sábado, 5 de janeiro de 2013

UM DEUS ANÔNIMO: LEONARDO BOFF

Um Deus anônimo

26/12/2012


Como homem, Jesus é como todos os homens: um trabalhador, carpinteiro como seu pai, José e um camponês mediterrâneo. Nem super-herói nem um especialmente piedoso que chamasse a atenção.

Era um homem de vila, tão pequena, Nazaré, que nunca é citada em todo o Antigo Testamento, talvez com uns 15 casas, não mais. Participou do destino humilhante de seu povo, subjugado pelas forças de ocupação militar romana. Nenhum documento da época falou dele, fora dos evangelhos. Não era conhecido nas rodas nem de Jerusalém e muito menos de Roma.

Como diz ironicamente o poeta Fernando Pessoa, Jesus não tinha biblioteca e não consta que entendesse de contabilidade. Ele é um anônimo no meio da massa do povo de Israel.

O fato de ter sido a encarnação do Filho de Deus não mudou em nada essa humilde situação. Deus quis se revelar nesse tipo de obscuridade e não apesar dela. E precisamos respeitar e aceitar esse caminho escolhido pelo Altíssimo.

A lição a se tirar é cristalina: qualquer situação, por humílima que seja, é suficientemente boa para encontrar Deus e para acolhermos a sua vinda nos labores cotidianos.

Jesus, disse São Paulo, não se envergonhou de ser nosso irmão. E efetivamente é nosso irmão, não só porque quis se revestir de nossa humanidade, mas é nosso irmão, principalmente por ter participado de nossa vida cotidiana, tediosa, sem brilho e renome, a vida dos anônimos.

Disso tudo tiramos essa singela lição: a vida vale a pena ser vivida assim como é – diuturna, monótona como o trabalho do dia-a-dia – e exigente na paciência de conviver com os outros, ouvi-los, compreendê-los, perdoá-los e amá-los assim como são.

Ele ainda é nosso irmão maior, enquanto dentro desta vida de luz e de sombra, viveu tão radicalmente sua humanidade a ponto de trazer Deus para dentro dela, um Deus próximo, companheiro de caminhada, energia escondida que não nos deixa desesperar face aos absurdos do mundo.

Por isso, precisamos, a despeito de tantos pensadores desesperados e céticos reafirmar: o Cristianismo não anuncia a morte de Deus. E, sim, a humanidade, a benevolência, a jovialidade e o amor incondicional de Deus. Um Deus vivo, criança que chora e ri e que nos revela a eterna juventude da vida humana perpassada pela divina.

Leonardo Boff
Semana do Natal, 26/12/2012.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

VERSOS QUE EU NUNCA VI.

Versos que eu nunca vi

Versos que eu nunca vi
por Marcus Grodi

Uma das experiências mais comuns dos Protestantes convertidos a Igreja Católica é a de descobrir os versos “Nunca visto”. Mesmo após anos estudando, pregando e ensinando a Bíblia, às vezes de capa a capa, de repente um verso “Nunca visto” aparece como por um passe de mágica e acontece um “Ah!?”, como se a mente se abrisse, uma mensagem que muda a vida espiritual toda “despenca”! Às vezes somente a constatação de uma alternativa, um significado mais claro de um verso conhecido, mas muitas vezes, com alguns dos versos mencionados abaixo, eles literalmente aparecem como se algum Católico tivesse sorrateiramente colocado aquele verso ali no texto de algum jeito durante a noite!

A lista destes surpreendentes versos é sem fim, depende especialmente da tradição religiosa do convertido, mas a seguir estão alguns versos chave que mudaram a direção do meu coração em direção de volta para casa. Este artigo é uma reedição do tópico que escrevi em 31 de Julho de 2006 e que foi ao ar no programa “The Journey Home” (A jornada para casa) pela rede EWTN de TV.


1. Provérbios 3, 5-6

Que teu coração deposite toda a sua confiança no Senhor! Não te firmes em tua própria sabedoria! Sejam quais forem os teus caminhos, pensa nele, e ele aplainará tuas sendas.

