segunda-feira, 28 de novembro de 2011

TODOS CONTRA A DIVISÃO DO PARÁ.


Segunda-feira, 28/11/2011, 02h49

Quatro carreatas pela unidade do Pará.

Unir diversos grupos, mobilizar toda a sociedade e manifestar a posição contrária à divisão do Estado. Esse foi o objetivo da manifestação realizada na manhã de domingo (27), em Belém, por organizadores das duas frentes contra a criação dos Estados do Tapajós e Carajás. No total, quatro carreatas, que saíram de distintos pontos da Região Metropolitana, levaram milhares de pessoas às ruas e deram mais ânimo ao plebiscito, marcado para 11 de dezembro.

Ganhando força e adeptos no decorrer do trajeto, as carreatas se encontraram por volta das 13h na Praça do Operário, em São Brás. Lá, tomado por bandeiras e faixas, o espaço ganhou as cores da bandeira paraense, vermelha e branca, para mostrar o desejo de manter o Estado unificado.

“Você pode estar insatisfeito com todos os políticos, governador, prefeito, vereador, mas em quatro anos você pode mudar a situação, com o seu voto. Mas se o Pará for divido não há como voltar atrás. Não haverá outro plebiscito”, explicou o deputado estadual Celso Sabino, presidente da Frente Contra Tapajós.

ARGUMENTOS

Ele e outros representantes políticos, entre eles o presidente da frente Contra Carajás, deputado estadual Zenaldo Coutinho, usaram diversos argumentos para provar que a criação de dois novos estados só trará prejuízos à população. “Eles querem saquear o Pará. Perderemos 85% de nossas riquezas naturais, 80% das florestas, ficando com apenas 17% do território atual”, frisou Sabino.

Procurados por vários eleitores, eles tiraram dúvidas acerca do processo de votação e ratificaram a obrigatoriedade do exercício da cidadania. As carreatas também incitaram o ideal de identidade e orgulho em fazer parte da federação. “Será o melhor para o nosso Estado. As pesquisas já demonstram, no dia 11 todos serão 55”, reforçou Zenaldo.

De forma semelhante pensa o administrador Lucia Ribeiro. Também investiram no slogan “É como foi dito na carreata, precisamos de políticos melhores e não mais políticos”, afirmou.

Desde sábado, os organizadores fizeram distribuição de CDs com as músicas e slogans da campanha e, durante o evento, também distribuíram milhares de adesivos com o número 55. A professora Heliana Malcher foi uma das que pegou o material. “Lá em casa todas as janelas já têm um (adesivo), mas quero botar também no carro e levar pra casa do meu filho”, contou. Segundo a organização, aproximadamente 700 pessoas participaram do evento.

TRÂNSITO

As quatro carreatas deixaram parte do trânsito da capital lento, principalmente porque percorreram vias de intenso fluxo como a Almirante Barroso. Poucos carros e agentes da Companhia de Transportes do Município de Belém (CTBel) estavam no local. (Diário do Pará)

sábado, 26 de novembro de 2011

AGORA JÁ É 60% DOS QUE REJEITAM A DIVISÃO


Mais de 60% dos eleitores rejeitam divisão do Pará, diz pesquisa

26/11/2011 9:56, Por Redação, com Vermelho.org.br
Pará

Manifestantes fazem protesto contra divisão do Pará

Duas semanas após o início da propaganda do plebiscito em TV e rádio, a maioria dos eleitores do Pará continua rejeitando a divisão do Estado. Segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta , 62% dos eleitores paraenses são contra a divisão do Pará para a criação do Estado do Carajás e 61% são contra a criação do Estado do Tapajós.

Em relação à pesquisa anterior, divulgada no último dia 11, houve um pequeno aumento da rejeição aos novos Estados. A oscilação, porém, está dentro da margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos.

Foram entrevistados 1.015 eleitores entre os dias 21 e 24 de novembro. A pesquisa foi registrada no TSE com o número 50.287/2011.

A propaganda do plebiscito na TV e no rádio ainda não foi capaz de causar alterações significativas nas intenções de voto dos eleitores paraenses. Em 11 de dezembro, eles irão às urnas decidir se querem que o Pará se separe e dê origem a mais outros dois Estados: Carajás (sudeste) e Tapajós (oeste).

