quarta-feira, 23 de novembro de 2011

GRANJA DO ICUÍ VIRA MILTICAMPI UNIVERSITÁRIO.


quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Deputados aprovam doação da Granja do Icuí para multicampi universitário em Ananindeua.

A educação em Ananindeua venceu! Os deputados estaduais aprovaram ontem, por unanimidade, a doação da Granja do Icuí para o município para a construção de um multicampi universitário da UFPA e do IFPA e, futuramente, da UEPA e UFRA, transformando a área num grande centro de ensino e pesquisa científica.

Resta agora a sanção definitiva do Governador Simão Jatene. O terreno foi residência oficial dos Governadores do Pará até 2006 e tem uma área de 246 mil metros quadrados. A decisão coroa a minha luta de dois anos pela implantação do multicampi, mobilizando parlamentares estaduais e federais, reitores das universidades e até ministros de Estado.
A previsão é que em 2012 sejam ofertadas vagas para cursos em Ananindeua.

Postado: Blog do Helder às 12:24

A GRANDE FAMILIA CATÓLICA CRESCE A CADA DIA.


23/11/2011 12.27.1o

Todos os dias 34 mil pessoas no mundo passam a fazer parte da "família" da Igreja Católica

Roma (RV) - Todos os dias, 34 mil pessoas passam a fazer parte da “família” da Igreja Católica. É o que revela o relatório anual da “Situação da missão global”, realizado em 2011, e segundo o qual o catolicismo reúne um bilhão e 160 milhões de fiéis. Números que desmentem o clichê de que vivemos em uma sociedade moderna cada vez mais secularizada e relativista, que rejeita tudo aquilo que tende ao transcendente, mas que, ao contrário, demonstra a vitalidade de uma Igreja que renova e aumenta sua comunidade de fiéis. Segundo os dados do estudo, divulgado pela agência Analisis Digital, e retomados pela agência Zenit, no mundo hoje existem dois bilhões de pessoas, de um total de 7 bilhões, aos quais nunca chegou a mensagem do Evangelho. Outros dois bilhões e 680 milhões ouviram algumas vezes falar de Cristo, ou o conhecem vagamente, porém não são cristãos.

“Apesar do fato de Jesus Cristo ter fundado uma só Igreja, e pouco antes de morrer, rezava para que “todos fossem um”, hoje existem muitas denominações cristãs: eram 1.600 no início do século XX, e são já 42 mil em 2011”, afirma o estudo. Os protestantes carismáticos são 612 milhões e crescem 37 mil ao dia. Os protestantes "clássicos" são 426 milhões e aumentam 20 mil por dia. As Igrejas Ortodoxas somam 271 milhões de batizados e ganham cinco mil por dia. Anglicanos, reunidos principalmente na África e na Ásia, 87 milhões, e três mil a mais por dia. Aqueles que o estudo define "cristãos marginais" (Testemunhas de Jeová, Mórmons, aqueles que não reconhecem a divindade de Jesus ou da Trindade) são 35 milhões e crescem dois mil ao dia.

“A forma mais comum de crescimento é ter muitos filhos e fazê-los aderir à sua tradição religiosa. A conversão é mais rara, no entanto, acontece para milhões de pessoas todos os anos, e o mais comum é a de um cônjuge para a fé do outro”. Em 2011, os cristãos de todas as denominações terão feito circular 71 milhões de Bíblias a mais no mundo (há hoje 1 bilhão e 741 milhões, algumas de forma clandestina). A cada ano 409 mil cristãos partem para evangelizar um país que não é o seu de origem, distribuídos em 4.800 organizações missionárias diversas. (SP)

