terça-feira, 13 de novembro de 2012

ATÉ ONDE A IMAGINAÇÃO FEMININA POE IR?

Até onde a imaginação feminina pode ir?

A capacidade especulativa e imaginativa da mulher é tema constante em peças de teatro, filmes e conversas cotidianas. Imaginar várias possibilidades e significados para uma situação considerada importante, mas que não está clara, faz parte do universo dos seres humanos, principalmente das mulheres. Os resultados disso impactam em várias áreas da vida, tanto profissional, quanto familiar e amorosa.

As mulheres geralmente gostam de falar mais sobre as emoções, buscam um maior entendimento sobre os sentimentos tanto positivos quanto negativos.

Para ficar mais claro, imaginem a situação de um encontro entre namorados onde o homem desmarca um almoço, pois está indisposto e não dá muitas explicações a respeito. Tal situação pode ser suficiente para disparar a imaginação da companheira e iniciar um desenrolar de possibilidades. Será que ele está mesmo indisposto ou está chateado comigo? Será que eu fiz alguma coisa errada? Será que ele não gosta mais de mim? Nesse caso o que disparou a imaginação foi a insegurança que a situação proporcionou por isso as possibilidades criadas foram negativas.

É claro que a capacidade imaginativa tem seus aspectos positivos. Especular estimula as associações e a criatividade, torna assuntos mais interessantes, além de poder ajudar também a prever situações desagradáveis e evitá-las.

Mas quando a especulação se torna excessiva, buscando dar conta de inseguranças internas, ela pode atrapalhar a saúde emocional do indivíduo e, consequentemente, dos seus relacionamentos.

Mas, por que isso acontece?

Do ponto de vista psicológico esse comportamento pode ser visto como uma tentativa de diminuir a ansiedade gerada por uma possível ameaça. É importante perceber que essa sensação de insegurança surgirá mediante uma possibilidade, que pode ser real ou imaginária.

Um estudo feito no Laboratório de Emoção e Conhecimento da Universidade do Sul da Califórnia, em Los Angeles, mostrou que os homens costumam expressar menos seus sentimentos, pois o cérebro masculino leva mais tempo para processar as emoções.

Muitas vezes o que os homens querem dizer com uma “indisposição”, como no exemplo acima, é somente uma indisposição, nada mais. Nesse caso não existe ameaça, portanto não há motivo para tentar buscar repostas e nem tampouco com o que se preocupar.

Existe também uma tendência a entender apenas aquilo que reforça uma crença pré-estabelecida, ou seja, que o namorado indisposto está chateado, desconsiderando tudo que mostre o contrário. Nesse caso, antes que os pensamentos especulativos e negativos comecem a tomar conta de tudo, a recomendação é contrastar o que se está imaginando com a realidade. Uma forma eficiente de resolver o problema é buscar uma conversa franca para compreender melhor o que o outro está pensando e sentindo. Enfim, ouvi-lo realmente.

A auto estima também tem relação com a insegurança. Quando o indivíduo não sente que é merecedor de coisas boas, a tendência é acreditar e prever que só os aspectos negativos podem acontecer, o que não é verdade. Toda situação possui vários aspectos e possibilidades, tanto negativos quanto positivos.

Surpresas da vida
Uma das características para viver bem é reconhecer que não é possível controlar tudo. O controle traz a equivocada sensação de segurança, como se ele pudesse evitar a angústia e o desapontamento. Porém, o que acontece frequentemente é o inverso. A tentativa de controle leva a pessoa a um estado de alerta constante que desperdiça demasiada energia. Tenta-se prever excessivamente os fatos, atitude que além de causar stress, pode atrapalhar os relacionamentos pessoais e profissionais.

A vida reserva também surpresas boas para todos nós! Alegrias, descobertas, um carinho inesperado, uma declaração de amor, um reconhecimento profissional, um convite para um encontro amoroso. É preciso deixar espaço para que a vida nos presenteie com boas surpresas. Tentar prever excessivamente as atitudes e sentimentos dos outros pode nos cegar e dessa forma acabamos não percebendo os agrados que o inesperado nos dá e que tornam a vida mais leve e feliz.

