Atualizado em 29/01/2012 às 12:19
Padre ‘diferente’ vira o preferido dos noivos
Aos 39 anos, padre Adacilio já celebrou mais casamentos do que muitos sacerdotes bem mais velhos e continua sendo o preferido pelos noivos e noivas maringaenses. No dia que Kátia e Fábio subiram ao altar, por exemplo, tiveram que mudar o horário da cerimônia porque o padre tinha outros dois casamentos quase que na mesma hora. Mas, a preferência por Adacilio não é só para casamentos. A igreja que ele comanda, no Conjunto Requião, um dos bairros mais pobres da cidade, é uma das que mais crescem em frequência. E quem vai pela primeira vez geralmente torna-se propagandista do estilo do padre.
Tanta preferência pelo padre do Requião estaria incomodando outros padres, a ponto de noivos e noivas espalharem que Adacilio pode estar tornando-se persona non grata em algumas igrejas .
Mas, nem os elogios nem o possível boicote parecem preocupar o padre Adacilio Félix de Oliveira, que não tem dúvidas de que é um sacerdote diferente e diz que sua postura e as coisas que faz são parte de seu jeito de ser, de sua personalidade. Ele sabe que canonicamente não é proibido de fazer celebrações em qualquer lugar e diz que nunca foi comunicado oficialmente que não deve fazer casamentos nessa ou naquela igreja, embora várias pessoas já lhe tenham dito que ele "não pode" fazer casamentos na Catedral.
Divulgação
Um dos mais queridos e polêmicos: Adalicio defende casamentos de sacerdotes e divorciados
"Sei que não sou um padre normal porque não defendo a instituição e sim a vida" diz. "Faço o que me foi aconselhado pelo bispo em minha ordenação: ‘pregas o que crês’. Por isso procuro respeitar o pensamento das pessoas e não tentar mudá-las".
Vocação
Adacilio é mineiro, mas chegou ao Paraná ainda menino e cresceu em Cruzeiro do Sul (a 68 quilômetros de Maringá) e embora fosse de uma família de princípios religiosos firmes, não tinha pretensão de tornar-se padre até que um dia, lendo o evangelho de São Mateus foi movido pelo verso que em que Jesus diz "Quem quiser me seguir, pegue a sua cruz e me siga". E ele seguiu. Foi seminarista em Maringá e depois de ordenado já serviu em várias igrejas da região, "sempre procurando manter princípios, opiniões e interpretações próprias, desde que estejam de acordo com a Bíblia".
Polêmico
Em um ano e meio, padre Adacilio conseguiu mobilizar a comunidade da região do Conjunto Habitacional Requião para erguer a Paróquia de Nossa Senhora do Rosário, que hoje vive lotada, embora tenha algumas diferenças de outras paróquias de Maringá: painéis substituem as tradicionais imagens de santos, o que gerou cobrança por parte de fiéis tradicionais.
ESTILO
“Sou diferente porque não
defendo a instituição e
sim a vida”
As diferenças não estão somente na parte física da igreja, mas também no próprio padre, conhecido por sua risada inconfundível, pelas brigas políticas, por defender o casamento de sacerdotes e de divorciados sob os ritos tradicionais. Segundo o padre, como para a Igreja o sacramento nunca será desfeito, casamentos que já não existem de fato acabam gerando o adultério e o pecado.
Disputa
Mas, muito mais do que por suas posições às vezes polêmicas, padre Adacilio é reconhecido por suas celebrações de casamento, a ponto de sua agenda estar lotada. No dia em que Kátia Gasparello subiu ao altar para dizer "sim" para Fábio Sforni não foi a noiva que fez os convidados esperar e sim o padre, que pediu para mudar o horário porque em sua agenda constavam três cerimônias de casamento para aquele sábado, quase no mesmo horário.
Vitor Hugo de Araújo ao casar com a jovem Graziele fez questão que o celebrante fosse o padre Adacilio e a cerimônia agradou tanto que seu irmão, Rafael Vinícius, quis o mesmo padre ao casar-se com Maria Isabel. Essa preferência enche a agenda do padre, a ponto de ele decidir que agora vai se limitar a casamentos em sua paróquia.
"Sou muito procurado por tentar fazer esse momento tão importante para os noivos em um momento único, valorizar aquele ato tão importante na vida de dois jovens". Um dos momentos marcantes dos casamentos de Adacilio é quando ele canta. Há muitos padres que cantam, mas nem todos cantam bem e escolhem um repertório condizente com o momento.
Segundo o padre, o canto e as palavras são importantes para chamar a atenção dos presentes para a celebração, mas sempre de forma que nada venha a competir com os noivos, que são a estrela do momento.
Fonte:odiario.com
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segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
CATÓLICOS ACRESCENTAM ELEMENTOS EXÓTICOS NAS MISSAS.
As decisões do Concílio Vaticano II (1962-1965) geraram uma divisão dentro da Igreja Católica Romana. Embora alguns alegassem o abandono da tradição, com missas em latim e o sacerdote de costas para o povo, outras acreditavam que era hora de uma “abertura”. Mais tarde, com o avanço dos evangélicos e a considerável diminuição na frequência das missas por parte dos católicos, muitas foram às inovações.
Nem só das músicas e coreografias de padres como Marcelo Rossi e Fábio de Melo vive a Igreja Católica brasileira. Já existem celebrações com elementos culturais típicos de uma região ou grupo de pessoas. Surgiram assim missas tão diferentes como latina, gauchesca, afro, árabe e até sertaneja. “Na verdade, a eucaristia e os sacramentos são os mesmos. Todas essas celebrações fazem parte do que se convencionou chamar ritos litúrgicos ocidentais da Igreja Católica. Apenas foram feitas adaptações, de acordo com as peculiaridades de cada região ou grupo” explica Antônio Aparecido Pereira, da Arquidiocese de São Paulo.
Há missas bem tradicionais, que fazem o fiel se sentir em alguma catedral da Idade Média. Na Paróquia São Paulo Apóstolo, na capital paulista, é possível ver no altar o padre Aldo de costas para os fiéis, em direção ao Oriente, anunciando o evangelho em latim. Essa missa segue o chamado “antigo Rito Romano”. O padre usa inclusive as vestimentas medievais típicas. Além da batina preta, o padre usa uma túnica branca por cima e uma estola sobre o pescoço.
Com o consentimento do Vaticano e a orientação do bispo ela é celebrada uma vez por semana. Essas missas foram autorizadas em 2007 pelo Papa Bento XVI numa tentativa de reaproximar os católicos insatisfeitos com as reformulações propostas pelo Concílio Vaticano II.
