quarta-feira, 18 de maio de 2016

Para onde vai a política brasileira?

Há meses acompanhamos o desenrolar de uma profunda crise política no nosso país, que acaba de ter como consequência o afastamento, ainda temporário, da presidente da República e a formação de um novo governo. Que dizer, diante dessa situação?

É difícil fazer uma avaliação serena e objetiva, uma vez que o conhecimento dos fatos e dos motivos de decisões tomadas nem sempre está ao alcance de todos. Além disso, a paixão política e ideológica pode turbar a objetividade das discussões. Mesmo assim, e apesar das perplexidades suscitadas, cada brasileiro foi formando a sua opinião. A meu ver, o Brasil passa, a duras penas, por um amadurecimento político, que terá consequências benéficas.

Muitos perguntam sobre a posição da Igreja Católica diante da crise. A esse propósito, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), durante a sua recente assembleia-geral, em abril passado, emitiu uma declaração com a posição do episcopado. O texto não entra propriamente no mérito das acusações feitas à presidente, reconhecendo que esse papel cabe às instâncias competentes da vida pública nacional.

Em matéria política, os cidadãos têm direito às suas próprias opiniões e por isso mesmo a Igreja Católica não obriga a aderir a uma posição única. No seio da própria Igreja, tratando-se de questões políticas, existe uma legítima diversidade de posições, contanto que não estejam em desacordo com as convicções da própria fé cristã. Vale lembrar um antigo dito, atribuído a Santo Agostinho: “No essencial, unidade; no secundário, liberdade; e em tudo, caridade”.

Os bispos, no entanto, manifestaram preocupações em relação ao cenário político, econômico, social e ético e apontaram critérios e referências importantes a serem levados em conta na busca da superação da crise brasileira.

Para que serve a política? Ela deve respeitar critérios éticos?

A atual polarização política atingiu níveis nunca antes vistos no Brasil e chega a passar a impressão de uma torcida apaixonada, na qual se quer, a todo custo, a vitória de um ou de outro lado. A política pode despertar paixões inflamadas, sobretudo quando é motivada por ideologias fortemente arraigadas; pode até tornar-se paixão cega e fanática, capaz de turbar a paz social. Não vai por aí o ideal da ação política, à qual se reconhece um papel essencial na edificação do convívio social e da paz.

Depois da tempestade, a bonança permite olhar com mais serenidade o cenário e retomar a reflexão sobre o que, de fato, importa para que a vida continue. Permito-me fazer alusão a alguns princípios fundamentais da doutrina social da Igreja, que deveriam iluminar a inteira vida política de um povo.

Primeiro de todos, o princípio da dignidade da pessoa humana é a razão de ser e sustento de toda instituição e toda ação política – que seriam ilegítimas e espúrias se fossem contrárias à dignidade da pessoa humana, ou não fizessem caso dela. Como qualificar a ação política que não fosse orientada fortemente pela promoção desse bem fundamental?

Vem, depois, o princípio do bem comum, que leva em conta a igual dignidade e os mesmos direitos fundamentais de todas as pessoas. A vida social e política deve estar orientada para a consecução do bem de todos, e não apenas de alguns. A promoção do bem comum é dever de todos os cidadãos e de todas as instituições e autoridades públicas, É objetivo primário do Estado e de tudo aquilo que o representa.

Cabe ao Estado assegurar a coesão e a organização da sociedade civil, da qual ele é expressão máxima. Já ensinava o papa Leão XIII na primeira encíclica social (Rerum novarum, 1891) que o objetivo da vida social é o bem comum historicamente realizável. A promoção do bem comum é a própria razão de ser da autoridade política; se deixasse de estar orientada por essa motivação, ela deixaria de cumprir a sua missão primordial.

Outro princípio importante que deve orientar a vida social e política é a “destinação universal dos bens”. Os bens existentes neste mundo destinam-se ao sustento de todos, “com o critério da equidade, tendo por guia a justiça e por companheira a caridade” (Gaudium et spes, 69). Ninguém deve ser excluído, a priori, do uso dos bens e nenhuma pessoa deveria ser privada do necessário para viver dignamente. Assegurar o acesso aos bens indispensáveis à vida digna para todos é uma das atribuições mais relevantes da política e de quem governa.

