quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

CÁRITAS BELÉM DIVULGA RESULTADOS.


Cáritas Belém divulga resultados


Belém, a Casa do Pão fez um Natal melhor para milhares de famílias

A Arquidiocese de Belém, através da Cáritas, realiza anualmente a Campanha de Natal "Belém, a Casa do Pão". De acordo com a assessoria da Cáritas, "a campanha 2011 foi um sucesso e o empenho das Paróquias resultou no alcance dos resultados. Em 2010, foram arrecadadas 22.000 cestas básicas e em 2011 chegamos a 29,276, um acréscimo de 33,07%", ressalta em nota enviada ao Voz.

Algumas Paróquias não conseguiram atingir as suas metas. Outras, porém, que conseguiram ultrapassar as suas cotas propostas, solidarizaram-se e ajudaram as que não conseguiram, enviando alimentos. A Cáritas informou que o cadastramento das pessoas beneficiadas em um sistema de informática especifico, desenvolvido pela entidade, não serve apenas para o Natal, mas para um acompanhamento mais próximo de cada Paróquia com os seus assistidos. Esee cadastro servirá para o Natal 2012, com algumas atualizações.

Foi feito um estudo socioeconômico em cada paróquia . Com base nos resultados, cada uma propôs sua meta, de acordo com a própria realidade. A Arquidiocese, através da Cáritas, agradeceu o empenho incansável de todos os padres, pastorais, movimentos e serviços. "Sem a participação deles não seria possível tornar o Natal de mais de 29 mil famílias mais digno", informou a nota. No dia 29 deste mês ocorrerá uma reunião de avaliação da campanha 2011, no auditório da Cúria Metropolitana, às 9h.

Outras ações da Cáritas Belém de outubro de 2010 a dezembro de 2011

Os Núcleos da Cáritas Belém funcionaram nas paróquias ao longo de 2011 ajudando a população local em suas necessidades. A instituição já implantou 10 núcleos até agora - Paróquia Jesus Ressuscitado, Paróquia Nossa Senhora do Carmo (Benevides), Paróquia São Miguel Arcanjo, Paróquia Nossa Senhora de Fátima (Icoarací), Paróquia Nossa Senhora do Ó, Paróquia Santa Cruz, Paróquia Jesus Bom Samaritano, Paróquia São Francisco de Assis das Ilhas (Cotijuba), Paróquia São Francisco de Assis (Tapanã) e Paróquia Nossa Senhora de Guadalupe.

Além dessas, outras paróquias estão aguardando a implantação dos Núcleos, que ocorre pela Missa de Envio, celebrada pelo arcebispo ou bispo, ou ainda pelo vigário episcopal - Paróquia Cristo Peregrino, Paróquia Nossa Senhora Mãe da Divina Providência, Paróquia São Francisco de Assis (Capuchinhos) e Paróquia São João Batista e Nossa Senhora das Graças (Icoaraci).

A Cáritas Belém realizou, no período de outubro de 2010 a dezembro de 2011, 205 atendimentos na sua sede, em Belém, sendo 146 solicitações atendidas com sucesso. Entre os pedidos, constavam ferramentas de trabalho, gêneros alimentícios, pagamentos de contas, despesas com viagens, emprego, materiais de construção, emissão de documento, madeiras, cadeiras de rodas, entre outros.

A entidade recebeu durante o período, 200m de madeiras doadas pelo IBAMA, e realizou doações às comunidades necessitadas. O IBAMA também doou 9.300 kg de peixes apreendidos, que foram repassados aos seus núcleos e em paróquias, além de várias entidades que fazem filantropia, independente do credo.

Resumos dos projetos

Sanitário Ecológico Seco - Desta vez, foram as ilhas de Urubuoca e Longa que receberam os sanitários ecológicos secos, em abril de 2011. A Cáritas contou com o patrocínio da Fundación Populorum Progressio, do Banco da Amazônia e do IBAMA.

Água em Casa, Limpa e Saudável - Leva água potável à região das ilhas, contribuindo com a qualidade de vida da população da região.

Reciclando Vidas - Este projeto deve beneficiar diretamente cerca de 100 catadores de lixo e mais 500 pessoas indiretamente que sobrevivem da coleta de material reciclável no Aurá. As construções estão em fase de finalização e contam com a contribuição da Cáritas Regional, na mobilização e formação dos beneficiários do projeto.

Reciclando com arte - Em fase de construção, envolve confecção de bijuterias com o aproveitamento de sementes e outros produtos. A iniciativa surgiu a partir de uma necessidade detectada pelas voluntárias da Cáritas Belém na região ilhas. Conta com o apoio do Banco do Estado do Pará e é desenvolvido na Ilha de Urubuoca, beneficiando também a Ilha Nova.

Casa de Acolhida Carinho de Mãe - Espaço que terá como objetivo acolher mulheres grávidas em situação de risco de aborto. Mas precisa de parcerias para se tornar uma realidade.

Amigos da Cáritas - Projeto de arrecadação financeira, criado para manutenção de despesas administrativas da Cáritas.

Números

Participação de cada região episcopal com suas respectivas paróquias e percentuais alcançados.