No sul do Brasil, há muito que já é comum a chamada “missas crioulas”, que foram idealizadas pelo padre Paulo Murab Aripe e tiveram início nos Centros de Tradição Gaúcha (os CTGs). As celebrações utilizam símbolos da cultura gauchesca e inclusive expressões típicas foram incorporadas às homilias. Cuia de chimarrão, espeto de churrasco e lampiões ornamentam o altar.
Os cânticos são entoados no ritmo dos violeiros, e quase todos os fiéis trajam bombachas e botinas, enquanto as mulheres usam os vestidos característicos.
Adriano Rizzi, responsável pelo CGT Capitão Ribeiro, na cidade de Capitão, Rio Grande do Sul, explica como acontece a missa no galpão: “Há sete anos introduzimos a ‘missa crioula’ às celebrações do CTG e, a cada vez, um novo elemento é apresentado. Certo dia, por exemplo, o padre dispensou o sermão e pediu para algum voluntário declamar o texto de um poeta da região”,
Em São João de Meriti, perto da capital do Rio de Janeiro, as missas conduzidas pelo Frei Athaylton Jorge Monteiro Belo, o frei Tatá, usam o atabaque para ditar o ritmo da celebração. Na Paróquia de São João Batista, o instrumento de percussão que muitas vezes foi associado à umbanda e ao candomblé é ponto central da missa. Além da música animada, as cores vibrantes das roupas e colares dos fiéis são características marcantes da missa afro. Durante o ofertório, as mulheres dançam ao som dos tamborins com cestas de frutas, legumes e pães, que são divididas por todos no final do ritual.
Frei Tatá explica “A missa afro ganhou força no Brasil na preparação da campanha da fraternidade sobre o sobre o negro, em 1988 [Centenário da Abolição da Escravatura]. Quando vim pra cá em 1997, ela já havia sido consolidada por frei David Raimundo dos Santos, da Educafro, que envolveu padres, religiosos e leigos da América Latina e Caribe, com alguns teólogos ligados à teologia da libertação”, explica.
Já os imigrantes descendentes de sírios e libaneses, que ainda preservam a língua árabe inclusive nas missas, procuram a paróquia Nossa Senhora do Paraíso, em São Paulo. Essa é apenas uma das igrejas greco-católicas melquitas do país. O rito melquita, assim como o maronita, possui uma estrutura muito parecida com o rito da Igreja Católica Latina Romana (primeiro a liturgia e depois a oferenda), que tem suas raízes nos rituais da época de Constantinopla e que foram elaborados por São João Crisóstomo.
“Na Nossa Senhora do Paraíso, como temos uma comunidade árabe, fazemos a missa em grego, árabe e português duas vezes por semana.”, explica o padre sírio. “A missa é mantida assim por tradição, porque os imigrantes, especialmente os mais velhos, gostam de assistir a missa na língua que aprenderam quando crianças, sentem-se mais próximos. Também aparecem curiosos e fiéis de outras paróquias, que acham esse tipo de ritual interessante”.
Em um telão na igreja é projetada a transcrição das partes da cerimônia feitas em árabe e grego. A leitura do Evangelho é feita em árabe e português e as partes responsoriais, em que os fiéis respondem ao sacerdote, são feitas por um coral, em grego.
Em Guarinos, interior de Goiás, as missas e cerimônias como casamentos, são feitas ao som de música caipira, numa verdadeira “missa sertaneja”. Valdivino Borges Junior, conhecido como padre Junior Periquito é o responsável pela adaptação das cerimônias da Santa Sé.
“É uma celebração da missa como as outras. A diferença é que ela está carregada de elementos sertanejos e agropecuários”, explica o sacerdote que alia à batina, o chapéu de vaqueiro e um berrante. Devido ao sucesso das celebrações, reuniu uma banda de quatro músicos e gravou, no ano passado, o primeiro CD e DVD “Missa Sertaneja – Pe. Junior Periquito”. Ele diz que hoje recebe dois ou mais convites por mês e como muitos de seus encontros são itinerantes, o Padre Periquito mantém um blog e um perfil no Twitter para avisar os fiéis dos locais de reunião.
Com informações do Canal Delas – IG
Nem só das músicas e coreografias de padres como Marcelo Rossi e Fábio de Melo vive a Igreja Católica brasileira. Já existem celebrações com elementos culturais típicos de uma região ou grupo de pessoas. Surgiram assim missas tão diferentes como latina, gauchesca, afro, árabe e até sertaneja. “Na verdade, a eucaristia e os sacramentos são os mesmos. Todas essas celebrações fazem parte do que se convencionou chamar ritos litúrgicos ocidentais da Igreja Católica. Apenas foram feitas adaptações, de acordo com as peculiaridades de cada região ou grupo” explica Antônio Aparecido Pereira, da Arquidiocese de São Paulo.
Há missas bem tradicionais, que fazem o fiel se sentir em alguma catedral da Idade Média. Na Paróquia São Paulo Apóstolo, na capital paulista, é possível ver no altar o padre Aldo de costas para os fiéis, em direção ao Oriente, anunciando o evangelho em latim. Essa missa segue o chamado “antigo Rito Romano”. O padre usa inclusive as vestimentas medievais típicas. Além da batina preta, o padre usa uma túnica branca por cima e uma estola sobre o pescoço.
Com o consentimento do Vaticano e a orientação do bispo ela é celebrada uma vez por semana. Essas missas foram autorizadas em 2007 pelo Papa Bento XVI numa tentativa de reaproximar os católicos insatisfeitos com as reformulações propostas pelo Concílio Vaticano II.
No sul do Brasil, há muito que já é comum a chamada “missas crioulas”, que foram idealizadas pelo padre Paulo Murab Aripe e tiveram início nos Centros de Tradição Gaúcha (os CTGs). As celebrações utilizam símbolos da cultura gauchesca e inclusive expressões típicas foram incorporadas às homilias. Cuia de chimarrão, espeto de churrasco e lampiões ornamentam o altar.
Os cânticos são entoados no ritmo dos violeiros, e quase todos os fiéis trajam bombachas e botinas, enquanto as mulheres usam os vestidos característicos.
Adriano Rizzi, responsável pelo CGT Capitão Ribeiro, na cidade de Capitão, Rio Grande do Sul, explica como acontece a missa no galpão: “Há sete anos introduzimos a ‘missa crioula’ às celebrações do CTG e, a cada vez, um novo elemento é apresentado. Certo dia, por exemplo, o padre dispensou o sermão e pediu para algum voluntário declamar o texto de um poeta da região”,
Em São João de Meriti, perto da capital do Rio de Janeiro, as missas conduzidas pelo Frei Athaylton Jorge Monteiro Belo, o frei Tatá, usam o atabaque para ditar o ritmo da celebração. Na Paróquia de São João Batista, o instrumento de percussão que muitas vezes foi associado à umbanda e ao candomblé é ponto central da missa. Além da música animada, as cores vibrantes das roupas e colares dos fiéis são características marcantes da missa afro. Durante o ofertório, as mulheres dançam ao som dos tamborins com cestas de frutas, legumes e pães, que são divididas por todos no final do ritual.
