sexta-feira, 2 de novembro de 2012

COMO A SAMARITANA JUNTO DO POÇO: POR CARDEAL ODILO SCHRER.

Como a Samaritana junto do poço

Artigos

31/10/2012
Cardeal Odilo Pedro Scherer
Muitas vezes, a humanidade se parece, em nossos dias, com a Samaritana, que encontra Jesus junto ao poço de Jacó
A 13ª Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos foi concluída em Roma no Domingo, 28.10, com a Missa celebrada pelo Papa Bento 16 na Basílica de São Pedro, concelebrada pelos Cardeais, Bispos e Padres participantes do Sínodo. Foram 3 semanas de intensos trabalhos, que revelaram mais uma vez a imensa riqueza espiritual e humana da Igreja, na unidade de sua mensagem e missão e na variedade de suas expressões locais.
A Assembleia sinodal produziu um grande volume de depoimentos, reflexões e testemunhos, sintetizadas nas 58 “Propostas” finais entregues ao Papa, como resposta à sua convocação da Assembleia para ouvir o Episcopado e outros participantes sobre o tema da nova evangelização para a transmissão da fé cristã; publicou também uma Mensagem densa e bela, endereçada a toda a Igreja, que espelha as reflexões e recomendações sinodais.
Muitas vezes, a humanidade se parece, em nossos dias, com a Samaritana, que encontra Jesus junto ao poço de Jacó (cf Jo 4). Ela vem procurar água para matar a sede; o poço está no meio dum terreno pedregoso e desértico; a mulher pensa na água, mas Jesus entende a sede mais profunda da Samaritana, que vive na aridez do pecado, e lhe oferece “água viva”... ela não entende, mas Jesus já vai saciando sua sede, enquanto lhe anuncia o Reino de Deus, presente em sua pessoa. A mulher bebe, tem fé e corre para anunciar a toda a cidade que encontrou a verdadeira fonte de água viva, que todos procuravam. Ela dá testemunho sobre Jesus, o povo acorre ao seu anúncio e vai ao encontro de Jesus; e já não precisam mais que a mulher lhes fale, pois o próprio Jesus se dá a conhecer àquele povo.
Quem quiser entender o que é a nova evangelização a partir de técnicas de marketing religioso ou novas doutrinas procura bem longe do alvo. Na reflexão sinodal, o que mais apareceu é que a nova evangelização começa por levar a sério a sede de Deus que existe em todo ser humano; o terreno parece desértico e os cântaros estão vazios, por causa da negação de Deus, ou porque se tentou matar a sede de Deus com falsos deuses, idolatrias e substitutivos de Deus. Nada pode preencher o vazio de Deus no coração humano. É necessário também levar a sério os cântaros vazios: estão à espera de serem enchidos!
Quem os pode encher? É preciso ir ao encontro de Jesus, deixar-se atrair e envolver por Ele; “conversão”, este foi um conceito muito ouvido no Sínodo: conversão a Deus, a Cristo, conversão pastoral, missionária... Em Aparecida já ouvimos falar disso. Para que procurar por aí, em cisternas furadas? Por que continuar a buscar em poças lamacentas, poluídas? Conversão para voltar ao poço. O poço é Jesus Cristo. Ele tem a água viva em abundância! Quem vai chamar o povo para junto do poço? Só quem já esteve lá e matou sua sede pode fazê-lo. Todos nós, se temos fé e amamos a Jesus Cristo, somos chamados a ser como a Samaritana. Correr à cidade, chamar outra vez o povo, anunciar, testemunhar...
O Sínodo conclamou a todos para a nova evangelização e a transmissão da fé cristã: Bispos, Padres, Religiosos e demais Consagrados, Leigos, todo o Povo de Deus, na variedade de seus dons, carismas e organizações. Pais cristãos têm uma graça especial para transmitir a fé; não deixem de levar os filhos à fonte. Jovens sedentos, não fiquem no deserto, nem matem a sede com águas estagnadas; estudiosos, pessoas comuns ou especialmente encarregadas na Igreja pela promoção de um novo ânimo missionário nas comunidades católicas e na sociedade em geral. Todos estão convidados a encher seus cântaros; e assim, saciados e alegres, podemos fazer novamente florir o deserto.
Fonte: CNBB

SOMOS CIDADÃOS DO CÉU: COMUNIDADE BETÂNIA.

