domingo, 11 de novembro de 2012

PAPÃO ESTÁ NA SÉRIE "B".

Paysandu suporta pressão do Macaé e volta à Série B após cinco anos.

O Papão da Curuzu está de volta para a Série B do Campeonato Brasileiro. O Paysandu sobreviveu a um jogo dramático com o valente Macaé e conseguiu o acesso depois de cinco anos na terceira divisão nacional. Ao suportar a pressão imposta pelos fluminenses, o time saiu derrotado por 3 a 2 do Moacyrzão e se aproveitou da vantagem obtida no primeiro jogo para sacramentar o acesso. Agora, o clube voltará a se preparar para entrar nas semifinais com o objetivo de buscar o título da Série C.
No jogo de ida, o Paysandu contou a força de sua torcida para vencer por 2 a 0 e levar a vantagem de perder por um gol de diferença ao Rio de Janeiro. Após sair perdendo por 2 a 0, o clube conseguiu eletrizar o confronto com o gol de Yago Pikachu e soube administrar o estilo de jogo ofensivo dos adversários para sair com o placar favorável no confronto.
Melhor nos primeiros minutos do confronto, o Paysandu mostrou que não estava intimidado com a presença do torcedor carioca nas arquibancadas e se mandou para o ataque. A alternativa, entretanto, não surtiu efeito para os paraenses e contribuiu para que o Macaé pudesse encontrar espaço para chegar ao primeiro gol.
Aos 21 minutos, Douglas Assis apareceu bem dentro da área e completou o cruzamento da esquerda para colocar o time praiano em vantagem. O resultado parcial deu forças para o Macaé dominar o restante do duelo e ir para os vestiários empolgado. A motivação carioca era tamanha que os paraenses voltaram atordoados para o segundo tempo e não conseguiram conter o avanço adversário.
Enquanto os donos da casa martelavam a defesa adversária e exigiram defesas importantes de João Ricardo, o técnico Lecheva tentava organizar sua equipe e se irritava com os movimentos errados dos defensores. A falha no posicionamento culminou no segundo gol do Macaé. Aos 14 minutos, Jones chegou à frente e finalizou sem chances de defesa para o arqueiro.
O resultado levaria o confronto para os pênaltis e obrigou o Papão a se fechar de vez no meio-campo. Apesar de toda a pressão, os paraenses contaram com a sorte e aproveitaram o atendimento médico a Douglas Assis para encontrar um buraco na defesa e anotar o gol salvador. Aos 24, o lateral Yago Pikachu aproveitou a sobra e concluiu na saída do goleiro para encaminhar o acesso dos visitantes.
O tento não deixou o Macaé abatido. Os fluminenses voltaram a colocar fogo no confronto e anotaram o terceiro com Jones, aos 27. Precisando de mais um gol para se classificar, o time praiano se lançou ao ataque e permitiu a chegada do Paysandu. Quando o placar apontava 30 minutos, o experiente Vanderson dominou a bola após rebatida da defesa e chutou no canto para marcar o heroico gol que recolou a sua equipe na segunda divisão.

FONTE: GAZETA ESPORTIVA.

"FOI COM O CORAÇÃO" DIZ LECHEVA,

Técnico do Paysandu comemora acesso e afirma: "Foi com o coração"

11 de novembro de 2012 11h15 


Depois da derrota para o Macaé, por 3 a 2, neste sábado, no Rio de Janeiro, pela volta das quartas de final da Série C do Campeonato Brasileiro, o técnico do Paysandu, Lecheva, comemorou o revés, que garantiu o time na Série B de 2013. O treinador elogiou o seu trabalho no clube, afirmando que o "coração" foi um dos fatores que ajudaram os bicolores na classificação às semis.
"Eu peguei a equipe em um momento difícil. Só se falava em rebaixamento. Mas consegui olhar nos olhos de cada jogador e alimentar os seus sonhos", disse o comandante, que se aposentou dos gramados em 2009 (era meia) e encarou o primeiro trabalho como técnico neste ano, justamente com o Papão, onde teve grande passagem como atleta.
Criticado por alguns torcedores durante esta campanha na Terceira Divisão, Lecheva desabafou. "Sempre tem alguém para falar algo da gente. Mas ninguém pode falar mal do Lecheva porque ele não se dedicou", garantiu. "Eu faço muitas coisas com o coração, principalmente quando se trata do Paysandu. Coloco as minhas coisas de lado e perco até a faculdade", revelou.
Garantido na próxima edição da Série B, após seis anos amargando divisões inferiores do Nacional, a equipe paraense agora mira o título, que seria inédito para a história do clube (o Paysandu tem dois Campeonatos da Série B, em 1991 e 2001). O adversário nas semifinais já está definido: é o Icasa, que passou pelo Duque de Caxias nas quartas.