Frei Tatá explica “A missa afro ganhou força no Brasil na preparação da campanha da fraternidade sobre o sobre o negro, em 1988 [Centenário da Abolição da Escravatura]. Quando vim pra cá em 1997, ela já havia sido consolidada por frei David Raimundo dos Santos, da Educafro, que envolveu padres, religiosos e leigos da América Latina e Caribe, com alguns teólogos ligados à teologia da libertação”, explica.
Já os imigrantes descendentes de sírios e libaneses, que ainda preservam a língua árabe inclusive nas missas, procuram a paróquia Nossa Senhora do Paraíso, em São Paulo. Essa é apenas uma das igrejas greco-católicas melquitas do país. O rito melquita, assim como o maronita, possui uma estrutura muito parecida com o rito da Igreja Católica Latina Romana (primeiro a liturgia e depois a oferenda), que tem suas raízes nos rituais da época de Constantinopla e que foram elaborados por São João Crisóstomo.
“Na Nossa Senhora do Paraíso, como temos uma comunidade árabe, fazemos a missa em grego, árabe e português duas vezes por semana.”, explica o padre sírio. “A missa é mantida assim por tradição, porque os imigrantes, especialmente os mais velhos, gostam de assistir a missa na língua que aprenderam quando crianças, sentem-se mais próximos. Também aparecem curiosos e fiéis de outras paróquias, que acham esse tipo de ritual interessante”.
Em um telão na igreja é projetada a transcrição das partes da cerimônia feitas em árabe e grego. A leitura do Evangelho é feita em árabe e português e as partes responsoriais, em que os fiéis respondem ao sacerdote, são feitas por um coral, em grego.
Em Guarinos, interior de Goiás, as missas e cerimônias como casamentos, são feitas ao som de música caipira, numa verdadeira “missa sertaneja”. Valdivino Borges Junior, conhecido como padre Junior Periquito é o responsável pela adaptação das cerimônias da Santa Sé.
“É uma celebração da missa como as outras. A diferença é que ela está carregada de elementos sertanejos e agropecuários”, explica o sacerdote que alia à batina, o chapéu de vaqueiro e um berrante. Devido ao sucesso das celebrações, reuniu uma banda de quatro músicos e gravou, no ano passado, o primeiro CD e DVD “Missa Sertaneja – Pe. Junior Periquito”. Ele diz que hoje recebe dois ou mais convites por mês e como muitos de seus encontros são itinerantes, o Padre Periquito mantém um blog e um perfil no Twitter para avisar os fiéis dos locais de reunião.
Com informações do Canal Delas – IG
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
ATÉ QUANDO SEREMOS LUZ NO MUNDO?
Até quando seremos luz do mundo?
Duas das mais fascinantes declarações de Jesus quando pronunciou o imortal Sermão da montanha foram estas: “Vós sois a luz do mundo” e “vós sois o sal da terra”, Mt 5.15,16.
É interessante observar que Jesus chamou os Seus discípulos de luz do mundo, mas em outra ocasião Ele declarou ser pessoalmente a luz do mundo, Jo 7.12.
Para que não se cometa erros na interpretação das duas assertivas, Ele esclareceu ser a Luz do mundo enquanto estivesse aqui na Terra.
Ou seja, após o fim do Seu ministério terreno e conseqüentemente Sua ascensão de volta ao Céu, a Igreja assumiria essa posição e essa função.
Todos sabemos que existem vários tipos de luz. As mais conhecidas e/ou populares são:
(a) Luz cósmica, Gn 1.5;
(b) Luz solar, Jr 31.36;
(c) Luz artificial, Mt 25.6 e
(d) Luz espiritual, Sl 4.8; Is 2.6;II Co 4.4,6.
A partir do primeiro capítulo da Bíblia, Deus esclarece e determina os propósitos básicos da luz, a saber:
(a) Separação, Gn 1.14; Ex 10.23; Jó 18.6; 38.15.
(b) Iluminação, Gn 1.15; Fp 2.15;
(c) Sinalização, Gn 1.14;
(d) Governo, Gn 1.16.
A Igreja tem compromissos múltiplos a cumprir na condição de luz do mundo. Ele deve manter-se separada do mundo, estabelecendo um limite que não deve ser transposto.
Ela deve fazer brilhar a luz do Evangelho, através da proclamação do Evangelho em suas diferentes dimensões: pessoal, familiar, comunitária, coletiva e mundial; deve sinalizar para o mundo os seus deveres, na condição de voz profética de Deus e, finalmente, deve impor sua autoridade sobre as impiedosas e destruidoras trevas que assolam o mundo.
Ela deve atentar para as características fundamentais da luz espiritual:
(a) Ela é divina, Sl 47.3; I Jo 1.5. Como luz do mundo, Jesus é SOL, Ml 4.12. Mas, também como luz, a Igreja é LUA, Ct 6.10, ou seja, a luz não lhe é inerente. Ela a recebe do Sol da justiça e a transmite para o mundo;
(b) Ela é permanente, Jó 18.5; Pv 18.9;
(c) Ela é outorgada, ou seja, a Igreja é despenseira da Luz divina, I Co 4.2; Sl 118.27. Precisamos ser zelosos, a fim de não deixarmos nossa luz no velador.
(d) Ela é regeneradora, I Ts 5.5; Ef 6.6. Quando os pecadores se encontram com a LUZ, é-lhes aberta a porta da transformação e da liberdade, , II Co 5.17; Jo 8.36.
A Igreja deve manter-se fiel aos seus compromissos com a LUZ, claramente estabelecidos na Palavra de Deus.
Não devemos compactuar com a escuridão moral e espiritual que tomou conta do mundo, mas manter-nos como o farol de Deus, todos os momentos e sempre.
Eis alguns de nossos compromissos:
(a) Andar na luz, I Jo 1.7; Jo 11.9;Sl 89.15; Is 2.5;
(b) Estar na luz, I Jo 2.9;
(c) Vestir as armas da luz, Rm 13.12.
(d) Trabalhar na luz, Jo 3.21; etc.
Ultimamente algumas ilustres figuras do meio evangélico parecem estar esquecidas de sua natureza e responsabilidade cristã, de modo que estão se aproximando excessivamente do ambiente de trevas.
Milhares de pessoas estão aplaudindo o fato de alguns segmentos da mídia nacional, antes totalmente contrários ao Evangelho, estarem agora abrindo espaço para cantores evangélicos, etc.
