Quinta-Feira, 27/10/2011, 07:32:15
Falso padre paraense é preso em São Luís/Ma.
O arcebispo metropolitano de Belém, Dom Alberto Taveira, negou ontem que o falso padre preso na última terça-feira, em São Luís (MA), Cristiano Santos da Silva, tenha deixado um rombo na arquidiocese da capital paraense, segundo declarações atribuídas ao delegado maranhense Breno Galdino pelo portal de notícias G1.
“Não tenho nenhum conhecimento dessa pessoa, ele nunca passou pela Arquidiocese de Belém”, afirmou Dom Taveira. Segundo ele, é uma “informação improcedente” e a arquidiocese não sofreu prejuízo algum. O arcebispo disse que soube somente que o falso padre “passou por Castanhal”.
Ele acrescentou que apesar de ter chegado a Belém depois dos “eventuais fatos”, o arcebispo emérito, Dom Vicente Zico, não teve conhecimento do falso padre assim como ninguém da arquidiocese.
Segundo o G1, o falso padre já atuava em São Luís há pelo menos sete meses. Ainda segundo o site, o delegado Breno Galdino teria dito que Cristiano Santos já havia celebrado casamentos e batizados e também já teria atuado falsamente como padre em uma igreja no Pará, e “deixou um rombo na arquidiocese de Belém ao não pagar o aluguel de um carro”. A informação de que padres paraenses teriam pedido apoio da Arquidiocese de São Luís para investigar o falso padre também não foi confirmada.
O bispo da Diocese de Castanhal, Dom Carlos Verzeletti, também negou que Cristiano dos Santos teria atuado como padre naquele município. Ele confirmou, entretanto, que ele é natural da Vila de Apeú, onde foi ajudante de um padre por três anos, sem dar “problema algum”.
Segundo Dom Verzeletti, o rapaz de 22 anos tentou se apresentar como padre no ano passado, mas como já era conhecido, foi logo “desmascarado” pelos padres, o que teria evitado que ele chegasse a celebrar missa ou algum tipo de sacramento no município. Depois disso “ele sumiu”.
Cristiano não foi nem mesmo seminarista, garante o bispo, que disse que o caso é de falsidade ideológica. Ele disse ainda que ontem teve contato com pessoas da Igreja de São Luís que confirmaram a informação da imprensa sobre a prisão do falso padre. “Graças a Deus que descobriram no começo”, afirmou Dom Verzeletti.
Dom Alberto Taveira afirmou que se o falso padre celebrou algum casamento ou batizado ele teria feito “uma simulação de sacramento”, porque não é ministro da Igreja. O arcebispo esclareceu que, caso seja confirmada essa informação, os casamentos e batizados feitos pelo falso padre não terão validade e que as vítimas do golpe devem procurar “as autoridades eclesiásticas”, que devem estudar a situação “caso a caso”.
O GOLPE
Segundo o jornal O Estado do Maranhão, o falso padre foi preso quando se preparava para celebrar missa no templo católico mais antigo de São Luís, a Igreja de São João Batista, no bairro de Vinhais Velho. Segundo o jornal, fiéis que já haviam assistido a missas celebradas por Cristiano disseram não ter desconfiado que ele era um impostor, pela habilidade dele com os ritos católicos. Cristiano teria contado à polícia que foi criado por padres em Castanhal e por isso conhecia as celebrações. Ele vai responder por estelionato. (Diário do Pará)
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quinta-feira, 27 de outubro de 2011
ATACANTE JOSIEL JÁ VAI TARDE.

Josiel pediu o seu desligamento do Paysandu.
Quinta-Feira, 27/10/2011, 05:08:44
Após uma série de polêmicas fora das quatro linhas, o atacante Josiel pediu para deixar o Paysandu e foi prontamente atendido pela diretoria do clube, ontem à tarde. O jogador não participou dos trabalhos pela parte da manhã, mas treinou normalmente no segundo período, antes de oficializar a sua saída, causada, sobretudo, por conta do medo de represálias por parte da população do Estado, já que ele teria falado mal de Belém e das mulheres da cidade através das redes sociais.
Josiel não quis conversar com a imprensa, mas, segundo o diretor de futebol, Antônio Cláudio ‘Louro’, o atacante não aguentou a pressão da ‘Tropa de Elite Bicolor’, que, ao melhor estilo Capitão Nascimento, o fez desistir de permanecer na capital paraense. “Ele falou que estava com muitos problemas extracampo, não podia ir ao supermercado ou sair com a família que havia o temor que algo de pior acontecesse”, explica. Ainda de acordo com ‘Louro’, a diretoria temeu, afinal, a integridade física do atleta estava em jogo. “Com isso, não se brinca. Ele foi um excelente profissional que esteve no clube, tratou a todos muito bem e sempre correu, se esforçou, o que ninguém nunca poderá contestar. Infelizmente, os gols não saíram e futebol é assim”, completa.
Aos 31 anos, Josiel foi contratado pelo Papão no início de julho para a disputa do Campeonato Brasileiro da Série C. O jogador, no entanto, não correspondeu às expectativas da torcida e da própria direção do clube, e muito menos fez jus ao salário de aproximadamente R$ 30 mil, já que marcou apenas três gols em onze jogos. Para piorar, Josiel ainda teria dado algumas declarações que causaram muita revolta aos paraenses: na primeira, teria dito a um portal que já havia vivido em locais melhores que Belém; na segunda e mais grave, o jogador teria postado num site de relacionamentos que as mulheres da cidade são como ‘paquitas depois de um incêndio’. No mesmo dia da descoberta, o perfil foi excluído e, um dia depois, ele negou tudo. (Diário do Pará)
"KAMA SUTRA ISLÂMICO".

publicado em 25/10/2011 às 16h55.
Livro estimula muçulmanas a praticar sexo grupal.
"Kama Sutra islâmico" defende sexo como forma de fortalecer casamento.