PAYSANDU ESTÁ NA SÉRIE "B".

10/11/2012 - 18h52

Paysandu se classifica, e região Norte voltará a ter time na Série B depois de seis anos

  • Rua de Belém amanhece pintada nas cores do Paysandu no dia do acesso à Série B Rua de Belém amanhece pintada nas cores do Paysandu no dia do acesso à Série B
Cinco anos, onze meses, 15 dias e 77 jogos depois de ser rebaixado para a terceira divisão, o Paysandu conseguiu o direito de retornar à Série B do Campeonato Brasileiro. O acesso veio na derrota para o Macaé por 3 a 2. O time paraense venceu o jogo da ida por 2 a 0.
Será a primeira vez em todo esse tempo que a região Norte terá um representante entre as 40 principais equipes do país. A região era a única sem times nas duas primeiras divisões do futebol brasileiro.
O gol que definiu o acesso foi simbolicamente marcado pelo volante Vanderson, capitão do time e único remanescente de sua fase de ouro. No começo dos anos 2000, o volante ajudou o Paysandu a vencer a Série B de 2001 e participou da campanha da Libertadores em 2003.
Outra figura importante do acesso e autor do primeiro gol bicolor foi o jovem lateral Yago Pikachu, principal revelação das categorias de base nos últimos anos.
Agora, o Paysandu continua também na briga pelo título da Série C, que seria o sétimo do Estado do Pará em campeonatos brasileiros.
A cidade de Belém, que acordou com o barulho de fogos de artificio desde as primeiras horas do dia, se pintou toda em azul celeste e branco. Os torcedores se concentraram na região portuária para uma festa que deve virar a madrugada.
O acesso veio depois de uma campanha irregular e de um sufoco enorme e inesperado em Macaé.
A equipe paraense podia até perder na volta que ainda se classificaria. Mas um gol do Macaé nos primeiros minutos da partida fez os torcedores temerem a repetição de recentes fracassos.
No segundo tempo, o Macaé chegou a estar ganhando por 3 a 1 e ficou a um gol de garantir a classificação, já que precisava reverter a vantagem bicolor de ter marcado gols fora de casa.
Mas o tento salvador de Vanderson garantiu a volta da região Norte à segunda divisão. E manteve vivo o sonho do Paysandu de retornar à Série A em 2014, ano de seu centenário.

VOTO DIRETO AGITA BASTIDORES DO PAYSANDÚ.

Domingo, 11/11/2012, 09h04

Voto direto agita bastidores do Paysandu

No próximo dia 30 de novembro, mais de mil associados do Paysandu, distribuídos entre proprietários, remidos, conselheiros, beneméritos e grandes beneméritos, vão às urnas, não para eleger prefeito, vereador ou qualquer cargo público, mas sim o próximo presidente do clube, considerado uma das maiores agremiações desportivas do Norte e Nordeste do Brasil, num passo histórico e inédito no futebol paraense: as eleições diretas.
 
Tamanha grandeza finalmente começa a combinar com a realidade. Aprovado no último dia 24 de setembro, o novo estatuto trouxe consigo mudanças drásticas no modo coronelista com que o Papão era gerido, efeito esse que assombra inclusive o maior rival, que ainda olha desconfiado o novo modelo eleitoral democrático. Pela primeira vez, os sócios em dia com todas as obrigações financeiras irão votar diretamente no candidato de sua preferência, assim como nos membros do conselho deliberativo, que tem como função discutir e votar as propostas de interesse do clube.

“Não lembro exatamente quantos sócios vão votar, mas são mais de mil, num universo de três mil sócios”, argumenta o diretor de futebol Antônio Cláudio ‘Louro’, que chegou a declarar que estaria interessado em suceder o presidente do clube. Mas a candidatura não se confirmou. Além do presidente, os associados podem escolher os representantes do conselho deliberativo. Ao todo, são 75 membros, sendo 50 efetivos e 25 suplentes.