Mas há um grupo fiel que não fechou seus olhos e está conseguindo ver além da cortina. Já houve casos de cantores do Rei se exibirem ao lado de hostes de adoradores de demônios. Num desses casos, a cena foi presenciada por milhares, quase milhões. Foi deprimente saber que os que aplaudiram o hino sagrado tiveram de engolir as canções de Baal, que se lhe seguiram.
Quem pode assegurar que foi um ato evangelístico, evangelizante ou evangelizador?
Quem garante que algumas centenas de miseráveis pecadores se encontraram com Cristo naquela ocasião? Ou minha ótica estaria totalmente fora de foco?
Não estará em desenvolvimento uma perniciosa estratégia de Satanás, visando a confusão e a mistura do Evangelho de luz com o reino das trevas?
Será que nossos cantores realmente estão precisando de levar sua lâmpada para grandes palcos e depois permitirem que se ponha nelas um vinagre de Belial, ao invés do azeite do Espírito?
Já não basta a omissão do nome cristão (ou evangélico)?
Nós falamos a língua portuguesa e em português claro Evangelho é EVANGELHO (e não gospel). Não está sendo orquestrado um disfarce muito sutil, para nele, com ele e através dele começarmos a maquiar, a macular, e depois a perder a nossa identidade?
Seria isto o prelúdio de novos dias de Constantino? Se assim for, algum tempo mais tarde precisaremos de novos luteros.
Que a Luz da Igreja continue a ser luz. Que os pregadores do Evangelho preguem a Palavra. Que os cultos não sejam shows e sim cultos. Que os cantores sejam identificados como cristãos, como evangélicos e como representantes da Igreja do Senhor Jesus Cristo, e não meramente como representantes da música gospel.
Que a Igreja seja luz e não a deixe NEM SE DEIXE escurecer.
Que ela seja sal e não se deixe apodrecer.
Pr Geziel Gomes
Duas das mais fascinantes declarações de Jesus quando pronunciou o imortal Sermão da montanha foram estas: “Vós sois a luz do mundo” e “vós sois o sal da terra”, Mt 5.15,16.
É interessante observar que Jesus chamou os Seus discípulos de luz do mundo, mas em outra ocasião Ele declarou ser pessoalmente a luz do mundo, Jo 7.12.
Para que não se cometa erros na interpretação das duas assertivas, Ele esclareceu ser a Luz do mundo enquanto estivesse aqui na Terra.
Ou seja, após o fim do Seu ministério terreno e conseqüentemente Sua ascensão de volta ao Céu, a Igreja assumiria essa posição e essa função.
Todos sabemos que existem vários tipos de luz. As mais conhecidas e/ou populares são:
(a) Luz cósmica, Gn 1.5;
(b) Luz solar, Jr 31.36;
(c) Luz artificial, Mt 25.6 e
(d) Luz espiritual, Sl 4.8; Is 2.6;II Co 4.4,6.
A partir do primeiro capítulo da Bíblia, Deus esclarece e determina os propósitos básicos da luz, a saber:
(a) Separação, Gn 1.14; Ex 10.23; Jó 18.6; 38.15.
(b) Iluminação, Gn 1.15; Fp 2.15;
(c) Sinalização, Gn 1.14;
(d) Governo, Gn 1.16.
A Igreja tem compromissos múltiplos a cumprir na condição de luz do mundo. Ele deve manter-se separada do mundo, estabelecendo um limite que não deve ser transposto.
Ela deve fazer brilhar a luz do Evangelho, através da proclamação do Evangelho em suas diferentes dimensões: pessoal, familiar, comunitária, coletiva e mundial; deve sinalizar para o mundo os seus deveres, na condição de voz profética de Deus e, finalmente, deve impor sua autoridade sobre as impiedosas e destruidoras trevas que assolam o mundo.
Ela deve atentar para as características fundamentais da luz espiritual:
(a) Ela é divina, Sl 47.3; I Jo 1.5. Como luz do mundo, Jesus é SOL, Ml 4.12. Mas, também como luz, a Igreja é LUA, Ct 6.10, ou seja, a luz não lhe é inerente. Ela a recebe do Sol da justiça e a transmite para o mundo;
(b) Ela é permanente, Jó 18.5; Pv 18.9;
(c) Ela é outorgada, ou seja, a Igreja é despenseira da Luz divina, I Co 4.2; Sl 118.27. Precisamos ser zelosos, a fim de não deixarmos nossa luz no velador.
(d) Ela é regeneradora, I Ts 5.5; Ef 6.6. Quando os pecadores se encontram com a LUZ, é-lhes aberta a porta da transformação e da liberdade, , II Co 5.17; Jo 8.36.
A Igreja deve manter-se fiel aos seus compromissos com a LUZ, claramente estabelecidos na Palavra de Deus.
Não devemos compactuar com a escuridão moral e espiritual que tomou conta do mundo, mas manter-nos como o farol de Deus, todos os momentos e sempre.
Eis alguns de nossos compromissos:
(a) Andar na luz, I Jo 1.7; Jo 11.9;Sl 89.15; Is 2.5;
(b) Estar na luz, I Jo 2.9;
(c) Vestir as armas da luz, Rm 13.12.
(d) Trabalhar na luz, Jo 3.21; etc.
Ultimamente algumas ilustres figuras do meio evangélico parecem estar esquecidas de sua natureza e responsabilidade cristã, de modo que estão se aproximando excessivamente do ambiente de trevas.
Milhares de pessoas estão aplaudindo o fato de alguns segmentos da mídia nacional, antes totalmente contrários ao Evangelho, estarem agora abrindo espaço para cantores evangélicos, etc.
Mas há um grupo fiel que não fechou seus olhos e está conseguindo ver além da cortina. Já houve casos de cantores do Rei se exibirem ao lado de hostes de adoradores de demônios. Num desses casos, a cena foi presenciada por milhares, quase milhões. Foi deprimente saber que os que aplaudiram o hino sagrado tiveram de engolir as canções de Baal, que se lhe seguiram.
Quem pode assegurar que foi um ato evangelístico, evangelizante ou evangelizador?
Quem garante que algumas centenas de miseráveis pecadores se encontraram com Cristo naquela ocasião? Ou minha ótica estaria totalmente fora de foco?
Não estará em desenvolvimento uma perniciosa estratégia de Satanás, visando a confusão e a mistura do Evangelho de luz com o reino das trevas?
Será que nossos cantores realmente estão precisando de levar sua lâmpada para grandes palcos e depois permitirem que se ponha nelas um vinagre de Belial, ao invés do azeite do Espírito?
Já não basta a omissão do nome cristão (ou evangélico)?