Somos cidadãos do Céu

Artigos

27/09/2012
Catequese
O cristão vive com os pés na terra e com o coração no céu
Com essas palavras, São Paulo indicou aos filipenses e a todos nós, cristãos, qual é a nossa vocação última. E o apóstolo acrescentou: “É de lá que ansiosamente esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, que transformará nosso mísero corpo tornando-o semelhante ao seu corpo glorioso” (Fl 3,20b-21a).
Essa é a razão da nossa esperança, aquela que São Pedro pediu que manifestássemos aos outros (cf. I Pd 3,15).
O cristão vive com os pés na terra e com o coração no céu. Toda a pregação da Igreja é baseada na esperança da ressurreição. “Se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé” (1 Cor 15,14), disse São Paulo. E o apóstolo afirmou: “Se é só para esta vida que temos colocado a nossa esperança em Cristo, somos, de todos os homens, os mais dignos de lástima” (I Cor 15,19).
Muitos cristãos põem a esperança em Cristo apenas nesta vida, buscando nEle segurança, saúde, paz, conforto, dinheiro, até prestígio e prazer, só para esta vida, esquecendo-se de que são cidadãos dos céus. “Esses”, disse São Paulo, “de todos os homens, são os mais dignos de lástima” (citação livre de I Cor 15,19).
Cristo não veio para ser um libertador social (não redentor), descompromissado com aquele que disse: “O meu reino não é deste mundo” (Jo 18,36a).
Cristo nos quer a todos no céu, vivendo definitivamente com Ele. Para isso, devemos sacrificar toda a nossa vida aqui nesta terra. Foi o próprio Senhor quem nos disse claramente: “Pois, que aproveitará ao homem ganhar o mundo inteiro, se vier a perder a sua vida?” (Mc 8,36). Em outro lugar disse: “Não ajunteis para vós tesouros na terra (…). Ajuntai para vós tesouros no céu (…). Porque, onde está o teu tesouro, lá também está teu coração” (Mt 6,19a.20a.21). Nosso tesouro e nosso coração devem estar no céu e não na terra.
O Senhor se fez homem e passou pela amarga paixão, morte e ressurreição exatamente para nos conquistar uma morada no céu. Momentos antes de beber o cálice da paixão, Ele disse aos discípulos: “Na cada de meu Pai há muitas moradas. Não fora, assim, e eu vos teria dito; pois vou preparar-vos um lugar. Depois de ir e vos preparar um lugar, voltarei e tomar-vos-ei comigo, para que, onde eu estou, também vós estejais” (Jo 14, 2-3). Alegremo-nos, irmãos, pois somos cidadãos do céu.
Toda a nossa vida aqui nesta bela terra deve ser apenas uma diligente preparação para vivermos eternamente com Deus que é amor (cf. I Jo 4,8). São Paulo nos assegurou que “temos no céu uma casa feita por Deus e não por mãos humanas” (cf. II Cor 5,1). Para o apóstolo a vida terrena era um exílio: “Todo o tempo que passamos no corpo é um exílio longe do Senhor” (II Cor 5,6b). E ansiava pelo céu, dizendo: “Suspiramos e anelamos ser sobrevestidos da nossa habitação celeste (…). Pois, enquanto permanecemos nesta tenda, gememos oprimidos (…). Estamos, repito, cheios de confiança, preferindo ausentar-nos deste corpo, para ir habitar junto do Senhor” (II Cor 5,2.4a.8) e “para mim o viver é Cristo e o morrer é lucro” (Fl 1,21).
Todo cristão tem de ansiar pelo céu, pois ali é o seu destino. Pelos merecimentos de Jesus Cristo, somos filhos de Deus e participantes da natureza divina (cf. II Pd. 1,4); logo, somos herdeiros do céu: “Se somos filhos, também somos herdeiros”, disse São Paulo (citação livre de Rm 8,17).
Desejar o paraíso, disse Santo Afonso de Ligório, é o mesmo quer desejar a Deus, nosso último, pois lá O amaremos perfeitamente. Ali cumpriremos perfeitamente o mandamento do Senhor: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todas as tuas forças e de todo o teu pensamento” (Lc 10,27). Disse Santo Afonso que a nossa meta, aspirações e desejos devem ser isto: “Ir gozar de Deus no paraíso, para amá-lO com todas as nossas forças e gozar do gozo de Deus!” E afirmou que a maior felicidade da alma no céu é conhecer a felicidade infinita de Deus. “Entra no gozo do teu Senhor” (citação livre de Mt 25,21). A alma entra na felicidade de Deus; a felicidade de Deus é a sua felicidade.
Afirmou o santo que “no céu a alma fica toda presa e consumida pelo amor de Deus. Ela fica perdida e mergulhada no mar infinito da bondade divina. Esquece-se de si mesma e só deseja amar ao seu Deus. Possui a Deus plenamente sem o medo de poder perdê-lO. A todo o momento se entrega, sem reservas, a Deus. Deus a abraça com amor, e, assim abraçada, a tem e terá por toda a eternidade. Ela nada mais deseja. Deus está unido a ela com a Sua própria essência, saciando-se na medida da capacidade dela e dos seus méritos”.
Alegremo-nos, irmãos, somos cidadãos do céu!

O DUELO ENTRE A VIDA E A MORTE

O duelo entre a vida e morte

Postado por Frei Erick Ramon


POR: Leonardo Boff

Num dos mais belos hinos da liturgia cristã da Páscoa, que nos vem do século XIII, se canta que "a vida e a morte travaram um duelo; o Senhor da vida foi morto mas eis que agora reina vivo”. É o sentido cristão da Páscoa: a inversão dos termos do embate. O que parecia derrota era, na verdade, uma estratégia para vencer o vencedor, quer dizer a morte. Por isso, a grama não cresceu sobre a sepultura de Jesus. Ressuscitado, garantiu a supremacia da vida.

A mensagem vem do campo religioso que se inscreve no humano mais profundo, mas seu significado não se restringe a ele. Ganha uma relevância universal, especialmente, nos dias atuais, em que se trava física e realmente um duelo entre a vida e a morte. Esse duelo se realiza em todas as frentes e tem como campo de batalha o planeta inteiro, envolvendo toda a comunidade de vida e toda a humanidade.

Isso ocorre porque, tardiamente, nos estamos dando conta de que o estilo de vida que escolhemos nos últimos séculos, implica uma verdadeira guerra total contra a Terra. No afã de buscar riqueza, aumentar o consumo indiscriminado (63% do PIB norte-americano é constituído pelo consumo que se transformou numa real cultura consumista) estão sendo pilhados todos os recursos e serviços possíveis da Mãe Terra.