Desde que eu tive meu novo despertar (leia-se experiência de “Nascer de novo”) na idade de 21 anos, este provérbio tem sido meu “verso de vida”. Ele tornou-se um verdadeiro guia para todos os aspectos de minha vida e ministério, mas então durante meus nove anos como pastor presbiteriano, eu me tornei desesperadamente frustrado pela confusão do protestantismo. Eu amava Jesus e acreditava que a Palavra de Deus era a única digno de confiança e infalível regra de fé. Assim como vários dos não pastores presbiterianos e leigos que eu conhecia: Metodistas, Batistas, Luteranos, Pentecostais, Congregacionistas, etc., etc., etc... O problema era que nós todos terminávamos com diferentes conclusões, muitas vezes radicalmente diferentes a partir dos mesmos versos. Como fica então “Confie no Senhor com todo o seu coração”? Como você pode ter certeza que você não está “inclinando-se para seu próprio entendimento”? Nós todos temos diferentes opiniões e listas de exigências. Um verso que eu sempre confiei de repente se torna nebuloso, imensurável e inatingível.

2. I Timóteo 3, 14-15

Escrevo-te estas coisas, embora espere ir logo ter contigo. Caso, porém, eu demore, já estarás sabendo como deves proceder na casa de Deus, que é a Igreja de Deus vivo, coluna e fundamento da verdade.

Scott Hahn empurrou-me este ai sobre mim. “Então Marc, qual é a coluna e fundamento da verdade?” Eu respondi “A Bíblia claro.” “É mesmo? Mas o que a Bíblia diz?” “O que você quer dizer?” Quando ele me disse para dar uma olhada nestes versos, isso foi como se eles tivessem de repente aparecido do nada, fiquei com o queixo caído. A Igreja!? Não é a Bíblia? Isso sozinho mexeu com minha mente e essencialmente minha vida inteira; a questão de qual Igreja era essa era uma que eu não estava pronto para abordar.



3. II Timóteo 3, 14-17
Quanto a ti, permanece firme naquilo que aprendeste e aceitaste como verdade. E sabes de quem o aprendeste! Desde criança conheces as Escrituras Sagradas. Elas têm o poder de te comunicar a sabedoria que conduz à salvação pela fé no Cristo Jesus. Toda Escritura é inspirada por Deus e é útil para ensinar, para argumentar, para corrigir, para educar conforme a justiça. Assim, a pessoa que é de Deus estará capacitada e bem preparada para toda boa obra.
Versos 16-17 sempre foram os textos que eu e outros nos voltávamos para afirmar nossa crença na Sola Scriptura, então por isso rapidamente voltei minha atenção para eles. Entre várias coisas, três coisas importantes tornaram-se muito claras pela primeira vez: (1) Quando Paulo usava o termo “Escritura” nestes versos, ele podia simplesmente falando sobre o que nós chamamos de Velho Testamento. O Cânon do Novo Testamento não seria estabelecido pelos próximos 300 anos! (2) “Toda” escritura não quer dizer “somente” a escritura nem especificamente o que nós temos em nossas bíblias modernas. E (3), a ênfase no contexto dos versos (versos 14-15) é a confiabilidade da tradição oral que Timóteo tinha recebido de sua mãe e de outros, não somente Sola Scriptura!

4. II Tessalonicenses 2, 15

Portanto, irmãos, ficai firmes e guardai cuidadosamente os ensinamentos que vos transmitimos, de viva voz ou por carta.

Esta foi outra “palavra difícil de lidar” Scott simplesmente jogou estes versos no meu colo. As tradições (me atrevo a dizer, tradições) que estes primeiros Cristãos não somente se agarravam as cartas escritas e evangelhos que iriam eventualmente se tornar o Novo Testamento, mas a tradição oral. E ainda muito mais significante, o contexto das cartas de Paulo indicam que isso era normal dele, o modo preferido de passar adiante “o que ele tinha recebido” era oralmente; suas cartas escritas foram acidentais, algumas vezes sem planejar, lidando com problemas imediatos – deixando sem ser dito muita coisa do que ele tinha aprendido por meio do ensino oral.