Guia defende que as mulheres muçulmanas deixem o véu de lado e topem uma relação mais aberta com o marido e as outras mulheres dele e diz que o sexo grupal pode ser "uma forma de prece"
Uma associação de mulheres muçulmanas da Indonésia, que propõe a submissão da mulher para combater o divórcio e a violência doméstica, lançou um guia que estimula o sexo grupal como uma forma para fortalecer os casamentos com mais de uma mulher, assunto que gerou rejeição de entidades muçulmanas e de direitos humanos.
A organização alcançou notoriedade ao defender que as mulheres se comportem como prostitutas especialistas na cama para atender os desejos dos maridos e manter a união familiar.
Islamic sex, fighting Jews to return Islamic sex to the world (Sexo islâmico, combatendo os judeus para devolver o sexo islâmico ao mundo, em tradução livre) é o título do manual de 115 páginas que foi distribuído entre as mais de mil fãs na Indonésia, Malásia e Cingapura pelo Obedient Wives Club (Clube da Esposas Obedientes).
Trata-se de uma espécie de Kama Sutra para preservação do casamento que oferece, sem conter nenhuma fotografia ou desenho, instruções sobre como entreter, obedecer e dar prazer aos maridos.
Com este intuito pedagógico, a associação pretende melhorar o desempenho das mulheres que, segundo o texto, normalmente só atendem a 10% do desejo de seus cônjuges.
Guia defende sexo grupal como 'forma de prece'
A imprensa local revelou trechos do manual apesar de "a leitura ser restrita as integrantes do clube", revelou a diretora da associação na Indonésia, Gina Puspita.
"Alá garantiu ao homem a possibilidade de ter sexo simultâneo com todas suas esposas. Se a mulher assim agir, o sexo será melhor", diz um dos capítulos do guia, que estimula as mulheres a manter relações com seus maridos e as outras mulheres dele.
O livro mostra em outros capítulos como as mulheres podem satisfazer seus maridos descrevendo atos sexuais e defendendo que o sexo é uma forma de prece.
A fundadora do grupo, Maznah Taufik, considera que as separações são resultado do fracasso das mulheres em dar prazer a seus maridos.
- O abuso doméstico acontece porque as esposas não obedecem aos maridos. O homem é o responsável pelo bem-estar da mulher, mas ela deve escutá-lo e obedecê-lo.
Livro é alvo de críticas por feministas e conservadores
O manual recebeu duras críticas de inúmeros grupos muçulmanos, organizações de direitos humanos e até mesmo de ministros.
A responsável pela associação feminista Empower criticou a visão "atrasada e estreita" do papel da mulher no guia.
- É realmente um insulto ao movimento de defesa dos direitos da mulher. Avançamos o suficiente para que as mulheres não sejam mais tratadas como meros objetos sexuais.
Ratna Osnan, líder do grupo muçulmano Irmãs no Islã, denunciou que "os homens que abusam costumam utilizar o comportamento de suas esposas como justificativa de seus atos embora sejam sua responsabilidade".
O ministro de Assuntos Islâmicos da Malásia, Jamil Khir Baharom, anunciou que irá analisar o conteúdo do livro para determinar se é pornográfico ou ofensivo ao islã.
Vários países muçulmanos mantêm a poligamia, prática pela qual os homens muçulmanos podem se casar com mais de uma mulher sempre que possuam meios para sustentá-las.
Na Indonésia - o país com mais muçulmanos do mundo onde 80% de seus 240 milhões de habitantes praticam esta religião - o clube se nega a fornecer mais detalhes sobre um guia de "uso privado e exclusivo".
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SEXO OPOSTO OU DIFERENTE?

Ter, 25 de Outubro de 2011 09:00 por: cnbb
Dom Aloísio Roque Oppermann scj
Arcebispo de Uberaba - MG
A convivência entre os dois sexos tem lances dinâmicos, jamais encerrados. “Deus criou o homem à sua imagem. Homem e mulher Ele os criou” (Gen 1, 27). A busca da convivência harmoniosa precisa de ajustamentos periódicos. Os dois devem fugir da tendência de azedar as relações recíprocas, provindas, não tanto da rotina destruidora. A origem de eventuais curtos circuitos parte do fato fundamental de que os dois tem leituras diferenciadas do mundo, da religiosidade, da convivência e do futuro. O difícil está em descobrir sempre de novo que as diferenças devem ser complementares. Devem até ser desejadas. Vive la différence, dizem os franceses. A tendência natural do homem é radicalizar o seu ponto de vista, e querer um pensamento único. A mulher, que encerra em si o segredo da vida, tem outra maneira de pensar. Mas também ela tem inclinação a relativizar as idéias e a prática do companheiro. Na vontade do Criador, tudo está envolto num paradoxo. Quase diria, numa falta de lógica. O varão só pode ser feliz, em plenitude, quando procura a felicidade da mulher. E esta, se quer se sentir realizada, deve pensar em ver a alegria estampada no rosto do homem. Ele se torna homem, pela mulher. E ela só toma consciência de ser mulher, pela presença do homem. (Neste espaço nada direi sobre um eventual terceiro ou quarto sexo).
Nos tempos atuais, como andam os acordos, as rusgas, e os sentimentos de feliz convivência entre os dois sexos? Estamos ainda envoltos nos últimos lances dessa luta histórica, da conquista dos direitos da mulher. O feminismo lutou e alcançou valores de grande importância. Mas também singrou em mares revoltos do menosprezo pela vida, e pelos equívocos do desdém pelo varão, como ser repleto de defeitos. Hoje as mulheres já mostram mais capacidade de auto-crítica. Parece que o bom senso, provindo da sabedoria do Criador, faz ambos descobrir que não existe o sexo oposto, mas o sexo diferente. Por serem desiguais, se completam. Isso mostra que a harmonia que o Criador quis imprimir entre os dois, é possível. Isso quando existe vontade de ajustamento. “Confia teus caminhos ao Senhor” (Sl 37, 5). Você acha isso possível?
ESTATISTICAS DA IGREJA CATÓLICA.

Dom, 23 de Outubro de 2011 16:16
Agência Fides
Como tradicionalmente, por ocasião do Dia Mundial das Missões, neste ano celebrado domingo, 23 de outubro, a Agência Fides apresenta algumas estatísticas para apresentar um quadro panorâmico da Igreja missionária no mundo.
