segunda-feira, 5 de novembro de 2012

VOLUNTÁRIO ARRECADAM DONATIVOS EM ANANINDEUA,

Voluntários arrecadam donativos em Ananindeua

Segunda-Feira, 05/11/2012, 02:29:10

Voluntários arrecadam donativos em Ananindeua (Foto: Alzyr Quaresma)
(Foto: Alzyr Quaresma)
O sentimento de solidariedade começou a despertar entre os paraenses que se preparam para o Natal. Ontem, um grupo de moradores da travessa WE 41, na Cidade Nova VIII, foi às ruas do conjunto arrecadar alimentos e donativos que serão doados às comunidades carentes de Ananindeua. Um gesto de fraternidade e amor ao próximo que se repete há três anos e que visa despertar na sociedade a importância de ajudar ao próximo, além de fazer a diferença na vida de dezenas de famílias. Durante a manhã inteira, os voluntários bateram de porta em porta para pedir alimentos não perecíveis, roupas usadas, brinquedos e produtos de limpeza. No ano passado, o projeto “Natal dos amigos da 41” beneficiou 45 famílias carentes e este ano deve assistir aos moradores de invasão que vivem em situação de vulnerabilidade.
“Qualquer pessoa pode contribuir com esta ação”, reforça a coordenadora do projeto Andressa Ferreira, que ficou responsável de fazer o cadastro dos 17 voluntários. Ela comentou que todos os anos a vizinhança se reunia para proporcionar um natal diferente para as pessoas que não tem condições financeiras de fazer uma ceia de Natal. Por causa disso decidiram expandir a ação, que até o ano passado, contava apenas com a colaboração dos moradores da WE 41, por outras ruas.
A caminhada começou pela travessa WE 36, no próprio conjunto Cidade Nova VIII. O morador Brasil de Oliveira, 70, doou dois quilos de arroz e aprovou a iniciativa de seus vizinhos. “Sempre fomos muito solidários e quando podemos ajudamos, sim. Acho que temos de olhar ao próximo não somente nesta época de fim de ano”, disse.
De acordo com o idealizador do projeto, Jailton Ferreira, no ano passado as doações resultaram em 45 cestas básicas que foram entregues às famílias da comunidade Portelinha, no Tapanã. “A experiência foi tão gratificante que decidimos expandir a ação, mesmo sem apoio de empresas, políticos e Igrejas. Nós mesmos, moradores, iremos arrecadar e entregar as doações”, destacou.
Para o voluntário Júnior Ferreira, 16, a experiência é gratificante, uma vez que basta pensar na alegria que este pequeno gesto de solidariedade irá proporcionar às pessoas que serão beneficiadas com as doações.
(Diário do Pará)

EXPOSIBRAM DESTACA FORÇA DA MINERAÇÃO.

Exposibram destaca força da mineração

Segunda-Feira, 05/11/2012, 01:47:13 -
Exposibram destaca força da mineração (Foto: Divulgação)
(Foto: Divulgação)
Os projetos ambientais, tecnológicos e sociais desenvolvidos por aproximadamente 100 empresas mineradoras serão apresentados durante a III Exposição Internacional de Mineração da Amazônia (Exposibram Amazônia), que começa hoje, em Belém, e segue até a próxima quinta-feira, 8. O evento tem por objetivo promover novos negócios para a mineração, debater os desafios para o setor e, ainda, apresentar ao público as ações que trazem melhorias a centenas de comunidades que vivem no entorno dessas empresas – que geram milhares de empregos todo ano. 
Em paralelo à exposição, acontece também o 3º Congresso de Mineração da Amazônia, que abordará temas de grande debate, como a mineração em terras indígenas e a evolução da gestão de sustentabilidade na mineração. A Exposibram é realizada no Hangar, e a entrada é franca.
Serão quatro mil metros quadrados de estandes e mais palestras. Para o diretor de assuntos ambientais do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), Rinaldo Mancin, o espaço do Hangar já está pequeno para as dimensões do evento que chegou em sua terceira edição com resultados positivos. “A mineração é uma das mais importantes atividades econômicas do Brasil e nós queremos aproximar a sociedade desta indústria a fim de desmistificar a visão equivocada que muitas pessoas pensam sobre esta economia”, colocou.
Por isso, o principal foco das atividades da Exposibram será apresentar projetos voltados para a redução dos impactos ambientais, principalmente na Amazônia, os investimentos feitos e que beneficiam as comunidades. No Brasil, existem oito mil mineradoras, das quais apenas 220 são representadas pelo Ibram, segundo Mancin. “É importante a sociedade saber que a mineração começa com a pesquisa mineral, onde se elabora diversos estudos que abrangem diversos segmentos e setores”, ressaltou Rinaldo.
A Amazônia é uma das regiões mais importantes do mundo para a atividade mineradora, porém ainda precisa ser criada uma infraestrutura que atenda as necessidades da produção. Na opinião de Ricardo, a falta de infraestrutura adequada consiste na maior dificuldade para o setor mineral. “Principalmente a infraestrutura de transporte (ferroviário, hidroviário e rodoviário)”, disse. “Não basta ter somente minério, é preciso escoar a produção”.