Na região do chamado Pará remanescente está a maior resistência aos novos Estados: 85% são contra o Carajás e 84% são contra o Tapajós. A aprovação à divisão caiu até mesmo entre os eleitores das regiões que querem se separar. No Carajás, 78% se dizem a favor do novo Estado, uma queda de seis pontos em relação ao último levantamento. No Tapajós, 74% são favoráveis ao novo Estado, uma oscilação negativa de três pontos.

Déficit

O Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará (Idesp) divulgou ontem mais um estudo com as simulações possíveis em relação à divisão do Estado do Pará, com a criação dos estados de Carajás e Tapajós. Alguns dos dados apontam que os dois novos estados e mais o Pará remanescente já nasceriam deficitários.

O Pará sairia de uma realidade de superávit de R$ 277 milhões e passaria a um Pará remanescente com um déficit de R$ 778 milhões, situação idêntica aos dos novos estados, com o Tapajós apresentando um déficit R$ 964 milhões e o Carajás registraria o maior saldo negativo, estimado em R$ 1,9 bilhão.

O estudo do Idesp mostra que, no que diz respeito ao equilíbrio financeiro, estimou-se uma despesa fixa de R$ 1,4 bilhão, que independe do tamanho populacional e do Produto Interno Bruto (PIB) gerado pelo estado. De acordo com o Instituto, a proposta de divisão não é relevante como solução para os problemas regionais existentes, pois apesar da possibilidade de incrementos nos repasses do Fundo de Participação dos Estados (FPE), bem como do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) para alguns municípios, o saldo entre receita e despesa seria deficitário.

Ainda segundo o levantamento feito pelo Idesp, esses desequilíbrios financeiros acarretariam sérias implicações para a construção da infraestrutura desses estados, para o atendimento à população por equipamentos públicos referentes a educação, saúde, segurança, dentre outros, e para os investimentos necessários à promoção do desenvolvimento econômico e social.

Alerta

Os pesquisadores alertam, no entanto, que a inexistência de debates ou audiências prévias que apoiem ou esclareçam essa proposta dificulta a discussão de indicadores sociais, econômicos, financeiros e ambientais que sustentem o debate principal: a unidade ou divisão do Estado e o bem-estar da população.

O estudo considerou aspectos legais e científicos que permitiram a organização, a avaliação e a sistematização de informações estatísticas e cartográficas, além de simulações da despesa total, da arrecadação total, dos repasses do Fundo de Participação do Estado e do Distrito Federal (FPE) e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), informações que somadas subsidiam a tomada de decisão da população no plebiscito do próximo dia 11.

– Os resultados mostraram a importância de se observar algumas questões: o processo de federalização do Pará é de grande relevância, pois suas consequências são automaticamente transpostas para os novos estados, visto que historicamente os grandes planos e projetos federais cujos desdobramentos são permanentes – abertura de rodovias federais e seus desdobramentos na colonização e na política agrária (BR-010 e BR-230), o Polamazônia, o Programa Grande Carajás, a implantação da Hidrelétrica de Tucuruí, entre outros – não levaram em conta os planos e projetos de desenvolvimento local, diz a pesquisa.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

58% DOS PARAENSES REJEITAM A DIVISÃO DO ESTADO. "NÃO E NÃO" A DIVISÃO.


Divisão do Pará é rejeitada por 58% dos eleitores.

O resultado da pesquisa sobre as intenções de votos da população paraense no plebiscito sobre a criação dos Estados do Carajás e Tapajós agradou os lados a favor e contra a divisão. A pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha, divulgada ontem, aponta que 58% da população é contra a divisão e 33% a favor. O presidente da frente para a criação do Carajás, deputado estadual João Salame (PPS), afirma que os números refletem a realidade e até surpreenderam, mostrando que quase a totalidade da população do sul paraense é a favor da criação do Carajás.

Ele explica que como 65% da população paraense está concentrada no nordeste paraense, onde se localiza a capital, é natural que os números estejam neste patamar. Porém, para Salame, com o início da campanha na mídia, desde ontem, a expectativa das frentes pró Carajás e Tapajós é que a cada dia mais eleitores façam a adesão à criação dos novos Estados com o conhecimento da realidade das regiões que querem se dividir para criar o Carajás e o Tapajós.