terça-feira, 22 de novembro de 2011

CAMINHANDO COM O REI DAVI NO SÉCULO XXI


EVANGELIZAÇÃO NO TERCEIRO MILÊNIO

CAMINHANDO COM O REI DAVI NO SÉCULO 21

Estou no Antigo Testamento, a Bíblia está aberto no livro dos Salmos, precisamente no salmo 50 ou 51, do genial Rei Davi. Vou me deter um pouco por aqui...
Interessante, aqui no Antigo Testamento, sinto-me abafado, cheio de temor, até certo ponto revoltado com tantos casos de escravidão, violência, injustiça, perspectiva de vida eterna indefinida. Muitas vezes misericórdia confunde-se com vingança e amor com ciúme. A Felicidade só é vista pelos profetas que, como porta-vozes do Altíssimo, prometem-na aos escolhidos.
Entretanto, no Novo Testamento, sinto-me diferente, realmente livre, alegre, compassivo, justo, amoroso, em processo de restauração de vida, sempre em busca da vida eterna da qual Jesus Cristo mostrou, com sua vida cheia de amor, o Caminho e concretizou-o com sua morte e ressurreição dos mortos. A misericórdia provém de um Pai que é só amor, que ama os filhos, dos quais é também irmão, companheiro, amigo, que ampara os esquálidos, desvalidos, subnutridos...

O ADULTÉRIO HEDIONDO
Rei Davi, segundo rei judaico escolhido por Deus para substituir Saul, o primeiro rei. Davi é pastor, jovem, formoso, poeta, cantor, músico, destemido, herói do povo porque mata seu terror, o gigante Golias, com apenas uma pedrinha de baladeira. É casado com Micol, filha do rei Saul, mas, certo dia, do seu palácio vê na casa em frente uma graciosa mulher de corpo escultural tomando banho. É Betsabé, esposa do fiel soldado Urias que se encontra pelejando no campo de batalha.
O rei, cativado por tão formosa fêmea, ordena a seus ordenanças que tragam aquela mulher a seu aposento real. Juntos, os dois, adulteram a família do fiel soldado. Da relação com Davi, Betsabé concebe. O rei fica em polvorosa, pois, pelo tempo, o filho não pode ser de Urias porque há muito não tem contato com a mulher, está na guerra...
O rei, para safar-se desse incômodo, ordena a seus generais que mandem Urias para morrer na frente de batalha e, assim, não descobrir a falcatrua real. O profeta Natã, homem de Deus, repreende sua majestade por tal leviandade. Davi cai na real de que ultrapassou o limite do seu poder, que é apenas um homem sem poder algum na vida do próximo, arrepende-se da hediondez praticada e pede clemência ao Altíssimo, mas morre o filho concebido em adultéio, morre também Urias na frente do campo de batalha...

SALMO 50/51, DE DAVI

APÓS O REI SER ADMOESTADO PELO PROFETA NATÃ

Tem misericórdia de mim, ó Deus, segundo a tua benignidade; apaga as minhas transgressões, segundo a multidão das tuas misericórdias.
Lava-me completamente da minha iniqüidade, e purifica-me do meu pecado.
Porque eu conheço as minhas transgressões, e o meu pecado está sempre diante de mim.
Contra ti, contra ti somente pequei, e fiz o que é mal à tua vista, para que sejas justificado quando falares, e puro quando julgares
Eis que em iniqüidade fui formado, e em pecado me concebeu minha mãe.
Eis que amas a verdade no íntimo, e no oculto me fazes conhecer a sabedoria.
Purifica-me com hissope, e ficarei puro; lava-me, e ficarei mais branco do que a neve.
Faze-me ouvir júbilo e alegria, para que gozem os ossos que tu quebraste.
Esconde a tua face dos meus pecados, e apaga todas as minhas iniqüidades.
Cria em mim, ó Deus, um coração puro, e renova em mim um espírito reto.
Não me lances fora da tua presença, e não retires de mim o teu Espírito Santo
Torna a dar-me a alegria da tua salvação, e sustém-me com um espírito voluntário
Então ensinarei aos transgressores os teus caminhos, e os pecadores a ti se converterão
Livra-me dos crimes de sangue, ó Deus, Deus da minha salvação, e a minha língua louvará altamente a tua justiça.
Abre, Senhor, os meus lábios, e a minha boca entoará o teu louvor.
Pois não desejas sacrifícios, senão eu os daria; tu não te deleitas em holocaustos
Os sacrifícios para Deus são o espírito quebrantado; a um coração quebrantado e contrito não desprezarás, ó Deus.
Faze o bem a Sião, segundo a tua boa vontade; edifica os muros de Jerusalém.
Então te agradarás dos sacrifícios de justiça, dos holocaustos e das ofertas queimadas; então se oferecerão novilhos sobre o teu altar.