Nós falamos a língua portuguesa e em português claro Evangelho é EVANGELHO (e não gospel). Não está sendo orquestrado um disfarce muito sutil, para nele, com ele e através dele começarmos a maquiar, a macular, e depois a perder a nossa identidade?
Seria isto o prelúdio de novos dias de Constantino? Se assim for, algum tempo mais tarde precisaremos de novos luteros.
Que a Luz da Igreja continue a ser luz. Que os pregadores do Evangelho preguem a Palavra. Que os cultos não sejam shows e sim cultos. Que os cantores sejam identificados como cristãos, como evangélicos e como representantes da Igreja do Senhor Jesus Cristo, e não meramente como representantes da música gospel.
Que a Igreja seja luz e não a deixe NEM SE DEIXE escurecer.
Que ela seja sal e não se deixe apodrecer.
Pr Geziel Gomes
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
O PERIGO DA DESOBEDIÊNCIA.
O PERIGO DA DESOBEDIÊNCIA
Diante de Deus o homem tem sempre a oportunidade de escolher o seu caminho. O sábio escritor de Provérbios, contudo afirma: “Há caminho que ao homem parece direito, mas, ao cabo dá em caminhos de morte” (Prov.14,12; 16,25).
Adão escolheu o caminho da árvore proibida, trazendo a maldição do pecado sobre a sua descendência (Gn.2,15-17; 3,1-24; Rom.5,12-21).
A palavra profética em Deuteronômio era de que Israel abandonaria como já o fizera antes, o caminho da obediência e tomaria para si o caminho da rebeldia e se apartaria do Senhor (Ex.23,33; Dt.7,16) ao permitir-se cair na “cilada” da aliança com os cananeus.
É bom lembrar que, Deus não busca oportunidade para fazer-nos mal, nem tem prazer em irar-se contra nós. O que aqui se menciona como motivo da maldição é o desprazer a Deus (...) desobedecer a Deus (...) abandonar a Deus.
Ao estabelecer-se na terra de Canaã, o povo de Israel experimentou as pressões do novo meio sociocultural e acabou cedendo. Cedeu especialmente nos assuntos de fé, exatamente como Deus lhe havia advertido que aconteceria.
Não tem sido diferente a experiência da igreja de Jesus Cristo destes nossos dias. Os cristãos vão se rendendo aquilo que podemos chamar de “adaptacionismo excessivo”.
Estamos como igreja caminhando na contramão da instrução da Palavra de Deus e das orientações do Magistério.
São Paulo ao escrever aos Romanos 12,2 diz: “E não vos conformeis com este mundo”. Para que a igreja possa ajustar-se às tendências da “pós-modernidade”, é necessário os cristãos abrirem mão da mensagem revelacional em favor de mensagens circunstanciais, que podem variar conforme a demanda “do mercado”.
Em nossos presbitérios, muitas vezes, já não temos mais uma voz profética que denuncie o pecado e aponte para o único caminho de vida eterna – Jesus Cristo (Jo.14,6; At.4,12) mas, alguém que se ocupa de engabelar o povo, a assembléia, apontando para o “paraíso-aqui-e-agora”.
O foco não é mais a Glória do Deus Eterno, mas, a glória da criatura finita; não mais o Deus que abençoa, mas a benção em si mesma.
A sentença que pesou sobre os hebreus infiéis do passado ainda está vigente sobre todo e qualquer infiel de nosso tempo: “... virão todas estas maldições sobre ti...” (Dt.28,15).
Infelizmente hoje continua a igreja de Cristo sob a ameaça de contaminação do paganismo – adotando ritos e práticas pagãs – e com o mundanismo, relaxando seu cuidado com a pureza, com a reverência, com a santidade, com a Eucaristia.
Que Deus na sua infinita misericórdia nos conceda o seu perdão, pois o teu povo Senhor, “não sabe o que faz”.
Diácono Luiz Gonzaga
Arquidiocese de Belém-Pará-Amazônia-Brasil
diaconoluizgonzaga@gmail.com
Inspiração: Dt. 27,14-26; 28,15-68; 30,15-20)
Diante de Deus o homem tem sempre a oportunidade de escolher o seu caminho. O sábio escritor de Provérbios, contudo afirma: “Há caminho que ao homem parece direito, mas, ao cabo dá em caminhos de morte” (Prov.14,12; 16,25).
Adão escolheu o caminho da árvore proibida, trazendo a maldição do pecado sobre a sua descendência (Gn.2,15-17; 3,1-24; Rom.5,12-21).
A palavra profética em Deuteronômio era de que Israel abandonaria como já o fizera antes, o caminho da obediência e tomaria para si o caminho da rebeldia e se apartaria do Senhor (Ex.23,33; Dt.7,16) ao permitir-se cair na “cilada” da aliança com os cananeus.
É bom lembrar que, Deus não busca oportunidade para fazer-nos mal, nem tem prazer em irar-se contra nós. O que aqui se menciona como motivo da maldição é o desprazer a Deus (...) desobedecer a Deus (...) abandonar a Deus.
Ao estabelecer-se na terra de Canaã, o povo de Israel experimentou as pressões do novo meio sociocultural e acabou cedendo. Cedeu especialmente nos assuntos de fé, exatamente como Deus lhe havia advertido que aconteceria.
Não tem sido diferente a experiência da igreja de Jesus Cristo destes nossos dias. Os cristãos vão se rendendo aquilo que podemos chamar de “adaptacionismo excessivo”.
Estamos como igreja caminhando na contramão da instrução da Palavra de Deus e das orientações do Magistério.
São Paulo ao escrever aos Romanos 12,2 diz: “E não vos conformeis com este mundo”. Para que a igreja possa ajustar-se às tendências da “pós-modernidade”, é necessário os cristãos abrirem mão da mensagem revelacional em favor de mensagens circunstanciais, que podem variar conforme a demanda “do mercado”.
Em nossos presbitérios, muitas vezes, já não temos mais uma voz profética que denuncie o pecado e aponte para o único caminho de vida eterna – Jesus Cristo (Jo.14,6; At.4,12) mas, alguém que se ocupa de engabelar o povo, a assembléia, apontando para o “paraíso-aqui-e-agora”.
O foco não é mais a Glória do Deus Eterno, mas, a glória da criatura finita; não mais o Deus que abençoa, mas a benção em si mesma.
A sentença que pesou sobre os hebreus infiéis do passado ainda está vigente sobre todo e qualquer infiel de nosso tempo: “... virão todas estas maldições sobre ti...” (Dt.28,15).
Infelizmente hoje continua a igreja de Cristo sob a ameaça de contaminação do paganismo – adotando ritos e práticas pagãs – e com o mundanismo, relaxando seu cuidado com a pureza, com a reverência, com a santidade, com a Eucaristia.