Nos últimos tempos, cresceu a consciência coletiva de que se está travando um verdadeiro duelo entre os mecanismo naturais da vida e os mecanismos artificiais de morte deslanchados por nosso sistema de habitar, produzir, consumir e tratar os dejetos. As primeiras vítimas desta guerra total são os próprios seres humanos. Grande parte vive com insuficiência de meios de vida, favelizada e superexplorada em sua força de trabalho. O que de sofrimento, frustração e humilhação ai se esconde é inenarrável. Vivemos tempos de nova barbárie, denunciada por vários pensadores mundiais, como recentemente por Tsvetan Todorov em seu livro O medo dos bárbaros (2008). Estas realidades que realmente contam porque nos fazem humanos ou cruéis, não entram nos calculos dos lucros de nenhuma empresa e não são considerados pelo PIB dos países, à exceção do Butão que estabeleceu o Indice de Felicidade Interna de seu povo. As outras vítimas são todos os ecossistemas, a biodiversidade e o planeta Terra como um todo.

Recentemente, o prêmio Nobel em economia, Paul Krugmann, revelava que 400 famílias norte-americanas detinham sozinhas mais renda que 46% da população trabalhadora estadunidense. Esta riqueza não cai do céu. É feita através de estratégias de acumulação que incluem trapaças, superespeculação financeira e roubo puro e simples do fruto do trabalho de milhões.

Para o sistema vigente e devemos dizê-lo com todas as letras, a acumulação ilimitada de ganhos é tida como inteligência, a rapinagem de recursos públicos e naturais como destreza, a fraude como habilidade, a corrupção como sagacidade e a exploração desenfreada como sabedoria gerencial. É o triunfo da morte. Será que nesse duelo ela levará a melhor?

O que podemos dizer com toda a certeza que nessa guerra não temos nenhuma chance de ganhar da Terra. Ela existiu sem nós e pode continuar sem nós. Nós sim precisamos dela. O sistema dentro do qual vivemos é de uma espantosa irracionalidade, própria de seres realmente dementes.

Analistas da pegada ecológica global da Terra, devido à conjunção das muitas crises existentes, nos advertem que poderemos conhecer, para tempos não muito distantes, tragédias ecológico-humanitárias de extrema gravidade.

É neste contexto sombrio que cabe atualizar e escutar a mensagem da Páscoa. Possivelmente não escaparemos de uma dolorosa sexta-feira santa. Mas depois virá a ressurreição. A Terra e a Humanidade ainda viverão.

A FORMAÇÃO DOS VALORES HUMANOS

A formação dos valores humanos

Postado por Frei Erick Ramon

Os primeiros cristãos mudaram as leis do Estado com seus costumes

Vivemos no mundo da globalização, onde tudo se vê pelo prisma da economia, do possuir e do conseguir. E quanto mais se tem, mais insatisfeito se está quando não se consegue mais. Basta ver a publicidade do comércio nos meios de comunicação. Lança-se um produto e o que parecia uma conquista, já não será mais, porque logo depois começam outros lançamentos que são apontados como também necessários e atuais.

E a família se encontra nesse mundo globalizado. Perdem-se valores humanos e cristãos dentro da própria família. Como consequência, temos a deterioração de muitas famílias, porque são tentadas pelo egoísmo, pelo ter, pelo poder. Qualquer ofensa recebida é tomada gravemente. Já não existem o perdão e a caridade e muitos casamentos acabam na separação e no divórcio.

A solução é a santidade da família. E a santidade não é algo que está fora do alcance das pessoas. Ela consiste na verdade, no perdão, na misericórdia, na justiça, na fraternidade, na solidariedade. Foi o que Jesus disse: “Sede santos como meu Pai Celestial é santo”.

A família, por ser de natureza divina, cresce e se aperfeiçoa quanto mais se cultivam o diálogo e não o monólogo, assim como o entendimento, a caridade e a paz.

A família estável tem sido questionada de modo particular nos dias de hoje. Falam alguns até de estar ultrapassada por formas de convivência temporária. A forma do divórcio é reconhecida em quase todos os países. A infidelidade conjugal é tolerada muitas vezes e até incentivada.

Na conferência inaugural do Congresso Teológico Pastoral, o Pe. Cantalamessa indicou que não se deve apenas «defender» a idéia cristã de matrimônio e família, mas o mais importante é «a tarefa de redescobri-lo e vivê-lo em plenitude por parte dos cristãos, de maneira que se volte a propô-lo ao mundo com os fatos, mais que com as palavras».

Duas pessoas que se amam – e o caso do homem e da mulher no matrimônio é o mais forte – reproduzem algo do que ocorre na Trindade. Nessa luz se descobre o sentido profundo da mensagem dos profetas acerca do matrimônio humano, o qual é símbolo e reflexo de outro amor: o de Deus por Seu povo.

A igual dignidade da mulher e do homem no matrimônio está no próprio coração do projeto originário de Deus e do pensamento de Cristo, mas isso quase sempre foi descumprido.

Deve-se evitar dirigir tudo para leis do Estado a fim de defender os valores cristãos. Não podemos esperar hoje mudar os costumes com essas leis. Os primeiros cristãos mudaram-nas [as leis do Estado] com seus costumes de verdadeiros filhos de Deus.

SOMOS CIDADÃOS DO CÉU E DA TERRA.

Somos cidadãos do céu e da terra

Postado por Bacharel em teologia Jose Benedito Schumann Cunha.
 
