZ NO TRÂNSITO.


Seminário discute hoje paz no trânsito

Quinta-Feira, 08/11/2012, 02:40:09

Inicia hoje o seminário “Vida no Trânsito”, criado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e Fundação Bloomberg, com financiamento do Ministério da Saúde. Educação, saúde, infraestrutura, fiscalização e gestão serão temas discutidos para tentar reduzir as mortes de trânsito em 50%, até 2020, de acordo com o compromisso assumido pela presidente Dilma Rousseff.
Em 2011, foram 804 vítimas fatais no Estado, sendo 98 registradas em Belém. O trânsito fez ainda 9.937 vítimas não fatais. O número de acidentes de tráfego resulta na superlotação dos leitos do Hospital Metropolitano, que tem 90% das 196 vagas ocupadas por vítimas de acidentes de trânsito – destas, 80% são referentes a motociclistas. “Os motociclistas sempre chegam com fratura, lesão medular ou traumatismo craniano”, afirma Ricardo Frôes Camarão, médico especialista em medicina de tráfego da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) e membro da Câmara Tática de Saúde e Meio Ambiente do Conselho Nacional de Trânsito (Contran).
Segundo ele, o número de feridos graves gera uma “pressão” na rede de saúde. “A cada dez leitos, oito são ocupados por vítimas de acidentes de moto”, contabiliza o médico. “Temos que tirar essa pressão hospitalar e abrir vagas para outras necessidades, como idosos que tiveram AVC (Acidente Vascular Cerebral)”, considera. Frôes ressalta ainda que os acidentes de trânsito são evitáveis. “As causas podem envolver veículos, vias ou motoristas, mas sempre tem um responsável”.
Por isso, é necessário debater perante a sociedade e os órgãos competentes, uma política que faça respeito às causas, para diminuir o número de acidentes de tráfego. Os dados que envolvem os acidentes de trânsito ainda deixam a desejar e podem ser maiores dos que os apresentados, de acordo com Frôes. “A subnotificação é muito grande. É preciso melhorar a qualidade da informação de mortos e feridos para firmar parcerias proporcionais”, frisa. O projeto “Vida no Trânsito” faz parte da Década de Ações para Segurança no Trânsito, da Organização das Nações Unidas (ONU).
(Diário do Pará)