Que Deus na sua infinita misericórdia nos conceda o seu perdão, pois o teu povo Senhor, “não sabe o que faz”.
Diácono Luiz Gonzaga
Arquidiocese de Belém-Pará-Amazônia-Brasil
diaconoluizgonzaga@gmail.com
Inspiração: Dt. 27,14-26; 28,15-68; 30,15-20)
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
CONVERSÃO.

Segundo o dicionário Aurélio, converter significa: Conduzir à religião que se julga ser a verdadeira; Fazer mudar de partido, de parecer, de modo de vida; transformar-se, mudar-se; mudar de religião, opinião,etc.
Um dos momentos mais lindos e únicos na vida cristã, sem dúvida, é o da conversão. É impressionante como um Deus tão Santo e Majestoso consegue se preocupar com homens pecadores a caminho do inferno. Quando paramos para imaginar o "ato da conversão", ficamos admirados desse Deus ser tão grande, de não somente se preocupar, mas cuidar, amar, perdoar e principalmente converter o coração de homens e mulheres a caminho da perdição. Hoje, ao olharmos para as nossas igrejas, vemos diversas pessoas se converterem a Cristo depois de uma vida de derrota e fracasso, e sem dúvida, muitas delas aos olhos da sociedade nunca seriam transformadas, ou quem sabe nunca seriam salvas. Entretanto a Bíblia diz que onde abundou o pecado, superabundou a graça de Deus (Rm 5.20). E alguns exemplos bem claros desse tão grande amor de Deus para com a humanidade, é o fato da Bíblia relatar a história de dois "grandes" homens que se converteram a Deus, depois de viverem uma vida de pura ilusão. A primeira história se encontra no Velho Testamento, que foi a conversão do grande rei da Babilônia Nabucodonosor, e a segunda se encontra no Novo Testamento, que é a do apóstolo Paulo. Vejamos:
1º A história da conversão de Nabucodonosor
Ele reinava sobre o maior império de seu tempo, cerca de 609 a.C. Babilônia era extraordinária em grandeza; seus jardins suspensos são considerados uma das sete maravilhas do mundo antigo. O rei se perturbou porque outros impérios sucederiam o seu reino, e por isso, o seu orgulho o levou a uma difícil lição pessoal. Era um grande construtor. A cidade estava cheia de prédios, palácios e templos por ele erguidos.
Porém a bíblia nos traz luz sobre o seu caráter e personalidade sombrios:
Era um rei extremamente perverso e tirano. Um homem que sitiou Jerusalém (cidade amada), levou o povo de Israel para o cativeiro na Babilônia e ali os obrigava a trabalhos forçados.
Um homem furioso, que mandou matar todos os sábios da Babilônia por não terem interpretado o seu sonho (Dn. 2.12).
Um rei extremamente idólatra, que obrigou a todos os povos da região (governadores, juízes, tesoureiros, magistrados etc.) a se curvarem e adorarem a uma estátua de ouro com cerca de 30m de altura, sob pena de morte á todos que não a adorassem, seriam jogados numa fornalha de fogo ardente (Dn 3. 1-11).
Um rei com uma personalidade cruel, que mandou jogar três homens inocentes em uma fornalha (Sadraque, Mesaque e Abede-nego), por não terem adorado a imagem de ouro (Dn. 3:20-21).
É terrível, um rei que ficou louco! (Dn 4.32,33). Deus o fez descer ao fundo do poço. Deus tirou o seu entendimento. Deu-lhe um coração de animal. Seu cabelo cresceu como penas de águia. Suas unhas cresceram como as aves.
Vivia como animal no campo, comendo capim, pastando no meio dos bois. Sua doença era chamada de Insânia Zoantrópica - Licantropia ou Boantropia = considerar-se um animal, agir como animal. Deus colocou o "homem mais poderoso do mundo" no meio dos bois. Deus golpeou seu orgulho para levá-lo à conversão. Ele passou a comer capim, a rolar no chão com os cascos crescidos. O todo poderoso Nabucodonosor virou bicho. Foi pastar,mesmo sendo ele, o homem mais rico e mais poderoso da terra.
E o que aconteceu com ele? Converteu-se ao Deus de Israel, reconhecendo que verdadeiramente só o Senhor é Deus! Rei dos Reis e Senhor do Senhores! (Dn 4.34-37). Foi humilhado e depois transformado pelo poder de Deus!
Imaginem o rei Nabucodonosor se convertendo naquela época, deve ter sido um grande impacto na sociedade antiga! Imaginem as noticias, os comentários, jornais daquela época dizendo: extra-extra, vocês não vão acreditar! Sabem quem se converteu? O grande rei Nabucodonosor, depois de ter ficado louco, se voltou para Deus! Muitos, talvez, ficaram admirados e impressionados de como isso aconteceu, depois de tudo o que ele fez, e de tanta crueldade e tirania!
2º A história da conversão do apóstolo Paulo
Era chamado de Saulo antes de sua conversão, judeu, natural de Tarso, cidade não insignificante da Cilícia (At 21.39). Foi ensinado na doutrina dos fariseus. Era extremamente religioso e estudioso das escrituras sagradas, pois freqüentou a Escola de Gamaliel (uma das mais importantes da época) - (At 22.3). Um homem culto e que tinha dupla cidadania (judaica e romana). Porém assim como Nabucodonosor, também possuía uma personalidade forte e prepotente:
Foi um implacável perseguidor da igreja de Cristo (1Co 15:9; Fp 3.6; Gl 1.13).
Era um blasfemo. Homem sem dó e sem piedade, pois foi cúmplice na morte do primeiro mártir da Igreja (Estevão), que foi morto por apedrejamento, sendo Saulo aquele que segurou as vestimentas dos apedrejadores.
Promovia campanhas contras os cristãos e a igreja em todas as partes de Jerusalém.
Foi um contestador incessante da doutrina ensinada por Cristo, assolando a igreja, entrando nas casas e arrastando homens e mulheres, encerrando-as no cárcere (At 8.3).
Parecia ter grande respeito e admiração do sumo-sacerdote, pois conseguiu autorização através de cartas para perseguir e prender os que divulgavam o cristianismo. (At 9.2)
Enfim, um homem com intenso ódio no coração, movido pela raiva, amargura, incredulidade e religiosidade. Tentou de várias maneiras frear a igreja de Cristo, porém Jesus disse que as portas do inferno não prevaleceriam contra a Igreja do Senhor! Aleluia! (Mt 16.18b)
E o que aconteceu com ele? Converteu-se a Jesus, sendo assim, o perseguidor passou a ser o perseguido por causa do evangelho de Cristo. Reconhecendo que verdadeiramente só o Senhor é Deus! Reis dos Reis e Senhor do Senhores! Foi humilhado e depois transformado pelo mesmo poder que transformou a Nabucodonosor, o poder de Deus! (At 9. 1-19). Foi um dos maiores apóstolos. Escreveu mais da metade dos livros do Novo testamento, realizou diversas viagens missionárias, foi preso, apedrejado, passou fome, sede, nudez, injúria, perseguição, compareceu a tribunais, foi náufrago, e etc. E tudo isso agora, por amor do cristianismo que tanto se opôs. Glórias a Deus!