Necessário para ordenar e dinamizar a vida social e política também é o princípio de subsidiariedade, apontado já pelo papa Leão XIII, na encíclica antes citada. O poder do Estado e o exercício da autoridade não podem ser concentrados e sufocantes, mas precisam respeitar as múltiplas competências das instâncias intermediárias entre o cidadão e o Estado. Das organizações da sociedade civil surge um tecido social vivo e dinâmico, onde se expressam as pessoas e se traduzem os valores por elas cultivados. Toda pessoa tem o direito de participar da vida social e política. O poder concentrado no Estado empobrece e sufoca a sociedade, sua iniciativa, liberdade e responsabilidade.

E não pode ser ignorado o princípio da solidariedade. Há uma interdependência inequívoca de todas as pessoas e de todos os povos, que vai ficando sempre mais evidente à medida que cresce o fenômeno da globalização. O papa Francisco evidenciou esse fato, de maneira prática e inquestionável, na sua encíclica Laudato sì, sobre as questões ambientais. O futuro da natureza e do planeta Terra, nossa “casa comum”, depende do cuidado de todos: para o bem e para o mal.

Difícil seria edificar o futuro do nosso país sem levar em conta esses princípios basilares da vida social e política. Nem mesmo a pluralidade dos partidos ou as divergências ideológicas poderiam prescindir deles.

*Dom Odilo P. Scherer é cardeal-arcebispo de São Paulo
Fonte Clipping

Papa Francisco pede que bispos abram mão de bens e propriedades

O papa Francisco reforçou seu apelo nesta segunda-feira (16) para que os padres e bispos abram mão de luxos e bens desnecessários, criando uma Igreja "pobre para os pobres". Retomando o pedido feito três dias depois de sua eleição a Pontífice, em março de 2013, Francisco abriu a 69ª Assembleia Geral da Conferência Episcopal Italiana (CEI), no Vaticano, que irá discutir a renovação do clero. "Mantenham apenas o que pode servir para a experiência de fé e caridade do povo de Deus", disse o Papa.

De acordo com Francisco, os bispos devem refletir sobre a "renovação do clero", mas focando em quem "vive com um estilo de vida simples e essencial, sempre disponível", que "caminha com o coração e no passo dos pobres".

"Como um padre que seja homem de paz e reconciliação, sinal e instrumento de ternura de Deus. Atento a difundir o bem com a mesma paixão com a qual outras pessoas perseguem seus interesses", ressaltou.

O líder católico também chamou a atenção para o fato de que os costumes e hábitos mudaram com o passar do tempo. "O contexto cultural atual é muito diferente daquele no qual os padres viveram em seus anos iniciais de ministério", disse.

"Até na Itália, tantas tradições, hábitos e visões de vida foram afetados por uma profunda mudança de época. Nós, que nos costumamos a criticar os dias de hoje com tom amargo e acusatório, devemos admitir também a dureza dos nossos tempos: tantas pessoas que encontramos que estão em apuros por falta de referência", comentou.

A declaração do Papa vem em um momento em que a CEI passa por reformas de transparência e gerenciamento fiscal. Esta também foi a terceira vez que Francisco abriu a assembleia da CEI.
Fonte Clipping
Ações 

Bergoglio voltou a fazer duras críticas às intrigas no Vaticano


O papa Francisco disse nesta terça-feira (17) que a inveja, o ciúmes e a briga pelo poder sujam a Igreja Católica, ao discursar durante a missa diária na Casa de Santa Marta, no Vaticano. Citando trechos do Evangelho, o Pontífice admitiu que o problema social de "falar mal uns dos outros" atinge também a Igreja Católica e que este fato não é novidade, sendo constatado desde a época dos apóstolos.

"Quem é o maior? Quem comanda? As ambições. Em cada comunidade, em cada paróquia ou instituição, sempre existe essa vontade de crescer, de subir, de ter poder", afirmou Francisco. De acordo com o Papa, a "vaidade" e a "vontade de ter poder" fazem as pessoas não economizarem métodos para conquistar o que desejam. "Quando vem essa vontade mundana de poder, e não de servir, mas de ser servido, não se economizam métodos: fofocas, sujeira com as outras pessoas".

"A inveja e o ciúmes constroem esta estrada e destroem tudo. Todos nós sabemos disso. Essas coisas acontecem todos os dias em todas as instituições da Igreja: nas paróquias, nos colégios, nos arcebispados.. em tudo", confessou Francisco. "Aconteceu com os apóstolos, com a mão de João. É uma história que acontece todos os dias na Igreja e em todas as comunidades".