“A meta é conquistarmos os que são contra, mas não se sentem suficientemente informados e admitem a possibilidade de mudar”, ressalta o líder da frente Carajás.

Segundo João Salame, as pesquisas encomendadas pela frente Carajás apontam que mais da metade dos contrários à divisão não têm informação sobre a realidade das duas regiões que pretendem se tornar novos Estados.

Da mesma forma, o presidente da frente contra o Tapajós festeja os dados da pesquisa, alegando que 58% de intenções de votos contra a divisão já era esperado e a tendência, segundo o deputado estadual Celso Sabino (PR), também é aumentar.

Para Sabino, a partir dos programas eleitorais na televisão e rádio, as frentes contra a divisão têm oportunidade de desfazer as informações, segundo ele, incorretas, repassadas pelas frentes a favor da divisão. “Esperamos que munidos de informações corretas a vantagem do Não aumente e que o Pará continue unido, grande e saia deste plebiscito fortalecido”, enfatiza Sabino.

A pesquisa do Datafolha foi realizada no período de 7 a 10 deste mês, em 42 municípios do Pará, ouvindo a opinião de 880 pessoas. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número 46041/2011.

Como resultado, 58% dos entrevistados responderam que não querem a divisão e 33% que sim, querem a criação do Tapajós e do Carajás. 10% dos entrevistados disseram que são indecisos sobre a criação do Tapajós e 8% são indecisos sobre a criação do Carajás. A pesquisa foi encomendada em uma parceria entre Folha, TV Liberal e TV Tapajós.

(Diário do Pará, com informações da Folhapress).

MATO GROSSO QUER "ROUBAR" TERRAS DO PARÁ".


Quinta-feira, 24/11/2011, 02h54

Terra na divisa com o Mato Grosso é do Pará

Não é ainda uma decisão definitiva, mas o Pará sai na frente, e com uma enorme vantagem comparativa, no contencioso que vem sustentando com o Estado de Mato Grosso por causa da indefinição de limites. O Serviço Geológico do Exército Brasileiro emitiu esta semana, como estava previsto, o laudo da perícia judicial realizada na área fronteiriça entre os dois Estados. O relatório confirmou que as terras cujo domínio é pleiteado pelo Mato Grosso pertencem efetivamente ao Estado do Pará.

O processo, sob apreciação do Supremo Tribunal Federal, resulta de ação civil ordinária impetrada perante o STF em 2004 pelo Estado de Mato Grosso, reivindicando seu domínio sobre uma extensa faixa fronteiriça de três milhões de hectares, segundo dados divulgados ontem à tarde pela assessoria da PGE do Pará.

Ao dar ontem a informação, em Belém, o Procurador-Geral do Estado, Caio de Azevedo Trindade, acrescentou que o laudo pericial do Exército já foi anexado ao processo que tramita no Supremo Tribunal Federal e que se encontra em poder do ministro Marco Aurélio Mello, relator da matéria. De acordo com o procurador, a previsão é de que o julgamento do processo venha a ser marcado para o início de 2012. O Pará vai para o julgamento numa posição bastante confortável, conforme frisou, porque tem a seu favor o laudo pericial elaborado pelo Exército.

RELATÓRIO

Há cerca de duas semanas, o diretor do Serviço Geológico do Exército Brasileiro, general de divisão Pedro Ronalt Vieira, já havia anunciado para meados deste mês a entrega do relatório, uma versão do qual – adiantou ele na ocasião – já se encontrava sob análise. Pedro Ronalt informou que o limite questionado entre os dois Estados localiza-se na região do rio Teles Pires, onde está a cachoeira Salto das Sete Quedas.

Para o Governo de Mato Grosso, a demarcação da área foi feita de forma equivocada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e foi com base nesse entendimento que decidiu, há sete anos, ingressar com ação ordinária no Supremo pedindo a redefinição dos limites. Na hipótese – agora considerada pouco provável – de o Mato Grosso ter reconhecida a sua pretensão, a fronteira entre os dois Estado teria que ser elevada no oeste paraense em torno de 100 quilômetros, seguindo-se então uma linha reta até o norte da ilha do Bananal. Essa área teve seu domínio pacificamente conferido ao Pará, sem nenhuma contestação, em estudo de demarcação feito pelo IBGE em 1900.