5. Mateus 16, 13-19

Jesus foi à região de Cesaréia de Filipe e ali perguntou aos discípulos: “Quem é que as pessoas dizem ser o Filho do Homem?” Eles responderam: “Alguns dizem que és João Batista; outros, Elias; outros ainda, Jeremias ou algum dos profetas”. “E vós”, retomou Jesus, “quem dizeis que eu sou?” Simão Pedro respondeu: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo”. Jesus então declarou: “Feliz és tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi carne e sangue quem te revelou isso, mas o meu Pai que está no céu. Por isso, eu te digo: tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e as forças do Inferno não poderão vencê-la. Eu te darei as chaves do Reino dos Céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus”.

Tem tanta coisa para discutir nestes versos, tanta coisa que eu nunca vi antes. Eu sempre soube que os Católicos usavam isto para discutir sobre a autoridade Petrina, mas eu não estava convencido. Por ingênua ignorância, as palavras em Inglês “Pedro” e “Rocha” (em português ainda temos a palavra “Pedra”) são tão diferentes que é obvio que Jesus estava se referindo a fé que Simão Pedro tinha recebido como um presente do Pai. Para os mais estudiosos estudantes seminaristas de educação bíblica, como eu mesmo, eu sabia que atrás do Inglês havia o Grego, onde alguém descobriu que Pedro é a tradução de petros, significa pedrinha, e pedra é a tradução de petra, pedra grande. Outra vez uma obvia falta de ligação, por isso por anos eu acreditava e ensinava especificamente contra a autoridade Petrina. Então, através da leitura do maravilhoso livro de Karl Keating, Catolicismo e Fundamentalismo, eu descobri as implicações de uma coisa que eu sabia todo este tempo: por trás do grego estava o Aramaico que Jesus originalmente falava, e cujas palavras de Pedro e Rocha eram idênticas – kepha. Uma vez que eu vi que Jesus tinha dito essencialmente “Você é kepha e eu irei construir minha Igreja sobre esta kepha. Eu sabia que eu estava com problemas.

6. Apocalipse 14, 13

Ouvi, então, uma voz vinda do céu, que dizia: “Escreve: Ditosos os mortos, os que desde agora morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, que eles descansem de suas fadigas, pois suas obras os acompanham.”

Por anos, como um pregador Calvinista, eu recitei este verso em cada funeral. Eu acreditava e ensinava sola fide (somente a fé) e não levava em conta as obras no processo de nossa salvação. Mas então, depois do meu último funeral servindo como ministro, um membro da família do defunto me encurralou. Ele perguntou me, com a voz estremecida “O que você quis dizer com as obras de Bill o acompanhavam” eu não me lembro qual foi minha resposta, mas esta foi a primeira vez que eu tomei consciência do que eu tinha dito. Isto foi o inicio de um longo estudo sobre o que o Novo Testamento e em seguida os Padres da Igreja ensinavam sobre a misteriosa, mas necessária sinérgica conexão entre nossa fé e nossas obras.



7. Romanos 10, 14-15
Porém, como invocarão aquele em quem não têm fé? E como crerão naquele de quem não ouviram falar? E como ouvirão falar, se não houver quem pregue? E como pregarão, se não forem enviados?
Eu sempre usei estes versos para defender a importância principal de pregar e porque eu, por esta razão, tinha desistido de minha carreira como engenheiro pelo seminário e o grande privilégio que é tornar-se um pregador do Evangelho. Eu nunca tinha me importado com a ultima frase sobre a necessidade se ser “enviado”, porque eu podia apontar para minha ordenação onde um grupo de ministros locais, presbíteros, diáconos e leigos impuseram suas mãos sobre minha cabeça suada enviando-me no Nome de Jesus. Mas então, em primeiro lugar através da leitura da historia e dos escritos dos Padres da Igreja e segundo da releitura das escrituras desta vez dentro do contexto das Cartas de Paulo, eu percebi que Paulo enfatizava a necessidade de ser “enviado” porque o que levou o a escreve suas cartas foi combater o negativo e heréticas influencias de se autonomear como falso mestre. Eu nunca tinha pensado em mim como um falso mestre, mas com que autoridade estas pessoas tinham me enviado? Quem enviou elas? Por isso tudo eu percebi a importancia da sucessão Apostólica (daqueles que haviam sido enviados).