"Quando os grandes santos diziam se sentir pecadores, era porque tinham entendido este espírito mundano, de riqueza, de vaidade e orgulho. Nenhum de nós pode dizer que é santo e puro'". Desde que assumiu a liderança da Igreja Católica, em março de 2013, o Papa faz críticas às divergências internas no Vaticano.

Em maio daquele ano, Francisco disse que as fofocas destroem a Igreja. "Quantas fofocas na Igreja! Quanto falamos, nós, os cristãos! A fofoca nos faz mal, fere um ao outro... É como querer diminuir o outro: ao invés de crescer, faço com que o outro fique menor e eu me sinto maior", rebateu.

Em novembro de 2014, o tema voltou à cena novamente. "Quantas vezes, nas nossas instituições, na Igreja, nas paróquias, por exemplo, nos colégios, encontramos isso, não? A rivalidade, o fazer-se ver, a vanglória. Vê-se que são dois carunchos que comem a consistência da Igreja, tornam-na frágil", afirmou na ocasião.
Fonte Clipping

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Presidente da comissão Vida e Família comenta declaração dp Papa Francisco sobre paternidade responsável.

Presidente da Comissão Vida e Família comenta declaração do papa sobre paternidade responsável

22/01/2015 | CNBB
  Durante voo de retorno ao Vaticano, na segunda-feira, 19, após visita pastoral à Ásia, o papa Francisco atendeu aos jornalistas em coletiva. Entre os assuntos abordados, o pontífice foi questionado sobre o que diria às famílias que tinham mais filhos do que podiam criar e sobre as proibições da Igreja Católica referente ao controle artificial de natalidade.

"Algumas pessoas pensam - e desculpem minha expressão aqui - que, para ser um bom católico, eles precisam ser como coelhos. Não. Paternidade tem a ver com responsabilidade. Isto é claro", respondeu o papa. Durante a conversa, Francisco se manteve firme contra o controle de natalidade artificial e disse que uma nova vida é "parte do sacramento do matrimônio".

O bispo de Camaçari (BA) e presidente da Comissão Episcopal para a Vida e a Família da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), comenta a declaração do papa que "católicos não devem se reproduzir feito coelhos".

"O papa Francisco não deixa de surpreender aos observadores com seu estilo, que quebra protocolos, e fala dirigindo-se principalmente às pessoas simples, e não aos teólogos e intelectuais em geral. Na entrevista dada durante a viagem de retorno das Filipinas, o tom era evidentemente coloquial. E nesse tom, fala de realidades importantíssimas. Em primeiro lugar, alude a uma mentalidade que, especialmente a partir dos anos 60 fala em tons alarmistas da ‘explosão demográfica', alegando que a pobreza de muitos povos se deve a uma espécie de ânsia reprodutiva dos mais pobres. Por esse caminho, muitos países alcançaram taxas negativas de natalidade, com graves problemas sociais, tais como o envelhecimento da população, isto é, presença de um contingente de idosos muito mais numeroso que de jovens. Isto gera graves desequilíbrios na sociedade, podendo levar à falência as caixas de governos que não têm como pagar os benefícios previdenciários dos idosos e seus cuidados médicos", explica dom Petrini.

Dignidade humana:

Sobre o conceito de "paternidade responsável" expressado pelo papa durante a coletiva, dom Petrini diz que o pontífice referiu-se ao conceito usado pela Igreja há muito tempo e incorporado pelo Beato papa Paulo VI na Encíclica Humanae Vitae, de 1968. O conceito foi se popularizando e está presente no Catecismo da Igreja Católica, de 1992. O número 2368 deste documento afirma: 'Um aspecto particular desta responsabilidade diz respeito à regulação dos nascimentos. Por razões justas, os esposos podem querer espaçar os nascimentos de seus filhos'. Paternidade responsável é, então, a atitude dos esposos que, avaliando suas condições (econômicas, de saúde, etc.) decidem quando ter um filho e quando esperar. O mesmo número acima recordado acrescenta: 'Cabe-lhes verificar que seu desejo não provém do egoísmo, mas está de acordo com a justa generosidade de uma paternidade responsável'. O papa recorda o que a Igreja sempre disse: que não corresponde à dignidade humana agir por puro instinto, pois atitudes dominadas pelo instinto são próprias dos animais", comenta o bispo.

