quinta-feira, 28 de agosto de 2014

INSCRIÇÕES ABERTAS PARA VOLUNTÁRIOS DO CÍRIO 2014

Inscrições abertas para voluntários no Círio de Nazaré 2014
A Defesa Civil Municipal de Belém está com as inscrições abertas para voluntários que desejam atuar durante o Círio de Nazaré 2014. O período de inscrição começou no dia seis de agosto e segue até 26 de setembro.

As pessoas inscritas passarão por um treinamento ministrado pelo Corpo de Bombeiros, entre os dias 29 de setembro e seis de outubro. Os voluntários recebem uniforme para utilização no dia do evento.

Os voluntários irão atuar nos procedimentos de primeiros socorros, remoção de vítimas, além dos seis postos de atendimentos emergências distribuídos durante o percurso da romaria. O trabalho também será realizado no sábado, durante a trasladação.

No ano passado cerca de dois mil voluntários atuaram através da Defesa Civil na maior festa religiosa dos paraenses. Segundo Sérgio Beckmann, coordenador administrativo da Defesa Civil em Belém, esse ano a expectativa é superar os inscritos em 2013. “Estamos esperando que esse ano o número de inscritos seja maior que o das edições passadas.

Percebemos que as pessoas sentem-se motivadas a contribuir de alguma forma com o Círio, reflexo disso são as parcerias dos diversos órgãos da capital que trabalham assiduamente para realizar um evento espetacular a cada ano”, conta Sérgio.

Henrique de Almeida, 22 anos, atua como voluntário pela terceira vez. O jovem sente- se satisfeito em fazer parte da maior manifestação católica do mundo. “Comecei carregando as vítimas, hoje contribuo nos postos de atendimento como técnico em enfermagem. "É muito satisfatório vê o crescimento da fé do povo paraense, que honra o amor e devoção à Maria, e me faz crescer junto”.
 

CANDIDATOS AO DIACONATO RECEBEM ACOLITADO EM PALMAS/TO.

Candidatos ao diaconado recebem Acolitado em Palmas, TO

No dia 16 de agosto, festa da Assunção da Virgem Maria, na paróquia Nossa Senhora das Mercês de Palmas, TO, os candidatos Djalmi Chaves da Silva, Edson Marques, Genemar Martins Silva, Josevaldo Rodrigues Nepomuceno, Leandro Carvalho Barbosa e Roberto Amaral Neres, da escola diaconal São Lourenço da Arquidiocese de Palmas, em missa solene presidida por Dom Pedro Brito Guimarães, arcebispo de Palmas, receberam o ministério de Acólito, último passo antes da ordenação diaconal, e na mesma celebração houve a renovação dos votos dos diáconos permanentes.
 
Foi uma linda celebração onde estavam presentes os padres das paróquias nas quais os candidatos estão atuando em seu estágio pastoral, o vigário geral e o diretor espiritual  padre Paulo Cristiano, seus familiares e amigos.
 
Após o encerramento da celebração, todos se reuniram para confraternização,  com jantar servido no colégio dos Salesianos para celebrar juntos mais uma etapa vencida pelos irmãos. Alegremo-nos todos com os nossos futuros irmãos no diaconato.
 
Colaboração: Diácono Antonio Oliveira - Palmas, TOAcolitato

DIÁCONO,VOCAÇÃO E MISSÃO.

Diácono, Vocação e Missão

Por: jornalista André Santos – PASCOM São Benedito/Salto-SP.

Para celebrar o Mês Vocacional, e para tirar dúvidas comuns entre os fiéis sobre o sentido da Vocação na Igreja, o Evangelizador (informativo da paróquia São Benedito de Salto, SP) convidou o Diácono Edison da Silva Palagi para uma entrevista. Edison é Diácono desde 2012, na Paróquia São Benedito, diocese de Jundiaí, SP.

Evangelizador: Vocação e Missão são conceitos diferentes? Quais seriam essas diferenças?

Diác. Edison: Existe sim diferença entre Vocação e Missão. Vocação é um chamado universal que nos convida a uma vida de união com o Cristo e Sua Igreja. É um chamado para vivermos aquilo que Cristo Senhor viveu em sua plenitude: o amor. Seja para a vida matrimonial, sacerdotal, seja para a vida da dupla sacramentalidade do serviço que é o diaconato, ou mesmo para a vida religiosa, todo cristão possui uma Vocação. Essas são as vocações específicas, já que a vocação fundamental é o chamado de Deus à santidade. É dom, é graça, atenção cuidadosa e pessoal Daquele que deseja a construção de um Reino. Já a Missão é o envio, pela Igreja, dos vocacionados.