A defesa do Pará, sustentada pela Procuradoria-Geral do Estado, está amparada em farta e consistente documentação, incluindo provas constituídas por laudos, mapas, fotografias, documentos, filmagens do local e análise jurídica. Um ponto em particular chama a atenção na peça jurídica preparada pela PGE. Trata-se da situação de ocupação no vizinho Estado, provocando a expansão do desmatamento no Mato Grosso em direção ao Estado do Pará. Com isso, ganhou corpo o temor do avanço da fronteira agrícola daquele Estado sobre as terras atualmente pertencentes ao patrimônio fundiário do Pará.

‘ERRO’

Para o Governo de Mato Grosso, a demarcação da área foi feita de forma equivocada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

JULGAMENTO

A previsão é de que o julgamento do processo venha a ser marcado para o início de 2012.

(Diário do Pará)

PARAENSES QUE SÃO CELEBRIDADES NÃO QUEREM A DIVISÃO DO PARÁ.

Celebridades fazem campanha contra a divisão do Pará.

Jogadores de futebol, atriz e cantora são contra divisão do Estado. Políticos de outros Estados defendem separação.

As campanhas contra e a favor da divisão do Pará em mais dois Estados (Tapajós e Carajás) começaram oficialmente nesta terça-feira, 13 de setembro. Neste primeiro momento, são permitidas apenas a realização de comícios, panfletagem, divulgação das campanhas em carros de som e por meio da internet. A propaganda em rádio e na televisão começa em 11 de novembro, um mês antes do plebiscito.

Leia também: Fafá de Belém é contra divisão do Pará e diz que Estado é "soma dos seus cheiros"

Oficialmente, as campanhas pró e contra a divisão do estado vão colocar de lados opostos personalidades do esporte e música e líderes políticos. Os jogadores do Santos, o meia Paulo Henrique Ganso e o lateral-direito, Marcos Rogério Lopes, o Pará, já confirmaram participação na campanha pelo não à divisão do Estado. A atriz Dira Paes e a cantora Fafá de Belém também farão campanha contra a divisão do Estado.

Pela proposta, o Pará será o menor dos três Estados surgidos da separação.

Do lado do “sim” pela criação de Tapajós e Carajás, até o momento, o maior nome é o do publicitário Duda Mendonça. As frentes a favor da divisão do Pará serão reforçadas por políticos de outros Estados e por governador e ex-governadores do Tocantins, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.As duas frentes prometem reunir, no mesmo lado, adversários políticos de partidos como PSDB, PR e PT. Um exemplo são as frentes contra a divisão do Pará: duas são lideradas por caciques do PR no Pará e outra por líderes do PSDB.

Oficialmente, foram formalizadas cinco frentes que deverão entrar na disputa. São três frentes contra a divisão e duas a favor.

As três frentes contra a divisão do Pará têm como coordenadores os deputados estaduais Eliseu Faustino (PR) e Celso Sabino (PR), além do deputado federal Zenaldo Coutinho (PSDB), ex-chefe da Casa Civil do governo Simão Jatene (PSDB). Mas uma destas frentes ficará de fora. Existe uma disputa entre Faustino e Sabino para saber qual fará o embate contra a criação de Tapajós. A frente liderada por Coutinho fará campanha contra Carajás.

Do lado separatista, foram registradas duas frentes: a Frente Pró-Estado de Tapajós, coordenada pelo deputado federal Lira Maia (DEM-PA), e a “Frente por um Pará mais forte”, liderada pelo deputado estadual João Salame (PPS), pró-Carajás.
A princípio, as três frentes contra a divisão do Estado estão realizando ações independentes enquanto as frentes a favor da divisão do Pará trabalham de forma articulada.

As primeiras manifestações públicas foram coordenadas pelas frentes a favor da divisão do Pará, com atos públicos em Marabá (possível capital de Carajás) e nas 27 cidades que poderão compor o Estado de Tapajós. Cada frente, pelas regras estipuladas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), poderão gastar até R$ 10 milhões na campanha.

Fonte: IG

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

PADRES CASADOS: REALIDADE OU UTOPIA?


Padres casados: realidade ou utopia?