Métodos contraceptivos:

A questão dos métodos contraceptivos foi outro questionamento apresentado pelos jornalistas ao papa. Dom Petrini recorda que Francisco disse conhecer muitos métodos que são eficazes para regular a fecundidade e que não são artificiais. "De fato, nos últimos anos, a ciência médica tem avançado muito no aprimoramento de métodos naturais que dão o casal a possibilidade de regular o número de filhos. Trata-se de métodos que exigem e promovem um entrosamento entre os esposos, um permanente diálogo, uma sintonia fina, isto é, atitudes que constituem uma extraordinária riqueza em suas relações íntimas. Os interesses dominantes são mais favoráveis a outros métodos que necessitam de artefatos produzidos por indústrias e que, portanto, rendem lucros ingentes. Essa é a razão principal pela qual estes métodos veiculam intensa propaganda e recebem o consenso de todas as formas de poder".

Ainda, sobre os métodos contraceptivos, o presidente da Comissão Vida e Família da CNBB, dom João Carlos Petrini destaca que a Igreja sempre esteve preocupada em zelar para que nada de externo ou artificial se interponha na expressão da intimidade, na vivência do amor humano.

"Este cuidado visa não tirar a responsabilidade de uma das partes, quase sempre o homem, nos cuidados com os efeitos das relações sexuais, porque isto poderia transformar a sexualidade num lazer e a mulher num brinquedo. Nesses casos, poderiam faltar a consideração e o respeito necessários para que o relacionamento entre homem e mulher se desenvolva na plenitude da dignidade e seja fonte de satisfação e verdadeira realização humana".

Fonte: www.cnbb.org.br com informações da Comissão Vida e Família

sábado, 20 de setembro de 2014

HÁ 168 ANOS: COMO É QUE SE DEU A APARIÇÃO DE NOSSA SENHORA EM LA SALETTE?

Ciência confirma a Igreja


Posted: 18 Sep 2014 07:29 PM PDT
Mélanie e Maximin, os dois videntes, desceram para ver uma grande luz, dentro da qual havia uma Dama
Mélanie e Maximin, os dois videntes, desceram para ver uma grande luz, dentro da qual havia uma Dama

Na manhã do 19 de setembro de 1846 Maximin acompanhou Mélanie para cuidar do gado. Era um dia bonito, o céu estava sem nuvens e o sol brilhava intensamente.

Subiram o morro de La Salette (França) até uma altura de 1.800 metros, sem poderem imaginar o evento sobrenatural que haveriam de testemunhar.

Maximin queria brincar. Ela lhe propôs seu entretenimento preferido: fazer o que ela chamava de paraíso, isto é, uma casinha de pedras toda recoberta de ramalhetes feitos com flores silvestres, que desabrocham naturalmente nas alturas.

Chegando a uma curva do terreno protegida dos ventos, começaram a levantar o paraíso. No local há muita ardósia, pedra que forma placas e se prestava para o brinquedo.

A fonte de La Salette
Ali corre um regato chamado Sézia, formado pelo degelo das neves, e que empresta seu nome ao local da aparição.

Também surgia uma fonte de água de vez em quando. Os pastores costumavam levar o gado para beber água dessa fonte, mas desde a aparição, ela vem jorrando sem interrupção.

Pode-se beber dela e, por causa disso, muita gente tem recebido graças. Até mesmo milagres têm acontecido.

O paraíso tinha um térreo, que seria a habitação, e um sobrado fechado por uma pedra mais larga. Eles colheram maços de flores, fizeram coroas floridas e as distribuíram sobre o paraíso. Após muito trabalho nessa construção, o paraíso ficou pronto e todo florido.

Os dois admiraram a obra, mas sentiram sono. Afastaram-se um pouco, deitaram na relva e dormiram.

Uma luz mais brilhante que o sol

Maximin contou o que em seguida aconteceu:
“Nossas vacas beberam e se dispersaram. Fatigado, me deitei sobre a grama e dormi. Alguns instantes depois ouvi a voz de Mélanie que me chamava:
– Mémin [era um diminutivo de Maximin], Mémin vem logo, vamos ver onde estão as vacas.

“Eu me levantei num pulo, peguei meu bordão e fui atrás de Mélanie, que era minha guia. Atravessamos o Sézia e subimos rapidamente a encosta de um montículo. Do outro lado percebemos que nossos animais repousavam tranqüilamente.