Na oposição, o grande ídolo bicolor

Ambos são bicolores reconhecidos, cada um ao seu modo. O primeiro nome a bater chapa e concorrer à presidência do Paysandu foi o de Vandick Lima (47). O ex-jogador, respeitado pela torcida por fazer parte do período mais vitorioso do clube, entre 2001 e 2003, quando o time venceu a Série B, Copa dos Campeões, Norte e participou da Taça Libertadores da América, fez o convite ao vice Sérgio Serra e tentam agora, oferecer ao Papão novos caminhos para a profissionalização do futebol.


“Muito dessa minha candidatura partiu do pedido dos próprios torcedores. Eu sempre demonstrei interesse de ser candidato, mas fui muito incentivado e tive a felicidade de jogar no melhor momento, quando ganhamos vários títulos e isso desperta a vontade de trazer os bons momentos de novo”, explica o também vereador, reeleito recentemente. Sua meta de campanha tem como base algumas ideias em comum com a chapa concorrente, prezando muito pelo lado da união.

“Uma coisa que a gente não pode deixar de fazer é o nosso centro de treinamento. O caminho começa pela formação de atletas, um alojamento para atletas de fora. Muitos jogadores se perdem devido a essa falta de assistência, e como o clube não tem condições de proporcionar uma boa formação, no final das contas quem perde acaba sendo o Paysandu”, acrescenta.

A condição de chapa opositora, no entanto, não isenta a possibilidade de usufruir os mesmos recursos e ideias da atual gestão, que acima de tudo, deve beneficiar o clube, e não pessoas.

“Tudo o que for bom nós vamos dar continuidade, é claro. O que não for, vamos conversar e se for melhor para o Paysandu, não continuaremos”, finaliza.

(Diário do Pará)

sábado, 10 de novembro de 2012

PADRES JOVENS RETOMAM A BATINA.

50 anos depois, padres jovens retomam a batina que padres velhos jogaram fora para dar impressão de jovens


 

Há 50 anos a “libertação” da batina era tida gesto “jovem”