Estes personagens, Davi, Saul, Micol, Betsabé, Urias, Natã, viveram, aproximadamente, há mil anos antes de Jesus Cristo, nosso Salvador. Os fatos realizados ainda fazem parte da cultura do ser humano hodierno, mas considerados horrendos pelo Criador, que é harmonia e pureza, e pelos homens de boa vontade.
Rei Davi, além da memória do seu reinado fiel a Deus, figura na literatura mundial como expoente máximo no Livro dos Salmos da Bíblia devido à sua intimidade com o Divino. Momentos há que exprime o que Cristo fala quando encarnado no meio de nós...
Estou me retirando do Antigo Testamento e me dirigindo ao Novo, vou ouvir algumas pregações de Nosso Senhor Jesus Cristo sobre as bem-aventuranças sentado ao pé da montanha. Você está convidado a me acompanhar...

Inspiração: Livros I e II Samuel e Salmos

FONTE:maju@amazon.com

ANANINDEUA TERÁ UM NOVO E MODERNO MERCADO MUNICIPAL.


Terça-feira, 22/11/2011, 03h18

Autorizadas obras de mercado em Ananindeua

O prefeito de Ananindeua, Helder Barbalho, assinou, na tarde de segunda-feira (21), a ordem de serviço para iniciar as obras do novo mercado do Distrito Industrial. Com investimento de R$ 3.531.280,00 proveniente de emenda parlamentar da deputada Elcione Barbalho, o novo mercado beneficiará cerca de 200 feirantes.

Localizado na avenida Zacarias de Assunção, principal rua do bairro, o mercado será dividido entre barracas e boxes, adaptados para os diversos seguimentos, como hortifruti, pescado e açougue, entre outros. Os trabalhos devem começar em 15 dias, com prazo para entrega de oito meses.

A obra representa uma grande mudança para os trabalhadores do local, já que o último mercado construído foi há 20 anos, pelo então governador Jader Barbalho. “Essa obra vai trazer muitos benefícios para todos nós que dependemos desse lugar para sobreviver. O prefeito está atendendo nossa reivindicação. Agora teremos um local adequado e com segurança para trabalhar”, afirmou Antônio Soares, feirante no local há 25 anos.

“Um mercado com toda infraestrutura é uma antiga reivindicação dos moradores. Além de fazer todo o ordenamento dos feirantes, vai resolver o problema de trânsito na área”, destacou o prefeito Helder Barbalho.

Na próxima segunda-feira (28), os feirantes serão remanejados para dois galpões com toda infraestrutura necessária e barracas padronizadas, alugados pela Prefeitura de Ananindeua, onde ficarão até a entrega do novo mercado. (Diário do Pará)

É O QUE OS "ABÚTRES" QUEREM, NOSSA RIQUEZA. DESCOBERTA NOVA MINA DE FERRO EM TUCURUI - PARÁ


Terça-feira, 22/11/2011, 02h43

Descoberta nova mina de ferro em Tucurui (PA).

Empresários de Tucuruí anunciaram o descobrimento de uma mina de ferro a apenas quatro quilômetros do centro da cidade, no sudeste do estado. O anúncio causou uma grande reviravolta na cidade, que passa por uma recessão na geração de empregos, devido ao término do ciclo das grandes obras do Governo Federal que dominaram, ao longo dos anos, o mercado de trabalho de Tucuruí e região, com a construção da hidrelétrica e das eclusas.