As tabelas são extraídas do último “Anuário Estatístico da Igreja”, publicado (atualizado em 31 de dezembro de 2009) e se referem a membros da Igreja, suas estruturas pastorais, atividades no campo da saúde, assistencial e educativo. É também indicada a variação, aumento (+) ou redução (-) em relação ao ano precedente, segundo o confronto efetuado pela Agência Fides.
População mundial
Em 31 de dezembro de 2009, a população mundial era de 6.777.599.000 pessoas, com um aumento de 79.246.000 unidades em relação ao ano precedente. O aumento global se constata em todos continentes: África (+19.983.000); América (+8.744.000); Ásia (+47.702.000); Oceania (+967.000); Europa (+1.850.000).
Católicos
Na mesma data, o número de católicos era de 1.180.665.000, com um aumento total de 14.951.000 em relação ao ano passado. Este incremento interessa todos os continentes: África (+6.530.000); América (+5.863.000); Ásia (+1.814.000); Europa (+597.000); Oceania (+147.000). A porcentagem dos católicos aumentou globalmente de 0,02%, confirmando-se em 17,42%. No detalhe dos continentes, registraram-se aumentos na África (+0,3); América (+0,04) e Ásia (+ 0,01), enquanto diminuições se verificaram, como no ano passado, na Europa (- 0,02) e Oceania (- 0,3).
Habitantes e católicos por sacerdote
O número de habitantes por sacerdote aumentou também este ano de 139 unidades, alcançando 13.154 unidades. Dividindo por continentes: aumentos na América (+70), Europa (+ 42) e Oceania (+181), e diminuições na África (-313) e Ásia (-628). O número de católicos por sacerdote aumentou no total em 27 unidades, alcançando 2.876. Registram-se aumentos em todos os continentes, enquanto a única diminuição foi na Ásia: África (+25); América (+32); Ásia (-30); Europa (+16); Oceania (+25).
Circunscrições eclesiásticas e estações missionárias
As circunscrições eclesiásticas são 11 a mais em relação ao ano precedente, chegando a 2.956. novas circunscrições foram criadas na África (+3), América (+2) e Ásia (+6). As estações missionárias com sacerdote residente são no total 1.850 (185 a mais em relação ao ano precedente) e aumentaram na África (+280) e América (+94), com diminuições na Ásia (-69), Europa (-110) e Oceania (-10). As estações missionárias sem sacerdote residente se tornaram 5.459 unidades, somando no total 130.948, com aumentos na África (+2.143), América (+2.131), Ásia (+937) e Oceania (+278), enquanto se reduzem na Europa (-30).
Bispos
O número total de Bispos no mundo aumentou de 63 unidades, chegando a 5.065. No total, aumentam seja os Bispos diocesanos como os religiosos. Os Bispos diocesanos são 3.828 (42 a mais em relação ao ano precedente), enquanto os Bispos religiosos são 1.237 (21 a mais). O aumento de Bispos diocesanos interessa todos os continentes: África (+2), América (+19), Ásia (+1), Europa (+17), Oceania (+3). Quanto aos Bispos religiosos, a única redução se registra na Oceania (-1), enquanto África (+10), América (+4), Ásia (+5) e Europa (+3) registraram aumento.
Sacerdotes
O número total de sacerdotes no mundo aumentou em 1.427 em relação ao ano precedente, chegando a 410.593. A maior diminuição foi mais uma vez na Europa (-1.674), enquanto o número aumenta na África foi (+1.155), na América (+413), na Ásia (+1.519) e na Oceania (+14). Os sacerdotes diocesanos no mundo aumentaram globalmente em 1.535, chegando a um total de 275.542, tendo aumentado na África (+888), América (+946), Ásia (+780) e Oceania (+26) e diminuído na Europa (-1.105). Os sacerdotes religiosos diminuíram de 108 unidades, e são no total 135.051. O aumento é marcado, como já há alguns anos, pela África (+267) e Ásia (+739), enquanto reduções se verificaram na América (-533), Europa (-569) e Oceania (-12).
Diáconos permanentes
Os diáconos permanentes no mundo aumentaram em 952 unidades, totalizando 38.155. O aumento mais consistente se confirma mais uma vez na América (+552) e na Europa (+326), seguidas por Oceania (+57) e Ásia (+23). A única diminuição foi na África (-6). Os diáconos permanentes diocesanos no mundo são 37.592, com um aumento total de 1.053 unidade. Aumentam em todos os continentes com exceção da África (-2), e mais precisamente: América (+623), Ásia (+15), Europa (+359) e Oceania (+58). Os diáconos permanentes religiosos são 563, isto é, 101 a menos em relação ao ano precedente, com um único aumento na Ásia (+8) e reduções na África (-4), América (-71), Europa (-33), Oceania (-1).
Religiosos e religiosas
Os religiosos não sacerdotes são 412 a menos, e somam globalmente 54.229. Registram-se aumentos apenas na África (+294), mas se reduzem na América (-195), Ásia (-60), Europa (-445) e Oceania (-6). Confirma-se a redução global do número de religiosas (-9.697) que são no total 729.371, assim divididas: aumentam novamente este ano na África (+1.249) e na Ásia (+1.399), e diminuem na América (-4.681), Europa (-7.468) e Oceania (-196).
Institutos seculares
Os membros dos Institutos seculares masculinos totalizam 737, tendo-se reduzido de 6 unidades. Em nível continental, aumentam na África (+5) e América (+3), permanece invariável na Oceania e se reduzem na Ásia (-1) e Europa (-13). Os membros de Institutos seculares femininos se reduziram este ano de 386 unidades, , totalizando 26.260 membros. Aumentam na África (+37), Ásia (+180) e Oceania (+1), e se reduzem na América (-30) e na Europa (-574).