Se você ficou com alguma dúvida ou curiosidade sobre o assunto comente ou mande um
e-mail para acaminhodamudanca@gmail.com

por Marcela Pimenta Pavan
CRP 05/41841
marcelapimentapavan@gmail.com

VOCÊ MERECE SER FELIZ?

Você merece ser feliz?

* Por: Marcela Pimenta Pavan

Todos nós sonhamos na vida. Imaginamos e desejamos algo melhor do que a situação atual. Cada um tem a sua meta especial, uma nova profissão, status no emprego, viver em outra cidade, encontrar um grande amor…
Muitas vezes há o desejo e o esforço para se chegar lá, mas na hora tão esperada de conseguir o que se quer, o inusitado acontece e a oportunidade escorre entre os dedos. Sabe aquelas situações em que sempre algo dá errado exatamente quando a chance aparece? Quem não conhece alguém que se atrasou justamente para uma entrevista importante de emprego ou se sentiu mal logo no dia de um esperado encontro romântico?
Porque será que isso acontece? Destino? Ou será que alguma questão psicológica boicota a pessoa na realização dos seus sonhos? Você de alguma forma se identifica com isso?
A ansiedade elevada na véspera de conseguirmos algo muito desejado é natural, ela pode nos paralisar momentaneamente e é importante nos darmos conta e aprendermos a lidar com isso.
O problema surge quando se torna um padrão, se repetindo em situações semelhantes e impedindo a pessoa de alcançar seus objetivos. O sujeito se encontra sempre na posição de sonhador e quando há uma possibilidade real de mudança, ou seja, de se tornar um realizador, algo acontece que o coloca novamente na posição anterior.
Fatores externos podem acontecer, mas do ponto de vista psicológico a pessoa pode estar se boicotando e não perceber isso claramente.

Porque isso acontece?
Muitas vezes os comportamentos de boicote pessoal estão fundamentados na baixa autoestima e nas crenças construídas decorrente disso. Por algum motivo, como por exemplo, experiências anteriores ruins ou críticas recebidas em excesso, a pessoa no fundo não acredita no seu potencial e que merece aquilo que tanto deseja. Isso não é um pensamento claro, mas está ali na espreita e pode se apresentar na forma de ideias pessimistas do tipo “não vai dar certo mesmo”. Quando isso acontece a pessoa, muitas vezes sem perceber, se desvia daquilo que deseja, não enxerga as oportunidades ou não consegue aproveitá-las.
Outra possibilidade de boicote é quando a pessoa já entra em situações com grandes chances de insucesso, o que reforça ainda mais a crença construída. É o caso de mulheres que geralmente se envolvem com homens comprometidos e esperam que a história de amor dê certo. O que normalmente acontece é a mulher se frustrar e reforçar a sua crença equivocada de que um bom amor não é uma possibilidade real para sua vida.
Como mudar?

Nesse processo de mudança é fundamental o autoconhecimento. A terapia é o mais indicado para esses casos de constantes boicotes, pois ajudam a pessoa a olhar para os seus “fantasmas” e entender como eles interferem na sua vida. Só a partir disso é possível desconstruir falsas crenças e fazer as verdadeiras mudanças para uma existência melhor.
À medida que nos conhecemos temos a oportunidade de entrar em harmonia com os nossos desejos e finalmente nos permitir o sucesso, nos libertando de crenças que nos aprisionam e ganhando mais autonomia sobre a nossa vida.

*Marcela Pimenta Pavan, psicóloga clínica, CRP 05/41841. 
contatos: marcelapimentapavan@gmail.com. Cel: (21) 9157-0818  

domingo, 11 de novembro de 2012

PAPÃO ESTÁ NA SÉRIE "B".

Paysandu suporta pressão do Macaé e volta à Série B após cinco anos.