Novembro 8, 2011 por cremp

Curitiba, 7 de novembro de 2011

Caríssimo Padre José Édson da Silva (diretor da Associação dos padres casados no Brasil)

Venho, por meio dessa, refletir sobre o trabalho que vem sendo feito, não só no Brasil, mas em muitos países, por sacerdotes que se casaram. Indo direto ao assunto, percebi que todos os modos bíblicos, salutares espiritualmente, educados , éticos e cristãos, já foram tomados sem surtir nenhum efeito sobre o pensar da Igreja Romana sobre o celibato presbiterial. Querendo ou não, não pertencemos mais ao grupo específico, seleto para alguns, e insistimos em usar a mesma lógica. Existe, portanto, muito papo e pouca ação (não quero dizer aqui que não fazemos nada pela e para a Igreja que amamos, mas que aquilo que fazemos está longe de abalar as estruturas eclesiais existentes). A Igreja Romana continuará insistindo que “muitos são os chamados e poucos os escolhidos” e jamais abrirá brecha que sequer insinue o matrimônio entre seus representantes. E eu me pergunto se Deus é tão “burro” de chamar apenas mil para uma missão que exige cinco mil. Acontece que ele chama e o vocacionado responde sim ao exercício ministerial, e vem a Igreja e impõe: então não vai casar! Ai é claro que muitos não perseveram no chamado. E se a Igreja colocasse o celibato como opcional, as coisas mudariam de figura. Mas… Não nos iludamos. Para eles, Deus se revela, como sabemos apesar de não concordarmos, também na Tradição (compreendida como algo estático, que não se muda. O ou seja, sempre foi assim e assim sempre será. Pois nas Sagradas Escrituras encontramos argumentos pró e contra de modo que somente ela não fundamenta a necessidade ou obrigatoriedade do celibato para o sacerdote) . Sabemos da necessidade de sacerdotes. O povo também sabe e é o primeiro que deveria se rebelar contra os insuficientes serviços prestados pela Igreja. A Igreja não forma um número suficiente de padres e acaba por terceirizar tal trabalho as Ordens e Congregações religiosas e, bem sabemos, o terceirizado não tem o mesmo compromisso que o Pe diocesano tem com sua comunidade. Com todo o respeito aos religiosos. Pois se a paróquia tiver precisando do padre, mas seu superior provincial precisar também, vence o provincial e não o querer da comunidade. Considerando tais premissas, é necessária uma tomada de posição, por parte das associações de padres casados e demais órgãos afins de todo o mundo, que abale as estruturas eclesiais, rompendo com a Tradição da Igreja, ou melhor, com a idéia que se formou da Tradição da Igreja, sem necessariamente romper com a unidade. Lembrando que o conceito de unidade vai muito além de pertença a um dado ou específico grupo. Com as Igrejas não católicas, por exemplo, temos uma relação de unidade apesar de pensarmos diferente sobre a mensagem deixada por Jesus. Como? Retomando nossos afazeres sacerdotais. Celebrando missas e dando ao povo o que ele merece: um serviço ministerial de qualidade e quantidade suficiente. Nós sabemos muito bem como conduzir o Povo de Deus. Fomos formados para isso. E muitos são aqueles que não se sentirão constrangidos em freqüentar nossas missas, pois nada será diferente. Inicialmente seremos objeto de críticas por parte de católicos e não católicos, mas seremos também exemplos santos do exercício ministerial. Pois o matrimônio, só agrega e a nada restringe. Precisamos dessa coragem. Sozinho será difícil, mas juntos muito podemos. Caso contrário continuaremos sendo como o sino que toca sem tocar a ninguém.

Atenciosamente

Pe Paulo Sérgio de Faria (casado – no civil) Mestre e Licenciado em Filosofia, Bacharel em Teologia, Especialista em Mariologia, Comunicação Social e Informática na Educação.

"ESSA IGREJA É MINHA!"


“Essa igreja é minha”!

"Essa igreja é minha" e aqui eu deixo entrar quem eu quiser. Aqui, só se divulga o que eu autorizar. Aqui só celebra quem eu mandar.