Evangelizador: Como explicar essa diferença para os jovens? E quando devemos explicá-la (durante a Catequese, na Crisma, ou apenas depois que se interessam em participar de um grupo, etc.)?

Diác. Edison: A explicação deve partir do próprio conceito de Vocação como chamado, e da Missão como Envio, e sem dúvida deve ser alicerçada na Palavra. Jesus escolhe os seus (Lc. 6, 12-16 e Mc. 3, 13-19) e os envia (Mc. 6, 7-13 e Mt. 10, 5-15). Respeitando obviamente a linguagem necessária para o melhor entendimento, essas dimensões devem o quanto antes serem ensinadas no seio das famílias. A Igreja, a seu tempo, ensina através das catequeses, criando embasamento sólido com uma catequese sistemática e bem ministrada acerca dessas realidades. No convite aos jovens para a participação no serviço pastoral da Igreja, todo esse rico aprendizado é colocado em prática na vida e na missão de cada um.

Evangelizador: Para encerrar, o matrimônio é considerado uma Vocação? Se sim, então podem existir pessoas que “não têm vocação para o casamento”?

Diác. Edison: Sem dúvida nenhuma o matrimônio é vocação, mas nem todos são vocacionados para a vida nesse sacramento. Alguns outros são chamados para o presbiterado, por exemplo. O presbiterado, o diaconato, a vida religiosa, bem como a vida no matrimônio do cristão leigo, para citar alguns, são vocações específicas.  Importante reforçar que vocação específica é a maneira própria de como cada pessoa realiza a sua vocação fundamental à santidade. O mês vocacional quer trazer à consciência de cada um dos cristãos o porquê de sua própria existência e qual o seu papel nesse grande mistério de um Deus que caminha com o seu povo. A Igreja nos faz refletir sobre o que é essencial em nossa vida e nos ensina que o ser humano é um ser vocacionado. Não existe cristão sem vocação. Antes mesmo da criação do mundo, nós fomos escolhidos por Deus. Somos o reflexo do amor de Deus Pai e Ele nos deu uma missão: sermos santos e irrepreensíveis ao Seu olhar de amor.
Foto de capa 2 - Diác. Palagi e Maria José

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Somos Diáconos à serviço da Vida e da Esperança.

Somos Diáconos à Serviço da Vida e da Esperança.

“Pelo contrário, disponham-se a serviço uns dos outros através do amor. (Gl 5,13b)

Escolhidos, chamados e enviados em missão a serviço da Igreja por meio de nossos Bispos que confiam a nós Diáconos, cada vez mais, tarefas e espaços nas paróquias e comunidades, a 52ª Assembleia Geral dos Bispos em Aparecida (SP), a Igreja viveu momentos importantes, foi aprovado como documento final COMUNIDADE DE COMUNIDADES UMA NOVA PARÓQUIA.
 
A comissão que preparou o documento recebeu inúmeras contribuições vindas de todos os organismos, pastorais e serviços da Igreja do Brasil. Nesse documento o serviço diaconal aparece em várias citações. Durante a assembleia tivemos vários momentos de diálogo com os bispos a respeito do diaconado em suas dioceses. Muitos bispos pedindo orientações para iniciar escolas diaconais em suas dioceses. Na presidência da CND tive a graça de ouvir dos bispos tantos relatos positivos da caminhada diaconal em suas dioceses e a mudança, para melhor, depois das ordenações. São muitos os bispos felizes com os diáconos na Igreja particular.

Participamos ativamente em tempo integral durante a assembleia. Servindo o altar e na liturgia colocando todos os diáconos do Brasil no presbitério do santuário de Aparecida através da nossa presença efetiva em nome da CND. Foi-nos concedido participar de todas as sessões que ocorreram no centro de convenções, e ainda, tivemos direito a palavra para relatos sobre a realidade diaconal no Brasil. É nítida, e crescente, a conscientização de nossos bispos a respeito do ministério diaconal e a importância do diácono no serviço do além-fronteira, onde as necessidades são tantas e tendem a aumentar cada vez mais.