O Papão da Curuzu está de volta para a Série B do Campeonato Brasileiro. O Paysandu sobreviveu a um jogo dramático com o valente Macaé e conseguiu o acesso depois de cinco anos na terceira divisão nacional. Ao suportar a pressão imposta pelos fluminenses, o time saiu derrotado por 3 a 2 do Moacyrzão e se aproveitou da vantagem obtida no primeiro jogo para sacramentar o acesso. Agora, o clube voltará a se preparar para entrar nas semifinais com o objetivo de buscar o título da Série C.
No jogo de ida, o Paysandu contou a força de sua torcida para vencer por 2 a 0 e levar a vantagem de perder por um gol de diferença ao Rio de Janeiro. Após sair perdendo por 2 a 0, o clube conseguiu eletrizar o confronto com o gol de Yago Pikachu e soube administrar o estilo de jogo ofensivo dos adversários para sair com o placar favorável no confronto.
Melhor nos primeiros minutos do confronto, o Paysandu mostrou que não estava intimidado com a presença do torcedor carioca nas arquibancadas e se mandou para o ataque. A alternativa, entretanto, não surtiu efeito para os paraenses e contribuiu para que o Macaé pudesse encontrar espaço para chegar ao primeiro gol.
Aos 21 minutos, Douglas Assis apareceu bem dentro da área e completou o cruzamento da esquerda para colocar o time praiano em vantagem. O resultado parcial deu forças para o Macaé dominar o restante do duelo e ir para os vestiários empolgado. A motivação carioca era tamanha que os paraenses voltaram atordoados para o segundo tempo e não conseguiram conter o avanço adversário.
Enquanto os donos da casa martelavam a defesa adversária e exigiram defesas importantes de João Ricardo, o técnico Lecheva tentava organizar sua equipe e se irritava com os movimentos errados dos defensores. A falha no posicionamento culminou no segundo gol do Macaé. Aos 14 minutos, Jones chegou à frente e finalizou sem chances de defesa para o arqueiro.
O resultado levaria o confronto para os pênaltis e obrigou o Papão a se fechar de vez no meio-campo. Apesar de toda a pressão, os paraenses contaram com a sorte e aproveitaram o atendimento médico a Douglas Assis para encontrar um buraco na defesa e anotar o gol salvador. Aos 24, o lateral Yago Pikachu aproveitou a sobra e concluiu na saída do goleiro para encaminhar o acesso dos visitantes.
O tento não deixou o Macaé abatido. Os fluminenses voltaram a colocar fogo no confronto e anotaram o terceiro com Jones, aos 27. Precisando de mais um gol para se classificar, o time praiano se lançou ao ataque e permitiu a chegada do Paysandu. Quando o placar apontava 30 minutos, o experiente Vanderson dominou a bola após rebatida da defesa e chutou no canto para marcar o heroico gol que recolou a sua equipe na segunda divisão.

FONTE: GAZETA ESPORTIVA.

"FOI COM O CORAÇÃO" DIZ LECHEVA,

Técnico do Paysandu comemora acesso e afirma: "Foi com o coração"

11 de novembro de 2012 11h15 


Depois da derrota para o Macaé, por 3 a 2, neste sábado, no Rio de Janeiro, pela volta das quartas de final da Série C do Campeonato Brasileiro, o técnico do Paysandu, Lecheva, comemorou o revés, que garantiu o time na Série B de 2013. O treinador elogiou o seu trabalho no clube, afirmando que o "coração" foi um dos fatores que ajudaram os bicolores na classificação às semis.
"Eu peguei a equipe em um momento difícil. Só se falava em rebaixamento. Mas consegui olhar nos olhos de cada jogador e alimentar os seus sonhos", disse o comandante, que se aposentou dos gramados em 2009 (era meia) e encarou o primeiro trabalho como técnico neste ano, justamente com o Papão, onde teve grande passagem como atleta.
Criticado por alguns torcedores durante esta campanha na Terceira Divisão, Lecheva desabafou. "Sempre tem alguém para falar algo da gente. Mas ninguém pode falar mal do Lecheva porque ele não se dedicou", garantiu. "Eu faço muitas coisas com o coração, principalmente quando se trata do Paysandu. Coloco as minhas coisas de lado e perco até a faculdade", revelou.
Garantido na próxima edição da Série B, após seis anos amargando divisões inferiores do Nacional, a equipe paraense agora mira o título, que seria inédito para a história do clube (o Paysandu tem dois Campeonatos da Série B, em 1991 e 2001). O adversário nas semifinais já está definido: é o Icasa, que passou pelo Duque de Caxias nas quartas.