A notícia está sendo comemorada como “a salvação para a falta de empregos na cidade e o retorno ao crescimento que se encontra estagnado no município”. O empresário Jahir Gonçalves Seixas, de 89 anos, foi quem anunciou a descoberta da mina de ferro, que estaria localizada nas proximidades da Casa Penal. Segundo ele, após os estudos realizados por empresa especializada, contratada para avaliar a possibilidade de instalação de um hotel em suas terras, foi constatada, às proximidades do quilômetro 4 da BR-163 (rodovia Transcametá), a existência de uma mina de ferro, que seria a maior existente na região de Carajás.

Mas, para a exploração da mina de ferro em Tucuruí, muitas barreiras terão que ser vencidas. Na localidade encontram-se os mananciais que abastecem a cidade com água potável, além da obra do novo cemitério público.

A empresa que vier a assumir a instalação da mina terá que realizar uma reestruturação da área para poder receber a autorização ambiental para a extração do minério.

A região foi no passado bastante impactada com o barramento do rio Tocantins e até os dias atuais ainda não teve totalizadas as suas compensações, pelas perdas territoriais na fauna e flora, culminando com o fechamento do Tocantins. Com a definição de uma empresa responsável pela exploração, a expectativa é que a situação seja diferente, com a população tendo oportunidades de observar as condicionantes e exigir seu cumprimento antes da exploração das riquezas do município.

A empresa Vale, responsável pela maior planta de exploração de minério de ferro no Pará, e referência em pesquisa mineral, foi contactada pela reportagem, e ficou de enviar nota ao jornal tão logo tivesse um posicionamento a respeito do assunto.

(Diário do Pará)

"PLEBISCITO PARA DIVISÃO CAUSARÁ MÁGOAS E RESSENTIMENTOS ENTRE OS PARAENSES"


Publicado em Segunda, 21 Novembro 2011 11:40

O governador do Pará, Simão Jatene (PSDB), disse que o plebiscito para a divisão do Estado causará mágoas e ressentimentos entre a população paraense.

Em artigo publicado neste domingo (20) nos jornais "Diário do Pará" e "O Liberal", Jatene demonstra preocupação pela crescente rivalidade entre os habitantes do Pará remanescente e os moradores dos possíveis novos Estados.

"Paraenses, ainda que eu deseje o contrário, tudo leva a crer que, seja qual for o resultado do plebiscito, o dia seguinte será marcado por mágoas, ressentimentos e desconfianças que podem se tornar duradouras", escreveu o governador.

É a primeira vez que Simão Jatene vem a público se pronunciar sobre o plebiscito da divisão do Pará, que ocorrerá em 11 de dezembro.

"Não posso aceitar que a luta pela divisão do território se transforme em divisão do nosso povo", diz no artigo.

Os paraenses decidirão se querem que o Estado se divida e dê origem a mais outros dois: Carajás (sudeste) e Tapajós (oeste).

Ele classifica de "vale tudo" a campanha do plebiscito no horário plebiscitário gratuito em TV e rádio e fala que estão tentando "destruir a autoestima do paraense".

Jatene pede aos paraenses que impeçam essa crescente rivalidade.

"A Europa está cheia de exemplos em que as lutas religiosas, étnicas, deixaram feridas que não cicatrizaram. Não podemos permitir que isso aconteça conosco."


Fonte: FOLHA.COM

"IGREJA SÓ SE RENOVA NA MISSÃO" D. CLAUDIO HUMMES.


