sexta-feira, 12 de setembro de 2014

POTENCIALIDADES DO TURISMO RELIGIOSO DO PARÁ. VOZ DE NAZARÉ.

DATA DE PUBLICAÇÃO: 12/09/2014
JORNAL: VOZ DE NAZARÉ. 
Em Nazaré
Potencialidades do  turismo religioso do Pará é destaque em evento

O objetivo é mostrar a importância da boa receptividade durante o Círio

 
 
Promovido pela Paróquia de Nazaré, o Seminário de Turismo Religioso “Círios, a corda que entrelaça o Pará” que aconteceu de 8 a 10 de setembro, no Centro Social de Nazaré, contou com 310 inscritos nos ciclos de palestras, mesas redondas, debates e apresentações teatrais que aconteceram durante os três dias de evento.

Para mostrar as potencialidades do turismo religioso no Estado do Pará, a Pastoral de Turismo, da Paróquia de Nazaré teve como intuito reunir estudantes e profissionais de turismo, marketing e a sociedade em geral, para discutir e apresentar os diversos roteiros religiosos existentes no Estado, durante o ano todo independente do período das festividades do Círio de Nazaré, que é o marco do turismo religioso no Pará.

A coordenadora do evento, Janes Cléia, falou sobre a importância de se promover um evento que ressalte as festividades religiosas do Estado. “O Seminário teve a importância de mostrar aos voluntários como receber as pessoas na época do Círio assim como abordar nas palestras as diversas festas religiosas que acontecem nos interiores do Estado”, disse.

Durante o Seminário, os participantes puderam conhecer o conceito histórico das principais festas religiosas do mundo e possibilitar um diálogo sobre os desafios e perspectivas do turismo religioso no Estado do Pará. Puderam conferir palestras sobre a expansão do turismo religioso no Estado, ministrado pelo secretário de turismo Adenauer Goes, saber sobre pacotes turísticos, principais ações do turismo, Marujada de São Benedito, Círio de São Miguel do Guamá e de Vigia, além da Romaria de Castanhal. No último dia de evento, ainda houve palestra promovida pela Paratur “Principais ações de marketing desenvolvidas nas Festas religiosas do Pará”, planejamento e organização geral do Círio de Nazaré e apresentação cultural com o Grupo Teatral Cacilda Becker apresentará Espetáculo Marajó.
 
Curso de noivos do mês de setembro acontece neste final de semana
 
O setor pré-matrimônio da Pastoral Familiar da Basílica Santuário de Nazaré, coordenado pelo casal Sebastião e Mariza Carvalho, realizará neste final de semana, de 12 a 14, o curso de noivos do mês de setembro. Realizado todos os meses pela pastoral, o curso é uma forma de preparar casais de namorados para o matrimônio.

Segundo contou Mariza, a expectativa para o encontro é grande, uma vez que no mês de outubro, mês do Círio de Nazaré, não acontecerá o encontro. “Estamos esperando um número grande de participantes uma vez que o encontro não acontecerá em outubro, devido a programação do Círio de Nazaré, retornando em novembro e dezembro”, contou.

O curso de noivos será realizado no Centr=o Social de Nazaré e começará na sexta-feira (12), às 19h30 com oração e duas palestras. No sábado (13) o encontro acontecerá na parte da tarde com mais palestras e missa às 17h. No domingo (14) o encontro será pela parte da manhã.

Os interessados em se inscrever  podem procurar o balcão de atendimento da Basílica Santuário até às 18h da sexta-feira, ou mesmo no local, antes do início do curso. É importante lembrar que só será permitida a inscrição com a presença do casal.
Confira a programação e palestrantes

 Sexta-feira - 19h30 às 21h30
Palestra: Conhecimento de si mesmo e amor conjugal/ Palestrantes:Casal Ricardo e Ivna

 Sábado - 14h às 18h
Palestra 1 : Aspectos jurídicos do casamento / Palestrantes: Junior e Edilene