PAYSANDU ESTÁ NA SÉRIE "B".

10/11/2012 - 18h52

Paysandu se classifica, e região Norte voltará a ter time na Série B depois de seis anos

  • Rua de Belém amanhece pintada nas cores do Paysandu no dia do acesso à Série B Rua de Belém amanhece pintada nas cores do Paysandu no dia do acesso à Série B
Cinco anos, onze meses, 15 dias e 77 jogos depois de ser rebaixado para a terceira divisão, o Paysandu conseguiu o direito de retornar à Série B do Campeonato Brasileiro. O acesso veio na derrota para o Macaé por 3 a 2. O time paraense venceu o jogo da ida por 2 a 0.
Será a primeira vez em todo esse tempo que a região Norte terá um representante entre as 40 principais equipes do país. A região era a única sem times nas duas primeiras divisões do futebol brasileiro.
O gol que definiu o acesso foi simbolicamente marcado pelo volante Vanderson, capitão do time e único remanescente de sua fase de ouro. No começo dos anos 2000, o volante ajudou o Paysandu a vencer a Série B de 2001 e participou da campanha da Libertadores em 2003.
Outra figura importante do acesso e autor do primeiro gol bicolor foi o jovem lateral Yago Pikachu, principal revelação das categorias de base nos últimos anos.
Agora, o Paysandu continua também na briga pelo título da Série C, que seria o sétimo do Estado do Pará em campeonatos brasileiros.
A cidade de Belém, que acordou com o barulho de fogos de artificio desde as primeiras horas do dia, se pintou toda em azul celeste e branco. Os torcedores se concentraram na região portuária para uma festa que deve virar a madrugada.
O acesso veio depois de uma campanha irregular e de um sufoco enorme e inesperado em Macaé.
A equipe paraense podia até perder na volta que ainda se classificaria. Mas um gol do Macaé nos primeiros minutos da partida fez os torcedores temerem a repetição de recentes fracassos.
No segundo tempo, o Macaé chegou a estar ganhando por 3 a 1 e ficou a um gol de garantir a classificação, já que precisava reverter a vantagem bicolor de ter marcado gols fora de casa.
Mas o tento salvador de Vanderson garantiu a volta da região Norte à segunda divisão. E manteve vivo o sonho do Paysandu de retornar à Série A em 2014, ano de seu centenário.

VOTO DIRETO AGITA BASTIDORES DO PAYSANDÚ.

Domingo, 11/11/2012, 09h04

Voto direto agita bastidores do Paysandu

No próximo dia 30 de novembro, mais de mil associados do Paysandu, distribuídos entre proprietários, remidos, conselheiros, beneméritos e grandes beneméritos, vão às urnas, não para eleger prefeito, vereador ou qualquer cargo público, mas sim o próximo presidente do clube, considerado uma das maiores agremiações desportivas do Norte e Nordeste do Brasil, num passo histórico e inédito no futebol paraense: as eleições diretas.
 
Tamanha grandeza finalmente começa a combinar com a realidade. Aprovado no último dia 24 de setembro, o novo estatuto trouxe consigo mudanças drásticas no modo coronelista com que o Papão era gerido, efeito esse que assombra inclusive o maior rival, que ainda olha desconfiado o novo modelo eleitoral democrático. Pela primeira vez, os sócios em dia com todas as obrigações financeiras irão votar diretamente no candidato de sua preferência, assim como nos membros do conselho deliberativo, que tem como função discutir e votar as propostas de interesse do clube.

“Não lembro exatamente quantos sócios vão votar, mas são mais de mil, num universo de três mil sócios”, argumenta o diretor de futebol Antônio Cláudio ‘Louro’, que chegou a declarar que estaria interessado em suceder o presidente do clube. Mas a candidatura não se confirmou. Além do presidente, os associados podem escolher os representantes do conselho deliberativo. Ao todo, são 75 membros, sendo 50 efetivos e 25 suplentes.