"Voltamos para o banco de pedra, onde tínhamos deixado nossas merendeiras, quando de repente Mélanie parou O bastão caiu de suas mãos, e espantada, ela voltou-se para mim, dizendo:
– Está vendo lá em baixo essa grande luz?
– Sim, estou vendo. Mas vai, pega o teu bordão.

“Então, brandindo o meu cajado de modo ameaçador, eu disse:
– Se ela nos tocar, eu lhe darei um bom golpe!

“Essa luz, diante da qual a do sol parece pálida, parecia se entreabrir, e percebíamos no seu interior a forma de uma Dama ainda mais brilhante. Ela tinha a atitude de uma pessoa profundamente aflita. Estava sentada sobre uma das pedras do banquinho [N.R.: refere-se ao paraíso], com os cotovelos apoiados nos joelhos e o rosto coberto com as mãos”.

Era o dia 19 de setembro de 1846. As crianças não faziam bem idéia da magnitude do que estava ocorrendo.


Mélanie e Maximin se encontravam nesse momento num local mais alto, e foram descendo, de início intrigados e depois maravilhados. Maximin continua:

“Embora estivéssemos a uma distância de uns vinte metros, ouvimos uma voz doce, como se saísse de uma boca próxima de nossos ouvidos, que dizia:

– Avançai meus filhos, não tenhais medo. Estou aqui para vos anunciar uma grande notícia.

O temor respeitoso que nos tinha contido desvaneceu-se. Corremos até ela, como indo a uma boa e excelente mãe”.

Mélanie sempre foi mais meticulosa nas suas descrições. Deixou registrado com mais pormenores o que viu e ouviu. Ela conta:

“O vestido da Santíssima Virgem era branco prateado e todo brilhante. Não tinha nada de material, estava composto de luz e de glória variante e cintilante.

“Na terra não há expressões nem comparação para usar. (...)

“A Santíssima Virgem tinha um avental amarelo. Por que digo amarelo? Ela tinha um avental mais brilhante que muitos sóis juntos.

“Não era de um pano material, estava composto de glória, e esta glória era cintilante e de uma beleza encantadora.

“Tudo na Santa Virgem me atraía poderosamente e me inclinava a adorar e a amar meu Jesus em todos os estados de sua vida mortal.

“A coroa de rosas que ela tinha sobre a cabeça era tão bela, tão brilhante, que não dá para se fazer uma idéia. As rosas de diversas cores não eram da terra.

“Era uma reunião de flores que rodeava a cabeça da Santíssima Virgem com forma de coroa. Mas as rosas mudavam e se substituíam, porque do centro de cada rosa saía uma luz tão bela, que fascinava e tornava as rosas de uma beleza esplendorosa.

“Da coroa de rosas subiam raios de ouro e uma grande quantidade de outras florinhas misturadas com brilhantes. O todo formava um belíssimo diadema, que brilhava sozinho mais do que nosso sol na Terra.

Os sapatos (pois é preciso dizer sapatos) eram brancos, mas de um branco prateado, brilhante. Havia rosas em torno deles.

“Essas rosas eram de uma beleza fulgurante. E do centro de cada rosa saía uma chama de luz muito bonita e muito agradável de se ver. Sobre os sapatos havia uma fivela de ouro, não do ouro da Terra, mas de ouro do paraíso”.

Mélanie contou que Maximin tentou pegar uma destas rosas que estavam sob Nossa Senhora, mas nada conseguiu.

“A Santa Virgem tinha uma belíssima cruz pendurada no pescoço. Essa cruz parecia ser dourada, mas digo dourada para não dizer que era folheada a ouro (...).

“Sobre esta cruz brilhantíssima havia um crucificado. Era Nosso Senhor com os braços estendidos sobre a cruz. Quase nas duas extremidades da cruz, de um lado havia um martelo e do outro uma torquês.

“A cor da pele do crucificado era natural, mas brilhava com grande fulgor. E a luz que emanava de todo seu corpo parecia dardos brilhantíssimos que perpassavam meu coração de desejo de me fundir n’Ele.

“Por vezes Cristo parecia morto. Ele tinha a cabeça inclinada e o corpo estava afastado, como a ponto de cair, se não fosse retido pelos pregos que o seguravam na cruz.

“Outras vezes Cristo parecia vivo. Tinha a cabeça erguida, os olhos abertos, e parecia estar na cruz por vontade própria. E em algumas ocasiões parecia falar”.