Palestra 2 : Diálogo / Palestrantes: Rogério e Elaine

Palestra 3: Sacramento do matrimônio / Palestrante: Pe. Waldeci Silva
17 h - Missa

Domingo - 8h às 12h
8h - Momento de oração

Palestra1: Planejamento familiar e sexualidade / Palestrante: Hugo e Patrícia

Palestra 2: Celebração litúrgica do matrimônio / Palestrante: Márcio e Andréia
 
Casamento 2014: Casais participam de missa de envio
 

 
Na última terça-feira, 09, os casais que participarão do Casamento da Basílica Santuário de Nazaré participaram de uma Missa de Envio ao casamento. A missa aconteceu às 19h, na Capela Bom Pastor, Centro Social de Nazaré.

O Casamento Comunitário da Basílica de Nazaré acontece com uma proposta de um matrimônio completo, conforme as leis de Deus e da igreja, sendo assim, a Pastoral Familiar, responsável pela preparação dos casais, também os está preparando para o Batismo, a Primeira Eucaristia, Crisma e Confissão, todos os casais que ainda não realizaram os sacramentos.

Ao todo, aproximadamente 100 casais estão inscritos no casamento  da Paróquia de Nazaré que acontecerá no dia 8 de Dezembro. Mas para realizar o matrimônio, os casais devem participar de todos os encontros de preparação e realizar os sacramentos da lei de Deus anteriores ao matrimônio. Após a missa foram entregues a pastas aos coordenadores de equipe de trabalho, responsáveis por organizar os casais e o evento.

RACISMO NO BRASIL É INSTITUCIONALIZADO, DIZ O.N.U.

Racismo no Brasil é institucionalizado, diz ONU



Genebra - O racismo no Brasil é "estrutural e institucionalizado" e "permeia todas as áreas da vida". A conclusão é da Organização das Nações Unidas (ONU), que publicou nesta sexta-feira, 12, seu informe sobre a situação da discriminação racial no País. No documento, os peritos concluem que o "mito da democracia racial" ainda existe na sociedade brasileira e que parte substancial dela ainda "nega a existência do racismo".
 A publicação do informe coincide com a volta do debate sobre o racismo no Brasil por causa da expulsão do Grêmio da Copa do Brasil por atos de sua torcida contra o goleiro negro do Santos, Aranha. Nesta semana, Pelé também causou polêmica ao minimizar o problema.

Mas as constatações dos peritos da ONU, que visitaram o Brasil entre os dias 4 e 14 de dezembro de 2013, são claras: os negros no País são os que mais são assassinados, são os que têm menor escolaridade, menores salários, maior taxa de desemprego, menor acesso à saúde, são os que morrem mais cedo e têm a menor participação no Produto Interno Bruto (PIB). No entanto, são os que mais lotam as prisões e os que menos ocupam postos nos governos.

Para a entidade, um dos maiores obstáculos para lidar com o problema é que "muitos acadêmicos nacionais e internacionais e atores ainda subscrevem ao mito da democracia racial". Para a ONU, isso é "frequentemente usado por políticos conservadores para descreditar ações afirmativas".
"O Brasil não pode mais ser chamado de uma democracia racial e alguns órgãos do Estado são caracterizados por um racismo institucional, nos quais as hierarquias raciais são culturalmente aceitas como normais", destacou a ONU.

A entidade sugere que se "desconstrua a ideologia do branqueamento que continua a afetar as mentalidades de uma porção significativa da sociedade".

Mas falta dinheiro, segundo a ONU, para que o sistema educativo reforce aulas de história da população afro-brasileira, um dos mecanismos mais eficientes para combater o "mito da democracia racial".

Justiça
Para a ONU, essa situação ainda afeta a capacidade da população negra em ter acesso à Justiça. "A negação da sociedade da existência do racismo ainda continua sendo uma barreira à Justiça", declarou, apontando que mesmo nos casos que chegam aos tribunais, a condenação por atos racistas é dificultada "pelo mito da democracia racial".