O cristão é um cidadão do céu pela graça do batismo e como está no mundo deve seguir as leis da terra também. Nós temos obrigações diante de Deus e dos homens. A liturgia desse domingo nos ilumina como devemos proceder diante de Deus e do mundo. As Leituras bíblicas nos dão uma resposta e uma clareza a respeito disso.

No Livro do Profeta Isaias temos, um rei pagão foi "instrumentos de Deus" para libertar o seu povo da escravidão da Babilônia. Era o rei Ciro e ele foi um grande comandante e um político hábil e iluminado Ele conquistou todos os impérios do oriente, inclusive a Babilônia.No ano 538, depois de conquistar a Babilônia, permitiu os judeus voltarem à própria terra e começarem a reconstruir o templo e a cidade de Jerusalém. O interessante observar que o Profeta Isaias chama esse rei pagão de "ungido do Senhor". Assim, ele torna um instrumento de Deus mesmo não tendo conhecimento explicito Dele e nem sendo membro desse Povo eleito de Deus. Ai vemos a mão de Deus que é o verdadeiro Senhor da Historia da humanidade (cf. Is 45,1.4-6) .

Deus, Ele pode se servir de qualquer pessoa para realizar seus projetos de vida e salvação para todos. Como vemos se serviu de um rei pagão e ainda pode servir de qualquer um para a sua missão, mas devem ser pessoas de boa intenção, amante da paz e da justiça.
O apostolo Paulo louva o Senhor, porque a Comunidade de Tessalônica abraçou com entusiasmo e alegria o Evangelho e o acolheu na sua vida, e com ação do Espírito Santo, deu frutos de fé, de amor e de esperança que são premissas para uma sociedade justa e fraterna para todos.. (cf. 1Tes 1,1-5b)

O evangelista Mateus nos mostra Jesus respondendo a uma pergunta política das autoridades da época. Pensam que Jesus é um profeta alienado e desordeiro. Mas tem uma surpresa. A pergunta deles é intrigante e desafiadora: "É permitido ou não pagar o TRIBUTO a César?" Não podia ter apenas uma resposta, pois daria choque a um dos lados envolvidos e podia prejudicar o projeto de salvação de Jesus. Ele veio para tirar as picuinhas, as injustiças, os interesses mesquinhos dos políticos e religiosos da época. Então Jesus responde sabiamente que daí a Cezar o que é de Cezar e a Deus o que é de Deus.

Isto mostra quando o homem estiver peregrinando na terra deve obedecer duas leis a divina e a humana. Isto quer dizer ser justo nas nossas ações diante de Deus e dos homens, não podemos sonegar. Deus quer o nosso amor e adoração e aos governantes respeito mas não idolatrá-los. Não podemos tirar o lugar de Deus e nem idolatrar os nossos governantes. Deus merece todo o nosso amor e as outras coisas devem ser como serviços vividos e feitos para o bem comum. O mundo sem Deus é nada e com Deus, o homem se torna melhor. Somos cidadãos do céu e da terra. Amém (cf. Mt 22,34-40).

A Igreja no Brasil nos pede e nos alertam que todos devem ser missionários e evangelizadores: "EVANGELIZAR, a partir de Jesus Cristo e na força do Espírito Santo, como Igreja discípula, missionária e profética, alimentada pela Palavra de Deus e pela Eucaristia, à luz da evangélica opção preferencial pelos pobres, para que todos tenham vida, rumo ao Reino definitivo". (DGAE (2011-2015))

FORASTEIROS E PEREGRINOS NO MUNDO.

Forasteiros e peregrinos no mundo



1- “Forasteiros e peregrinos no mundo”: a nossa condição neste mundo e a nossa verdadeira casa.

 
Encontramos “forasteiros e peregrinos” em I Pedro 2:11. Aí lemos:
 
I Peter 2:11
“Amados, exorto-vos (peço-vos), como a peregrinos e forasteiros, que vos abstenhais das concupiscências da carne, as quais combatem contra a alma;”
 
O Palavra de Deus diz-nos que somos forasteiros e peregrinos neste mundo. Isto significa que este mundo não é a nossa casa. Não pertencemos a este mundo. Para compreender isso melhor vamos ver um exemplo: digamos que embarcaste num avião para um país estrangeiro e desconhecido para ti e, hipoteticamente vais permanecer neste país. Tu és um estrangeiro e um estranho naquele país. Não entendes a língua que as pessoas falam. Não compreendes o que está escrita nos jornais deles. Ligas a TV mas rapidamente desligas porque não compreendes nada. É tudo estranho para ti. Tu és um estrangeiro e um estranho naquele país. A Palavra de Deus diz-nos a mesma coisa acerca da nossa condição na terra. Se, no entanto, e continuando com o mesmo exemplo, começas a falar a mesma língua que se fala no país, ouvires as notícias deles e vires os mesmos programas da TV, falas dos mesmos assuntos que eles e a fazes o mesmo que eles, já não és mais um estranho ou estrangeiro neste país, acabas por estar integrado naquele país e tornas-te parte dele. O mesmo se passa connosco, Cristãos. A Palavra de Deus diz-nos que somos estranhos e estrangeiros neste mundo. Não é suposto que nos conformemos (moldemos) a este mundo, que partilhemos os mesmos interesses do mundo, que nos comportemos da mesma maneira que o mundo se comporta, vimos o que eles vêem, tenhamos a mesma visão e os mesmos interesses que o mundo tem. Somos estranhos e estrangeiros aqui e não estamos aqui para nos conformar, ajustar, condizer, resignar ou integrar neste mundo. (Romanos 12:2) isto é: ter a mesma “forma” que o mundo tem. (é isto o que significa “conforma”). Nós vimos de um outro mundo, de uma outra casa. Onde está essa casa? Aqui estão alguns versículos que respondem a essa questão:
 