Geralmente interpreta-se o martelo como símbolo daqueles que pela sua má vida, pelo menosprezo da Lei divina e até pelo ódio, pregam ainda mais Nosso Senhor Jesus Cristo na cruz.

Nesta concepção a torquês representa aqueles que, pelas suas boas ações, diminuem as dores de Nosso Senhor, e dentro de suas possibilidades tentam despregá-lo da cruz.

“A Santíssima Virgem – lembra ainda Mélanie – tinha duas correntes, uma um pouco mais larga que a outra. Da mais estreita estava pendurada a cruz à qual me referi.

“Essas correntes (é preciso dar-lhes o nome de correntes) eram raios de glória de grande brilho, que não é fixo mas faiscante”.



Os videntes desceram logo a pouca distância que os separava da Dama.

Ao mesmo tempo Nossa Senhora se pôs em pé e deu alguns passos em direção às crianças.

Ela pairava uns 10 centímetros acima da relva, e começou dizendo:
“Vinde meus filhos, não tenhais medo, estou aqui para vos anunciar uma grande notícia.

“Se meu povo não quiser se submeter, fico obrigada a deixar o braço de meu Filho golpear.

“Ele é tão pesado e tão grave, que não posso mais segurá-lo.

“Há muito que sofro por vossa causa. Se quero que meu Filho não vos abandone, estou obrigada a rezar a Ele sem cessar, por vossa causa.

Mas vós não fazeis caso”.


Mélanie descreveu assim o olhar de Nossa Senhora, como ela viu na aparição:

“Os olhos da Santíssima Virgem, nossa terna mãe, não podem ser descritos por língua humana.

“Seria preciso um serafim, seria preciso a linguagem do próprio Deus, desse Deus que criou a Virgem Imaculada, obra-prima de sua onipotência.

“Os olhos da augusta Maria pareciam mil vezes mais belos que os brilhantes, os diamantes, as pedras preciosas mais procuradas.

“Eles brilhavam como sóis. Eram doces, feitos da própria doçura, luminosos como um espelho. Em seus olhos via-se o Paraíso, eles atraíam a Ela.

“Ela parecia querer dar-se e atrair. Quanto mais eu a olhava, mais a queria ver. Quanto mais a via, mais a amava com todas minhas forças.

“Os olhos da bela Imaculada eram como a porta de Deus, de onde se via tudo que pode inebriar a alma. Quando meus olhos se encontravam com os da Mãe de Deus e minha, sentia dentro de mim uma feliz revolução de amor, uma promessa de amá-la e de me desfazer de amor.

“Quando nos olhávamos, nossos olhos conversavam à sua maneira. Eu a amava tanto, que teria querido osculá-la entre os olhos.

“Eles enterneciam minha alma e pareciam atraí-la e a fundir com a minha. Seus olhos inculcaram um suave tremor em todo o meu ser.

“Eu temia qualquer movimento que lhe pudesse ser desagradável, por menor que fosse.

“A simples visão dos olhos da mais pura das virgens teria bastado para tornar-se o céu de um bem-aventurado. Teria bastado para que uma alma se unisse plenamente com a vontade do Altíssimo, permanecendo assim em meio aos eventos da vida mortal.

“Teria bastado para que esta alma praticasse contínuos atos de louvor, de ação de graças, de reparação e de expiação.

“Esta simples visão concentra a alma em Deus e a torna como uma morta viva que olha todas as coisas da Terra, até as que lhe parecem mais sérias, como se fossem brinquedos de crianças. Ela não desejaria senão ouvir falar de Deus e do que toca na sua glória”

terça-feira, 16 de setembro de 2014

AGRADECIMENTO A COMUNIDADE NOSSA SENHORA DAS DORES (PARQUE ANI).

"FESTIVIDADE DA COMUNIDADE NOSSA SENHORA DAS DORES" (PARQUE ANI).

A FÉ DOS CRISTÃOS CATÓLICOS DA COMUNIDADE NOSSA SENHORA DAS DORES (PARQUE ANI - PARÓQUIA DO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS = JÚLIA SEFFER), FOI EXPRESSADA DE FORMA VIVA - TESTEMUNHAL POR OCASIÃO DO PERÍODO DA FESTIVIDADE DA PADROEIRA (06 À 15/09/14) NOSSA SENHORA DAS DORES, MÃE DO SENHOR JESUS CRISTO.