Missionário leigos e Catequistas
O número de Missionários leigos no mundo é 320.226, com um aumento global de 3.390: na África (+736), Ásia (+3.774) e Europa (+428). Diminuições foram registradas na América (-1.531) e Oceania (-17). Os catequistas no mundo são globalmente 68.515 a mais, chegando a 3.151.077. o número aumentou na África (+19.538), América (+36.319), Ásia (+13.365) e Oceania (+287). A única redução se registrou na Europa (-994),
Seminaristas maiores
O número de seminaristas maiores, diocesanos e religiosos aumentou de novo este ano: globalmente os candidatos ao sacerdócio são 954 a mais, totalizando o número de 117.978. Como nos anos passados, o aumentos se verificam na África (+565), Ásia (+781) e Oceania (+15), e as reduções, novamente este ano, se verificaram na América (-60) e na Europa (-347). Os seminaristas maiores diocesanos são 71.219 (+43 em relação ao ano precedente) e os religiosos 46.759 (+911). Os seminaristas diocesanos aumentaram na África (+425) e na Ásia (+121), e se reduziram na América (-353), Oceania (-14) e Europa (-136). Os seminaristas religiosos aumentam na África (+140), América (+293), Ásia (+660) e Oceania (+29) e se reduzem na Europa (-211).
Seminaristas menores
O número total de seminaristas menores, diocesanos e religiosos, aumentou de 1.631 unidades, chegando ao número de 103.991. Aumentaram na África (+1.765), Ásia (+211) e Oceania (+53) e se reduziram América (-337) e Europa (-61). Os seminaristas menores diocesanos são 79.142 (+1155) e os religiosos 24.849 (+476). Já os seminaristas menores diminuíram na América (-264), Ásia (-97) e Europa (-18), mas aumentaram na África (+1.483) e na Oceania (+51). Os seminaristas religiosos estão diminuindo na América (-73) e na Europa (-43), e aumentando na África (+282), Ásia (+308) e Oceania (+2).
Institutos de instrução e educação
No campo da instrução e da educação, a Igreja administra no mundo 68.119 escolas maternais, frequentadas por 6.522.320 alunos; 92.971 escolas primárias onde estudam 30.973.114 alunos; 42.495 escolas superiores médias com 17.114.737 alunos. Além disso, acompanha 2.288.258 jovens de escolas superiores e 3.275.440 estudantes universitários. Seja o número de Institutos como o de alunos, de todos os níveis, está em aumento em relação ao ano precedente.
Institutos de saúde, de beneficência e de assistência
Os institutos de beneficência e assistência administrados no mundo pela Igreja incluem: 5.558 hospitais, com maior presença na América (1.721) e África (1.290); 17.763 postos de saúde, a maioria na América (5.495), África (5.280) e Ásia (3.634); 561 leprosários, distribuídos principalmente na Ásia (288) e África (174); 16.073 casas para idosos, doentes crônicos e pessoas com deficiências, em maioria na Europa (8.238) e na América (4.144); 9.956 orfanatos, um terço dos quais na Ásia (3.406); 12.387 jardins de infância; 13.736 consultórios matrimoniais distribuídos em maioria na Europa (5.948) e América (4.696); 36.933 centros de educação ou reeducação social e 12.050 instituições de outros tipos, grande parte na América (4.484), Europa (3.939) e Ásia (1.857).
Circunscrições eclesiásticas dependentes da Congregação para a Evangelização dos Povos
Em 1o de outubro de 2011, as circunscrições eclesiásticas dependentes da Congregação para a Evangelização dos Povos (Cep) eram 1103 no total. A maior parte delas se encontra na África (499) e na Ásia (473), seguidas por América (85) e Oceania (46).
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
DIÁCONOS E PRESBÍTEROS.
Diáconos & Presbíteros
VISÃO GERAL
Toda organização tem pelo menos uma pessoa que trabalha nos bastidores. Esta é a função do diácono ou presbítero na igreja. Eles trabalham nos bastidores servindo e ministrando às necessidades das pessoas. O termo diácono vem do grego e significa servo ou ministro. A palavra "diaconato" descreve o serviço do grupo de diáconos e diaconisas dentro de uma igreja. Algumas igrejas indicam "presbíteros", termo que descreve aqueles que exercem um papel de liderança similar dentro da igreja. Diáconos e presbíteros podem estar ou não na liderança durante um culto dominical típico como um pastor ou ministro de adoração. Entretanto, seu trabalho de bastidores, conduzindo os negócios da igreja e o trabalho de Cristo, é primordial.
DIÁCONOS: VISÃO DO NOVO TESTAMENTO
Várias referências seculares dão a diácono o sentido de garçon, servo, administrador ou mensageiro. Escritores bíblicos usam esta palavra para descrever vários ministérios e serviços. Só bem mais tarde na igreja primitiva foi usado para indicar um grupo distinto de oficiais da igreja. Entre seus usos comuns, diácono se refere a quem serve a refeição (João 2:5,9), servos do rei (Mateus 22:13), ministro de Satanás (II Coríntios 11:15), ministro de Deus (II Coríntios 6:4), ministro de Cristo (II Coríntios 11:23), ministro de Deus (Colossenses 1:24-25) e autoridade (Romanos 13:4). O Novo Testamento apresenta o ministério do serviço como uma marca de toda a igreja, isto é, como uma conduta normal para todos os discípulos (Mateus 20: 26-28; Lucas 22: 26-27). Os ensinamentos de Jesus no julgamento final equiparam esse ministério com: alimentar os famintos, acolher o próximo, vestir os que estão despidos, visitar os enfermos e encarcerados (Mateus 25: 31-46). Todo o Novo Testamento enfatiza a compaixão pelas necessidades físicas e espirituais dos indivíduos bem como quanto nos devemos doar para satisfazer essas necessidades. Deus nos capacita para o serviço com vários dons espirituais. Quando realizamos esse serviço, em última análise, ministramos ao próprio Cristo (Mateus 25:45).