Para chegar à conclusão, a ONU apresentou dados sobre a situação dos negros no País. Apesar de fazer parte de mais de 50% da população, os afro-brasileiros representam apenas 20% do PIB. O desemprego é 50% superior ao restante da sociedade, e a renda é metade da população branca.

A expectativa de vida para os afro-brasileiros seria de apenas 66 anos, contra mais de 72 anos para o restante da população. Mesmo no campo da cultura, a participação desse grupo é apenas "superficial", e as taxas de analfabetismo são duas vezes superiores ao restante da população.

A violência policial contra os negros também chama a atenção da ONU, que apela à polícia para que deixe de fazer seu perfil de suspeitos baseado em cor da pele. Em 2010, 76,6% dos homicídios no país envolveram afro-brasileiros.

"Uma das grandes preocupações é a violência da polícia contra jovens afro-brasileiros", indicou. "A polícia é a responsável por manter a segurança pública. Mas o racismo institucional, discriminação e uma cultura da violência levam a práticas de um perfil racial, tortura, chantagem, extorsão e humilhação em especial contra afro-brasileiros", disse.
"O uso da força e da violência para o controle do crime passou a ser aceito pela sociedade como um todo porque é perpetuada contra uma setor da sociedade cujas vidas não são consideradas como tão valiosas", criticou a ONU.

Os peritos apontam que avaliam esse fenômeno como "a fabricação de um inimigo interno que justifica táticas militares para o controle de comportamentos criminosos".
"O direito à vida sem violência não está sendo garantido pelo Estado para os afro-brasileiros", insistiu o informe.


Governo

Para a ONU, houve um avanço nos últimos anos no esforço do governo para lidar com o problema. Mas alerta que muitos dos organismos criados não contam com financiamento suficiente e nem recursos humanos para realizar seus trabalhos. "Muitos ainda têm baixa visibilidade em termos de presença física e posição dentro dos governos dos Estados e dos municípios."

A ONU também denuncia a resistência de grupos políticos diante de projetos de leis que tentam lidar com a desigualdade racial. Os peritos declararam estar "preocupados que o progresso feito até agora corra o risco de sofrer uma regressão diante das ameaças de grupos de extrema-direita".

Mesmo dentro da estrutura do Estado, os afro-brasileiros são "sub-representados". Eles ocupam raramente uma posição de chefia e, em Salvador, a única secretaria municipal comandada por um negro é a da Ação Afirmativa. O município conta com doze secretarias.

UOL NOTÍCIAS.

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

CONVITE DA ACHAJUS. MORADOR PARTICIPE.

C O N V I T E

A Associação do Conjunto Habitacional Júlia Seffer ACHAJUS, convida todos os associados e demais moradores para participarem da Ação Social: resgate cultural da nossa comunidade, com a seguinte programação:
08:00h - Abertura do evento.
08:30h – Palestra sobre Meio Ambiente – SEDUC-PA.
09:00h – Apresentação do Grupo de Capoeira “Grupo Origem Brasileira”.
10:00h – Jogo de confraternização de Futebol de Campo.
11:00h – Apresentação do Grupo Musical “Amigos do Bosque”.
12:00h – Almoço de Confraternização (feijoada).
14:00h - Apresentação do “Grupo Mayaná“
Local: Centro Sócio Cultural ACHAJUS, Rua Coletora Leste entre as Ruas 13 e 14.
Data: 14 de Setembro de 2014.

BANCOS NÃO PODEM MEXER EM SALÁRIO DE CLIENTE.