8. Joao 15, 4 e 6, 56
Permanecei em mim e eu permanecerei em vós. O ramo não pode dar fruto por si mesmo, se não permanecer na videira. Assim também vós: não podeis tampouco dar fruto, se não permanecerdes em mim. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele.
Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele. O livro da bíblia que eu mais pregava era o Evangelho de João e seção de João 15 era a que eu mais me atia, a analogia da videira e dos ramos. Eu bombardeava minha congregação com a necessidade de “esperar” ou “permanecer” em Cristo. Mas o que isso significa? Eu sempre tinha uma resposta, mas quanto eu vi “pela primeira vez” o único verso onde Jesus define claramente o que nós devemos fazer para permanecer Nele, eu fiquei chocado. “Aquele que come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele”. Isto levou me a estudar um barco lotado de versos em João 6 “Eu nunca tinha visto antes”, e no final, quando isso aconteceu eu aceitei Jesus em Sua palavra na Eucaristia, Eu só tinha uma resposta: “Para onde mais podemos nós ir? Só tu tem palavras de vida eterna”.
9. Colossenses 1, 24

Alegro-me nos sofrimentos que tenho suportado por vós e completo, na minha carne, o que falta às tribulações de Cristo em favor do seu Corpo que é a Igreja.

Eu não sei se eu propositadamente evitei esta passagem ou simplesmente cego ele me passou despercebido, mas pelos primeiros 40 anos de minha vida eu nunca tinha visto este verso e para ser honesto, quando eu finalmente o vi, eu ainda não sabia o que fazer com ele. Nada em minha experiência com Luteranos, Congregacionistas ou Presbiterianos me ajudaram a entender como eu ou qualquer um poderia de regozijar no sofrimento e especialmente porque era necessário algo completar o sofrimento de Cristo: nada esta faltando! O sofrimento de Cristo, morte e ressurreição eram suficientes e completos. Dizer algo menos que isso era atacar a total onipotência da graça soberana de Deus. Mas então novamente foi o apostolo Paulo falando infalivelmente nas infalíveis Escrituras que nós devíamos imita-lo como ele imitou Jesus. Isto me levou a ler a Encíclica do Papa João Paulo II sobre o significado do sofrimento para abrir meus olhos para a misteriosa beleza do redentor sofrimento.

10. Lucas 1, 46-49

E Maria disse: Minha alma glorifica ao Senhor, meu espírito exulta de alegria em Deus, meu Salvador, porque olhou para sua pobre serva. Por isto, desde agora, me proclamarão bem-aventurada todas as gerações, porque realizou em mim maravilhas aquele que é poderoso e cujo nome é Santo.

Por último o mais difícil obstáculo de se superar para muitos protestantes convertidos: a nossa Mãe Maria Santíssima. A maior parte da minha vida, o único lugar que Maria entrou em cena foi no Natal, e ouso dizer, como uma estátua! Mas nunca me referi a ela como "Bem-aventurada". Todavia, a Escritura diz que todas as gerações a chamarão bem-aventurada. Porque não eu? Isso me levou a ver outros versos, pela primeira vez, incluindo João 17, onde a partir da cruz, Jesus dá sua mãe para que João cuidasse dela, ao invés de qualquer um dos seus supostos irmãos, e pela graça foi que eu comecei, na imitação do meu Senhor e Salvador e eterno irmão Jesus a reconhecê-la, também, como minha mãe amorosa.