Na oposição, o grande ídolo bicolor

Ambos são bicolores reconhecidos, cada um ao seu modo. O primeiro nome a bater chapa e concorrer à presidência do Paysandu foi o de Vandick Lima (47). O ex-jogador, respeitado pela torcida por fazer parte do período mais vitorioso do clube, entre 2001 e 2003, quando o time venceu a Série B, Copa dos Campeões, Norte e participou da Taça Libertadores da América, fez o convite ao vice Sérgio Serra e tentam agora, oferecer ao Papão novos caminhos para a profissionalização do futebol.


“Muito dessa minha candidatura partiu do pedido dos próprios torcedores. Eu sempre demonstrei interesse de ser candidato, mas fui muito incentivado e tive a felicidade de jogar no melhor momento, quando ganhamos vários títulos e isso desperta a vontade de trazer os bons momentos de novo”, explica o também vereador, reeleito recentemente. Sua meta de campanha tem como base algumas ideias em comum com a chapa concorrente, prezando muito pelo lado da união.

“Uma coisa que a gente não pode deixar de fazer é o nosso centro de treinamento. O caminho começa pela formação de atletas, um alojamento para atletas de fora. Muitos jogadores se perdem devido a essa falta de assistência, e como o clube não tem condições de proporcionar uma boa formação, no final das contas quem perde acaba sendo o Paysandu”, acrescenta.

A condição de chapa opositora, no entanto, não isenta a possibilidade de usufruir os mesmos recursos e ideias da atual gestão, que acima de tudo, deve beneficiar o clube, e não pessoas.

“Tudo o que for bom nós vamos dar continuidade, é claro. O que não for, vamos conversar e se for melhor para o Paysandu, não continuaremos”, finaliza.

(Diário do Pará)

sábado, 10 de novembro de 2012

PADRES JOVENS RETOMAM A BATINA.

50 anos depois, padres jovens retomam a batina que padres velhos jogaram fora para dar impressão de jovens


 

Há 50 anos a “libertação” da batina era tida gesto “jovem”