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Bancos não podem mexer em salário de cliente

by blogdogersonnogueira
Bancos não podem se apropriar do salário de clientes para cobrar débito decorrente de contrato bancário, mesmo havendo cláusula que permita isso no contrato de adesão. Este foi o entendimento que prevaleceu na decisão da 3ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) em julgamento de recurso especial apresentado pelo Ministério Público de Minas Gerais (MP-MG).
O MP-MG ajuizou ação contra o Itaú Unibanco S/A alegando que a instituição financeira estaria debitando integralmente o salário dos consumidores para pagamento de dívidas bancárias decorrentes de empréstimos, juros de cartão de crédito, tarifas e outros.
O juiz de primeiro grau entendeu que a cláusula de débito automático de empréstimo em conta corrente é legal, pois “uma vez depositado em conta, o valor é crédito, não é salário nem moeda, não havendo que se falar em violação da norma do artigo 649, inciso IV, do Código de Processo Civil”.
A apelação foi negada. Segundo o acórdão, não era necessária a produção de nova prova e não havia nenhuma ilegalidade no desconto de parcelas referentes ao pagamento de empréstimo, debitadas da conta corrente do cliente, pois o correntista, ao firmar contrato e concordar com as cláusulas, teve plena consciência de que essa seria a forma de pagamento.Na avaliação de Larissa Davidovich, coordenadora do Núcleo de Defesa do Consumidor (Nudecon) da Defensoria Pública do Estado do Rio, essa decisão do STJ está em consonância com as principais decisões dos tribunais dos estados:
- Praticamente já pacificaram o entendimento no sentido de que o banco que é credor de uma dívida não pode, a esse título, 'confiscar' o salário do consumidor que recebe seus proventos naquele banco. Há de se ter um limite para esse débito e o limite que a própria jurisprudência estabeleceu foi o de 30% (do salário) a fim de que sejam respeitados o principio da dignidade da pessoa humana, bem como as normas que garantem que o salário não pode ser penhorado por se tratar de verba alimentar - ressaltou. (De O Globo)
blogdogersonnogueira | 11 de setembro de 2014 às 1:51 | Categorias: Uncategorized | URL: http://wp.me/pvcmb-iyN

domingo, 7 de setembro de 2014

O BLEFE DA REVISTA VEJA.

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O blefe da revista Veja

by blogdogersonnogueira
Por Luis Nassif
É sempre útil ter cautela com a embalagem que Veja usa para embrulhar suas “denúncias”.
No final da tarde de sexta-feira, depois da primeira matéria da Agência Estado sobre o suposto depoimento de Paulo Roberto Costa, o comentário geral era que a revista Veja divulgaria todo o depoimento e a lista de políticos citados (que chegava a 62).
A revista estimulou o boato, antecipando para as 18h a divulgação da capa da semana. Uma capa genérica, sem nomes. O texto anunciava que eles viriam na edição impressa, junto com informações exclusivas sobre o “esquema de corrupção da Petrobras”.
Mais uma vez, Veja vendeu o que não tinha, ou muito mais do que tinha. Quanto a nomes, dois ex-governadores, a governadora Roseana, o ministro Lobão, um ex-ministro do PP, oito parlamentares e o tesoureiro do PT. Os suspeitos de sempre.
A revista não traz as prometidas informações sobre negociatas na Petrobras. O único exemplo mencionado é uma notícia requentada sobre uma operação de debêntures, que supostamente envolveria a Postalis (e que não se realizou porque os supostos autores foram presos).
Blefe-PT
Sobrou a embalagem. Sobrou? Veja não mostra papel, não mostra vídeo, não mostra um indício sequer de que botou a mão na massa. Tanto quanto o Estado e a Folha, ouviu um relato sobre o depoimento. A revista não cita fontes, reais ou fictícias. Não ousa escrever que “teve acesso ao depoimento”. Sequer recorre ao surrado “uma fonte ligada às investigações”.
Veja blefa, mais uma vez. Mas alguém conversou sexta-feira com a revista e com os portais, e vendeu um prato requentado. E quase simultaneamente, o Valor informava sobre mais um advogado que deixava a defesa de Paulo Roberto. Assim, de repente, sem explicações.
Um advogado à solta, neste momento, é conveniente para ocultar e lançar pistas falsas sobre a fonte do vazamento. Fonte criminosa, posto que a delação corre em sigilo.
A bola está com a direção da PF, com o PGR e com o ministro Teori, que podem dar um basta nesses vazamentos seletivos.
blogdogersonnogueira | 7 de setembro de 2014 às 4:55 | Categorias: Uncategorized | URL: http://wp.me/pvcmb-ivY

A SEGUNDA MORTE DE EDUARDO CAMPOS.