22/11/2011 11.52.23

Dom Cláudio Hummes:"É preciso ter consciência de que a Igreja só se renova na missão"

Rio de Janeiro (RV) - O atual presidente da Comissão para a Amazônia, Dom Cláudio Hummes, esteve no Rio de Janeiro, na primeira quinzena de novembro, orientando duas turmas do clero arquidiocesano, em retiro espiritual. Na entrevista especial, concedida ao jornalista Carlos Moioli, ele falou de sua nova missão, e também de toda a riqueza de conhecimentos que experimentou na sua longa trajetória de serviço à Igreja. A sua vida, pautada pela simplicidade franciscana, é um testemunho de como ser discípulo missionário de Jesus Cristo, independente do lugar ou das circunstâncias.


Entrevista:

– O senhor vem exercendo um ministério fecundo à frente de várias realidades distintas. Já governou uma região operária industrial, a maior metrópole do Brasil, o clero do mundo inteiro, e agora tem pela frente o grande desafio de articular a evangelização na Amazônia, o “pulmão do planeta”. Conte um pouco dessa trajetória.

Dom Cláudio – Quando jovem padre, eu queria ser missionário na Amazônia. Logo no início, fui para Roma, para doutorar-me em Filosofia, em vista da falta de professores na congregação. E fui. Em todo o meu ministério, dentro do espírito franciscano, nunca fui de pedir para fazer isso ou aquilo. Em 1963, voltei ao Brasil, onde exerci por oito anos a função de professor no seminário da congregação e ainda na PUC de Porto Alegre.
Depois de dirigir a Província Franciscana dos Frades Menores no Rio Grande do Sul por quatro anos, fui eleito para a diocese paulista de Santo André, uma região operária e industrial. Era o ano de 1975, fim da ditadura militar, e o início das grandes greves, onde despontava a figura de Lula. Por apresentar propostas justas e democráticas, decidimos apoiar as greves, na expectativa da redemocratização do país, o que realmente aconteceu, culminando com a chegada de Lula à presidência. Foram 21 anos de grande aprendizagem, que me deram suporte para os desafios que estavam por vir.
Depois fui para Fortaleza e, em menos de dois anos, tive a oportunidade de conhecer a pobreza do Nordeste brasileiro e, por outro lado, de compartilhar as alegrias e esperanças de um povo amigo, acolhedor e muito religioso.
Transferido para São Paulo, para suceder a Dom Paulo Evaristo Arns, conheci de perto os desafios das favelas, dos moradores de rua, e de outros aspectos sociais onde nem sempre os direitos humanos são respeitados. Junto com a opção pelos pobres, muito foi feito no campo da evangelização. Também houve conquistas significativas, como o retorno ao ar da Rádio Nove de Julho, a conclusão das obras da Catedral e a construção de um seminário para a Teologia. Foi um tempo particular, que me fez compreender o que é a presença da Igreja numa grande metrópole, globalizada e conectada com o mundo.
No final de 2006, vem a nomeação para assumir a Congregação para o Clero, em Roma. Fui, apesar dos 72 anos. Era o desejo do Santo Padre. Foram tempos difíceis, com o surgimento na mídia dos casos de pedofilia, quando o Papa sofreu muito, mas assumiu a responsabilidade e tomou posições firmes para sanar o problema. Dentro desse panorama conflitante e doloroso, é lançado o Ano Sacerdotal, com resultados positivos, mais do que esperávamos. A Congregação para o Clero se empenhou não só com o incentivo de grandes eventos, mas para que o Ano Sacerdotal chegasse até as paróquias. Os relatórios que recebemos dão testemunho das maravilhas que aconteceram no mundo inteiro, fortalecendo a relação entre os padres e os fiéis. A expectativa para a conclusão do Ano Sacerdotal, no Vaticano, era a presença de pouco mais de três mil padres. Havia até a proposta de reunir os padres para concelebrarem com o Papa na parte de cima da Praça de São Pedro. Para a emoção do Papa e de todos nós, a vigília e a celebração contou com mais de 15 mil padres, de todos os continentes. Aos 76 anos, com minha missão concluída em Roma, decidi voltar para servir à Igreja no Brasil. Acolhido na Arquidiocese de São Paulo, recebi as faculdades de vigário geral para desempenhar trabalhos pastorais.
Por fim, veio a grande surpresa, quando a presidência da CNBB me confiou a direção da Comissão para a Amazônia. Aceitei com alegria o novo desafio, lembrando do desejo no frescor do meu ministério de ser missionário na Amazônia. Agora, no fim da vida, apesar da boa saúde e disposição, Deus me fazia cair no colo esse chamado. Estou muito interessado em dar minha contribuição à Amazônia por tudo o que ela representa, com o cuidado especial para que o Evangelho possa penetrar em suas entranhas.