Filipenses 3:20
“Mas a nossa pátria está nos céus, donde também aguardamos um Salvador, o Senhor Jesus Cristo”
 
Colossenses 1:12-13
“dando graças ao Pai que vos fez idóneos para participar da herança dos santos na luz, e que nos tirou do poder das trevas, e nos transportou para o reino do seu Filho amado;”
 
Irmãos e irmãs, nós somos cidadãos dos céus. Lá e não neste mundo é a nossa casa. De facto, já fomos cidadãos deste mundo e do seu reino, o reino da escuridão. Mas já o não somos mais. Fomos libertados deste reino e agora somos cidadãos do Reino do Filho de Deus e como consequência somos estrangeiros e estranhos neste mundo.
 

2. O Problema

É triste mas muitos de nós não se consideram ser assim. Muitos de nós têm investido tanto no mundo e estão tão interessados no que está a acontecer no mundo que, a frase “estrangeiros e estranhos” lhes parece… estranha. Não digo isso para condenar ninguém, mas para afirmar como um facto o que eu vejo. Como a Palavra de Deus diz em Romanos 8:6
 
Romanos 8:6
Porque a inclinação da carne é morte; mas a inclinação do Espírito é vida e paz.
 
Seguir Cristo é vida e paz. Se fores Cristão e ainda não sentires a vida e a paz que acompanha a vida em Cristo, se te sentes vazio e fatigado é porque te focalizas nas coisas erradas. Tu estás convencido que segues Cristo da melhor maneira que consegues, mas não como tua primeira prioridade. Outros assuntos apareceram no teu caminho e eles têm implícita ou explicitamente uma prioridade mais alta ou igual para ti. Mais uma vez: não me compreendas mal. Não te critico. Eu apenas realço o que eu verifico ser o caso de muitos Cristãos. Precisamos conhecer o problema e a sua causa para poder aplicar a solução correspondente. Ignorando o problema pensando que “tudo está bem desde façamos o que os outros fazem” (isto é: ir com a corrente) não faz desaparecer o problema. Igualmente permite-me dizer com clareza, que Deus ama todos os seu filhos, independente do seu desempenho. Deus ama-te tanto como ama o Seu Filho Jesus Cristo e isto não tem nada a ver com o teu desempenho. Digo isto porque muitos Cristãos que se sentem vazios e fatigados podem pensar que Deus esteja zangado com eles porque eles não “agem bem”. O amor de Deus por vós, irmãs e irmãos, não depende do vosso desempenho.
 

3.A causa do problema

Voltando à Palavra de Deus. Ela descreve claramente certas coisas que cansam e pesam no coração e tornam a semente da Palavra estéril, infértil, isto é, embora a semente esteja lá não consegue criar os frutos que supostamente deveria produzir. Eis o que o Senhor Jesus disse em Lucas 21:34:
 
Lucas 21:34
Olhai por vós mesmos; não aconteça que os vossos corações se carreguem de glutonaria, de embriaguez, e dos cuidados da vida, e aquele dia vos sobrevenha de improviso como um laço.
 
Há certas coisas que causam um grande peso ao nosso coração, isto é, tornam-no pesado e exausto, duro, indiferente e frio. Apesar de muitos de nós não terem problemas com “sofreguidão e embriaguez” (por qualquer forma, estes pecados são condenados pela maioria de Cristãos e frequentemente por não-Cristãos também) que tal “os cuidados (assuntos) da vida”? O que o Senhor nos está aqui a dizer é que os assuntos da vida quotidiana, o “fazer pela vida”, o sobreviver, pode endurecer e tornar pesado o coração se estiveres ansioso; se todo o teu esforço estiver na preocupação de como vais sobreviver hoje; ou se estiveres demasiado ocupado com a vida e seus afazeres.
Para além disso, o Senhor disse na parábola do semeador quanto à terceira categoria de pessoas que ouviram a Palavra:
 
Marcos 4:18-19
Outros ainda são aqueles que foram semeados entre os espinhos; estes são os que ouvem a palavra; mas os cuidados do mundo, a sedução das riquezas e a cobiça doutras coisas, entrando, sufocam a palavra, e ela fica infrutífera.
 
Como o Senhor torna evidente: as preocupações com os afazeres deste mundo, os afazeres desta vida, mais o engano das riquezas e o prazer noutras coisas são inimigos para a semente da Palavra e tornam-na estéril e sem produzir frutos. Por outras palavras, os afazeres desta vida, as riquezas e os desejos de outras coisas NÃO podem co-existir com a Palavra de Deus no teu coração. Um dos dois tem de ir embora. É um ou outro. Não ambos. Isto também se ajusta com aquilo que Deus diz relacionado com “dinheiro”.
 
Mateus 6:24
Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar a um e amar o outro, ou há de dedicar-se a um e desprezar o outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas.
 