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Há 50 anos o cardeal arcebispo de Paris, Mons. Maurice Feltin, aprovou que os padres deixassem de usar a batina em condições normais.
Sua decisão, tomada em 29 de junho de 1962, não se apresentou como doutrinária ou moral, mas pastoral, visando adaptar os costumes eclesiásticos às mutações da sociedade. De fato, significou uma mudança histórica e foi acompanhada no mesmo ano pela maioria das dioceses francesas.
O “clergyman” foi acolhido até com euforia por sacerdotes novos e “beatas” de sacristia, relembrou o colunista da revista “La Vie”, Jean Mercier em artigo sob o sugestivo título de “A veste de luz”.
Mercier insiste na “embriaguez de modernidade” daquele momento pouco anterior ao Vaticano II para se compreender que a mudança foi recebida como “verdadeira liberação”.
Hoje, jovens eclesiásticos querem a batina.  Foto: seminaristas em cerimônia de tomada de batina
Hoje, jovens eclesiásticos querem a batina.
Foto: seminaristas em cerimônia de tomada de batina
Aproximadamente desde o Concílio de Trento os sacerdotes usavam batina para se diferenciarem do resto dos homens.
A batina adquiriu sua forma bem conhecida no século XIX. Escreve Mercier:
“Faz pensar na morte, na Cruz. O sacerdote que a veste [a batina] se compromete a imitar a Cristo casto e pobre. Ela sinaliza sua renúncia ao prazer e à sedução e, num sentido mais largo, sua renúncia ao mundo, quer dizer, ao sistema que marca as relações humanas pelo desejo de poder, dinheiro e aparência. A batina é uma forma de túmulo. Ela faz eco à antiga prática de se revestir de um ‘véu mortuário’ na cerimônia de entrada de religiosos e religiosas em religião, para simbolizar a morte à vontade própria e ao mundo”.
Em 1962 tudo isso ficou para trás: a lógica do abandono da batina foi a mesma da abertura ao mundo profano, laicizado, que repelia a submissão e a obediência.
Por isso foi uma ruptura enorme.
Para o simples fiel, padre sério anda de batina
Para o simples fiel, padre sério anda de batina
O “clergyman” durou muito pouco e acabou sendo abandonado na onda da revolução libertária de Maio de 68.
“É proibido proibir”, clamavam nas ruas operários, estudantes e sacerdotes rebeldes contra toda restrição, inclusive a sexual.
Porém, 50 anos depois, os papeis se inverteram. São os sacerdotes jovens que querem usar a batina cuja abolição os velhos defendem.
Mercier constata, espantado, que não se trata apenas de jovens sacerdotes tradicionalistas: “Hoje, o grande assunto entre os padres é saber se eles têm a coragem de assumir a batina”, dizia um deles ao jornalista.
No modo de ver dos simples fiéis, a batina está primeiramente associada à ideia de tradicionalismo.
Em segundo lugar, diante do padre jovem de batina, o fiel pensa tratar-se de alguém que celebra discretamente a missa tridentina em latim, sob a forma aprovada pela Santa Sé como “extraordinária”.
No fundo da cabeça da pessoa da rua – constata Mercier – a imagem do padre verdadeiro continua ligada à batina, malgrado as transformações introduzidas pelo Vaticano II.
Um sacerdote amigo do colunista lhe contou que foi a Lourdes recentemente com outro padre. Só que este último usava batina, e ele só um clergyman preto.
Capelão militar em Lourdes
Capelão militar em Lourdes
Mercier apresenta esse padre de clergyman como um homem de boa presença e “carismático”, e o de batina como tímido, pouco dotado de qualidades e brilho pessoal.
Entretanto, quando iam pelas ruas de Lourdes, eram parados sem cessar por peregrinos que pediam para benzer objetos.
“Em momento algum eles se dirigiram a mim, contou o padre de clergyman, embora fosse evidente que eu sou padre, mas sempre a meu amigo de batina. Eu acredito que era por causa da batina. Ela exerce efeito especial sobre as pessoas que estão longe da Igreja, um atrativo poderoso”.
Mercier diz que teria muitos outros testemunhos no mesmo sentido para narrar.
Para os padres de mais 60 anos – acrescenta – a batina é um retrocesso, é arrogância, endurecimento ideológico, uma renúncia a tudo pelo que eles combateram na vida.
Mas os jovens sacerdotes, os quais voltaram a usá-la em 2012, pensam que ela serve melhor para evangelizar. Em se tratando de “dar testemunho”, que melhor testemunho pode haver que andar de batina pelos logradouros públicos?
Cena em Roma: batina contradiz maus costumes
Cena em Roma: batina contradiz maus costumes
Mas para Mercier, que não é amigo da batina, há um problema muito delicado.
A batina está ligada estreitamente ao celibato e os padres sentem muito isso.
Optar por não casar para seguir a Jesus Cristo e trabalhar pelo Reino de Deus: isso a batina prega como nenhum outro símbolo.
“A veste preta que cobre o corpo todo, escreve Mercier, é um escândalo para um mundo que exibe a carne, onde prevalece um conformismo social tirânico em matéria de sexualidade, onde se afirma ser anormal que alguém não seja sexualmente ativo. Ora, o sacerdote que pratica a castidade e escolhe o celibato encarna a resistência contra esse modo de pensar dominante. O fato de usar batina participa da radicalidade de Cristo e de seu Evangelho”.
Mercier recomenda a seus amigos, sacerdotes e leigos engajados como ele no movimento progressista e que hoje se sentem cada vez mais frustrados, não polemizar com os jovens padres de batina.
Se isso acontecer eles vão radicalizar mais e a situação vai ficar pior para aqueles que um dia julgaram que conquistariam o mundo mostrando-se “jovens” e jogando as “velharias” da Igreja pela janela. Como a batina…
Fonte:Instituto Plinio Correa de Oliveira.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Da Redação
Agência Pará de Notícias
Atualizado em 08/11/2012 às 20:59