ORIGEM
Alguns estudiosos da Bíblia estabelecem uma relação entre o "hazzan" da sinagoga judaica e o serviço cristão do diácono. O "hazzan" abria e fechava as portas da sinagoga, mantinha-a limpa e distribuía os livros para leitura. Jesus provavelmente passou o rolo do livro de Isaías para um diácono depois que acabou de lê-lo (Lucas 4:20). Outros estudiosos do Novo Testamento dão atenção considerável à escolha dos sete (Atos 6:1-6); vêem aquele ato como um precursor histórico de uma estrutura mais desenvolvida (Filipenses 1:1; I Timóteo 3:8-13 - as duas referências específicas ao "ofício" de diácono). Cada apóstolo já estava sobrecarregado com várias responsabilidades. No entanto, os doze apóstolos propuseram uma divisão do trabalho para assegurar assistência às viúvas gregas na distribuição diária que a igreja fazia de alimento e donativos. Sete homens de boa reputação, cheios do Espírito de Deus e de sabedoria (Atos 6:3), se destacaram na congregação de Jerusalém, praticando caridade e atendendo necessidades físicas. Alguns lembram que o diaconato não devia ser relacionado somente a caridade, pois os diáconos eram pessoas de estatura espiritual. Estêvão, por exemplo, "cheio de graça e poder, fazia prodígios e grandes sinais entre o povo" (Atos 6:8). Filipe, apontado como um dos sete, "os evangelizava a respeito do reino de Deus e do nome de Jesus Cristo" (Atos 8:12). Filipe também batizava (Atos 6:38) e é mencionado como um evangelista (Atos 21:8).
OS DIÁCONOS NA IGREJA PRIMITIVA
Muitas igrejas provavelmente adotaram como modelo "os sete de Jerusalém" no seu quadro de diáconos. Em I Timóteo 3:8-13 são dadas instruções sobre as qualificações da função de diácono, a maioria delas se relacionando ao caráter e comportamento pessoais. Um diácono deveria falar a verdade, ser marido de uma só mulher, "não dado a muito vinho", e um pai responsável. Alguns diáconos: Timóteo (I Tessalonicenses 3:2; I Timóteo 4:6), Tíquico (Colossenses 4:7), Epafras (Colossenses 1:7), Paulo (I Coríntios 3:5) e o próprio Cristo (Romanos 15:8). A diaconia bíblica não se caracteriza por poder e proeminência mas por serviço ao próximo, por cuidados pastorais. As mulheres também exerciam a função de diaconisas. Em Timóteo 3:11, lemos que elas deveriam ser "respeitáveis, não maldizentes, mas temperantes e fiéis em tudo". Por causa do grande número de mulheres convertidas (Atos 5:14; 17:4), as mulheres atuavam na área de visitação, instruíam sobre discipulado e assistiam no batismo. Em Romanos 16:1-2, lemos que Paulo elogiou Febe por ser uma ajudadora no serviço da igreja de Cencréia. Em Romanos 12:8 e I Timóteo 3:4-5 encontramos outras qualidades desejadas no diácono.
PRESBíTEROS
O serviço do diácono diferia do serviço do presbítero. Enquanto diáconos e diaconisas eram escolhidos por suas fortes características pessoais, os presbíteros obtinham sua posição por laços de família ou indicação. Seguindo um padrão definido relacionado ao sistema tribal (Números 11: 16-17; Deuteronômio 29:10), o presbítero exercia funções de liderança e jurídica em razão de sua posição na família, clã ou tribo; ou em razão de sua personalidade, destreza, status ou influência; ou ainda por um processo de indicação e ordenação. Os presbíteros tinham várias funções. Por exemplo: I Timóteo 5:17 fala de presbíteros que pregavam e ensinavam; Tiago 5:14 os mostra envolvidos num ministério de cura; I Pedro 5;2 os exorta a apascentar o rebanho. Assim, os profetas e mestres que dirigiam a igreja de Antioquia (Atos 13:1-3) podem ter sido os presbíteros daquela comunidade.
O PRESBíTERO NA COMUNIDADE CRISTÃ
Segundo o relato de Lucas sobre a origem e expansão do Cristianismo, os presbíteros já estavam presentes na igreja de Jerusalém. Em Atos, vemos os cristãos de Antioquia enviando mantimentos "aos presbíteros (das igrejas da Judéia) por intermédio de Barnabé e Saulo (11:30). Em sua primeira viagem missionária, Paulo e Barnabé "promoveram os discípulos em cada igreja" (Atos 14;23). Mais tarde, foram enviados de Antioquia para Jerusalém "para os apóstolos e presbíteros" a fim de esclarecê-los sobre o assunto da circuncisão dos gentios cristãos (Atos 15:2) e "foram bem recebidos pela igreja, pelos apóstolos e pelos presbíteros" (Atos 15:4), que se reuniram para ouvir sobre o caso e resolver a questão (Atos 15:6-23). Não se sabe quem eram e como foram escolhidos esses presbíteros. Mas certamente foram consideradas sua idade e proeminência lhes conferiu o privilégio de prestar serviço especial dentro de suas comunidades. Parece que atuavam de maneira semelhante aos anciãos das comunidades judaicas e do Sinédrio (Atos 11:30; 15:2-6.22-23; 16:4; 21:18).
DIMENSÃO HISTÓRICA DO DIACONATO.

Dimensão histórica do diaconato
a) Tradição Apostólica
A Tradição da Igreja coloca a origem do diaconato nos alvores do cristianismo. A palavra “diaconoi” surge no Novo Testamento cerca de 29 vezes, a maior parte delas no livro dos Atos dos Apóstolos, e nas Cartas de Paulo.
Relativamente a At 6, 1-6, os exegetas não são unânimes em reconhecer a existência da palavra, uma vez que a palavra “diaconoi” não aparece de modo explícito. Aparece sim, pela primeira vez, neste texto a missão destinada aos diáconos: “irmãos, é melhor procurardes entre vós sete irmãos de boa reputação, cheios de Espírito e de sabedoria; confiar-lhes-emos essa tarefa (servir às mesas). Quanto a nós, entregar-nos-emos assiduamente à oração e ao serviço da Palavra […] Foram apresentados aos apóstolos que, depois de orarem, lhes impuseram as mãos” (At 6, 3-4.6). A origem histórica do diaconato está supostamente associada ao “serviço das mesas” (At 6,1-6) e à oração consecratória da ordenação diaconal. Todavia, sem anular esta interpretação possível, não é fácil extrair desta passagem a autêntica imagem dos diáconos, porque aí apenas podemos encontrar uma referência específica à atitude de servir assumida pelos sete homens de boa reputação. (diaconein – servir).