Não podes servir a dois senhores ao mesmo tempo. Se quiseres seguir Deus, se quiseres vida e paz, se quiseres que a semente da Palavra cresça e dê frutos, então deves libertar-te das preocupações e dos afazeres com o dinheiro e outras coisas porque a Palavra não pode crescer em ti juntamente com estas coisas. Não podes ser um estrangeiro e estranho deste mundo e ao mesmo tempo fazer parte do sistema deste mundo. Não é possível! Se de alguma maneira julgas poder gerir as duas coisas juntas então estás a enganar a ti próprio. Talvez digas: “Oh meu irmão, não compreendes a minha situação!” Eu compreendo te! Eu também tenho um emprego e uma família com 3 crianças pequenas. E, o que escrevo é fruto da minha experiência. Não é apenas conhecimento intelectual para mim. Não posso trabalhar 12 horas diárias e esperar crescer dedicando matinalmente 10 minutos à devoção e ir ao sermão dos Domingos de manhã. Não vai acontecer de forma alguma! Não precisamos só de tempo de qualidade com o Senhor (e vamos ser sinceros: não é possível ter apenas 10 minutos de “qualidade” com o Senhor enquanto nas restantes 16-18 horas que estás acordado a tua mente estiver constantemente ocupada com outras coisas). Também precisamos tempo em quantidade. Precisamos que o ensinamento da Palavra nos alimente. Precisamos de mudar o nosso interesse no mundo para a Palavra. Então o crescimento acontece como acontece aos bebés recém-nascidos ao beber o seu leite. Como diz a Palavra:
 
I Pedro 2:2
desejai como meninos recém-nascidos, o puro leite espiritual, a fim de por ele crescerdes para a salvação,
 
Se não beberes do leite da Palavra e, ao contrário te alimentas com o lixo do mundo, não te admires que não cresças e te sintas fraco e exausto. Só a Palavra de Deus pode trazer crescimento.
 

4. A solução

A boa nova é que tudo pode mudar e podemos começar a crescer e dar frutos novamente. Tudo o que é preciso é deixar de nos preocupar com coisas do mundo, dinheiro e outros desejos e começar a focar a nossa atenção em Deus e na Sua Palavra. De facto eu creio que é ao contrário: assim que começares a libertar espaço para Deus e a Sua Palavra perdes o interesse no dinheiro, ambições e assuntos mundanos. Estes interesses vão desaparecer à medida que começares a beber do leite da Palavra de Deus e focares a tua atenção em Deus como tua primeira prioridade. Ao proceder assim, o crescimento, a vida e a paz vão voltar novamente. Precisas saciar-te na Palavra e nos ensinamentos da Palavra, desejando “o leite da palavra” em vez de desejar outras coisas. Porém, para seres capaz de fazer isto talvez precises fazer alguns ajustes. Por exemplo, talvez seja necessário abrandar o trabalho e colocar limites. Deixa-me ser claro aqui: não estou a dizer que o trabalho seja mau. Ao contrário e como diz a Palavra “se alguém não quer trabalhar não coma” (II. Tessalonicenses 3:10). Trabalhar como forma de ganhar o pão não é condenável de maneira nenhuma. De facto é alguma coisa que é muito abençoado. No entanto o que penso ser um problema é - aparte não trabalhar mesmo - trabalhar muito para além do que precisamos para ganhar o pão, ao ponto que não há espaço para mais nada na nossa vida. Isto é: trabalhar é uma bênção mas ser um dependente do trabalho(workaholic) é um problema. Talvez também precises fazer uma melhor gestão do tempo, abdicando do tempo em que vês TV, surfas na Internet ou passatempos em excesso. Se te deslocas para o trabalho precisas encontrar bons ensinamentos da Palavra para ouvir (não falo de ensinamentos religiosos que se auto denominam “Cristãos”, sendo apenas ensinamentos religiosos e sem vida). Este é um site que me alimentou bastante http://www.awmi.net e tem centenas de MP3 gratuitos. Precisas de mudar. E repito, eu vivi aquilo de que estou a falar. Não é apenas conhecimento teórico. Nos dois últimos anos estava de tal forma ocupado que o meu tempo com Deus se resumia a 10 minutos “devocionais” da manhã, entre outras coisas mais. Quando alguém me perguntava “como estás?” eu respondia “ocupado”. O outro lado costumava responder a mesma coisa. Irmãos e irmãs, Isto não é bom. Estar ocupado com afazeres e outras coisas não é bom. Não foi de admirar que, ao terminar o meu contrato de trabalho, me sentisse tão esgotado. Então passei um par de meses sem trabalhar antes de procurar um novo emprego. Durante este período descobri o site do Andrew Wommack a que me referi atrás. Fiquei muito feliz ao ver que continha tantos bons ensinamentos da Palavra de Deus e que todo o material era gratuito (como deveria ser para um site cristão). Muitas coisas aí ensinadas eu já conhecia mas devido à minha “ocupação” elas tinham desaparecido. Eu saciei-me então com a Palavra. Isto mudou realmente a minha vida. A secura desapareceu e na sua vez, a vida, paz e poder voltaram. No meio disso, de forma sobrenatural, Deus arranjou-me um emprego que fica a 100 km do lugar onde vivo. Eu aceitei pela fé, porque Ele disse-me que este emprego era para mim. Questionava-me sobre o tempo de viagem pois precisava diariamente 4 horas para ir e vir do emprego, (o meu último emprego ficava a 1 milha e eu ia a pé!). Mas adivinha: o melhor tempo do dia veio a ser o tempo passado nas viagens de comboio. Eu andava em carruagens meio vazias, abria o meu notebook e escrevia artigos como este ou trabalhava no meu site e ao mesmo tempo continuava a encher-me com o leite da Palavra lendo ou escutando os ensinamentos da Palavra. Ao encher-me com a Palavra, todos os desejos que tinha por outras coisas que tinham absorvido o pouco tempo livre que antes me restava, desapareceram. Realmente sou um homem diferente do que era há um ano atrás e devo isso a Deus e à Sua Palavra. Quero ver uma tal transformação em ti, e é por isso que escrevo este artigo.
Voltamos ao nosso tema: a semente da Palavra que se tornou infértil, um cristão sem produzir frutos é exactamente o contrário daquilo que Deus, declaradamente, deseja de nós. Ele diz:
 
João 15:16
Vós não me escolhestes a mim mas eu vos escolhi a vós, e vos designei, para que vades e deis frutos, e o vosso fruto permaneça...
 