1º LUGAR
REGIÃO SÃO VICENTE DE PAULO

Nossa Senhora de Guadalupe 200%
Santa Paula Francinetti 200%
Cristo Rei 150%
Santo Inácio de Loiola 143%
Transfiguração do Senhor 106,67%
São José Operário 100%
Santa Rita de Cássia 100%%
São Lucas Evangelista 100%%
Divino Espirito Santo 100%
Santa Teresinha - Ananindeua 89,20%
São Vicente de Paulo 56%
Cristo Peregrino 50%
TOTAIS 105,91%

2º LUGAR
REGIÃO SÃO JOÃO BATISTA

Coração Eucaristico de Jesus 208,33
São Francisco das Ilhas 200%
Santa Teresinha - tenoné 150%
Arcanjo Miguel 150%
Santa Eduwirgem 133,33
Natividade 132%
Bom Jesus Samaritano 106%
São Francisco de Assis 101,67%
Santo Antonio de Pádua 100%
Rainha da Paz 100%
N. Sra.da Conceição (Outeiro) 100%
N. Sra. de Lourdes 100%
N. Sra. De Fátima Icoarcaci 86,67%
Divina Misericórdia 83%
Santo Afonso de Ligório 75%
S. João Batista 70%
Arcanjo Miguel 66,67
N. Sra. do Bom Remédio 62,50%
TOTAIS 99,71%


3º LUGAR
REGIÃO SANTA MARIA GORETTI

Santuário de Fátima 154,55%
Capuchinhos 114,17%
São Domingos de Gusmão 112,50%
Maria Goretti 103,67%
Basílica 100%
São José de Queluz 87,50 %
ão Miguel Aracanjo 80%
São Pedro e São Paulo 38%
TOTAIS 97,34%

4º LUGAR
REGIÃO SANTANA

Santa Teresinha 109,09%
Santo Antônio de Lisboa 101,33%
Santana da Campina 100%
São Judas Tadeu 91,67%
São José 82,14%
Santissima Trindade 75%
Santa Luzia 40%
TOTAIS 90,82%

5º LUGAR
REGIÃO SANTA CRUZ

Sagrada Família 300%
Jesus Ressuscitado 134,60%
São Jorge 117,33%
Santa Cruz 107,14%
São Sebastião 103,33%
São Raimundo Nonato 102%
Imaculada Conceição 100%
São Francisco Xavier 74%
Divina Providência 60%
Perpétuo Socorro 50%
Conceição Aparecida 31,25%
TOTAIS 82,20%

6º LUGARREGIÃO MENINO DEUS

Menino Deus 108,67%
N.Sra. da Vitória 114%
N. Sra. Auxiliadora 100%
Sag. Coração De Jesus 93,67
Bom Pastor 83,33
Santa Bárbara 75%
N Sra. Da Conceição(Mosqueiro) 70,50%
N. Sra. de Nazaré 60%
N. Sra. das Graças 58,50%
N Sra. do Ó 53,75%
Sag Coração de Jesus (J. Seffer) 47,50%
N. Sra. Do Carmo 28,80%
TOTAIS 65,88 %

Fonte: Fundação Nazaré

PARABÉNS PARA BELÉM DO PARÁ.


Uma Belém além da poesia


A cidade vive, ao mesmo tempo, um clima nostálgico dos tempos áureos do ciclo da borracha e a urbanização não planejada, e clama por uma nova Belle Époque

No dia 12 de janeiro a cidade de Belém completará 396 anos. São muitas as denominações que a cidade ganha e que são fortalecidas durante o período do seu aniversário, através de homenagens em tons poéticos. Há, porém, quem diga que muitos desses "jargões" não cabem na lista de denominações da cidade, como a estudante de Engenharia Sanitária e Ambiental, Bárbara Lúcia dos Anjos. "Viajando por outras capitais, eu percebi que Belém está muito atrasada", diz ela. "Belém parou no tempo. Tudo que a cidade tem hoje em questão de infraestrutura é graças à Belle Époque. Não há nada de novo", acrescenta.

São quase 400 anos de história. Durante esse período, Belém viveu momentos de plenitude, entre eles, o período áureo da borracha, no início do século XX. Nessa época, Belém recebeu inúmeras famílias europeias, o que veio a influenciar na arquitetura de suas edificações, ficando conhecida na época como a "Paris n'América".

Hoje, apesar de ser cosmopolita e moderna em vários aspectos, Belém não perdeu o ar tradicional das fachadas dos casarões, das igrejas e capelas do período colonial. A cidade é mundialmente conhecida e exerce significativa influência nacional e até internacional no que se refere à cultura, à econômia e à política. Fazem parte do cenário de Belém importantes monumentos, como o Theatro da Paz; museus, como o Museu Paraense Emílio Goeldi; e parques e complexos, como o Ver-o-Peso. Além disso, eventos de grande repercussão como o Amazônia Fashion Week, o Círio de Nazaré, a Feira Pan-amazônica do Livro e o Festival Internacional de Música inserem a cidade na lista de capitais que realizam grandes eventos.

Bárbara Lúcia se diz "apaixonada" por sua cidade. "Apesar de amar Belém, reconheço que é uma capital com muitos problemas e atrás de muitas outras", avalia. "Belém parece uma cidade sem prefeitura", afirma, comparando com outras cidades. A representante comercial paranaense, Roseli Cruz, que mora há 15 anos em Belém, faz a mesma avaliação. Segundo ela, a população não respeita a sua própria cidade e possui maus hábitos como o de não contribuir com a limpeza e organização da cidade. "Belém é muito bonita, mas é mal cuidada tanto pela prefeitura quanto pela população", diz.