Por sua vez, S. Paulo reconhece a presença hierárquica dos diáconos na Igreja1: “Paulo e Timóteo, servos de Cristo Jesus, a todos os santos em Cristo Jesus que estão em Filipos, com seus bispos e diáconos: a vós a graça e paz de Deus nosso Pai e do Senhor Jesus Cristo!” (Fl 1, 1-2) e enumera um itinerário necessário para o discernimento com o elenco de qualidades a testemunhar na comunidade: “Os diáconos sejam pessoas dignas, sem duplicidade, não inclinados ao excesso de vinho, nem ávidos de lucros desonestos […] Sejam maridos de uma só mulher, capazes de dirigir bem os filhos e a própria casa. Pois aqueles que cumprirem bem o diaconado adquirem para si uma posição honrosa e autoridade em questão de fé, em Cristo Jesus” (1Tm. 3,8-10. 12-13).
É curioso verificar que tanto nos Atos como nas cartas paulinas o diácono está associado aos apóstolos ou aos bispos como podemos verificar nos textos supra citados. Por isso, como afirma Borras e outros, “o termo grego "Diaconós" não designa figuras rigorosamente idênticas. No máximo, podem tirar-se daí «esboços variados» de ministérios assumidos por “diáconos”. Mas é uma ilusão querer uma descrição precisa, graças ao Novo Testamento, dos contornos do ministério diaconal”.
b) Tradição Patrística
Na tradição patrística dos primeiros séculos sobressai o papel particular do Bispo, acompanhado pelo colégio dos presbíteros (aconselhamento) e pela assistência dos diáconos. Ao aparecer lentamente como auxiliar e confidente “o diácono torna o Bispo próximo do seu povo e o povo próximo do seu bispo”.
Avançando um pouco mais, é paradigmática a maneira como os padres da Igreja olham para o diaconato como um autêntico ministério eclesial. Inácio de Antioquia descreve-os assim: “É necessário que os diáconos, os quais são os ministros dos ministérios de Jesus Cristo, consigam agir com a satisfação de todos”. Eles, de fato, não são diáconos que distribuem alimentos e bebidas, são ministros da “Igreja de Deus”.
Outra referência ao diaconato vem descrita na obra Ensinamento dos Apóstolos onde é realçada a importância da comunhão com o bispo: “Ele [o diácono] seja os ouvidos dos Bispos, a sua boca, o seu coração, a sua alma: dois numa só vontade”. Esta síntese da figura do diácono na vida da Igreja nascente indicia as suas necessidades face ao crescimento da fé cristã e ao alargamento das competências dos diversos ministros. Todos estavam conscientes da importância de se sentirem unidos e em comunhão eclesial até porque o ambiente político e público era adverso e hostil às comunidades cristãs nascentes.
Assim, podemos dizer que, até ao séc. IV, os diáconos estiveram ao serviço da caridade e na gestão administrativa das Igrejas locais. Eram uma espécie de “colaboradores-natos” do Bispo. A partir do séc. V, e sem pretensões de elencar as causas do desaparecimento progressivo do diaconato, os diáconos foram perdendo muitos dos seus encargos, uma vez que os subdiáconos assumiram a gestão patrimonial e os monges ocuparam-se da dimensão caritativa. Perdem a ligação estreita ao Bispo e limitaram-se ao serviço litúrgico. A Igreja clericalizou-se e a figura do sacerdote, cura animarum, sobrepôs-se a todo e qualquer ministério existente.
Acrescentamos ainda que a progressiva clericalização do ministério da ordem, a ideia de uma religião do templo, de benesses e regalias, o afrouxamento do ardor apostólico e assunção de tarefas por parte dos sacerdotes até então destinadas ao diaconato foram fatores decisivos para que o diaconato permanente se fosse diluindo na história até à sua revitalização no Vaticano II.
c) Concílio Vaticano II
Com o concílio Vaticano II redescobre-se novamente a importância da figura e da missão do diácono. Robustecidos pela “graça sacramental” da ordem recebida, os diáconos são chamados “para o serviço ao povo de Deus. O Concílio decidiu que o diaconato será “no futuro restaurado como um grau próprio e permanente da hierarquia” para o qual serão impostas as mãos “não para o sacerdócio, mas para o serviço”. E com isso estabeleceu-se o exercício permanente do diaconato em três dimensões: 1) como grau do ministério ordenado em ordem ao «serviço»; 2) a sua função primordial é na Liturgia, Palavra e Caridade, em comunhão com o bispo e seu presbitério; 3) o diaconato realiza-se em benefício do Povo de Deus e da sua missão no mundo.
Nota-se a preocupação dos padres conciliares em se fundamentarem na tradição antiga para darem resposta às novas situações pastorais e aos desafios colocados à evangelização da Igreja. O Concílio deixa às Conferências Episcopais a responsabilidade de darem consistência a esta “reposição” (este termo específica melhor do que restauração) do diaconato. Os documentos que se seguiram explicam o significado eclesial de que se reveste.
d) Magistério Pontifício: Paulo VI, João Paulo II e Bento XVI
O Papa Paulo VI, no seu Moto Próprio Ad Pascendum, descreve o diaconato “como ordem intermédia entre os graus superiores da hierarquia eclesiástica e o restante povo de Deus […] De alguma maneira interprete das necessidades e dos desejos das comunidades cristãs, animador do serviço, ou seja, da diaconia da Igreja junto das comunidades cristas locais, sinal ou sacramento do próprio Cristo Senhor, que «não veio para ser servido mas para servir» (Mt. 20,28)”.