Quem acreditaria naqueles dias, que esses dois homens poderiam ser salvos depois de tudo o que fizeram?
Como seria as noticias de hoje anunciando duas conversões de homens comparados a Nabucodonosor e Paulo? Como seria a repercussão mundial? Será que acreditaríamos? Daríamos crédito a sua pregação? Dentre outros, aceitaríamos Osama Bin Laden como convertido?
Lições práticas:
1) Nunca devemos desistir da conversão de qualquer pessoa
Aquele que arruinou Jerusalém, que destruiu o templo, que carregou os vasos sagrados, que esmagou a cidade, que levou cativo o povo. Aquele que adorava falsos deuses e era cheio de orgulho, aquele que mandava matar seus próprios feiticeiros e também jogava na fogueira os filhos de Deus, aquele que exigia adoração à sua própria pessoa e forçava as pessoas a adorarem falsos deuses. Aquele que era o homem mais poderoso da terra, sim, esse homem se converteu. E se esse homem se converteu, podemos crer que não há conversões impossíveis para o nosso Deus todo poderoso! Devemos crer na conversão do ateu, do agnóstico, do cínico, do apático, do blasfemo, do feiticeiro, do idólatra, do viciado, da prostituta, do drogado, do assassino, do presidiário, do político, do espírita, do patrão, do seu cônjuge, do seu filho, dos seus pais.
Creia! Evangelize! O Deus que salva está no trono de Glória e Majestade! Aleluia!
2) O quebrantamento leva o pecador à conversão
Quebrantar= quebrar, amachucar, enfraquecer, tornar-se fraco.
A razão porque algumas pessoas não se converteram ainda, é porque ainda não foram suficientemente quebrantadas pelo Senhor. O grande perseguidor da igreja Saulo de Tarso só foi convertido quando Jesus o jogou no chão e o tornou cego, com isso, ele humilde se volta para o céu completamente quebrantado. Jesus não veio chamar justos, mas sim pecadores ao arrependimento. Ele não veio curar os que se julgam sãos, mas os que reconhecem que são doentes e pecadores. E esse foi o seu objetivo principal, convencê-los de seus pecados para que eles experimentassem a conversão!
Um recado aos pecadores inconversos: Não devemos ter um conceito elevado de nós mesmos. Não devemos ser orgulhosos e prepotentes, a ponto de não nos prostrarmos diante de Deus quando ele nos chamar. Não devemos achar que somos muito importantes ou bom demais para não nos humilharmos sob a poderosa mão de Deus.
"Perto está o Senhor dos que têm o coração quebrantado e salva os de espírito oprimido". (Sl 34.18).
Quebrantamento é uma questão de reconhecimento de nossa fraqueza e de humildade!
Acredite! Deus pode converter o coração de qualquer pessoa, por pior que ela pareça ser.
Fonte: pedroflavio@hotmail.com
ATUALIZAÇÃO DO PROGRAMA DE VIDA DO CRISTO PARA OS HOMENS DE HOJE

ENCONTRO DE FORMAÇÃO - PARÓQUIA SÃO JUDAS TADEU
ARQUIDIOCESE DE BELÉM-PARÁ-BRASIL-AMAZÔNIA
JANEIRO/2012
“O Espírito do Senhor está sobre mim, porque Ele me consagrou com a unção para: Anunciar a Boa Nova aos pobres. Proclamar a libertação aos cativos, aos cegos a recuperação da vista, libertar os oprimidos e proclamar o ano Santo da Graça do Senhor”. (Lucas, 4,18).
Jesus está, atualizando através do Evangelho, o seu programa de vida para cada um de nós. Vejamos:
“O Espírito do senhor está sobre mim, porque Ele me consagrou com a unção para: anunciar a boa-nova aos pobres”.
(pobres em espírito, vazios, vivem na secura espiritual, na aridez espiritual, na falta de brandura, de sensibilidade).
“Proclamar a libertação aos cativos” (presos pelos vícios... orgulho, vaidade...).
“Aos cegos a recuperação da vista”. (cegos espirituais... os irmãos cegos transtornados pelas circunstâncias da vida... privados de focar o Cristo por estarem, alucinados pelos bens materiais, pelo hedonismo, pelo sexo livre, libertinagem, etc...).
“Libertar os oprimidos”. (falta de esperança, de fé, de sonhos, de realizações na vida, de perspectiva de vida).
“Proclamar o ano Santo da Graça do Senhor”. (Cristo que salva, cura, Liberta, ama o pecador e condena o pecado).
Assim como Jesus foi o profeta que anunciou uma era de libertação, de justiça, amor, perdão, eu, você, todos nós, somos chamados pela força do nosso batismo a sermos, profetas do tempo presente e anunciarmos o Cristo vivo e ressuscitado.
Assim sendo somos chamados a ser: “Agentes de ressurreição/ de transformação/ de esperança na vida dos irmãos”.
(Lucas 4,22) “Todos testemunhavam a seu respeito e admiravam-se das palavras cheias de graça que saiam de sua boca”.
Ao falarmos com os irmãos, precisamos, falar coisas boas.
Têm gente em nosso meio que só fala palavrão, palavras pessimistas, fatalistas, derrotistas. Falam palavras só para deixar o irmão para baixo (murmurar, queixas, nada está bom).
Com Jesus não. Ele era motivador, incentivador, falava com força e intrepidez. Quando Jesus falava, Ele mostrava a necessidade do homem ter prazer no seu íntimo, no seu viver. Ter prazer de viver a vida, de saborear a vida, passando por cima das dificuldades, dos medos.
(Jo.14,27) “Eu vos deixo a paz, eu vos dou a minha paz... não vos perturbeis, nem vos acovardeis”.
(cristãos tristes, acomodados, preguiçosos espiritualmente, áridos no serviço da construção do Reino de Deus.)
(Jo.14,1) “Não fiqueis perturbado, crede em Deus e crede em mim”.
(se perturba com qualquer coisa, sofre por antecedência)
(Lucas 18,1) “Jesus disse aos discípulos que é necessário rezar sempre sem nunca desanimar”.
(ser dinâmico, criativo, ativo, ser forte).