De acordo com Roseli, desde que se mudou para Belém, percebeu mudanças na cidade. "Antes era tudo muito rústico aqui e eu vi que a cidade deu um salto, mas isso é natural. Toda cidade tem que evoluir", diz. Ao comparar com o desenvolvimento de outras capitais, inclusive a capital do estado vizinho, Manaus, Roseli diz que Belém está sempre um passo atrás. Atualmente, Belém conta com apenas duas obras expressivas - a macrodrenagem da bacia da Estrada Nova e o Portal da Amazônia.

Igreja já foca os 400 anos

Para o Bispo Arquidiocesano, Dom Alberto Taveira, "é sempre uma alegria comemorar o aniversário de Belém". A história da cidade está relacionada com a presença da Igreja em "terras amazônicas". É por isso que, desde 2007, a Arquidiocese de Belém segue com os preparativos para a celebração dos 400 anos de evangelização da Amazônia, relacionada com a própria história da cidade.

"Celebraremos os 400 anos da presença da Igreja aqui na Amazônia, a fundação de Belém e o início da evangelização. Por isso, nós queremos marcar cada dia 12 de janeiro como um grande evento", comentou o coordenador de pastoral da Arquidiocese, Monsenhor Raimundo Possidônio.

Dom Alberto informou que a Arquidiocese já fez todo o planejamento do Congresso Eucarístico Nacional, um grande evento que ocorrerá em Belém em 2016, mesmo ano em que Belém completa 400 anos. De acordo com ele, ao longo de 2012, a Arquidiocese deverá trabalhar ainda mais em prol da programação dos 400 anos. Todas essas programações previstas para 2016 prometem ser um marco tanto para a história da cidade quanto para a Igreja de Belém.

A Belém do século XXI precisa de uma nova Belle Époque

Belém vivenciou momentos de luxo e glamour na Belle Époque, que significa "bela época" em francês. Ficou conhecido assim o período da Era da Borracha ou Ciclo da Borracha. Esse sistema econômico fez com que Belém fosse considerada na época a cidade brasileira mais desenvolvida e umas das mais prósperas do mundo, não só pela sua posição estratégica - quase no litoral -, mas também porque sediava um maior número de residências de seringalistas, casas bancárias e outras importantes instituições.

Costuma-se relacionar vários aspectos contemporâneos da cidade com o período da Belle Époque. O próprio nome em francês faz referência a um período de cultura cosmopolita na história da Europa. Belém teria vivenciado um retrocesso, comparando a "bela época" e os dias de hoje? Esta pergunta faz parte do conjunto de discussões que norteiam muitos órgãos, grupos e setores da sociedade.

No apogeu da Belle Époque, entre 1890 e 1920, a cidade contava com tecnologias que outras cidades do sul e sudeste do Brasil ainda não possuíam. Hoje, porém, Belém consta na lista das capitais mais atrasadas do país, em vários aspectos. A cidade que teve alguns dos principais empreendimentos arquitetônicos do mundo construídos naquela época, presencia hoje a degradação dessas estruturas e o descaso do poder público pelo verdadeiro valor que essas construções representam para a sociedade.

A cidade que teve um dos primeiros cinemas do país - o Olympia, hoje o mais antigo do Brasil ainda em funcionamento - considerado um dos mais luxuosos e modernos de seu tempo, inaugurado em 1912, no auge do cinema mudo internacional, mantém atualmente um Olympia com poucas exibições e que abriga moradores de rua sobre sua marquise.

O Theatro da Paz, inspirado no Teatro Scala, de Milão, é considerado um dos mais belos do Brasil. O complexo do Ver-o-Peso, principal cartão postal da cidade, abriga a maior feira livre da América Latina, e as arquiteturas do Palácio Antônio Lemos, do Tribunal de Justiça do Estado, do Museu do Estado e da Catedral Metropolitana de Belém impressionam pela grandiosidade e riqueza de detalhes. A Praça Batista Campos é considerada uma das mais bonitas do Brasil. "Mas tudo isso veio daquela época. O que temos de novo?", questiona Bárbara Lúcia. "A Belém do século XXI precisa de uma nova Belle Époque", afirma.

De acordo com o arquiteto e coordenador do Fórum Landi, Flávio Nassar, o patrimônio histórico da cidade está "abandonado". Ocorrem apenas manutenções em prédios isolados, mas a maioria está abandonada. Ele explica que Belém viveu dois grandes períodos de destaque nos quais a cidade ganhou importantes infraestruturas patrimoniais - o primeiro foi o do século XVIII, conhecido como período Pombalino e que Belém ganhou arquiteturas de Landi como a Catedral, o Palácio do Governador e grandes igrejas como a de Sant' Ana e de N. S. das Mercês. O segundo período foi o da borracha, no qual Belém viu a construção da Basílica Santuário e a reforma da Catedral. "Belém nunca mais se encontrou depois da borracha", afirma Flávio Nassar.

Segundo Flávio, a cidade surgiu sem planejamento urbano e estratégico. "Não se pensou Belém", explica. Para ele, a capital paraense entrou na lista de cidades importantes que entraram em decadência. "Belém não foi capaz de se organizar. A última geração de paraenses não foi capaz de pensar um destino para Belém", esclarece.

Flávio diz que "em nenhuma outra época a capital paraense esteve tão abandonada como atualmente" e revela o motivo daquilo que ele considera "atraso da cidade" - "falta um plano estratégico para Belém. Falta se pensar um modelo para a cidade e dizer 'nós pensamos um futuro para Belém assim, desse jeito'".