The Coming Home Network International PO Box 8290, Zanesville, OH 43702 (740) 450-1175 www.chnetwork.org
Texto traduzido por: Cezar Martins Fiorio

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

NOVA ESCOLA EM ÁGUAS LINDAS.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

16ª escola entregue pelo Prefeito Helder Barbalho









 
Os moradores do bairro de Águas Lindas receberam, na manhã de hoje, uma nova Escola Municipal. A Escola Belo Saber Ananin vai atender 360 estudantes do ensino fundamental e da Educação de Jovens e Adultos (EJA) e foi criada a partir de uma parceria entre a Associação de Moradores do Conjunto Habitacional Júlia Seffer (Achajus) e a Prefeitura de Ananindeua. Em oito anos de mandato, essa foi a 16ª escola entregue pelo Prefeito Helder Barbalho, e até o final de 2012, mais cinco Centros de Referência em Educação Infantil serão inaugurados. “Nós entendemos que por meio da educação é possível melhorar, também, a qualidade de vida da população. Por isso, me sinto extremamente feliz em poder estar inaugurando mais uma unidade de ensino, de qualidade”, afirmou Helder Barbalho.

PARÁ DEDUZ PLANTAÇÃO DE SOJA.

Pará reduz em 31% o plantio de soja em áreas desmatadas

Por outro lado, plantio aumentou no Brasil, mesmo com boicote a empresas

26/10/2012 - 15:09 - Amazônia
A renovação da Moratória da Soja, uma iniciativa de empresas exportadores e organizações da sociedade civil para boicotar a soja produzida em áreas de novos desmatamentos na Amazônia, apresentou, nesta sexta-feira (26), novos números do plantio do grão e o Pará está na contra-mão do que foi registrado como parâmetro do Brasil. Enquanto o país segue com um crescimento de 57% no plantio em terras de novos desmatamentos, saltando de 11,69 mil hectares da safra de 2010/2011 para 18,41 mil hectares do ciclo 2011/2012, os paraenses conseguiram reter esta prática e promoveram a redução de 31%, saindo de 4,14 mil hectares em 2010/2011 para 2,86 mil hectares em 2011/2012. A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, falou sobre os resultados e declarou: 'A moratória mostra que é possível aumentar a produção de soja no Brasil sem impactar o meio ambiente. Em cinco anos, temos a menor taxa de desmatamento da Amazônia e a maior produção da oleaginosa. O que acontece é que temos que eliminar, na base, aqueles que não querem cumprir a lei'. Para o Greenpeace, apesar de ser alto e acender uma 'luz amarela', o aumento da atual safra brasileira foi menor do que os 85% registrados no período anterior (2010/2011 comparado a 2009/2010). Assinada pela primeira vez em 2006 e repactuada ano a ano, a moratória foi renovada até 31 de janeiro de 2014. O pacto impõe desmatamento zero na produção de soja na Amazônia. Isso significa que nenhuma das 24 principais empresas comercializadoras do grão - que representam 90% do mercado de soja no país - pode comprar o produto de fornecedores na Amazônia que tenham desmatado após 2006. A Abiove (Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais) ressalta que apenas 2,1 milhões de um total de 25 milhões de hectares cultivados de soja estão no bioma Amazônia. Dessa área, apenas 0,41% está em terras de desmatamento ilegal. Esses dados, de acordo a associação, indicam que a soja não é um vetor importante de desflorestamento nesse bioma. Ainda segundo a Abiove, a soja produzida em área ilegal não representa uma quantidade significativa para a exportação brasileira. De acordo com o presidente da Abiove, Carlo Lovatelli, o acordo conferiu maior credibilidade ao Brasil no mercado internacional, principalmente o europeu, um dos maiores compradores do produto. 'Aumentou a qualidade das vendas, o europeu, o maior juiz desse processo, o mais exigente, entendeu que a gente tem competência e interesse de fazer direito. Nos deram a chance e provamos. Esse é o maior sucesso da moratória.'  Redação Portal ORM, com informações da Agência Brasil