(Jo.14,12) “Eu vos asseguro que, quem crê em mi, fará as obras que eu faço e inclusive outras maiores que estas.”
(aceitando o Cristo, você coopera nas atividades, nas obras do Cristo com: Seus dons. Seus talentos. Assim, você passa a ser uma força “renovadora” do Cristo.) “Fará as obras que eu faço e inclusive outras maiores”. Com a sua participação, seu compromisso na Igreja.
Vejam o que Jesus diz a multidão: (Jo.7,37-39) “No último dia da festa (das tendas) que é a mais solene, Jesus ficou de pé (gesto de autoridade) e falou: Se alguém tem sede, venha a mim e aquele que acredita em mim, beba. E como diz as escrituras: do seu seios, jorrarão rios de água viva”.
Jesus convida a todos que tem sede (de vida, esperança, justiça, amor, perdão, ressurreição, etc) IR ATÉ ELE.
Jesus é a fonte da vida. De Jesus jorra a vida, o milagre que nós precisamos.
A vida que transforma e regenera a nossa vida, está em Jesus de Nazaré.
(Jo.8,36) “Se, pois, o filho vos libertar, sereis, realmente, livres”.
Sereis: transformados, regenerados, edificados. Agora: Você precisa deixar o Cristo fazer parte de tua vida. Você precisa ir a fonte e beber dela.
Vejam como o Cristo é: No momento em que Jesus fica de pé e fala, naquele momento Jesus não falou de regras de comportamento. Ele não falou em religião. Ele não criticou ninguém. Não falou de conhecimento religioso.
Jesus simplesmente falou sobre a necessidade de os homens terem um prazer pleno pela vida “nele” em Cristo, no filho de Deus.
“Se alguém tem sede venha até mim”. Receba a sua transformação total de vida em Jesus Cristo. (Transformação: Bodas de Caná = paralítico de Cafarnaum = cego de Jericó que chama Jesus).
Jesus está dizendo a nós que: Ele pode gerar produzir no cerne do ser humano um prazer que flui dele. Um prazer CONTÍNUO, uma satisfação total, ampla.
Meus irmãos, somente Jesus pode proporcionar ao ser humano, um êxtase emocional ou seja: Vivermos com o Cristo uma verdadeira experiência de vida transcendental.
Somente o Cristo é capaz de retirar a angústia existencial da pessoa.
Muitas pessoas recorrem às drogas, aos vícios para fugir da angústia existencial.
SÓ JESUS PROPORCIONA UM PRAZER CONTÍNUO, UMA SATISFAÇÃO TOTAL AMPLA.
(Salmo 118,5) “Na angústia eu gritei ao Senhor, Ele me ouviu e me aliviou”. O Senhor é o alívio para nossas angústias (não as drogas).
Alguns podem dizer: ”Mas eu sou pecador e Cristo não me perdoa”. Outros: “O meu pecado é muito grande, é cruel, eu fui má com as pessoas”. Outros ainda dizem: “Eu errei muito, pequei demais”.
A respeito disso, vejam o que diz São Paulo: (1 Tim.1,15) “Fiel é a palavra e digna de toda aceitação: Que Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais, eu sou o principal”.
Observem: Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores. Jesus veio ao mundo para salvar a mim, a você, a todos nós que somos pecadores. Veio para salvar o mundo pecador.
Vejam o que diz Paulo: “Para salvar os pecadores, dos quais, eu sou o principal”.
Paulo perseguiu os cristãos, matou cristão, prendeu e mandou prender. Foi “cúmplice” na morte de Estevão. Por isso ele diz que “eu sou o principal” pecador.
Agora: olha o que diz (1 Tim.1,12-14.16). “Sou grato para com aquele que, me chamou e me fortaleceu, Cristo Jesus, Nosso Senhor que, me considerou fiel, designando-me para o ministério” (Vs.12).
Apesar do que Paulo fez, ele encontrou graça junto a Deus que o “chamou” e o “fortaleceu” e o considerou “fiel” e designou para o “ministério” de anunciar a palavra (Deus transformou Paulo no seu mais importante anunciador do evangelho).
Queridos (as), vocês não estão aqui à toa. Hoje Deus designa você para a missão, para o ministério da palavra, da liturgia, da catequese, do dízimo, para servir ao Reino de Deus nesta paróquia. DEUS TE CHAMA PARA UM COMPROMISSO COM ELE.
Você como Paulo, foi transformado, designado fiel para, servir ao seu Reino e a sua Igreja. “Sê grato a Deus por isso”.
(1 Tim.1,13) “A mim que, noutro tempo era blasfemo, perseguidor e insolente, obtive misericórdia, pois fiz na ignorância, na incredulidade”.
Se eu, se você, se nós pecamos em outros tempos, em um passado presente. Se blasfemamos contra o Cristo, a Igreja, os irmãos, se perseguimos as pessoas com a nossa atitude insolente, ofensiva, desrespeitosa, grosseira, fizemos porque, estávamos na ignorância da palavra de Deus, na incredulidade do amor de Deus.
Porém: (1 Tim.1,14). “Transbordou a graça de Nosso Senhor, com a fé e o amor que há em Cristo”.
Mesmo com o que Paulo fez mesmo com o que você fez (não importa o seu passado), “TRANSBORDOU A GRAÇA”, O AMOR DE DEUS EM SUA VIDA.
Hoje com a fé que você tem, com o amor do Cristo, você é “fortalecido” por Deus para o ministério. Chamado para o compromisso do Reino de Deus aqui na paróquia.
(1 Tim.1,16) “Por essa razão (o amor de Deus) me foi concedido (Paulo) misericórdia (compaixão) para que, em mim (Paulo) o principal pecador, evidenciasse (tornar-se claro = vidente = todos possam ver o manifesto) Jesus Cristo... e servisse eu (Paulo) de modelo (exemplo) a quantos hão de crer nele...” (Jesus Cristo).
Você é modelo, é referência, é exemplo de Deus, é canal de ligação junto aos irmãos. Deus está te usando hoje. Não importa o teu passado. Deus está se servindo de você para usá-lo no seu Reino.
(1 Tim. 2,7) “Para isso fui designado pregador e apóstolo...na verdade e na fé”.
Hoje você sai daqui “designado”, “nomeado”, “escolhido”, “marcado” por Deus como “pregador”, “arauto”, discípulos-missionários, agentes de ressurreição na verdade e na fé, ajudando na construção do Reino de Deus na terra.
(1Cor.10,31) “Quer comais, quer bebais, quer façais qualquer coisa, fazei-o para a glória do Senhor”.
“Louvado seja o Nosso Senhor Jesus Cristo”
Diácono Luiz Gonzaga
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