Nós fomos escolhidos para produzir frutos. Mas como já dissemos, isso não vai acontecer se permitirmos que a semente da Palavra seja sufocada pelos espinhos da riqueza, os desejos de outras coisas e os afazeres desta vida. O Senhor tratou dos assuntos dos afazeres e das riquezas noutros versículos que ainda não vimos. Aqui temos um novo versículo revelador:
 
Lucas 12:15-31
“Por isso vos digo: Não estejais ansiosos quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer, nem quanto ao corpo, pelo que haveis de vestir. Pois a vida é mais do que o alimento, e o corpo mais do que o vestuário. Considerai os corvos, que não semeiam nem ceifam; não têm despensa nem celeiro; contudo, Deus os alimenta. Quanto mais não valeis vós do que as aves! Ora, qual de vós, por mais ansioso que esteja, pode acrescentar um côvado à sua estatura? Porquanto, se não podeis fazer nem as coisas mínimas, por que estais ansiosos pelas outras? Considerai os lírios, como crescem; não trabalham, nem fiam; contudo vos digo que nem mesmo Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como um deles. Se, pois, Deus assim veste a erva que hoje está no campo e amanhã é lançada no forno, quanto mais vós, homens de pouca fé? Não procureis, pois, o que haveis de comer, ou o que haveis de beber, e não andeis preocupados. Porque a todas estas coisas os povos do mundo procuram; mas vosso Pai sabe que precisais delas. Buscai antes o seu reino, e estas coisas vos serão acrescentadas.
 
Não te preocupes com a tua vida, com o que vais comer, com o teu corpo, com o que vais vestir. Deus vai tomar conta de ti, irmão e irmã. Não precisas preocupar-te com tais coisas nem com as riquezas e outras coisas. As pessoas no mundo dão importância a tais coisas. A atenção deles concentra se em como vão ganhar o dia e se isto estiver assegurado pensam em como ficar ricos e como obter mais coisas. Mas nós somos diferentes. Nós pertencemos a um reino distinto. Nós temos o nosso maravilhoso Deus e Pai que toma conta de nós. Para nós, a primeira e maior prioridade não é saber como vamos ganhar a vida, como sobreviver, como enriquecer ou como ter um carro ou casa mais luxuosos. Em vez disso a nossa primeira e maior prioridade é, e deve ser, Deus e o Seu Reino. “Procura o Reino de Deus e todas estas coisas te vão ser dadas” diz a Palavra. Se porém, em vez de estares preocupado com a Palavra continuas preocupado com os afazeres deste mundo, com as riquezas e os desejos de outras coisas, atirando algumas migalhas para Deus (5 minutos de devoção na missa aos Domingos e mais algumas notas para pacificar a tua consciência) então a semente que foi semeada no teu coração vai secar e juntamente com ela tu vais secar também. E isto não deverá acontecer.
Como já dissemos, a preocupação com os afazeres deste mundo tem o mesmo efeito que têm as riquezas e os desejos de outras coisas sobre nós. Realmente não compreendo porque tantos perseguem as riquezas, chamando-as “prosperidade” enquanto a Palavra diz:
 
I Timóteo 6:7-10
Porque nada trouxe para este mundo, e nada podemos daqui levar; tendo, porém, alimento e vestuário, estaremos com isso contentes. Mas os que querem tornar-se ricos caem em tentação e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, as quais submergem os homens na ruína e na perdição. Porque o amor ao dinheiro é raiz de todos os males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores.
 
Irmão e irmã: tens alimento e vestuário? Se tiveres dá te por satisfeito!! Não precisas mais nada!! Mas se desejas de ser rico, se cobiçares coisas, então estás a entrar numa armadilha. Vais precisar de acumular bens e riquezas. Não és daqui e não vais levá-los contigo. Tu apenas precisas que as tuas necessidades estejam satisfeitas e para tal não precisas preocupar-te. Deus fez-te uma promessa: primeiro procura o Reino de Deus e a sua justiça e o que tu precisas te será dado.
 

5. Conclusão

Resumindo: nós somos estrangeiros e estranhos neste mundo. Este mundo não é a nossa casa como diz uma canção. Somos cidadãos do céu chamados por Deus para ir adiante e produzir frutos. No entanto a Palavra que foi semeada no nosso coração tem um inimigo subtil e mortal que a pode tornar estéril. É chamado “afazeres da vida, perseguir riquezas e desejos de outras coisas”. Muitos de nós estamos preocupados com estas coisas e apesar de ver a secura e a fraqueza como resultado, não as associamos à nossa preocupação com as coisas erradas. Mesmo a igreja não parece condenar isto explicitamente (especialmente a sobrecarga dos afazeres). Por esse motivo muitos Cristãos que enchem a igreja aos Domingos de facto estão secos e fracos uma vez que o problema não está a ser abertamente revelado e a solução não está a ser oferecida. Mas isto não precisa de continuar assim. A vida cristã significa paz e vida. Por favor lembrem-se da alegria, da paz e da vida que tiveram quando começaram a acreditar no Senhor. Tudo isso era suposto permanecer convosco para sempre! E se não estiver convosco pode voltar! A única coisa que precisam de modificar é alterar as preferências e procurar Deus como vossa maior prioridade. Deus e a Sua alegria não mudaram. Vocês mudaram e por isso desapareceu a alegria. Deus não é a variável. Nós somos a variável. Precisamos de ser alimentados com a Palavra, diariamente e com dosagens altas, entregar te à Palavra em vez de te entregares aos afazeres, riquezas e desejos por outras coisas. Então aí a transformação vai acontecer e vai ser muito rápida.
Para terminar este artigo vamos ver Hebreus 11:13. Aí, depois da Palavra falar acerca de alguns santos do Velho Testamento que caminharam em fé, a Palavra diz:
 