DESTAQUE
O Pará ocupa um lugar de destaque no cenário nacional, no que se refere à produção mineral, ficando atrás apenas de Minas Gerais. Em Parauapebas, por exemplo, onde predomina a mineração como atividade econômica, o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), medido pela Organização das Nações Unidas (ONU), é maior que a média geral do Estado. Lá a média ficou em 0,74, enquanto que no Pará é de 0,72. 
Este dado reforça também o quanto a atividade mineradora, além de fortalecer a economia, traz benefícios sociais importantes para a construção de uma comunidade sustentável.

(Diário do Pará)

Com BRT, transporte alternativo está com os dias contados

Inauguração do sistema vai reduzir a atuação do transporte clandestino

04/11/2012 - 14:05 - Belém
 
Com a inauguração do sistema BRT (sigla em inglês para Bus Rapid Transit ou ônibus de trânsito rápido) em Belém, o transporte alternativo de passageiros através de veículos como kombis e vans deve deixar de existir em pouco tempo. É o que prevê o diretor de Trânsito da Companhia de Transportes do Município de Belém (Ctbel), Elias Jardim.

Segundo ele, com as chamadas linhas alimentadoras do BRT entrando nas áreas mais internas dos bairros e não sendo permitida a circulação de ônibus ou outras formas de transporte público na Almirante Barroso e Augusto Montenegro, o transporte alternativo de passageiros perderá a razão de existir.

'O combate também será intensificado e de forma mais repressiva (pela Ctbel). Agora, com as obras do BRT, já retiramos quase todos os clandestinos das avenidas', afirmou Jardim.

Charles Carvalho, presidente da Federação das Cooperativas de Transporte do Estado do Pará (Fecootranspará), destaca que há cerca de 700 trabalhadores no transporte alternativo que buscam a regulamentação das cooperativas em Belém.

'Hoje transportamos uma média de 175 mil passageiros por dia e temos muitos cooperados que vivem apenas disso. O BRT para nós parece uma ‘caixa de Pandora’, de onde ninguém sabe o que vai sair depois de aberta.

Todo mundo ainda tem dúvidas e quem trabalha em transporte de passageiros tem medo. Por outro lado, em Curitiba (PR) ainda existem alternativos com cooperativas. Em São Paulo (SP), 60% do transporte público é com cooperativas, com um mercado tão forte que os cooperados criaram montadoras de micro-ônibus. Temos tudo isso a oferecer e Belém ainda não reconhece a legitimidade das cooperativas. Se hoje temos problemas é por falta de regulamentação', observou Carvalho.

A Ctbel até hoje não reconheceu o transporte alternativo porque os artigos 146 e 147 Lei Orgânica do Município de Belém (Lomb) não mencionam cooperativas como possíveis agentes para o transporte público. Somente são permitidas empresas regulares.

A Transuni foi a primeira empresa criada a partir do transporte alternativo e atualmente opera dez linhas dos bairros Pratinha, Tapanã, Sideral, do conjunto Eduardo Angelim e dos distritos de Outeiro e Mosqueiro, com uma frota de 100 carros e transportando 40 mil passageiros diariamente.

Mercado - Quando o sistema BRT (sigla em inglês para Bus Rapid Transit ou ônibus de trânsito rápido) começar a funcionar, deverá haver impacto sobre o mercado de trabalho dos rodoviários e sobre as empresas de transporte na Região Metropolitana de Belém (RMB).