O governador Simão Jatene recebeu nesta quinta-feira (8) visita do cônsul da Missão Econômica da Baixada de Israel, Roy Nir, que veio ao Estado com objetivo de propor parceiras tecnológicas em diversos setores econômicos e nos âmbitos institucional e social. O encontro, no Comando Geral da Polícia Militar, teve também a presença do secretário de Estado de Indústria, Comércio e Mineração, David Leal.
“Israel está muito interessado em estreitar lanços com outros Estados do Brasil fora do eixo Rio-São Paulo. O Pará é um dos mais importantes, pela importância e pela significância que o Estado tem na região. Estamos vendo que aqui existem muitos potenciais e muitas oportunidades de cooperação em vários setores”, explicou Roy Nir, que pela primeira vez veio ao Pará.
O cônsul destacou os setores em que a cooperação pode ser imediata e render bons resultados, como a segurança pública, área na qual Israel pode oferecer tecnologias avançadas de monitoramento e vigilância. Outros setores são os de telecomunicações, atualmente em expansão no Pará, e agricultura, principalmente no desenvolvimento de sistemas de irrigação e hidrotecnologias.
“Israel tem um terço do seu território formado por desertos, então, durante 60 anos desenvolvemos tecnologias avançadas para distribuição, uso reciclado e cuidados, entre outros serviços com a água. Podemos fazer parcerias para o desenvolvimento da agricultura com o uso de tecnologias eficientes de irrigação. Para ser ter uma ideia, Israel reutiliza na agricultura cerca de 80% de toda água que vai para o esgoto”, informou Roy Nir.
Simão Jatene apresentou durante o encontro algumas demandas do Estado, entre elas investimentos na indústria farmacêutica, para que se possa pesquisar e usar os recursos naturais encontrados na Amazônia. O governador lembrou que é preciso conhecer mais esses recursos para poder entendê-los, e é necessário usar os recursos naturais já pesquisados para depois avançar na descoberta de novos.
“A biodiversidade da Amazônia é extensa, mas não temos tecnologias e conhecimento suficientes para usá-la como um todo”, observou Simão Jatene, que destacou também o uso desses recursos na produção de cosméticos. O governador falou ainda sobre o desenvolvimento de tecnologias a partir das várias matérias-primas encontradas no Pará, como o miriti – que é usado no artesanato, mas tem propriedade isoladora térmica e acústica –, e o curauá, fibra leve bastante resistente.
“Precisamos de pesquisas e tecnologias para avançar no desenvolvimento de materiais e ferramentas, a meu ver, extremante necessárias nos dias de hoje”, asseverou o governador, destacando a importância da aproximação com as universidades do Estado (Uepa) e Federal Pará (UFPA) para o desenvolvimento dessas pesquisas.
O cônsul adiantou que vai produzir um plano de ação com todas as demandas do Estado. Ele também solicitou a visita de uma comitiva formada por empresários paraenses a Israel, liderada pelo governador Simão Jatene.

Texto:
Pablo Almeida - Secom
Fone: (91) 3202-0910 / (91) 8240-2141
Email: pabloc.almeida@gmail.com

Secretaria de Estado de Comunicação
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quinta-feira, 8 de novembro de 2012

A INVASÃO DA PSICOLOGIA NA IGREJA.

A INVASÃO DA PSICOLOGIA NA IGREJA

Por William MacDonald


A nossa época é caracterizada por uma influência da psicologia secular na igreja. Ao contrário do que vemos em 2 Timóteo 3.16-17, a Bíblia já não é suficiente para servir de base aos nossos relacionamentos de ajuda. Precisamos da psicoterapia. Já não contamos com o Espírito Santo para produzir as mudanças necessárias nas vidas dos crentes. Os anciãos já não são competentes para aconselhar. Têm que enviar os crentes aos psicoterapêutas... Tudo isto apesar de Deus nos ter dado na Sua Palavra e pelo Espírito Santo, tudo quanto precisamos “no que diz respeito à vida e piedade” (2 Pedro 1.3)

        
Durante gerações, os crentes levaram os seus problemas ao Senhor, em oração. Hoje, devem consultar um psiquiatra ou um psicólogo. Os jovens rapazes já não são encorajados a pregar a Palavra. Doravante a palavra de ordem é: “praticai a relação de ajuda psicológica”.


        
A relação de ajuda profissional tornou-se algo sagrado. Não há ousadia para a denunciar por haver sempre inevitavelmente alguém para a defender. Que há então de tão errado nesta terapia? Deixem-me enumerar onze pontos que revelam o que não está correcto:



1.     
A atenção da pessoa é dirigida sobre ela própria e não sobre Jesus Cristo. Isto é um erro muito grave. Não há vitória em nós mesmos. O exame da pessoa em si não é um remédio. Os bons marinheiros não lançam a âncora no interior do navio. Precisamos de Alguém maior que nós e esse Alguém é Jesus Cristo. Mais cedo ou mais tarde, devemos perceber que ocuparmo-nos com o Senhor é o caminho da vitória na vida cristã (2 Cor 3.18).