"O que sonhamos para Belém? Queremos uma cidade caótica e cheia de pobreza ou queremos uma cidade mais limpa e reconhecida como um povo mais cristão e devoto? Isso é planejamento", explica Flávio Nassar. A ausência de planejamento estratégico também é apontada pelo engenheiro civil, professor universitário e ex-presidente do CREA-Pa, José Leitão Viana. Para ele, Belém viveu todo o século XX em função das obras de Antônio Lemos. "Não se criou estradas novas. Em relação a trânsito, a cidade está parada", avalia.

De acordo com o engenheiro, muitas obras que resolveriam o problema de infraestrutura da capital não foram em frente. "Se tinha o projeto ideal para resolver o problema do Entroncamento, por exemplo, mas ele não foi em frente", informa. "Falta infraestrutura aqui. A cidade conta com apenas uma via de acesso e saída da cidade, que é a BR 316. Quando se extinguiu a estrada de ferro em 1964, não se fez mais nada em relação à infraestrutura", explica.

Viana também esclarece que Belém está sempre atrasada porque demora-se a pensar e executar as obras. Quando elas finalmente estão sendo concluídas, a cidade já necessita de outras. "A vida de uma cidade não é estática. Precisa-se sempre de novas soluções. Essas obras que vão iniciar agora, por exemplo, vão resolver o problema até um certo tempo", justifica.

Fonte: Fundação Nazaré

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

AMÉM! POR D. ALBERTO TAVEIRA.


Amém!

Dom Alberto Taveira Corrêa
Arcebispo Metropolitano de Belém do Pará

O Anjo do Senhor anunciou a Maria! - E ela concebeu do Espírito Santo. Eis a escrava do Senhor! - Faça-se em mim segundo a tua Palavra. O Verbo se fez Carne! E habitou entre nós. A Igreja põe em nossos lábios, na oração do "Angelus" estas belíssimas expressões, intercaladas pela "Ave-Maria", para recordarmos continuamente, três vezes ao dia, o mistério da Encarnação do Verbo de Deus no ventre puríssimo da Virgem Maria. É tanto verdade, que não nos é estranho ouvir os sinos de igrejas que convidam às "Ave-Marias". Que tais badaladas continuem a ritmar de serenidade nossos passos tantas vezes agitados, mas sedentos de Deus!

O Anjo Gabriel anunciou a Maria! Os anjos são criaturas espirituais que assim são chamadas quando encarregadas de tarefas importantes. Aquele cujo nome significa "Força de Deus" veio à humilde cidade de Nazaré para comunicar a notícia dentre todas mais aguardada, objeto da esperança de séculos, alimentada pelos profetas. Com este anúncio, irrompe a maturidade dos tempos (Cf. Gl 4, 4), contando Deus apenas com a resposta daquela jovenzinha simples e aparentemente frágil. A coragem de sua resposta mudou a história (Lc 1, 26-38).

Maria nunca pronunciou a palavra latina "fiat", pois não conhecia tal língua, como não sabia grego. Que palavra terá pronunciado naquele momento? Trata-se de uma palavra que todos conhecemos e repetimos com freqüência. Ela disse "Amém", a palavra com que um hebreu exprimia seu assentimento a Deus. Ao lado das palavras "Abbá" ou "Maranatha", também o "amém" foi conservado na língua falada por Jesus e Maria. Com esta palavrinha se diz tanta coisa a Deus: "se assim te agrada Senhor, eu também quero". É como o sim total e alegre que os noivos são chamados a pronunciar no matrimônio.

Sua resposta não foi de resignação passiva. O verbo que o evangelista usa serve para demonstrar alegria, desejo, sadia ansiedade de que algo aconteça. Os fatos que se seguiram, quando visitou sua prima Isabel, nos fazem ver uma jovem que exulta, explode de felicidade. É que a fé faz as pessoas felizes. Crer é o que existe de mais bonito. É nossa maior honra e realização, que grita por um Amém!

Mas justamente aqui se encontra a dificuldade de nosso tempo. Dizer amém a qualquer realidade, mesmo se esta é o próprio Deus, parece lesivo à liberdade. Não consentir, protestar, brigar, fazer cara feia, revoltar-se, parece ser a palavra de ordem. No entanto, acaba-se dizendo algum amém, nem que seja à própria amargura e à briga sistemática com tudo e todos.

Mas voltemos à nossa capacidade de crer. O mistério que se desdobra diante de nossos olhos durante os dias que passam parece incrível, "não acreditável", mas nos move as raízes mais profundas. Olhar para a cena do presépio é o apelo da fé: contemplar a pequenez que se faz imensa, uma mãe com um recém-nascido ao colo, amamentado para depois repousar numa manjedoura, um José da vida que é São José, animais como testemunhas, pastores que representam os pobres e pequenos para que pequenos sejamos, reis magos vindos de longe atrás da estrela. É inesgotável a riqueza do que se descortina aos nossos olhos. E tudo começou com um amém!

E o Verbo feito Carne habitou entre nós! Ele vem de novo, como visitante que de pequeno se fez grande, é Senhor e Salvador, morreu e ressuscitou, nele estão todas as nossas esperanças, nele se encontra o rumo da existência humana. Em torno dele a história se desenvolve! Malgrado todas as nossas marchas e retrocessos, Ele é o Senhor da história, é princípio e fim de tudo! Amém!