É o que atesta a própria Companhia de Transportes do Município de Belém (CTBel). A licitação para definir a empresa que deverá operar o BRT e as linhas alimentadoras foi realizada em agosto, entretanto, os órgãos envolvidos no processo ainda não se manifestaram sobre as implicações de tais alterações.

Pelos pré-requisitos estabelecidos pela Ctbel, 20% das 38 empresas que trabalham na RMB (25 na capital paraense) já estariam fora do sistema. O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belém (Setransbel) adianta que as empresas estão sendo assessoradas conforme licitações do segmento de transporte realizadas em todo o Brasil para se prepararem.

O diretor de Transportes da Ctbel, Paulo Serra, explicou que algumas das empresas ficarão no sistema, mas outras serão criadas ou virão de outras cidades e Estados. Para ele, mesmo que todas as empresas ficassem no sistema, ainda haveria a redução de pessoal, principalmente cobradores.

O cargo já vem perdendo postos desde que as empresas passaram a circular com micro-ônibus nos quais o motorista faz o papel do cobrador. “As linhas que operam nos corredores Almirante Barroso e Augusto Montenegro vão sair e não vão concorrer com o BRT.

Várias linhas serão alimentadoras. Quando as obras chegarem até o centro de Belém, mais linhas serão removidas, inclusive alimentadoras. Mas deve haver a transformação do cargo de cobrador em bilheteiros e atendimento ou criar mais motoristas para as alimentadoras”, declarou. Ele participou de uma reunião com representantes dos rodoviários na última quarta-feira para debater o tema.

O diretor de assuntos sindicais e imprensa do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Pará (Sttrepa), Edilberto Santos, o “Ventania”, informa que o sindicato deve requerer amanhã, através de ofício, uma reunião com a diretora superintendente da Ctbel, Ellen Margareth, para pedir esclarecimentos sobre os impactos do BRT no mercado de trabalho.

“Não somos contra a tecnologia e nem a melhoria do transporte. Mas precisamos saber onde vão trabalhar esses pais de famílias”, criticou.

O presidente do Setransbel, Paulo Gomes, ressaltou que licitações são procedimentos públicos e todas as empresas estão se preparando para participar com uma assessoria. “Ficar fora ou não do sistema depende do processo e não podemos prever o que acontecerá. Por isso estamos assessorando as empresas a respeito de documentos e prérequisitos básicos exigidos em licitações do tipo em nível nacional. Estamos buscando experiência em locais onde isso já ocorreu. Não temos conhecimento do edital para ver os pré-requisitos da prefeitura e as mudanças. Também não tivemos acesso ao projeto ainda”, comentou.

Fonte: O Liberal

PARÁ PODE FICAR SEM COMBUSTÍVEL NO FINAL DO ANO.

Pará pode ficar sem combustível no final do ano

Déficit na capacidade de transporte e armazenamento podem causar desabastecimento

05/11/2012 - 07:11 - Pará
 
Algumas regiões do País estão sob ameaça de ficar sem combustível no fim deste ano. Para evitar o desabastecimento, ou atenuá-lo, o governo federal já começou a traçar um plano de emergência, que envolve a ampliação da capacidade de transporte e de armazenamento.
As reuniões tiveram início em outubro, com técnicos do Ministério de Minas e Energia, Agência Nacional do Petróleo, Petrobras e representantes das distribuidoras e dos produtores de etanol.

 Segundo avaliação do grupo, as regiões mais ameaçadas são o Norte, o Nordeste e o Centro-Oeste, além de Minas e Rio Grande do Sul. A perspectiva de colapso se deve a três fatores:

1) o consumo recorde de gasolina, que, em 2012, pela primeira vez passará de 30 bilhões de litros;

2) a falta de capacidade interna de produção;

e 3) problemas de infraestrutura de armazenagem e distribuição. No fim do ano esse problema se agrava porque, historicamente, o consumo nos meses de novembro e dezembro é cerca de 10% superior à média registrada nos bimestres anteriores.

Para acompanhar a alta da demanda interna, a Petrobras vem importando cada vez mais gasolina. Até setembro, foram 2,4 bilhões de litros, quase o triplo do registrado no mesmo período de 2011, segundo cálculos do Centro Brasileiro de Infraestrutura.

A importação torna a distribuição mais complexa. O transporte da gasolina por navios, já sujeito a intempéries, sofre com a falta de infraestrutura dos portos, hoje, sem espaço para atracação e armazenamentos. Mar - Pará, Amapá, Maranhão, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte são os Estados mais vulneráveis.