O dramaturga norueguês Ibsen conta o seguinte acerca duma visita que Peter Gynt  fez num hospital psiquiátrico: todas as pessoas pareciam normais, ninguém parecia louco. Falavam de forma racional dos seus projectos. Quando o Peter falou disso a um médico, este respondeu: “Eles são loucos. Falam de forma sensata, mas tudo está centrado sobre eles mesmos. A verdade é que eles estão obcecados de forma inteligente sobre eles mesmos. É o “eu”, de manhã, ao meio dia e durante a noite. Aqui ninguém pode escapar ao “eu”. Andam sempre com ele, até mesmo em sonhos. Oh sim rapaz, estas pessoas falam de forma sensata, mas não há dúvidas que estas pessoas estão loucas.”




2.     
A psicologia moderna está baseada na sabedoria do homem e não na de Deus. É a opinião dos homens em vez da autoridade da Palavra de Deus. A diversidade das opiniões humanas vê-se no facto de haver mais de duzentos e cinqüenta sistemas de psicoterapias e mais de dez mil técnicas (incluindo as que podem ajudar os animais domésticos), cada uma delas advoga superioridade em relação às demais.

Don Hillis afirma que “esta tendência contém no mínimo um perigo: a
razão humana substitui a Palavra de Deus para resolver os problemas emocionais e espirituais. As respostas racionais que não estão fundamentadas em princípios espirituais, podem trazer algum alívio temporal, mas com o tempo, os resultados podem ser decepcionantes e até prejudiciais.”



3.     
Muitos problemas, provavelmente a maior parte daqueles para os quais as pessoas precisam de ajuda, são os causados pelo pecado: lares desfeitos, famílias divididas, conflitos interpessoais, preocupações, drogas, álcool, assim como algumas depressões. Para todos estes problemas, o que é preciso não é a voz de uma psicoterapeuta, mais o poder da cruz de Cristo. Somente o Salvador pode dizer: ”Os teus pecados te são perdoados, vai em paz.”



4.     
Muitas vezes, as curas modernas para a alma procuram transferir a responsabilidade sobre outrem. O pecado é uma doença, ou então o problema é causado por meio da pessoa. Há que repreender os pais por causa da conduta inaceitável dos filhos. Como conseqüência, as pessoas estão aliviadas de toda a responsabilidade pessoal. John MacArthur fala de uma mulher que se dizia obrigada a viver uma vida imoral desde há anos: ”O conselheiro sugeriu que a sua conduta era o resultado de mágoas infligidas por um pai passivo e uma mãe demasiado autoritária.”

Henry Sloane Coffin avalia precisamente a situação: “a psicologia actual oferece mais um motivo para as pessoas se justificarem. Homens e mulheres que são examinados, arranjam maneira de se emancipar descarregando nomes horríveis que os religiosos enérgicos associaram ao pecado, para os rebaptizar por nomes despidos de toda e qualquer idéia de culpa. Desta forma, as pessoas são mal adaptadas ou introvertidas em vez de desonestas e egoístas. Um homem de cinqüenta anos, cansado da sua mulher, envolve-se com uma jovem com metade da sua idade. O terapeuta diz-lhe que sofre de um “espasmo de volta à adolescência”, em vez de o colocar perante a verdade: «Não cometerás adultério».”




5.     
A psicoterapia trabalha em completa contradição com o Espírito Santo, colocando a ênfase na importância de ter uma boa imagem de si mesmo. O Espírito santo procura convencer os pecadores da sua culpabilidade e trazê-los ao arrependimento. Procura restaurar os crentes desviados e levá-los a confessarem o seu pecado. Toda e qualquer forma de estima de si mesmo que não está baseada no perdão dos pecados e na posição do homem em Cristo está completamente errada.



6.     
Há também, o aspecto financeiro do problema. James Montgomery Boice comenta: “Actualmente estamos perante este fenômeno: pessoas pagam a outras pessoas simplesmente para que estas as ouçam... é precisamente o que fazem os psiquiatras, os psicólogos e os conselheiros profissionais. É um comércio que representa mil milhões de dollars. Isto não quer dizer que os conselheiros informem ou guiem as pessoas na maior parte dos casos. Na verdade, o que fazem é ouvir. São pagos para fazer o que as pessoas de determinada época faziam voluntariamente.”