João Paulo II, aos participantes do Congresso dos diáconos permanente de Itália, referia que “o diácono no seu grau personifica Cristo servo do Pai, participante na tríplice função do sacramento da ordem: é mestre enquanto proclama e explica a palavra de Deus; é santificado, enquanto administra o sacramento do batismo, da eucaristia e os sacramentos; é guia enquanto administrador das comunidades ou dos diversos sectores de animação da vida eclesial. Deste modo, o diácono contribuiu para a comunhão, para o serviço e para a missão da Igreja”.
O Papa Bento XVI fala-nos do serviço diaconal na Verbum Domini, nº 81: «O Diretório para o diaconato permanente afirma que da “identidade teológica do diaconato derivam com clareza os traços da sua espiritualidade específica, que se apresenta essencialmente como espiritualidade de serviço. O modelo por excelência é Cristo servo, que viveu totalmente ao serviço de Deus, para bem dos seres humanos”».
Desta breve leitura histórica, resultam três dimensões estruturantes da vocação diaconal para os dias de hoje: Comunhão – Serviço – Missão. Os diáconos são constituídos pela ordenação como sinal vivo de Cristo-Servo e enviados à comunidade numa atitude de plena comunhão com o bispo e com o presbitério. Não sendo ordenados para presidir à Eucaristia e à comunidade, criam todas as condições para que a presidência do Bispo e dos sacerdotes se viabilize.
A diaconia como gesto de generosidade e dedicação exige uma permanente disponibilidade interior de toda a Igreja para a aventura missionária. A sua presença alerta para a descoberta do serviço na missão pastoral da Igreja, atitude fundamental para uma nova Evangelização. O fato de serem, normalmente, casados, e viverem na complexidade dos ambientes sociais e laborais, ajuda a Igreja a perceber os dinamismos próprios da história e a estar nos locais onde o testemunho da fé pode dar sentido à vida.
II – A eclesialidade do ministério diaconal
Revitalizar o diaconato permanente é uma emergência evangélica e pastoral, não em função da diminuição do clero, mas em virtude da escuta do Espírito Santo, que envia a Igreja em missão, convidando-a a ser, na totalidade dos seus membros, servidora e testemunha qualificada do amor de Deus por todos os Seus filhos e filhas. O ministério diaconal realiza-se na comunidade eclesial, sobretudo quando é chamado a anunciar com autoridade a Palavra de Deus, “acreditando naquilo que proclama, ensinando aquilo que acredita, vivendo aquilo que ensina”.
Esta natureza eclesial do ministério diaconal ajuda-nos a discernir o lugar do diaconato na Igreja. Têm vigorado algumas concepções que podem prejudicar essa visão teologal e eclesial. Dois modelos têm marcado a conceitualização da missão diaconal. No primeiro modelo, o diácono aparece subordinado ao presbítero, é uma espécie de “sub-padre”. No segundo modelo, insiste-se em demasiada na diaconia da caridade. Aqui o diácono seria uma espécie de “super-leigo” ao serviço exclusivo dos mais pobres. Ambas as visões levam a uma errada visão teológica do ministério porque não abarcam a totalidade da missão.
Como afirma Alphonse Borras: “o ministério ordenado não existe sem Igreja; ele está com ela na única dependência de Deus – por Cristo e no seu Espírito – no qual ele significa e realiza a relação com o corpo eclesial”. Esta noção de pertença, de acolhimento e reconhecimento no seio de uma comunidade concreta, determina o mandato e a missão dos ministros ordenados.
Teremos de ir mais fundo do que a ingênua ideia de restaurar os diáconos somente para “o serviço do bispo ou dos párocos”. A expressão “ad ministerium episcopi” (para o ministério do bispo) significa que os diáconos não são servidores do bispo, mas sim destinados a servir o ministério episcopal, do qual o bispo é o sujeito da atribuição. Os diáconos são, portanto ordenados para o ministério do qual o bispo é o titular “e o ministério de que o bispo tem o encargo tem por objeto a comunidade”.
Assim corroboro com a posição de Borras quando afirma que “ordenam-se diáconos para o serviço do Povo de Deus que, na diversidade das suas vocações, carismas e ministérios, devem testemunhar a Boa-Nova no coração da história da nossa humanidade, no seio da qual o Reino de Deus está já a operar”. O diaconato deve ser pensado em função da Igreja num lugar concreto para que a sua missão credibilize a fé no seio da humanidade.
Por outro lado, em virtude da sua ministerialidade ordenada, os diáconos são enviados para os “postos avançados da missão” (Thierry Jordan) de modo a exercerem a sua missão no “coração do mundo” para aí anunciarem a abertura do Reino a todos povos e gentes. A natureza da dimensão diaconal da Igreja tem a sua origem na comunhão trinitária que suscita o dom da graça sacramental da ordenação diaconal (imposição das mãos, epiclese e a oração consecratória).
Situados na diaconia de Cristo, em comunhão eclesial, o diaconato permanente testemunha que o amor de Deus permanece na Igreja sempre que esta permanece serva, acolhedora e hospitaleira dos homens. No coração do mundo, os diáconos discernem os caminhos novos dispondo a comunidade eclesial para a missão e serviço no seguimento de Cristo. Por isso “os diáconos estão ao serviço para o qual todos os cristãos são chamados enquanto membros duma Igreja totalmente servidora, no seguimento do seu Esposo, mestre e Senhor, que se quis precisamente, Ele mesmo, servidor”.
O diaconato permanente investido da diaconia de Cristo quer na qualidade de homens com uma vida profissional e familiar própria, quer na qualidade de casados, poderão ser uma presença luminosa e sacramental da Igreja no quotidiano e no limiar da vida humana. Há quem os apelide de “ministros da proximidade” porque apresentam “rosto próximo da Igreja” naqueles meios onde o sacerdote ou o bispo dificilmente conseguiriam chegar ou tocar. Os diáconos podem ajudar a viver e a reavivar a beleza do “cristianismo hospitaleiro e de amizade” (G. Vattimo) na concretização plena do Sacramento do Altar e no Sacramento do irmão.