Quase todo o combustível que abastece os consumidores desses locais chega pelo mar. Em outubro, o Amapá ficou sem gasolina. O Sindicato dos Caminhoneiros Autônomos do Pará relata que houve, também, problemas de abastecimento em Belém, além de cidades do Amazonas e do Piauí.
Para o sindicato, o número de caminhões-tanque não deu conta do aumento rápido do consumo. Além disso, os terminais que recebem combustível reduziram investimentos em ampliação porque estão com contratos provisórios, o que dificulta o acesso ao crédito.

Fonte: Jornal Amazônia

Trânsito no Entroncamento será alterado a partir de terça

Mudança atende obra de remanejamento de adutora da Cosanpa

04/11/2012 - 18:05 - Belém.
 
O trânsito no Entroncamento será alterado a partir das 23h desta terça-feira (6). Todos os veículos que utilizavam a rotatória para acessar a Avenida Pedro Álvares Cabral serão obrigados a desviar o percurso pela Avenida Augusto Montenegro.

A mudança afeta os motoristas que vem de Ananindeua pela BR-316 e aqueles que utilizavam a rotatória como retorno. Com a mudança, a Prefeitura de Belém atende o acordo firmado com a Cosanpa (Companhia de Saneamento do Pará) em torno da adutora localizada próximo ao elevado dois do Complexo Viário do Entroncamento. A rede de água desse trecho será remanejada para o eixo da Augusto Montenegro e a adutora para baixo do elevado, sem prejuízo para o abastecimento de água na região.

Para seguir pela Pedro Álvares Cabral os condutores devem pegar  agora a Augusto Montenegro e utilizar o retorno que será aberto próximo à Rua da Marinha, para caminhões e ônibus, ou o retorno já existente em frente ao Conjunto Gleba I, para veículos de passeio, e só então acessar a Pedro Álvares Cabral.

A interdição deve durar quatro meses. Os condutores de ônibus e veículos de carga devem percorrer obrigatoriamente 2,4 mil metros na Augusto Montenegro até o novo retorno, onde será feita a conversão, e voltar pela própria Augusto Montenegro até a Pedro Álvares Cabral.

Já os carros de passeio poderão utilizar o segundo retorno da Avenida, em frente ao Gleba I. Não será permitido retornar na primeira conversão, que funciona apenas para quem vem da Augusto Montenegro e pretende acessar a Passagem Péricles Guedes de Oliveira, que passa atrás do Shopping Castanheira e dá acesso à Rodovia BR 316. Agentes da Companhia de Transportes de Belém estarão no local para orientar os motoristas.
 Redação Portal ORM

FILME ALEMÃO GRAVADO NO PARÁ MOSTRA AS BELEZAS DA AMAZÔNIA AO MUNDO.