Outro momento importante foi a Santa Missa celebrada dia 1º de maio na casa da mãe Aparecida que teve uma motivação a mais, quando foram colocadas as intenções pelos trabalhadores e pelos desempregados de todo país, com reflexões a respeito do capitalismo e a ganância nos dias atuais, numa visão fortemente materialista, muitas vezes, excluem pessoas do direto ao trabalho digno pra o seu sustento.

Que São José Operário e a Virgem Maria modelos de dignidade e trabalho, possam interceder a Deus pela dignidade do ser humano em seu trabalho em todo o país, ainda mais, neste momento de eleições. Paz e bem!
Diácono Zeno Konzen

Vocação: Uma resposta de Amor.

Vocação: Uma resposta de Amor

Dom Vicente Costa - Bispo Diocesano de Jundiaí/SP

Bispo referencial da CRD Sul 1

“Antes de formar-te no seio de tua mãe, eu já te conhecia… eu te consagrei” (Jr 1,5).

Prezados irmãos e irmãs da Igreja de Deus que se faz presente na Diocese de Jundiaí:

O amor de Deus por nós é infinito, e de certa forma, Ele “sai” de si e vem ao encontro da pessoa humana; Ele se revela a fim de nos fazer participantes de sua vida divina, conferindo-nos, assim, a nossa primordial vocação (cf. Documento de Aparecida, n. 129). Consequentemente, o dom gratuito à vida envolve uma missão a cumprir, pois Deus não quer agir sozinho: “Deus não quis reter só para si o exercício de todos os poderes. Confia a cada criatura as funções que esta é capaz de exercer, segundo as capacidades da própria natureza” (Catecismo da Igreja Católica, n. 1884). Assim, sempre há algo de específico em cada vocação, pois toda pessoa humana é chamada a aperfeiçoar a bondade que existe, em germe, em seu interior.

Queridos irmãos e irmãs da Diocese de Jundiaí: neste mês de agosto, tradicionalmente dedicado às vocações, convido-os a refletir sobre esse tema, pois a vocação não pode ser entendida como privilégio apenas de um grupo, de uns poucos escolhidos. Na verdade, Deus convida a todos a uma resposta livre ao seu projeto de amor.

Nas Sagradas Escrituras são inúmeras as narrações que falam da experiência da vocação. Basicamente quatro elementos são essenciais nesses relatos, conforme afirma Papa Francisco na sua Mensagem para o 51º Dia Mundial de Oração pelas Vocações deste ano (11/05/2014):

1) Vocação sempre exige “deixar” uma situação: “Na pluralidade das estradas, toda vocação exige sempre um êxodo de si mesmo para centrar a própria existência em Cristo e no seu Evangelho” (n. 2).

2) Vocação é assumir uma “missão”: “Dirijo-me agora àqueles que estão dispostos justamente a pôr-se à escuta da voz de Cristo, que ressoa na Igreja, para compreenderem qual possa ser a sua vocação. Convido-vos a ouvir e seguir Jesus, a deixar-vos transformar interiormente pelas suas palavras que ‘são espírito e são vida’ (Jo 6,63)” (n. 3).

3) Vocação é viver uma “aliança” com Deus: “Não devemos ter medo: Deus acompanha, com paixão e perícia, a obra saída das suas mãos, em cada estação da vida. Ele nunca nos abandona! Tem a peito a realização do seu projeto sobre nós, mas pretende consegui-lo contando com a nossa adesão e a nossa colaboração” (n. 2).

4) A vocação sempre é um “dom” proveniente e para a comunidade: “A vocação é um fruto que amadurece no terreno bem cultivado do amor uns aos outros que se faz serviço recíproco, no contexto duma vida eclesial autêntica. Nenhuma vocação nasce por si, nem vive para si” ( n. 3).

Um grande exemplo de tudo isso é a figura do nosso pai da fé, Abraão. A Bíblia Sagrada conta-nos que Deus disse e ele ouviu: “Sai de tua terra, do meio de teus parentes, da casa de teu pai, e vai para a terra que eu vou te mostrar. Farei de ti uma grande nação, e te abençoarei: engrandecerei o teu nome, de modo que ele se torne uma bênção” (Gn 12,1-2).