Quando uma mulher se queixou que vinte anos de consultas não lhe tinham valido nada, um amigo perguntou:

- Já pediu ajuda na Igreja?

- Não, o que a igreja quer é somente o nosso dinheiro.

- Quanto pagou ao seu psicólogo?

- Num salário mensal de dois mil e quatrocentos dollars, paguei sessenta dollars por semana durante um período de vinte anos.”


Sessenta dollars por semana, isto é duzentos e quarenta dollars por mês, o que significa dez por cento do seu ordenado. Ela dava o dízimo do seu ordenado ao conselheiro, mas recusava dá-lo à igreja. E mais, ela admitiu não estar melhor.

        
Outra senhora insurgiu-se contra o que ela chamava “os dois pesos, duas medidas” do seu psicanalista. “Durante seis anos, visitei o meu psicanalista cinco vezes por semana e privei-me de muitas coisas para ter com que pagar. Quando estava doente e faltava a uma consulta, ele tomava uma atitude curiosa. Insistia em dizer que a minha doença era uma espécie de vingança psicossomática e que era o meu subconsciente que resistia ao tratamento. É evidente que cada vez que lá ia tinha que pagar. Por outro lado, quando se ausentava durante um mês inteiro de férias, em Agosto, deixando-me desorientada, só e em pânico, com uma série de problemas não resolvidos, era suposto eu aceitar que as suas férias não interrompiam o tratamento.  

        
Rollo May, um dos maiores porta-vozes da profissão desde os seus princípios até aos anos 50, queixa-se de que a psicoterapia cedeu à tentação de fazer dinheiro e de explorar as pessoas. Ele diz o seguinte: “a psicoterapia tornou-se um negócio em que se tem clientes e onde se ganha dinheiro.” Vários praticantes sublinham que para que o tratamento seja eficiente, deve haver um sacrifício financeiro por parte do “paciente”. Este último não teria qualquer respeito pelo tratamento se este fosse barato demais. Não admira que se brinque com o assunto dizendo: o neurótico constrói castelos em Espanha, o psicopata vive neles e o psicoterapeuta recebe deles as rendas.




7.     
Por vezes as pessoas pagam uma fortuna para serem examinadas, quando precisavam de consultar um médico generalista. Depois de ter tido várias sessões de “aconselhamento” durante dois anos, um escritor queixava-se de uma visão baça quando lia. O terapeuta falou-lhe da “falta de concentração como um sintoma típico nas pessoas com falsas angústias”. Como lhe era difícil continuar a pagar ao psicólogo, o paciente resolveu consultar um oftalmologista. Este último disse-lhe que um par de óculos resolveria certamente o tal síndroma, o que aconteceu.



8.     
Conselheiros cristãos pretendem seleccionar os melhores ensinamentos de homens não regenerados tais como Freud, Rogers, Maslow e Jung e misturá-los aos da Bíblia. Eis um casamento profano. Num congresso sobre a relação de ajuda cristã em 1988, Jay Adams, dizia: “Peço-vos de todas as minhas forças que abandonem a tarefa inútil de que falei: a de tentar integrar idéias ímpias à verdade Bíblica. Pensem nos milhões de horas que foram perdidos desde há uma geração nesta tarefa desesperada. Porque não há resultados visíveis? Vou dizer-vos: é porque isto está errado...a relação de ajuda procura mudar as pessoas. Mas saibam que transformar as pessoas é tarefa de Deus.”



9.     
Até mesmo na maior parte das sessões de aconselhamento cristão, baseado na psicologia, a oração não é reconhecida como uma “técnica” válida. No melhor dos casos é tolerada, no pior é negligenciada. Bem poucos conselheiros tomaram suficiente tempo para orar com os seus pacientes.

Estamos nós prestes a crer que a oração é apenas de importância secundária quando se trata de problemas da vida? Estaríamos nós enganados durante todos estes anos passados ao pensar que se aceitarmos a vontade de Deus, Ele atenderá às nossas orações?




10.   
Em muitas igrejas os ensinamentos não são outros que psicologia, com uma capa de vocabulário bíblico. As pessoas pedem pão, e dá-se-lhes uma pedra.



11.   
Para falar claro, a psicologia não tem demonstrado sucesso evidente e em muitos casos, ela tem sido prejudicial.

Durante os últimos anos, alguns autores corajosos lançaram o alarme no que respeita à relação de ajuda psicológica.