Da Redação
Agência Pará de Notícias
Atualizado em 04/11/2012 às 09:58

O canal de TV alemão ZDF escolheu o Pará para iniciar uma série de filmes com histórias de pessoas que se passam nos mais importantes rios do mundo. O primeiro filme, que já está sendo rodado no estado, chama-se “Verloren im Amazon” (Perdidos na Amazônia), tendo Belém, a ilha do Combu e São Caetano de Odivelas como parte das locações. O filme deve alcançar de 8 a 10 milhões de expectadores na Europa, dando bastante visibilidade ao estado, e por issso conta com o apoio do Governo do Pará, por meio da Companhia Paraense de Turismo (Paratur) e da Secretaria de Estado de Turismo (Setur).
A produção no Brasil é coordenada pela empresa Optomagic, que possui em seu portifólio mega produções de artistas nacionais, como as cantoras Kelly Key e Vanessa Camargo. Comanda essa produção Martina Engel, filha do renomado cineasta e escritor Otto Engel. No Pará uma grande equipe está sendo mobilizada, em parceria entre órgãos públicos das esferas estadual e municipal, além de profissionais locais como técnicos e atores, para desenvolvimento das gravações.
As visitas de sondagem e as primeiras negociações começaram há alguns meses, com o trabalho de pré-produção de representantes da equipe que vieram ao estado para escolha de locações e viabilização de parcerias para as gravações. Martin Lehwald é um dos produtores alemães que visitou o Pará pelo menos quatro vezes antes de decidir que aqui seria o melhor lugar para desenvolver o longa metragem, principalmente após o apoio recebido da equipe de marketing da Paratur.
“Nossa missão de promover o turismo do Pará ao Brasil e ao exterior nos permitiu avaliar que um filme que tem o Pará, que divulgamos como a obra prima da Amazônia, como cenário, e que será visto por cerca de 10 milhões de expectadores na Europa, em especial na Alemanha, sem dúvida vai contribuir com nosso trabalho”, diz Socorro Costa, presidente da Paratur, que tem coordenado pessoalmente sua equipe de Marketing nas articulações institucionais de apoio ao filme. Socorro lembra que a meta do Governo do Estado é tornar o Pará destino turístico líder da Amazônia e que estratégias como essa são muito eficazes.
O filme
A primeira etapa da produção do filme teve início durante a realização do Círio de Nazaré, quando foram gravadas as primeiras imagens do longa, que conta com a direção do renomado diretor italiano Carlo Rola. De acordo com a sinopse do filme, após a queda de um avião em plena floresta amazônica, o marido viaja de Berlim até Belém para procurar a esposa e, sem obter sucesso na busca, acaba retornando ao seu país.
Quatro anos depois, durante o Círio de Nazaré, o piloto que o ajudara nas buscas, consegue encontrar a esposa desaparecida do amigo e o informa sobre o fato. Ao chegar a Belém ele descobre que a mulher perdera a memória e agora estaria morando em uma pousada desde que foi encontrada perdida na floresta. Ela segue uma vida já bastante diferente da que levava antes do acidente, em um romance com um policial federal filho da mulher que a havia encontrado e dona da pousada.
Como não se lembra do marido, o encontro entre os dois não será nada amistoso e o marido tenta fazer com que ela recorde da vida na Alemanha. Essa tentativa de retomar as lembranças norteia boa parte da trama, fazendo com que eles vivam momentos muito intensos, inclusive chegando a se perderem na floresta, de onde vem o nome do filme.
As gravações na ilha do Combu e no Furo do Maracujá, região insular da capital paraense, seguem até o final desta semana. Nas próximas etapas serão rodadas cenas nos complexos do Ver-o-Peso e Feliz Lusitânia, Jardim Botânico Bosque Rodrigues Alves e também no município de São Caetano de Odivelas.
Uma grande equipe com mais de 30 profissionais alemães e um grande time de paraenses, entre equipe técnica, de apoio, produtores e atores está envolvida nos trabalhos. No Pará a equipe conta com o importante suporte do Batalhão de Polícia Fluvial, da Companhia Independente de Polícia Turística (CIPTUR), Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, Secretarias Estadual e Municipal de Meio Ambiente, Ctbel, Guarda Municipal, Secretaria Municipal de Economia, Prefeitura de São Caetano de Odivelas, entre outros.
A atriz global Clarisse Abujamra, conhecida nacionalmente, foi convidada para fazer parte do elenco, atuando como a dona da pousada que encontra a personagem principal do filme. No time paraense da equipe de produção estão nomes como Célia Maracajá e Adriano Barroso, que possuem no currículo grandes produções locais e nacionais em cinema, TV e teatro.
Paratur e Setur vêm acompanhando a equipe desde as primeiras articulações, oferecendo todo o suporte necessário para que os trabalhos sejam encaminhados. O apoio ao filme faz parte de estratégias de divulgação e promoção do destino turístico "Pará - a obra-prima da Amazônia", desenvolvida desde 2004 pela Gerência de Comunicação da Paratur, através do programa de Press Trip, que para ser viabilizado conta com diversos parceiros pertencentes ao trade paraense, ressaltando que o fortalecimento, desenvolvimento, promoção e divulgação do turismo do Pará é uma das metas prioritárias do governador Simão Jatene, visando geração de emprego, renda e qualidade de vida à população do estado e dos que o escolhem como destino turístico.