A poucos dias do Natal, em tempo de presentes, uma oração antiga da liturgia ortodoxa (Cf. Raniero Cantalamessa, Gettate le reti, Ano B, PIEMME, 2004) ajuda a preparar um belo e enfeitado pacote para o aniversariante: "O que podemos oferecer-te, ó Cristo, em troca por te fizeres homem por nós? Todas as criaturas te trouxeram o testemunho de sua gratidão: os anjos com seu canto, os céus com a estrela, os Magos com seus dons, os pastores com a adoração, os céus deram as estrelas, a terra uma gruta, o deserto a manjedoura. Mas nós te oferecemos uma Mãe Virgem!" Amém!

A oração do Angelus, ao badalar das Ave-Marias, assim se conclui: "Derramai, ó Deus, a vossa graça em nossos corações para que, conhecendo pela mensagem do anjo a encarnação do vosso Filho, cheguemos, por sua paixão e cruz, à glória da Ressurreição!" E nós dizemos Amém!

Fonte: Conversa com meu povo

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

MERCADO JAPONÊS ESTREITA LAÇOS COM O PARÁ.


Mercado japonês estreita laços com o Pará.

Terça-Feira, 13/12/2011, 18:50:09.

Para conhecer o novo ramo de negócios em fabricação de vagões no Pará, na manhã de ontem, o cônsul-geral do Japão, Yukio Numata, visitou a sede da Oyamota em Castanhal. A visita destaca a importância deste novo ramo de negócios na região Norte do país, utilizados principalmente para o transporte de minérios em ferrovias do Estado. O cônsul conheceu as instalações da empresa, com detalhes técnicos do projeto, investimentos em tecnologia e maquinário.

O cônsul ficou impressionado com a diversidade de produtos que a empresa desenvolve e sua capacidade de investimento e capacitação empresarial. “É interessante ver uma empresa com raízes japonesas contribuindo com o crescimento do Pará através de investimentos em tecnologia para a fabricação de estruturas metálicas para a área de mineração, biodiesel e caldeiraria, além do importante projeto da construção de vagões no Pará”, afirmou Yukio Numata. Ele destacou ainda que considera a Oyamota uma das empresas amigas do consulado que representa a saga japonesa no Pará e no Brasil, sendo motivo de orgulho para a comunidade.

Para Roberto Kataoka, diretor da empresa, a visita do cônsul foi importante pois estreita o relacionamento do consulado com os imigrantes. “O objetivo dessa relação é a cooperação entre Brasil e Japão com possibilidades de futuras parcerias para acordos de transferência de tecnologia e importação de equipamentos.”

Pioneirismo

A fabricação de vagões é fruto de uma parceria com a empresa chinesa Qiqihar Railway Rolling Stock “Nosso maior sonho sempre foi de internacionalizara empresa. Com garra e confiança começamos esse processo, primeiramente lá do outro lado do mundo com a chinesa Qiqihar Railway Rolling Stock, em que firmamos uma join venture para a produção de vagões, negócio em que somos pioneiras no estado e uma das únicas no país”, afirmou Roberto Kataoka, sócio diretor da Oyamota.

Além disso, no dia do aniversário da empresa, último dia 10 de novembro, a Oyamota firmou sua segunda parceria internacional com a GA Expertise “Agora com a GA entramos com a internacionalização e transferência de tecnologia para trabalhar com excelência em biodiesel e bioenergia. Temos muito a comemorar”, completou Roberto. (Ascom Oyamota)

DEPUTADOS APROVAM TAXA SOBRE MINERAÇÃO.


Deputados aprovam taxa sobre mineração.

Quarta-Feira, 14/12/2011, 03:11:00.


O acordo entre o governo e a oposição garantiu a aprovação, por unanimidade, do projeto que institui a Taxa de Controle, Acompanhamento e Fiscalização das Atividades de Pesquisa, Lavra, Exploração e Aproveitamento de Recursos Minerários (TFRM), que prevê que cada tonelada de mineral extraído no Pará será taxada em três unidades fiscais, atualmente algo em torno de R$ 6. Uma perspectiva de arrecadação de R$ 800 milhões anuais para os cofres do Estado.

A reunião no dia anterior com a maioria dos membros da bancada do PT assegurou ao governo estadual a aprovação por unanimidade do projeto, que foi aprovado com três emendas parlamentares. A maioria da Casa excluiu, no entanto, a proposta de emenda do líder do Psol, Edmilson Rodrigues, que previa a supressão do inciso III do artigo 6º, que concede ao poder Executivo a prerrogativa de reduzir o valor da taxa quando for conveniente.

O líder governista, Márcio Miranda, que articulou a aprovação da matéria com a oposição, garantiu que a manutenção do artigo 6º integralmente dá ao Executivo a flexibilização para reduzir as taxas de produtos minerais que posteriormente possam ser desvalorizados no mercado internacional.

Outra emenda do deputado Eliel Faustino (PR) exclui as pequenas empresas da taxação. O projeto original previa a inclusão apenas das microempresas. Já o líder do PT, Carlos Bordalo, assegurou na matéria emenda que permite que a taxa mineral instituída seja cobrada no exercício seguinte à aprovação da lei, após 90 dias da publicação no Diário Oficial “O Estado precisa ter soberania sobre suas riquezas. Esta proposta é essencial e o PT não faz oposição ao Estado do Pará. A nossa oposição é ao governo”, acentuou Bordalo.