Hebreus 11:13-16
“Todos estes morreram na fé, sem terem alcançado as promessas; mas tendo-as visto e saudado, de longe, confessaram que eram estrangeiros e peregrinos na terra. Ora, os que tais coisas dizem, mostram que estão buscando uma pátria. E se, na verdade, se lembrassem daquela donde haviam saído, teriam oportunidade de voltar. Mas agora desejam uma pátria melhor, isto é, a celestial. Pelo que também Deus não se envergonha deles, de ser chamado seu Deus, porque já lhes preparou uma cidade”
 
Nós, tal como eles, somos estrangeiros e estranhos na terra. Para nós como para eles existe um pais natal que é diferente do pais do nosso passaporte. Há uma mansão edificada para nos no céu. Vamos produzir tanto mais frutos quanto for possível nas nossas vidas porque o tempo é escasso (a nossa vida seja ela de 70,80 ou 90 anos, passa muito rapidamente. Se tiver mais que 40 talvez compreenda melhor do que estou a falar). Deixemos que o fim das nossas vidas nos encontre como Paulo, dizendo:
 
II. Timóteo 4:7-8
“Combati o bom combate, acabei a [minha] carreira, guardei a fé. Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda.”
 
E João 14:2-3
“Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito; vou preparar-vos lugar. E, se eu for e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos tomarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também.”
 
Tassos Kioulachoglou
 

“Pois a nossa pátria está nos céus, de onde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo,” Fl 3:20.

Colônia - Conjunto dos indivíduos da mesma nacionalidade que se estabelecem em país estrangeiro: Ex. Colônia Portuguesa no Brasil. O homem foi criado por Deus para o louvor da Sua gloria, mais com a desobediência no Éden ele deixa de ser cidadão de Deus e passa a ser do mundo.

 A Biblia diz: “todos pecaram e destituídos estão da gloria de Deus” Rm 3:23. Más Deus em sua infinita misericórdia e em sua eterna longanimidade utiliza de vários artifícios para aproximar novamente o homem Dele, ao ponto de enviar seu único filho por amor a este homem que se encontrava como cidadão do mundo.
Esta ação de Deus está sendo um processo continuo por isso se fez necessário nascer a COLONIA DOS CEUS NA TERRA, e Jesus começa a recrutar os que se haviam perdido e povoando esta colônia criada pelo próprio Deus, então apartir daí nasce uma grande oposição do mundo contra esta colônia, inclusive infiltrando muitos agentes deles nela.
É por isso que há perseguições aos que tomam decisão por Jesus Muitas guerras são travadas nesta caminhada para a nossa verdadeira pátria, e nestas guerras acontecem ataques nas áreas que mais temos apreço Finanças – relacionamentos – saúde – emoções etc. “Se vós fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu, mas porque não sois do mundo, antes eu vos escolhi do mundo, por isso é que o mundo vos odeia”. Jo. 15:19.
Muitos sabendo desta colônia criada por Deus aqui na terra, preferem depositar mais amor ao mundo, porque o mundo proporciona prazeres que jamais encontrarão na COLONIA DOS CEUS NA TERRA, (estes são os indecisos ou os inconscientes de conveniência).
Outros preferem não acreditar na existência dessa colônia que está sendo preparada para retornar à sua pátria de origem. (Estes estão diante do Senhor em melhores condições [frios], do que os indecisos e ou inconscientes [mornos], mesmo nenhum deles sendo participantes desta seleta colônia.
“Mas ajuntai tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam nem roubam.” Mt 6:20 TODO NOSSO INVESTIMENTO TEM QUE SER EM FAVOR DA NOSSA PATRIA.
Somos cidadãos do céu, vivemos o Reino de Deus aqui na terra, não somos deste mundo. NOSSA PATRIA TEM UM REINO, UM GOVERNO A BIBLIA SAGRADA é a nossa constituição, Jesus é nosso Rei, somos meros peregrinos nesta terra.
O reino de Deus é, acima de tudo, o governo e autoridade e soberania de Deus e possui dois aspectos: presente e futuro. Hoje - Já podemos vivenciar e gozar as bênçãos do reino futuro, não exaustivamente, mas verdadeiramente, pois a morte e ressurreição de Cristo tornaram inoperantes a trindade do abismo – Satanás, pecado e morte.
 Futuro - O reino de Deus em plenitude pertence à era por vir que se inicia com a parúsia e a ressurreição dos mortos. Hoje vivemos na colônia dos Céus na terra para no futuro entrarmos em nossa verdadeira pátria, a Nova Jerusalém, a nossa pátria celestial. Todo nosso futuro vai depender do que fazemos no presente