Como não há discipulado sem comunhão, os quatro pontos acima mencionados nos ensinam que, para se viver realmente a própria vocação, é preciso entrar numa dinâmica de relação interpessoal, primeiro com Deus e depois com o próximo. A Igreja, que é comunidade de vida e de vocacionados, apresenta uma variedade de serviços e ministérios. É comum, contudo, dividirmos em três grandes grupos os chamados para a vinha do Senhor:

1) Os Ordenados: o Sacramento da Ordem atualiza a presença de Jesus, o Bom Pastor, no meio do povo de Deus. Este sacramento possui três graus que compreendem: diáconos, presbíteros (padres) e Bispos. Eles são chamados a ensinar, santificar e pastorear os fiéis segundo a missão própria de cada um.

2) Os(as) Religiosos(as), que se consagram livremente a viverem seus votos em sinal de Cristo obediente, pobre e casto. A característica desta vocação é, sobretudo, o testemunho da consagração radical ao seguimento de Cristo, sendo sinais autênticos do Reino que já se faz presente e cuja plenitude esperamos no fim dos tempos. Aliás, no ano de 2015, a Igreja celebrará o Ano da Vida Consagrada.

3) Os(as) Leigos(as): que têm como missão assumir e transformar as estruturas deste mundo a partir do Espírito de Cristo. De modo especial, nesta tarefa, é de fundamental importância a luta pela defesa dos valores da família.

Queridos irmãos e irmãs da Diocese de Jundiaí: Deus não se cansa de nos chamar para a missão, tanto que poderíamos dizer que a palavra-chave de toda a Bíblia e de toda a História de Salvação é: “Segue-me” (Mt 9,9).

Assim como um dia a Virgem Maria respondeu com seu “sim” ao chamado de Deus na sua vida (cf. Lc 1,38), rezemos para que, por intercessão de Nossa Senhora do Desterro, Padroeira da nossa Diocese, todos nós possamos também corresponder com amor e generosidade à nossa vocação. E que o Bom Deus envie mais operários para a sua Messe (cf. Mt 9,37-38). Assim seja!

E a todos abençoo!
Fonte: www.dj.org.br

É preciso assumir nossa missão de animadores das comunidades.

É preciso assumir nossa missão de animadores das comunidades

Diácono Zeno Konzen - Presidente da CND

Disse o papa Francisco em 17 de julho último: “Deus usa de tanta misericórdia para conosco. Aprendamos, também, nós a usar de misericórdia com os outros, especialmente com os que sofrem”.
A nossa vida é feita e acontece a partir de fatos e acontecimentos. Todo o amanhecer é um fato e acontecimento em nossa vida, uma oportunidade que o criador nos concede para que possamos crescer em sabedoria e sermos mais santos que o dia anterior.

É a oportunidade de olhar para o passado e fazer uma auto avaliação de nossas atitudes, dos erros e dos acertos e aí buscar a perfeição. Somos chamados a viver em comunidades apesar das adversidades e sermos generosos, compreensivos e perdoarmo-nos mutuamente. É preciso assumir a nossa missão de animadores e anunciadores da palavra de Deus junto às comunidades. A formação permanente é essencial, pois, ninguém dá o que não tem. Uma boa formação permanente deve abranger integralmente as dimensões humano-afetivo, intelectual eclesial-comunitário, espiritual e pastoral. Essas dimensões acentuadas e amadurecidas no processo formativo deverão ser constantemente desenvolvidas e revigoradas ao longo da vida do ministério do diácono. O documento 96 da CNBB no seu número 229 diz que um dos meios para avaliação da caminhada dos diáconos do Brasil são os encontros de formadores e diretores das escolas diaconais que acontecem a cada dois anos.

O 13º encontro acontecerá nos dias 2,3 e 4 de setembro de 2014, na casa de retiros Monte Alverne na cidade de São Leopoldo no Rio Grande do Sul. A ficha de inscrição já está disponível no site da CND. Se houver alguma dificuldade com a inscrição, bem como outras informações ligue para (51) 35886302 e/ou (51) 99095037. Senhores formadores, diáconos e candidatos ao diaconado permanente venham participar desse encontro. Queremos partilhar as nossas experiências, só assim iremos atingir sempre mais a perfeição. As inscrições encerram dia 10 de agosto de 2014.