Esta dimensão é sentida na atualidade onde se pretende um cristianismo mais afetivo. Aqui os diáconos podem proporcionar as necessárias condições para estar no mundo como missionários e de dar um contributo de humanidade aos setores característicos da vida eclesial. «Os diáconos são capazes de tornar a vida da Igreja familiar a muita gente e, sobretudo, a experiência e o capital cultural não podem senão jorrar, com efeitos geralmente frutíferos sobre o ministério da Palavra, sobre a maneira de celebrar os batismos e os casamentos, sobre os processos de decisão no interior “das Igrejas”».
III – Algumas conclusões
1. Não podemos justificar a ministério do diaconato permanente em virtude da suplência do clero, mas da missão diaconal da Igreja no mundo. Segundo D. J. L. Papin, o diaconado permanentemente desapareceu “em parte, por se ter tornado naquilo que não era”. Por isso, e na esteira da teologia do Vaticano II, a centralidade deve ser colocada na comunidade onde predomina a diversidade e complementaridade de ministérios.
2. A comunidade eclesial é composta por uma diversidade de carismas e ministérios. De acordo com as suas funções, podemos catalogar em três as figuras do diaconato: “samaritanos” (voltados mais para as necessidades do próximo; “profetas” (mais sensíveis para as questões sociais e coletivas); “pastores” (ao serviço da animação pastoral e litúrgica das comunidades). O testemunho de vida e a coerência da sua existência serão importantes para a fecundidade do seu ministério, que exercem a partir das circunstanciais normais da vida das pessoas. Esta diaconia de serviço supõe uma pluri-ministerialidade que deve ser convenientemente pensada e corajosamente decidida. Se a Igreja em Portugal se encontra em atitude de discernimento para uma pastoral nova e fiel, ela tem o dever, por coerência doutrinal, de ser capaz de visibilizar o horizonte da missão de um modo diferente.
3) O instrumento de trabalho para a caminhada sinodal em curso aponta sinais de comunhão que não podem ser esquecidos. Trata-se de uma “nova maneira de ser Igreja” que surge enquadrada em três questões fundamentais e prioritárias para a ação pastoral. Numa Igreja Povo de Deus, o caminho da formação permanente é premissa para a inteligibilidade e vivência da fé. Caminho que exigirá um “empenho criativo, com um modo cristão e eclesial novo de estar e agir no mundo”, que supõe critérios de proximidade e inculturação da fé em todos os âmbitos, sobretudo nos lugares ditos de fronteira. Para a realização autêntica desta missão, o caminho sinodal sugere “a reorganização das comunidades cristãs, que passa pela descoberta de novas formas de exercício do ministério sacerdotal e implementação da diversidade de ministérios eclesiais”. Cuidar da comunidade e do anúncio do Reino exigirá diaconia e gratuidade. A prioridade está no acolhimento amoroso e no reconhecimento humilde de que é Deus quem conduz a história humana e nos envia a proclamar o mistério pascal de Jesus Cristo, Seu Filho e nosso Pai.
IV – Proposta Pastoral
O significado histórico e eclesial do diaconato permanente revela-nos a emergência de colocarmos em funcionamento uma realidade interrompida. O novo modo de ser Igreja exige escuta da Palavra originante que chama crentes e não crentes a realizarem no hoje da história a narrativa amorosa de Deus com os homens. Todos estamos convocados, bispos, padre, diácono e leigos, a assumirmos a nossa condição de seguidores de Cristo-Servo e de abrimos as portas do Reino à humanidade inteira.
Termino esta minha reflexão, recordando o testemunho de Santo Inácio de Antioquia na sua Carta aos Efésios (1,175-177). O texto é demasiado conhecido e aplicado na sua origem ao presbitério. Reconheço-o como carta aplicável a toda a Igreja e demais ministérios: “O vosso memorável presbitério, digno de Deus, está em harmonia com o Bispo como as cordas de cítara. Esta vossa concórdia e harmonia na caridade é como um hino a Jesus Cristo. Procurai todos vós tomar parte deste coro, harmonizados pela paz de Cristo, recebendo a melodia de Deus na unidade, possais cantar em uníssono por Jesus Cristo ao Pai, a fim de que vos escute e vos reconheça, pelas vossas boas obras, como membros do seu Filho, vale bem a pena viver em unidade irrepreensível, para poder participar sempre da vida de Deus.”
Penso poder dizer que o diaconato permanente terá futuro se a Igreja não se esquecer da sua fonte trinitária e se estiver à escuta da Palavra, para servir humildemente o Homem a encontrar sentido para a vida. Então o diaconato emergirá como discernimento aprofundado e renovado em atitude de missão nos âmbitos novos e característicos do tempo atual. Na linguagem de Santo Inácio isto exige e supõe:
- Fazer com que tudo parta do Bispo “como as cordas da citara”;
- Receber a melodia de Deus;
- Consciência de que fazemos parte do coro e que só a unidade e concórdia geram a harmonia;
- Tornar a caridade vivida e oferecido o verdadeiro hino a Cristo como o primeiro sentido da pastoral;
- De modo que Cristo nos reconheça pelas nossas boas obras. É Cristo e não os aplausos;
- Aí o mundo reconhecerá a diferença de vidas feitas diaconias e sentir-se-á interpelado a participar no “coro” duma sociedade imbuída pelo espírito de Cristo;
- “Vale bem a pena viver em unidade irrepreensível – dentro e fora da Igreja” para poder participar sempre na vida de Deus e fazer com que outros sintam o apelo do amor de Deus através da nossa Diaconia;
Servir o Evangelho da Esperança, a Boa Nova do Reino, é o desafio de todos cristãos e muito mais dos ministros ordenados. Não pertence aos diáconos presidir à comunidade eclesial e à Eucaristia, mas, em comunhão como o bispo e seu presbitério, é da sua responsabilidade e missão intrínseca trabalhar para a reunião eclesial em vias de realização, pela tripla diaconia inseparável da Palavra, da Liturgia e da Caridade.
Se bem entendido, e como participante do ministério apostólico pelo chamamento, pela consagração e pelo envio, o diaconato permanente permitirá aos pastores da Igreja, bispos e padres, realizarem melhor o ministério específico da presidência e do acolhimento, e possibilitará à Igreja ser sinal e testemunho da diaconia de Cristo-Servo.
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