DE FORMA VIVENCIAL A COMUNIDADE NESTES DEZ DIAS DE FESTA TAMBÉM CUMPRIU A PROFECIA QUE A VIRGEM MARIA FEZ DE SI MESMO QUANDO CANTOU O MAGNIFICAT: "DE AGORA EM DIANTE TODAS AS GERAÇÕES ME CHAMARÃO BEM-AVENTURADA,  POR QUE O TODO PODEROSO FEZ PARA MIM GRANDES COISAS" (LC. 1,48-49).

AGRADECEMOS EM PRIMEIRO LUGAR A DEUS POR POSSIBILITAR ESTA FESTA TÃO BONITA EM DEVOÇÃO A MÃE DO SALVADOR. IGUALMENTE AGRADECEMOS A TODOS DA COMUNIDADE DAS DORES QUE DIRETA OU INDIRETAMENTE COLABORARAM COM ESTES DEZ DIAS DE FESTIVIDADE.

AOS PADRES CELEBRANTES QUE ESTIVERAM CONOSCO, AO NOSSO PÁROCO PADRE JOSEILDO  POR SUA PRESENÇA EM TODAS AS NOITES COM CELEBRANDO COM SEUS IRMÃOS DE ORDEM. AOS MISSIONÁRIOS DA OBRA DE MARIA, A TODAS AS COMUNIDADES PERTENCENTES A PARÓQUIA DO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS (JÚLIA SEFFER) QUE  ESTIVERAM PRESENTES, AOS GRUPOS, MOVIMENTOS, PASTORAIS E SERVIÇOS QUE DE FORMA INCANSÁVEL AJUDARAM PARA A REALIZAÇÃO DESSE NOVENÁRIO EM HONRA DA MÃE DAS DORES.

AOS MINISTROS EXTRAORDINÁRIOS DA COMUNHÃO EUCARÍSTICA, A GUARDA MIRIM DE NOSSA SENHORA, A PASCOM, AOS COMERCIANTES DO PARQUE ANI, AS FAMÍLIAS QUE ENFEITARAM SUAS RUAS PARA A GRANDE PROCISSÃO REALIZADA NO DIA 15/09 DIA DA PADROEIRA E A TODOS OS ANÔNIMOS OS NOSSOS SINCEROS AGRADECIMENTOS.

GRAÇAS A TODOS TIVEMOS DEZ DIAS DE INTENSA PARTICIPAÇÃO POPULAR, VIVENDO O POVO DE DEUS A SUA FÉ NO SENHOR E A DEVOÇÃO A MARIA DAS DORES.

COMO NOS DIZ O CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA (27) "O DESEJO DE DEUS ESTÁ ESCRITO EM NOSSO CORAÇÃO: FOMOS CRIADOS POR DEUS E PARA DEUS E ELE NÃO PARA DE ATRAIR-NOS A SI E SOMENTE NELE ENCONTRAREMOS A VERDADE E A FELICIDADE QUE NÃO CESSAMOS DE PROCURAR".

MESMO DIANTE DE TANTAS INTIMIDAÇÕES PROVOCADAS POR ALGUNS E POR CERTOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO CONTRÁRIA A DEVOÇÃO A VIRGEM MARIA A COMUNIDADE DAS DORES COM MUITA FÉ E DEVOÇÃO PROCLAMOU E CONTINUA PROCLAMANDO:  "TODAS AS GERAÇÕES ME CHAMARÃO BEM-AVENTURADA" (LC.1,48).

ENCONTRAMOS NAS PALAVRAS DE MARIA A DIMENSÃO DE NOSSA DEVOÇÃO MARIANA:  "MARIA SE TORNOU DE FORMA PERENE HERANÇA PARA TODOS OS HOMENS!" VIVA NOSSA SENHORA DAS DORES, MÃE DO SALVADOR JESUS CRISTO.

QUE DEUS CONTINUE ABENÇOANDO A TODOS NÓS, NOSSA PARÓQUIA, NOSSAS COMUNIDADES NOSSO PÁROCO. OBRIGADO COMUNIDADE NOSSA SENHORA DAS DORES.

DIÁCONO LUIZ GONZAGA
diaconoluizgonzaga@gmail.com
diaconoluizgonzaga.blogspot.com

"VÓS NOS FIZESTES PARA VÓS SENHOR, E NOSSO CORAÇÃO NÃO DESCANSA ENQUANTO NÃO REPOUSAR EM VÓS" (SANTO AGOSTINHO).