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A segunda morte de Eduardo Campos

by blogdogersonnogueira
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Por Paulo Nogueira, do DCM
Mataram de novo Eduardo Campos. Meus sinceros sentimentos à viúva, aos filhos, à mãe e a todos os amigos.
Você tem noção do absurdo que é a maneira como a mídia destrói reputações ao examinar o caso específico de Campos no chamado escândalo da Petrobras. Não existe risco nenhum de alguém dizer, num tribunal: provas, por favor.
Então você – falo aqui das companhias de mídia – tem licença para matar.
Em sociedades mais avançadas, publicar acusações gravíssimas com base em palavras de um delator traz um risco sério para empresas de mídia. No Brasil, não acontece nada.
Gosto de citar o caso exemplar de Paulo Francis, em que estava envolvida, por coincidência, a Petrobras. Francis, numa campanha contra a Petrossauro, como a chamava, acusou os diretores da empresa de corruptos.
Os diretores, se o processassem no Brasil, não conseguiriam nada. Seriam acusados de conspirar contra a liberdade de imprensa e continuariam a ser massacrados por Francis.
Acontece que uma das calúnias de Francis foi proferida nos Estados Unidos, no Manhattan Connection. E então os executivos da Petrobras puderam processá-lo pela justiça americana. Pediram a ele, nos Estados Unidos, uma só coisa: provas. Ele não tinha nada.
Na iminência de uma multa que o quebraria, ele entrou num processo de turbulência mental do qual resultou um enfarto fatal. Elio Gaspari disse que Joel Rennó, o então presidente da Petrobras, matou Francis. Na verdade, Francis matou Francis.
São conhecidas as pressões que FHC e Serra, então no poder, fizeram para que os homens da Petrobras desistissem do processo.
No Brasil, a sociedade está à mercê da mídia. Como a justiça é inoperante, jornais e revistas têm o que um premiê britânico chamou, num confronto com um barão da mídia, de “o atributo das prostitutas” – o poder sem responsabilidade.
Ninguém sabe ainda em que circunstâncias o delator Paulo Roberto Costa falou. O que se tem de concreto é que ele pode incriminar quem quiser, pelo menos neste momento.
Mesmo assim, a imprensa vai divulgando nomes de citados sem a menor cerimônia, como se fosse uma banalidade. O real objetivo, ninguém se ilude, é eleitoral. Ninguém está interessado em moralizar nada.
Se houvesse um intuito de limpeza ética, o caso do metrô de São Paulo teria sido investigado em profundidade, bem como os 450 quilos de pasta de cocaína encontrados num helicóptero de amigos de Aécio.
A posição absurda desfrutada pela mídia no Brasil foi bem descrita num tuíte do senador Roberto Requião, candidato ao governo do Paraná. “Até agora o Henrique Alves manteve engavetado meu projeto de direito de resposta. E agora. Deve ter entendido que sua aprovação é importante?”
Henrique Alves é o presidente da Câmara. Como Eduardo Campos, está na lista de Costa. No Brasil, sequer o direito de resposta vigora.
Ayres de Britto, ao anular a Lei de Imprensa, jogou fora coisas vitais da defesa da sociedade, como o direito de resposta. Quando aparentemente ele se movimentava para corrigir o erro, foi apanhado por uma denúncia da Folha que envolvia um genro seu. Parece ter entendido o recado, e não mexeu mais no assunto. Virou, no Mensalão, amigo da imprensa, e escreveu o prefácio de um livro de Merval sobre o assunto.
Justiça e mídia deveriam se fiscalizar uma à outra, mas no Brasil acabaram se abraçando e se autoprotegendo. Um dia as fotos em que Merval e Ayres de Britto se abraçam, sorridentes, no lançamento do livro merecerão o devido repúdio da sociedade. “Como pudemos descer a este ponto?”, as pessoas se perguntarão.
É neste cenário que Eduardo Campos é morto pela segunda vez. Os assassinos de sua reputação agiram sabendo que gozam de total impunidade.
Mais uma vez, minhas condolências à família e aos amigos de Campos.
blogdogersonnogueira | 7 de setembro de 2014 às 8:46 | Categorias: Uncategorized | URL: http://wp.me/pvcmb-iwg

sábado, 6 de setembro de 2014

COMUNIDADE CRISTÃ.