– Agora, com a nova missão de dirigir a Comissão para a Amazônia, como o senhor vê o atual panorama da Amazônia, repleta de imensos desafios pastorais e sociais?

Dom Cláudio – A Amazônia é uma região muito especial não só para o Brasil e seus países vizinhos, mas considerada vital para o planeta. Por outro lado, ela é repleta de desafios. A grande pergunta é: Como desenvolver a Amazônia sem que ela seja destruída, mas que seja preservada com todas as suas características? O próprio país tem muitos interesses no seu desenvolvimento, mas não podemos esquecer que a região, além de sua riqueza natural, abriga povos seculares, como é o caso dos indígenas. É preciso muita discussão quando se pensa na implantação de novos projetos, como é o caso das hidrelétricas. Por sua vez, a Igreja está inserida neste contexto todo, preocupada com a evangelização do povo, em promover a justiça social, os direitos e a dignidade humana. Também, a de preservar a cultura a partir da realidade, sem impor um progresso que não convém, que não está dentro de sua história. Deve ser uma evangelização explicita, mas inculturada, pautada pelo diálogo inter-religioso. Os povos indígenas não têm nada por escrito, mas seus costumes são preservados, transmitidos entre gerações.


– Como está a articulação da proposta para a formação pastoral missionária dos futuros presbíteros? Como ela surgiu? Quais são os seus objetivos e perspectivas?

Dom Cláudio – O Santo Padre está empenhado na proposta de uma nova evangelização, urgente e universal. Uma evangelização de sair, buscar, de ir até as pessoas, onde vivem, estudam e trabalham, como fez e pediu Jesus: “Ide e fazei discípulos meus todos os povos”. A princípio, o Papa pensa na Europa, que vive uma situação dramática de descristianização. Para a América Latina e, particularmente para o Brasil, a referência é o avanço das Igrejas Pentecostais, que estão arrebanhando um número significativo de católicos. Por quê? Seria a falta de evangelização? Sabemos que é urgente a necessidade de ir ao encontro dos batizados que não receberam uma evangelização suficiente, com qualidade.
A proposta dos bispos responsáveis pela dimensão missionária, incluindo a Comissão para a Amazônia, é a de intensificar a formação missionária dos vocacionados já no tempo do seminário. A proposta é dar centralidade à formação missionária de uma forma integral, ser uma consciência, uma prática, e que faça parte da espiritualidade. Um trabalho que não se restringe só aos seminaristas, mas que deve ser feito a partir do clero já existente. Nossos seminaristas normalmente são formados para desempenhar a função de pároco, de pastor de uma comunidade já constituída. Quando, na verdade, deveriam ser preparados para ser o primeiro, o animador, junto com as forças vivas da paróquia, de sair ao encontro das pessoas que não participam da vida eclesial. Não devemos conservar apenas o rebanho, as comunidades existentes. A Igreja não existe para si mesma, mas para a missão. Sabemos que quando uma comunidade cuida de si mesma, é porque alguma coisa não está bem. É equivocada a opinião de que primeiro deve melhorar e qualificar a própria comunidade. Ela só vai encontrar a perfeição na medida em que se abre para as necessidades dos outros. Aí sim, verdadeiramente, ela exercerá o papel de discípula missionária de Jesus Cristo. É preciso ter consciência de que a Igreja só se renova na missão.