Apresento a seguir Carta testamento de Dom Albano Cavallin em sua íntegra para nossa reflexão.
"As Cartas-Testamento que estou escrevendo em preparação aos meus 60 anos de Sacerdócio tern para mim um sabor de agradecimento, despedida e saudade. Agora e a vez de dialogar com os diaconos.
Boa parte de minha vida sacerdotal não os conhecia pois, foi só nos ultimos 25 anos que tive a graça de encontra-los, como fruto que são do Concilio Vaticano II. Aos poucos foram aparecendo e revelando sua teologia, sua pastoral e sua mistica. Iam nascendo entre as melhores lideranças da Comunidade. Revelavam melhor as dimensões do sacerdócio de Cristo. Manifestavam a mistica de que vinham para imitar Cristo, Servo dos lrmãos. Aprofundaram a diaconia da Palavra, do Culto e da Caridade.

E daí nós começamos a ve-los presentes missionariamente, sobretudo nas capelas da periferia. Depois no serviço litúrgico. Nas Capelas mortuárias consolando as famflias enlutadas. Tomando parte ativa nas pastorais sociais. Marcando presença ativa nos Grupos de oração e reflexão bblica. Anjos de dedicação nas pastorais da pa-róquia.
Alguns deles ja iniciaram voos mais distantes, como missionários no nordeste e na África. Ao lado deles, a presença tão feminina e tão espiritual de suas esposas. A esposa é participante, através do matrimonio, das graças sacramentais do matrimonio e isto faz surgir maior entusiasmo e participação de toda a familia.
Tambem onde os diáconos foram assumidos com amor, o próprio padre vern se sentindo mais realizado. As dioceses que inteligentemente fundaram e apoiaram os diáconos, reconhecem que eles sao uma benção de Deus e um bern para a lgreja.
Também, em minha vida de 40 anos de Bispo, considero a
fundação dos diáconos em Londrina um dos grandes presentes de Deus, pois eles ajudaram a renovar o espirito eclesial de nossa lgreja".

Com orações.
+ Albano Cavallin

terça-feira, 5 de agosto de 2014

EDIR MACEDO E O TEMPLO DE ISRAEL.

Magaiver Luiz

Não vou buscar me ater ao que a maioria dos jornalistas e ditos especialistas tratam, a questão do marketing feito por Edir Macedo quanto ao templo de Salomão. O que penso ser imprescindível é o simbolismo dado pelo Bispo a tal.
Quando, em cima de exuberância do Templo de Israel, Edir Macedo traz a tona toda a exaltação ao Templo e a ritualística judaica, Macedo busca efetivamente levar ao povo a imagem de um local sagrado, uma sacralidade proporcionada por ele como Bispo, tornando-se assim na visão dos fiéis como uma espécie de homem escolhido, um predestinado. A imagem do Templo remete as grandes catedrais góticas do catolicismo, onde a imponência do local faz do homem sentir-se pequeno perante Deus, e isso é de fundamental importância levar ao fiel a grandeza de Deus e, consequentemente, a grandeza do profeta que dirige o Templo.
O Bispo Macedo apropriando-se dessa imponência do local, veste-se também com suntuosidade, a forma como está se vestindo, e até mesmo as características visuais do Bispo, desde a vestimenta ao rosto barbado, se mostram como meios visualiza-lo como um profeta.
O Bispo, em minha ótica, trabalha a formatação do Templo de Israel, juntamente com a sua caracterização de forma profética, de forma perfeita no que tange a busca de uma originalidade, digo originalidade pois é inédita a forma como uma denominação Evangélica se sincroniza com as peculiaridades do Judaísmo, mesmo que Macedo não venha a trabalhar as ritualizações do judaísmo, o Bispo insere uma nova forma de olhar a Igreja que fundou.
A agregação da imponência do Templo, com a caracterização profética do Bispo, leva o psicológico humano sentir-se, em tal lugar, arremetido ao tempo que Jesus teria vivido. São mecanismos utilizados pelo Bispo para levar o fiel sentir-se mais próximo da realidade da Jerusalém de Jesus Cristo.
Portanto, penso que o espaço físico, o visual, caracterizado pelo Templo e pelo Bispo, trazem ao olho do fiel um retorno a história, no qual, ele agora pode vivenciar, pois está inserido no Templo de Israel. Sendo assim, os meios que Edir Macedo utiliza para manter sua teologia se mostra no Brasil como algo inédito, já que engloba elementos do Catolicismo, do Judaísmo e de denominação Evangélica, logo, ele escreve um novo capítulo na história das denominações evangélicas em esfera global, pois deixa claro a forma como a IURD de Macedo quer abarcar fiéis de outras denominações religiosas.
@MAGAIVELUIZ