·
Há 50 anos o cardeal arcebispo de Paris, Mons. Maurice Feltin, aprovou que os padres deixassem de usar a batina em condições normais.
Sua decisão, tomada em 29 de junho de 1962, não se apresentou como doutrinária ou moral, mas pastoral, visando adaptar os costumes eclesiásticos às mutações da sociedade. De fato, significou uma mudança histórica e foi acompanhada no mesmo ano pela maioria das dioceses francesas.
O “clergyman” foi acolhido até com euforia por sacerdotes novos e “beatas” de sacristia, relembrou o colunista da revista “La Vie”, Jean Mercier em artigo sob o sugestivo título de “A veste de luz”.
Mercier insiste na “embriaguez de modernidade” daquele momento pouco anterior ao Vaticano II para se compreender que a mudança foi recebida como “verdadeira liberação”.
Hoje, jovens eclesiásticos querem a batina.  Foto: seminaristas em cerimônia de tomada de batina
Hoje, jovens eclesiásticos querem a batina.
Foto: seminaristas em cerimônia de tomada de batina
Aproximadamente desde o Concílio de Trento os sacerdotes usavam batina para se diferenciarem do resto dos homens.
A batina adquiriu sua forma bem conhecida no século XIX. Escreve Mercier:
“Faz pensar na morte, na Cruz. O sacerdote que a veste [a batina] se compromete a imitar a Cristo casto e pobre. Ela sinaliza sua renúncia ao prazer e à sedução e, num sentido mais largo, sua renúncia ao mundo, quer dizer, ao sistema que marca as relações humanas pelo desejo de poder, dinheiro e aparência. A batina é uma forma de túmulo. Ela faz eco à antiga prática de se revestir de um ‘véu mortuário’ na cerimônia de entrada de religiosos e religiosas em religião, para simbolizar a morte à vontade própria e ao mundo”.
Em 1962 tudo isso ficou para trás: a lógica do abandono da batina foi a mesma da abertura ao mundo profano, laicizado, que repelia a submissão e a obediência.
Por isso foi uma ruptura enorme.
Para o simples fiel, padre sério anda de batina
Para o simples fiel, padre sério anda de batina
O “clergyman” durou muito pouco e acabou sendo abandonado na onda da revolução libertária de Maio de 68.
“É proibido proibir”, clamavam nas ruas operários, estudantes e sacerdotes rebeldes contra toda restrição, inclusive a sexual.
Porém, 50 anos depois, os papeis se inverteram. São os sacerdotes jovens que querem usar a batina cuja abolição os velhos defendem.
Mercier constata, espantado, que não se trata apenas de jovens sacerdotes tradicionalistas: “Hoje, o grande assunto entre os padres é saber se eles têm a coragem de assumir a batina”, dizia um deles ao jornalista.
No modo de ver dos simples fiéis, a batina está primeiramente associada à ideia de tradicionalismo.
Em segundo lugar, diante do padre jovem de batina, o fiel pensa tratar-se de alguém que celebra discretamente a missa tridentina em latim, sob a forma aprovada pela Santa Sé como “extraordinária”.
No fundo da cabeça da pessoa da rua – constata Mercier – a imagem do padre verdadeiro continua ligada à batina, malgrado as transformações introduzidas pelo Vaticano II.
Um sacerdote amigo do colunista lhe contou que foi a Lourdes recentemente com outro padre. Só que este último usava batina, e ele só um clergyman preto.
Capelão militar em Lourdes
Capelão militar em Lourdes
Mercier apresenta esse padre de clergyman como um homem de boa presença e “carismático”, e o de batina como tímido, pouco dotado de qualidades e brilho pessoal.
Entretanto, quando iam pelas ruas de Lourdes, eram parados sem cessar por peregrinos que pediam para benzer objetos.
“Em momento algum eles se dirigiram a mim, contou o padre de clergyman, embora fosse evidente que eu sou padre, mas sempre a meu amigo de batina. Eu acredito que era por causa da batina. Ela exerce efeito especial sobre as pessoas que estão longe da Igreja, um atrativo poderoso”.
Mercier diz que teria muitos outros testemunhos no mesmo sentido para narrar.
Para os padres de mais 60 anos – acrescenta – a batina é um retrocesso, é arrogância, endurecimento ideológico, uma renúncia a tudo pelo que eles combateram na vida.
Mas os jovens sacerdotes, os quais voltaram a usá-la em 2012, pensam que ela serve melhor para evangelizar. Em se tratando de “dar testemunho”, que melhor testemunho pode haver que andar de batina pelos logradouros públicos?
Cena em Roma: batina contradiz maus costumes
Cena em Roma: batina contradiz maus costumes
Mas para Mercier, que não é amigo da batina, há um problema muito delicado.
A batina está ligada estreitamente ao celibato e os padres sentem muito isso.
Optar por não casar para seguir a Jesus Cristo e trabalhar pelo Reino de Deus: isso a batina prega como nenhum outro símbolo.
“A veste preta que cobre o corpo todo, escreve Mercier, é um escândalo para um mundo que exibe a carne, onde prevalece um conformismo social tirânico em matéria de sexualidade, onde se afirma ser anormal que alguém não seja sexualmente ativo. Ora, o sacerdote que pratica a castidade e escolhe o celibato encarna a resistência contra esse modo de pensar dominante. O fato de usar batina participa da radicalidade de Cristo e de seu Evangelho”.
Mercier recomenda a seus amigos, sacerdotes e leigos engajados como ele no movimento progressista e que hoje se sentem cada vez mais frustrados, não polemizar com os jovens padres de batina.
Se isso acontecer eles vão radicalizar mais e a situação vai ficar pior para aqueles que um dia julgaram que conquistariam o mundo mostrando-se “jovens” e jogando as “velharias” da Igreja pela janela. Como a batina…
Fonte:Instituto Plinio Correa de Oliveira.