Texto:
Benigna Soares - Paratur
Fone: (91) 8360-0506 / (91) 8842-8129
Email: turismoparaense@gmail.com / benignasoares@globo.com

Companhia Paraense de Turismo
Praça Waldemar Henrique, S/N. Belém-PA. CEP: 66010-040
Fone: (91) 3212-0669 / 3223-2130
Site: www.paraturismo.pa.gov.br Email: presidencia@paratur.pa.gov.br

domingo, 4 de novembro de 2012

DOM CARLOS E O DIA DOS FINADOS.

domingo, 4 de novembro de 2012

Mensagem de Dom Carlos para o dia de finados


Somos nós que castigamos e condenamos a nós mesmos. No dia final somente, nós teremos clareza de como vivemos a vida, de como nos comportamos enquanto estávamos no mundo. Lá somente é declarado aquilo que fizemos na vida: se nós tivemos um coração atento, acolhedor, solidário, pronto para sentir compaixão com aqueles que sofrem que passam necessidade. Se tivermos aqui essas atitudes, lá seremos acolhidos, seremos abençoados, benditos. Se aqui levarmos a vida pensando em nós mesmos, rejeitando o irmão, recusando de ajudar o outro, de ter misericórdia e compaixão do outro, lá receberemos, da mesma forma, rejeição. Como nos comportamos aqui, seremos acolhidos lá no tempo final. Por isso, não é Jesus que castiga, não é Ele que condena. Somos nós, que a cada dia que passa, decidimos o nosso destino final, da nossa feliz ressurreição ou da nossa eterna condenação.
Deus está sempre nos dando mais uma chance, oportunidades, está nos dando mais um tempo. Todo dia, ao levantar, nós deveríamos agradece a Deus por que nos deu mais um dia! Um dia que poderia ser decisivo para mudar a nossa vida, para abrir o nosso coração, para viver os mandamentos do Senhor, para nós nos comportarmos como Ele se comportou. Ele se fez pequeno, pobre, o último, estrangeiro, doente, preso... É a Ele que nós acolhemos, quando acolhemos alguém que está sofrendo, que está passando necessidade, alguém que é excluído. Se nós soubermos nesta vida, neste peregrinar, perceber Jesus que passa no meio de nós, reconhecê-lo no rosto das pessoas que sofrem e ao reconhecê-lo soubermos acolhê-lo, nós já estamos com o céu de portas abertas para nos acolher. Mas se nós aqui não soubermos encontrar Jesus, não soubermos reconhecê-lo, nós chegaremos no dia final sem ter a capacidade de perceber a desgraça que se prepara diante de nós.
Hoje, lembramos e rezamos pelos nossos irmãos que já se passara desta para outra vida. A morte é uma passagem! A morte não é o fim de tudo... Nós cremos que há outra vida, uma vida plena, uma vida feliz depois desta vida. Não conseguimos imaginar como todo o nosso desejo de felicidade, de eternidade, de amor possa se apagar no dia de nossa morte. Nós cremos que o amor é mais forte do que a morte. Criados à imagem de Deus, nós ansiamos poder um dia vê-lo e encontrá-lo e assim, nEle encontrar todos os irmãos, aqueles que conhecemos durante a nossa existência, mas também todos os outros irmãos que fazem parte da humanidade, desde Adão até o último homem.
O nosso desejo é uma vida sem fim, porque nós, criados a imagem de Deus, temos dentro de nós esse anseio de eternidade. E Jesus, ele nos garantiu que há uma outra vida, uma vida plena, uma vida feliz, ele prometeu um lugar para todos nós. Ele foi ao Pai para preparar um lugar para nós. O nosso destino não é aqui, no tumulo, no cemitério, o nosso destino, a nossa casa é o céu. Esta festa que Deus prepara para nós, este banquete de ricos manjares, Deus enxugará todas as lagrimas! Deus Vencerá a morte, Ele já venceu a morte no seu Filho, Jesus, e em Cristo, Ele também vence todas as nossas mortes. Por isso que nós olhamos para frente com esperança e diante de nós não está o vazio, o nada, diante de nós está um Pai que nos acolhe, diante de nós esta Jesus, que nos ama infinitamente, que deu a vida por nós e que intercede junto do Pai por nós.  Por isso, mesmo se o momento da separação e da morte é sempre um momento sofrido, difícil... Foi difícil para o próprio Jesus e é o momento mais difícil da nossa vida. Quantos momento difíceis que já passamos, mas o momento mais difícil, mas também o momento mais importante, mais decisivo, será o momento da nossa partida. Quem tem fé vai ao encontro da morte com esperança, acredita que naquele instante está se abrindo pra ele, vislumbrando para ele, o que ele sempre desejou: o encontro com Deus, o encontro com todos os irmãos.