O líder do PV, Gabriel Guerreiro, afirmou que o Estado do Pará não pode continuar sem competência para cuidar das riquezas minerais do seu subsolo, por isso, a única forma de assegurar de imediato que se faça justiça ao Estado seria a aprovação imediata da TFRM.

O Projeto deverá ser encaminhado ao governador Simão Jatene ainda esta semana. Ele terá até 15 dias para publicá-lo no Diário Oficial do Estado (DOE) e, a partir do dia 1º de janeiro do ano que vem, a lei deverá entrar em vigor.

A previsão é de que nos primeiros três meses seja realizado apenas o cadastramento das empresas. Como especificado na própria Lei, após 90 dias as taxas começarão a ser cobradas. A Secretaria de Indústria, Comércio e Mineração do Estado do Pará (Seicom) é que receberá o poder de polícia para fiscalizar estas atividades.

(Diário do Pará)

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

D. ALBERTO TAVEIRA ANUNCIA TEMA DO CÍRIO 2012


Ter, 13 de Dezembro de 2011 00:00

Fundação Nazaré de Comunicação.

O Arcebispo metropolitano de Belém, no Pará, Dom Alberto Taveira Corrêa, anunciou nesta segunda-feira, 12, que o tema do Círio de Nazaré 2012 será "Ao Pai, por Cristo, no Espírito Santo, com Maria e do jeito de Maria”.

Segundo Dom Alberto, o Círio de Nazaré quer glorificar a Trindade Santíssima, com a Virgem Maria e do jeito de Maria. "Aquela que é a Virgem Fiel nos ajudará a viver a lei de Deus com alegria. Com Maria, Virgem da Escuta e Modelo de virtude, queremos viver os mandamentos da Lei de Deus", destacou.

Uma novidade do próximo Círio é que o evento será a primeira atividade da Arquidiocese de Belém no Ano da Fé. O Papa Bento XVI publicou recentemente a Carta Apostólica “Porta fidei” onde proclamou o Ano da Fé em toda Igreja. Este terá início no dia 11 de outubro de 2012, no 50º da abertura do Concílio Vaticano II, e terminará na Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo, a 24 de novembro de 2013.

No ato do anúncio, o Santo Padre destacou também que no dia 11 de outubro, a Igreja celebrará os 20 anos da publicação do Catecismo da Igreja Católica (CIC), promulgado pelo Beato Papa João Paulo II, "com o objetivo de ilustrar a todos os fiéis a força e a beleza da fé".

A abertura oficial do Círio será no dia 9 de outubro de 2012. No dia 10, acontecerá a apresentação do Manto de Nossa Senhora de Nazaré, e no dia 11, os fiéis farão a adoração a Jesus Sacramentado, em comunhão com toda a Igreja no início do Ano da Fé. No dia 12 - Solenidade de Nossa Senhora Aparecida -, acontecerá o translado para Ananindeua e as atividades do Círio prosseguirão como nos anos anteriores.

Veja artigo de Dom Alberto Taveira Corrêa sobre o tema do Círio 2012

"Ao Pai, por Cristo, no Espírito Santo, com Maria e do jeito de Maria”.


1. MOSTRAR A FORÇA E A BELEZA DA FÉ: O Papa Bento XVI publicou uma Carta Apostólica sob forma de "Motu Proprio", chamada “Porta fidei” (Carta Apostólica Porta Fidei, n. 4): "Decidi proclamar um Ano da Fé. Este terá início a 11 de Outubro de 2012, no cinquentenário da abertura do Concílio Vaticano II, e terminará na Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo, a 24 de Novembro de 2013. Na referida data de 11 de Outubro de 2012, completar-se-ão também vinte anos da publicação do Catecismo da Igreja Católica, texto promulgado pelo meu Predecessor, o Beato Papa João Paulo II, com o objetivo de ilustrar a todos os fiéis a força e a beleza da fé”.

2. O CÍRIO NO ANO DA FÉ: No dia 11 de outubro de 2012, estaremos em adoração a Jesus Sacramentado, depois da abertura oficial do Círio no dia 9 e a apresentação do Manto de Nossa Senhora de Nazaré no dia 10. No dia 12 de outubro, Solenidade de Nossa Senhora Aparecida, faremos o translado para Ananindeua e seguiremos com tudo o que já é nosso costume. O Círio 2012 será a primeira atividade da Arquidiocese de Belém no Ano da fé!

3. NOSSO CAMINHO DE EVANGELIZAÇÃO EM PREPARAÇÃO AO QUARTO CENTENÁRIO: Bento XVI deseja que se valorize o Catecismo da Igreja Católica, o que reforça o programa já estabelecido na Arquidiocese, com o qual caminhamos para o quatro centenário da Cidade de Belém e do início da Evangelização da Amazônia com as diversas partes do Catecismo.

4. CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA: Alguns ensinamentos do Catecismo da Igreja Católica abrem a perspectiva da escolha do tema do Círio 2012:

Chamado à felicidade, mas ferido pelo pecado, o homem tem necessidade da salvação de Deus. O socorro divino lhe é dado em Cristo pela lei que o dirige e na graça que o sustenta: “Portanto, meus queridos, como sempre fostes obedientes, não só em minha presença, mas muito mais agora em minha ausência, realizai a vossa salvação, com temor e tremor. Na verdade, é Deus que produz em vós tanto o querer como o fazer, conforme o seu agrado” (Fl 2, 12-13).