Os opositores puseram estes livros de lado com um ar altivo, ou então, acusaram os autores de quererem criar divisões, ou outros tipos de perturbação.

No entanto, devem agora fazer face ao facto de que profissionais não cristãos emitem sérias dúvidas e alguns desencantos no que respeita à psicoterapia.

O doutor Szasz, professor de psiquiatria na Universidade do Estado de New York, foi desde há anos, um porta voz crítico. Qualifica a psiquiatria de pseudo-ciência, assim como a astrologia e a alquimia. Chama as doenças mentais de mitos, sugerindo que é uma etiqueta cômoda para camuflar e tornar mais agradável o amargo dos conflitos morais nas relações humanas. Defende que nenhum comportamento anormal é doença e que por conseguinte o tratamento não incumbe ao médico.

Vai mesmo mais longe. Diz mesmo que provavelmente a maior parte dos tratamentos psicoterapêuticos são nocivos para os ditos pacientes. “Todas estas intervenções e proposições deveriam se consideradas como más até prova do contrário:”


Zilbergeld diz que geralmente é tão útil para o paciente falar como uma pessoa comum como com um profissional.


Jeffrey Masson diplomado do Toronto Psychoanalytic Institute, e membro do International Psychoanalytic Association, é director do projecto no Sgmund Freud Archives. No prefácio do seu livro intitulado: Against Therapy, escreveu: “Este livro explica os motivos que me levam a crer que a psicoterapia, sob as suas mais diversas formas, é má. Ainda que critique vários psicoterapêutas e várias terapias, o meu
objectivo primário é demonstrar que a idéia em si de psicoterapia está errada.”

O doutor Hans J. Eysenck, professor de psicologia na Universidade de Londres, descobriu que 70 a 77% dos “pacientes” neuróticos saram ou melhoram consideravelmente o seu estado, com ou sem a ajuda da psicoterapia. É uma questão de alívio espontâneo.

O Hobart Mowrer, professor de psicologia da universidade de Illinois, disse: “À medida que decorriam as décadas deste século, tomamos progressivamente consciência do grande postulado de Freud, segundo o qual a responsabilidade de todo o comportamento pode ser atribuído a outros e que o objectivo da vida não era de proceder moralmente mas sim libertarmo-nos de todo e qualquer sentimento de culpabilidade. Esta teoria levou-nos de mal a pior!”


A pretensão que diz que a psicoterapia tem uma elevada taxa de sucesso não está baseada em factos. Nos estudos Cambridge-Somerville, jovens delinqüentes eventuais que tinham seguido tratamentos psicológicos tornaram-se piores que os candidatos do grupo de controle que não tinha recebido qualquer tratamento.

È preciso notar também que na psicoterapia encontramos o efeito psicossomático ou placebo. “A melhoria tão esperada, alimentada com a pessoa de um psicoterapêuta que afirma poder resolver o problema, acaba por fazer acreditar ao paciente que houve resultados positivos ainda que na verdade não haja.”




Que podemos concluir de tudo isto? Só há uma conclusão possível: “um grande movimento revolucionário que prometia explicar de maneira científica todas as neuroses e curar a maior parte delas” não passou de um engano. Enquanto profissionais seculares admitem que os sucessos espectaculares e as curas são praticamente inexistentes, a igreja mobiliza-se cada vez mais em volta da psicoterapia, em vez da Bíblia, como se a psicologia fosse um remédio universal para resolver os problemas de tensões nervosas, ansiedade e outros.

Citemos Don Illis uma vez mais, ”é tempo para a igreja fazer um exame de consciência, quando os crentes precisam de ajuda e se voltam para os psicólogos e psiquiatras mais do que para a igreja. Deveríamos interrogar-nos seriamente quando os jovens cristãos pensam poder fazer mais para o mundo ao tornarem-se psicólogos ou psiquiatras, do que pastores e evangelistas. Talvez uma segunda olhadela ao Livro nos revele uma psicologia espiritual que traz as respostas espirituais às necessidades afectivas e mentais do povo de Deus.

Há um lugar para a relação de ajuda, mas deve ser bíblica. Não deve pôr de fora nem a Bíblia, nem o Espírito Santo, nem a oração. Não deve desculpar o pecado ou descarregar as pessoas da sua responsabilidade pessoal



Copiado de http://www.terravista.pt/ilhadomel/1657/Emb05.htm#Psicologia