Entre nós e os irmãos que já se passaram há uma comunhão profunda, que nós chamamos a Comunhão dos Santos, uma comunhão que não é feita de algo sensível, que se possa tocar, mas é uma comunhão espiritual, que se dá em Cristo Jesus. São Paulo diz que nós somos o Corpo de Cristo, que Cristo é a cabeça do Corpo. Nós somos os membros deste corpo. Alguns dos nossos irmãos já estão unidos a Cristo de forma plena, são os Santos, aqueles que levaram uma vida de acordo com o Evangelho. Nós estamos também em comunhão com Cristo, mas a nossa comunhão será plena no dia do encontro definitivo. Mas entre ele e nós, entre eles que já encontraram o Senhor e nós que ansiamos encontrá-lo, há esta comunhão bonita. Eles rezam por nós e nós rezamos por eles. E assim sentimos uma força extraordinária, que nos acompanha, que nos protege. Quantos irmãos ainda estão ansiando o encontro com o Senhor Jesus, estão passando por aquela purificação necessária, que a Igreja chama de Purgatório, o tempo de espera, de purificação, por isso que é importante nós rezarmos por estes irmãos. Afinal todos nós fazemos a experiência do pecado e há algo em nós que deve ser purificado, e só se dá através da oração, implorando de Deus o perdão pelos pecados destes irmãos, para que quanto antes possam se unir plenamente a Ele. Um dia todos estaremos unidos ao Senhor, todos aqueles que são chamados de Filhos de Deus, herdarão o que é próprio dos filhos: a vida eterna. A vida eterna que Jesus, o Unigênito, Filho de Deus prometeu para nós.
Temos um grande desafio, nesta sociedade que às vezes parece cultuar a morte, numa sociedade onde a morte está diariamente de forma macabra, onde todo dia, abrindo os jornais, vendo as consequências de tanta violência, de tanto desrespeito a vida, onde assistimos a tanta violência provocada pelas guerras, pelos ódios raciais, nós percebemos que nós, discípulos de Jesus, nós cristãos, devemos ser os defensores da vida, aqueles que anunciam a importância da vida, desde a sua concepção até o último dia. Ninguém é dono da vida do homem, nem a mãe é dona da nova criatura que está sendo concebida no seu ventre. Ninguém também é dono da vida do outro, mesmo se ele estiver doente e não tiver capacidade de entender. Infelizmente parece que há pessoas que pensam que podem fazer o que quiser da vida dos outros. Quando os outros começam a ficar doentes, quando os outros são um problema, tem que eliminá-los, em lugar de acolher quem é indefeso, em lugar de proteger e de cuidar daquele idoso, doente, em fase terminal.  O homem que rejeita a vida está se excluindo da vida! Nós anunciamos o Evangelho da Vida, a boa notícia que é a vida, mesmo se fragilizada, ela é sempre uma presença de Deus, por isso defender, amar a vida é o nosso trabalho, o nosso testemunho. E é necessário consolar aqueles que sofrem, aqueles que andam desesperançados, aqueles que perderam o gosto de viver... Quantas pessoas vivem angustias, sofrimentos, precisam encontrar irmãos e irmãs que, cheios de esperança, cheios do amor de Deus , animem estes irmãos  a continuar a caminhada até o fim, até o encontro com o Senhor. É claro que quem vive sem fé, não encontra o sentido da vida. Quem vive sem fé, fica na escuridão, acha que tudo termina com a morte. Quem vive sem fé, acaba entrando num túnel sem saída. Daí, pedir o dom da fé, para nós, para todos, ajudar os irmãos que estão na escuridão a encontrar luz, que é Cristo, e a encontrarem em Cristo o sentido pleno da vida, desta vida e da vida sem fim, da vida eterna.
Agora aqui, nós nos unimos a todos os irmãos que estão no céu, oferecemos com Jesus a nossa vida ao Pai, nos comprometemos a defender a vida, a ser testemunha da vida plena, a ajudar aos irmãos que estão pobres na fé a renovar a sua fé. E aqui, nós juntos com Igreja renovamos a fé dos apóstolos, a fé em Jesus que morreu e ressuscitou por nós, a fé na nossa futura ressurreição, a fé na comunhão dos Santos, a fé na vida eterna. Vamos, pois, com entusiasmo, renovar a nossa fé que nos sustenta na nossa caminhada.

Dom Carlos Verzeletti
Missa de finados, Cemitério São José
Castanhal - 19 horas, 02 de novembro de 2012