– O que as dioceses brasileiras poderiam fazer concretamente para que a Igreja na Amazônia pudesse ter uma sustentabilidade pastoral?

Dom Cláudio – A sustentabilidade pastoral na Amazônia pode acontecer quando houver um aprofundamento da consciência missionária do clero já existente e também dos seminaristas em formação. É muito importante e necessário o envio de missionários por um tempo determinado, por parte das dioceses. Quando falamos em missionários, estamos nos referindo aos padres, religiosas, consagrados e também aos agentes de pastorais. O melhor caminho é quando os missionários são enviados pelo bispo em nome da Igreja, da diocese, evitando sempre que possível quem se apresenta apenas por projeto pessoal. Em geral, as dioceses e prelazias da Amazônia passam por dificuldades, e não possuem condições de manter missionários. Assim, as dioceses que enviarem missionários, também devem sustentar a permanência. Quando possível, também enviar recursos para que as dioceses e prelazias possam constituir a infraestrutura necessária para melhor servir o povo de Deus e desempenhar bem a missão na Amazônia.


– Qual é a reflexão a que o Senhor está direcionando os padres da Arquidiocese do Rio de Janeiro, que estão fazendo o retiro anual?

Dom Cláudio – O enfoque central é no sentido de ajudar os padres a aprofundarem o conhecimento dessa nova sociedade na qual todos nós estamos inseridos. O Santo Padre fala muito na cultura do relativismo, que acaba influenciando nosso modo de pensar, de agir, de ser. Dentro da cultura moderna dominante, podemos dizer que no Brasil existe a particularidade de uma multi-cultura. Neste contexto, se faz necessário refletir quais são os elementos e metodologia que devem ser usados para que a evangelização seja mais eficaz.
Outro ponto que estou refletindo é sobre a espiritualidade do padre. A sociedade e a cultura não são mais tão católicas. A figura do padre nem sempre é apoiada na própria sociedade pós-moderna, que quer ser laica, sem vínculos com a religiosidade. Como pastor de almas, o padre precisa ter conteúdo, raízes firmes, coragem e alegria para o anúncio do Evangelho. Afinal, cabe a ele evangelizar a partir das bases, inserido no contexto de uma comunidade paroquial, para que o Evangelho possa penetrar e ser permeado por toda a sociedade.
Por fim, sobre a urgência da missão, o empenho por uma nova evangelização. A missão deve ser uma prática, uma consciência, que deve fazer parte da vida e da vocação do padre.


– À luz da reflexão que o Santo Padre fez do Salmo 119, na audiência geral do dia 9 de novembro, como a Igreja convida e trabalha à “escolha livre” dos vocacionados ao celibato, como um chamamento à devoção completa pelo Senhor e o seu reino.

Dom Cláudio – O celibato faz parte da vocação sacerdotal, uma exigência da Igreja latina. Visivelmente ela é uma norma canônica, faz parte do Direito Canônico, mas ele é mais que tudo isso, é um carisma, um dom do Espírito Santo. O celibato é sim uma escolha livre, que o vocacionado deve ir discernindo a partir da pastoral vocacional, e escolher outros caminhos caso perceba que não tem esse dom. A Igreja acentua que esse carisma se identifica de modo particular com Jesus Cristo, com sua maneira de viver e de ser, que não se casou, era celibatário. O celibato deixa o padre mais disponível, não precisando se preocupar com uma família. O seu amor vai ser para toda a comunidade, pela humanidade, um amor universal. O padre precisa cultivar o amor, que faz parte da felicidade e da realização humana, mas um amor pautado pela doação, pelo serviço. O celibato também é sinal do reino futuro. Por meio dele, o padre é um sinal do que vai ser, de fato, na ressurreição. Não podemos imaginar como será, mas Jesus nos ensina que tudo vai ser transformado, tanto a humanidade, como a criação.(SP)