A Lei nova ou Lei evangélica é a perfeição, na terra, da Lei divina, natural e revelada (Catecismo da Igreja Católica, n. 1949). É obra de Cristo e tem a sua expressão, de modo particular, no sermão da montanha. É também obra do Espírito Santo (Catecismo da Igreja Católica, n. 1965) e, por ele, torna-se a lei interior da caridade: «Estabelecerei com a casa de Israel uma aliança nova. Hei de imprimir as minhas leis no seu espírito e gravá-las-ei no seu coração. “Eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo» (Hb 8, 8-10).

A Lei evangélica (Catecismo da Igreja Católica, n. 1970) implica a escolha decisiva entre «os dois caminhos» e a passagem à prática das palavras do Senhor; resume-se na regra de ouro: «Tudo quanto quiserdes que os homens vos façam, fazei-o, vós a eles, pois esta é a Lei e os Profetas» (Mt 7, 12). Toda a Lei evangélica se apóia no «mandamento novo» de Jesus, de nos amarmos uns aos outros como ele nos amou.

«Mestre, que devo fazer de bom para ter a vida eterna?» Ao jovem que lhe faz esta pergunta, Jesus responde, primeiro, invocando a necessidade de reconhecer a Deus como «o único Bom», o Bem por excelência e a fonte de todo o bem. Depois, declara-lhe: «Se queres entrar na vida, observa os mandamentos». E cita ao seu interlocutor os mandamentos que dizem respeito ao amor do próximo: «Não matarás; não cometerás adultério: não furtarás; não levantarás falso testemunho; honra pai e mãe». Finalmente, resume estes mandamentos de modo positivo: «Amarás o teu próximo como a ti mesmo» (Mt 19, 16-19). A esta primeira resposta vem juntar-se uma segunda: «Se queres ser perfeito, vai, vende os teus bens e dá-os aos pobres, e terás um tesouro nos céus. Depois, vem e segue-me» (Mt 19, 21). Esta resposta não anula a primeira. Seguir Jesus implica cumprir os mandamentos. A Lei não é abolida: mas o homem é convidado a reencontrá-la na pessoa do seu mestre, em quem ela encontra o seu perfeito cumprimento (Catecismo da Igreja Católica 2052-2053).

Jesus diz: «Eu sou a videira e vós os ramos. Aquele que permanece em mim, e eu nele, produz muito fruto, porque, sem mim, nada podeis fazer» (Jo 15, 5). O fruto, a que se faz referência nesta palavra, é a santidade de uma vida fecunda pela união a Cristo. (Catecismo da Igreja Católica, n. 2074). Quando cremos em Jesus Cristo, comungamos de seus mistérios e guardamos os seus mandamentos, o Salvador mesmo vem amar em nós o seu Pai e seus irmãos, nosso Pai e nossos irmãos. Sua pessoa se torna, graças ao Espírito, a regra viva e interior do nosso agir. «É este o meu mandamento: amai-vos uns aos outros, como eu vos amei» (Jo 15, 12).

4. POR CRISTO, COM CRISTO, EM CRISTO:

Tudo de bom que acontece chega ao Pai por Cristo, com Cristo, em Cristo, na unidade do Espírito Santo. A oração eucarística se conclui com a “doxologia”, proclamação da glória de Deus. Tudo expressa o louvor a glória, a honra, a bênção, a adoração. Nossa vida cristã é acolher a vida que vem de Deus e caminhar para a Trindade, a comunhão plena com Deus, por Cristo, com Cristo, em Cristo. De fato, Ele é a porta das ovelhas! (Cf. Jo 10, 9)

5. MARIA DISCÍPULA, FILHA, MÃE E ESPOSA:

“O Evangelho conta que uma estrela guiou os Magos até Jerusalém e depois até Belém. As profecias antigas comparam o futuro Messias com um astro celeste. Foi também atribuído a Maria este emblema: se Cristo é a estrela que conduz a Deus, Maria é a estrela que leva até Jesus” (João Paulo II, Ângelus da Epifania, 6 de janeiro de 2003). Nós a saudamos como discípula fiel, filha de Deus Pai, esposa do Espírito Santo, mãe de Deus Filho.

6. MARIA, MULHER DE FÉ, MODELO DA IGREJA:

Quem viveu a fé da Igreja, de modo excelente e humilde, numa plenitude de graça que é insuperável, foi Maria. Quando dizemos em todas as missas “não olheis os nossos pecados, mas a fé que anima a vossa Igreja”, esta oração não seria tão real se não tivesse existido alguém – Maria – que viveu assim, em plenitude, a fé. (Cf. Giacomo Tantardini, “30 dias”, n 7/8, 2011, p.17).