Comunidade Cristã

04/09/2014 | Dom Jaime Spengler *
  A palavra ‘comunidade' diz que nós, os comunitários, os que se consideram participantes da comunidade, temos algo em comum. A pergunta que logo nos fazemos é: o que temos em comum, nós que vivemos e nos sentimos engajados numa determinada comunidade? Temos em comum uma tradição, com direitos e deveres, compromissos e orientações; temos em comum o Batismo que nos introduz no caminho da salvação (cf. Cl 1,21-23).

A comunidade dos batizados é chamada a viver o compromisso assumido, isto é, a renúncia ao mal e o cultivo da fé no Deus Uno e Trino; e como peregrinos de uma mesma tarefa, onde "não há mais judeu ou grego, escravo ou livre, homem ou mulher, pois todos (...) são um só, em Cristo Jesus (Gl 3, 28), cada um se empenha por cultivar os próprios carismas, tendo em vista o bem de todos (cf. Ef 4,7-16). Assim, a participação na vida da comunidade dos batizados se torna exercício da vida de Jesus Cristo, pois pelo batismo fomos revestidos de Cristo (Gl 3,27).

O que constitui a comunidade é o Batismo. O que une a comunidade é o empenho, a busca, a determinação, o querer fazer nossos os sentimentos de Cristo Jesus, de quem fomos revestidos. Assim, ter simpatia por esse ou aquele movimento, participar desse ou daquele grupo, sentir-se mais ou menos identificado com essa ou aquela teologia ou espiritualidade, ter ou não ter estudos, estar investido deste ou daquele ministério, o engajar-se mais ou menos na vida cotidiana da comunidade não é necessariamente expressão de uma compreensão vigorosa do ‘batismo que nos lavou, do espírito que nos deu nova vida e o sangue que nos redimiu'. O que verdadeiramente importa é o testemunho do compromisso que provém da fé assumida no Batismo, que cada pessoa dá naquele lugar, situação ou realidade onde se encontra. Esse empenho não é atual ou antigo, nem ultrapassado ou moderno, conservador ou progressista: Ele é sempre novo, pois sempre é desejo e determinação de renascer em "Espírito e Verdade".

A dimensão comunitária da fé cristã, ao longo da história, se expressou de diferentes modos. Hoje, lugar privilegiado de expressão da fé cristã são as Paróquias. Elas continuam sendo lugar significativo onde o cristianismo se torna visível. Ali os batizados se encontram na celebração dos mistérios da salvação, exercitam-se na caridade e anunciam o que creem.

A Paróquia, com seus limites geográficos, faz parte de um todo maior; ela está unida às outras Paróquias, formando, assim, uma rede, uma comunhão de Paróquias, que, unidas, constituem a Diocese.

Portanto, a comunidade cristã se caracteriza pela comunhão de batizados que formam uma Paróquia. "Nela todas as diversidades humanas estão representadas e inseridas na universalidade da Igreja". Desse modo se expressa o valor da Paróquia que, por sua vez, em comunhão com as outras Paróquias de uma determinada região ou rito, constituem uma Igreja Particular ou Diocese.

Nenhuma comunidade cristã, nenhuma Paróquia é uma ilha! Também não é um ‘gueto' ou espaço de ‘privilegiados'. Ela é lugar de vida, espaço onde pessoas marcadas por virtudes e fragilidades buscam viver a fé, testemunhar o batismo, praticar o bem e a justiça, em comunhão com as demais comunidades e/ou Paróquias.

* Dom Jaime Spengler é arcebispo de Porto Alegre.

Fonte: Pascom Porto Alegre