Em algum tempo, alguns anos passados, a igreja se colocava como exclusiva dos "crentes" e ninguém que não seguisse ou andasse conforme seu costume não era bem vindo ou não poderia freqüentar, pois a igreja era de portas fechadas ainda que em sua estrutura física estivesse aberta.

Donos de igreja. Como seriam chamados nos dias de hoje esses “líderes” que, não usavam como deveriam a igreja.

Aqueles que estavam dentro da igreja, deveriam quando estivessem fora, pregar a Palavra que ouviam e ensinando, fazer assim mais discípulos.
Mas era exatamente ao contrário a forma de se ver a igreja desses tempos antigos, pois, a acepção de pessoas era comum, mas felizmente ou infelizmente ficava restrita apenas a pessoa.

Nos dias de hoje, muita mudança aconteceu. A igreja amadureceu, ela começou a exercer a função principal que é a de levar o evangelho a toda criatura, e assim tem sido feito há muitos anos.

A igreja cresceu, tomou forma e ficou muito conhecida. Ficou “famosa”.
Muitos líderes começaram a aparecer na mídia. Padres cantores, pregadores começaram a ficar famosos e o evangelho foi se difundido entre milhares e milhares de pessoas, chegando a nações que antes não tinham acesso.

Ocorre que, o descontrole desse tal crescimento também é visível nos dias de hoje, já que muitos não suportaram tal crescimento.

Descambaram para outros caminhos, uns pela falta de fundamento da verdadeira Palavra de Deus, outros pela ganância ou vaidade.

Mas isso não deveria acontecer com a igreja em seu contexto, ou seja, a vaidade e a ganância não poderiam chegar à igreja de Jesus Cristo.

Infelizmente alguns, a minoria de uma grande maioria pensa que é dona da igreja.
"Essa igreja é minha" e aqui eu deixo entrar quem eu quiser. Aqui, só se divulga o que eu autorizar. Aqui só celebra quem eu mandar.

Você certamente já ouviu alguém dizer essas coisas. Isso mostra o quanto da falta de unidade na igreja o que nos faz perder muito no Reino de Deus.

O que eu não posso admitir é que pessoas que pensam e dizem que um dia estará com Jesus, ainda fazem acepção de pessoas, não permite que os "seus membros" ou suas ovelhas tenham acesso a outra informação que não seja aquela determinada por ele.

Alguns até proíbem os "seus" de participarem de outras atividades de outras pregações, de freqüentarem outras capelas outras celebrações ou grupos de orações mesmo sendo professada a mesma fé, como se tivesse total controle daqueles que eles consideram "seus".
Isso me entristece, em saber que a igreja de Atos, que deveria ser a de hoje, está longe... muito longe...
A igreja deveria voltar às origens, mas não as origens de um século atrás, e sim de 200 séculos.

Autoritarismo de alguns que querem até manipular os próprios irmãos de ordem. Determinando o que tem de ser feito ou não. O que deve ser realizado ou não. Os locais de deve o irmão ir ou não, como se ele detivesse total soberania sob os demais irmãos de ordem.

Só é manipulado ou enganado quem não tem o conhecimento da Palavra da vida. Só é manipulado quem não conhece a si próprio.

O pior de tudo é saber que, terão que dar conta de tudo e certamente acham que as respostas que eles darão satisfarão Aquele que fará a pergunta... Engano... Vivem enganados...

São cegos que vêem e não querem sair do seu trono, se é que existe trono para eles, talvez um caixote que eles vêem como trono.

Donos de igreja. Chego a me perguntar se quando da PARUSIA esses tais, deixarão Jesus entrar ou simplesmente irão distribuir um folheto, e olha que esse folheto poderá ser direcionado a eles mesmos, os donos de igreja, e talvez quem sabe, pedindo de volta o direito de ser o Dono da Igreja, o que é de direito a JESUS.

Abram os seus olhos... Ou melhor, abram os seus corações para alternativas, mas que não fuja do verdadeiro ensino, o ensino da Palavra da verdade.

Jesus, é o único caminho, a verdade e a vida.
Corram, fujam dos donos de igreja. Procurem o verdadeiro Dono: Jesus!

Deus os abençoe!

Diácono Luiz Gonzaga
Arquidiocese de Belém – Pará – Amazônia – Brasil

diaconoluizgonzaga@gmail.com
diaconoluizgonzaga.blogspot.com