7. AS VIRTUDES DE MARIA QUE A IGREJA DEVE IMITAR:

“Ao passo que, na Santíssima Virgem, a Igreja alcançou já aquela perfeição sem mancha nem ruga que lhe é própria (Cf. Ef 5,27), os fiéis ainda têm de trabalhar por vencer o pecado e crescer na santidade; e por isso levantam os olhos para Maria, que brilha como modelo de virtudes sobre toda a família dos eleitos. A Igreja, meditando piedosamente na Virgem, e contemplando-a à luz do Verbo feito homem, penetra mais profundamente, cheia de respeito, no insondável mistério da Encarnação, e mais e mais se conforma com o seu Esposo. Pois Maria, que entrou intimamente na história da salvação, e, por assim dizer, reúne em si e reflete os imperativos mais altos da nossa fé, ao ser exaltada e venerada, atrai os fiéis ao Filho, ao seu sacrifício e ao amor do Pai. Por sua parte, a Igreja, procurando a glória de Cristo, torna-se mais semelhante àquela que é seu tipo e sublime figura, progredindo continuamente na fé, na esperança e na caridade, e buscando e fazendo em tudo a vontade divina. Daqui vem igualmente que, na sua ação apostólica, a Igreja olha com razão para aquela que gerou a Cristo, o qual foi concebido por ação do Espírito Santo e nasceu da Virgem precisamente para nascer e crescer também no coração dos fiéis, por meio da Igreja. E, na sua vida, deu a Virgem exemplo daquele afeto maternal de que devem estar animados todos que cooperam na missão apostólica que a Igreja tem de regenerar os homens” (Lumen Gentium 65).

8. “AO PAI, POR CRISTO, NO ESPÍRITO SANTO, COM MARIA E DO JEITO DE MARIA”:

O Círio de Nazaré no Ano da Fé quer glorificar a Trindade Santíssima, com a Virgem Maria e do jeito de Maria. Aquela que é a Virgem Fiel nos ajudará a viver a lei de Deus com alegria. Com Maria, Virgem da Escuta e Modelo de virtude, queremos viver os mandamentos da Lei de Deus. O tema será “Ao Pai, por Cristo, no Espírito Santo, com Maria e do jeito de Maria” (Cf. Stefano de Fiores, “Maria - Nuovissimo Dizionario”, EDB, 2006, página 1089, verbete “Mediatrice”).

A vivência autêntica dos mandamentos começa no amor do próprio Deus, que ama, com amor ciumento, o seu povo. Só na resposta a este amor nascerá uma prática adequada da lei de Deus. Maria deu sua resposta a Deus, disse seu sim ao próximo e percorreu o caminho da fidelidade à lei.

Com Virgem do Magnificat louvaremos a Deus Uno e Trino, envolvendo todas as pessoas que participarem, como romeiros da fé, do Círio 2012.

GOV. SIMÃO JATENE FALA SOBRE O PÓS PLEBISCITO NO PARÁ.


Em entrevista, Jatene fala sobre o pós-plebiscito.

Segunda-Feira, 12/12/2011, 23:05:19 - Atualizado em 12/12/2011, 23:11:32

O governador do Estado do Pará, Simão Jatene, foi o convidado da noite de hoje (12), do programa Argumento, comandado por Mauro Bonna. Jatene respondeu perguntas do apresentador e de paraenses que enviaram mensagens pela internet, sobre o Pará pós plebiscito.

“Em uma sociedade democrática, as decisões se fazem pela maioria, mas nesse fato, o fato de a grande maioria opinar sobre alguma decisão não tira a legitimidade da vontade de mudar”, afirmou o governador. “Na divisão existem os interesses localizados das classes, mas não dá pra negar o que hoje está acontecendo. É preciso ter humildade de admitir”, disse Jatene com relação aos problemas enfrentados pelo Pará e também por outros estados brasileiros.

Sobre o Plebiscito, o governador afirmou: “Precisamos acima de tudo tirar lições. Todas as lideranças, independente de partido, tem que reconhecer que é legítimo o interesse. O homem votou por mais saúde, mais educação, mais segurança. Naquele momento estava buscando melhoria na qualidade de vida”.

O governador falou sobre o Pacto Federativo, que segundo ele, não corresponde às necessidades básicas da população. “Não temos tido condições de articular recursos para o estado”.

MUDANÇA DE CAPITAL

Durante a entrevista, foi levantada uma antiga discussão sobre a transferência da capital do Estado para Belo Monte. "Se mudar capital e não existir recursos, ela será uma capital pobre. Temos que rever as taxas tributárias do país", comentou Jatene

“Os estados brasileiros, pela forma como está a divisão e recursos, padecem de uma insuficiência de recursos. Somos maiores produtores de bauxita, os segundos maiores de ferro, produtores de recursos florestais e a renda per capita é metade da media nacional”, explicou o governador.

“Nosso sistema fiscal não contribui para que estados e municípios que tem economia e recursos naturais possam ter isso no orçamento, mais escolas, mais hospitais”, argumentou. "Quem disser que vai acabar com a probreza vai estar forçando. Temos que rever o pacto federativo e buscar resolver as necessidades".

MINIMIZAR PROBLEMAS

Jatene falou sobre a questão das distâncias no Estado e apresentou uma possível solução. “Pode ser minimizada pelo avanço tecnológico, as grandes corporações fazem teleconferência”, disse.

O governador comentou ainda sobre concursos e reajuste para salários de professores; sobre demora na liberação de licenças ambientais para criação de portos em Santarém, sobre os ajustes no Navegapará e sobre a paralisação do projeto Ação Metrópole.

“É um projeto importante, mas como o governo estava com problemas de regularização das compras, agora no final de ano é que voltamos a ter dinheiro para as ações, estamos rediscutindo a questão do financiamento”, explicou Jatene sobre o Ação Metrópole. “Projeto Ação Metrópole não é simplesmente um corredor, é transporte”, completou.

"Todos tem o direito de ter uma vida digna e nunca a esperteza vai se sobrepor à sabedoria", disse. “Coragem pra mudar, mas humildade para ouvir, compreender que temos “, finalizou.

(DOL)