quarta-feira, 19 de outubro de 2011

MUNDO ACABA NESTA SEXTA-FEIRA.


Mundo acaba nesta sexta-feira, diz profeta.

Quarta-Feira, 19/10/2011, 23:04:33


O missionário cristão americano Harold Camping, de 89 anos, fez uma nova previsão para o fim do mundo. De acordo com site Huffington Post, o Juízo Final acontece no final desta semana, mais precisamente na sexta-feira.

Em maio deste ano, o "profeta" afirmou que o final do mundo aconteceria em um sábado, no dia 21 de maio. Um dos seguidores de Camping, Gregory LeCorps, havia se preparado para o momento. Ele deixou seu emprego para levar esposa e cinco filhos pequenos em viagem pelo país para advertir a todos de que o fim está próximo, noticiou o Journal News de Nova York, em maio.

Mas, como não ocorreu ele "profetizou mais uma vez". “O fim está chegando muito, muito silenciosamente (…) Provavelmente, ninguém sofrerá pela rebelião contra Deus. Podemos estar certos de que eles morrerão de maneira silenciosa e então será o fim da história”, afirmou. (BAND)

Pará fica sem R$ 70 bilhões, diz Governador Jatene.


18/10/2011 18:33
Jatene propõe mudanças na lei de compensações financeiras

Da Redação
Agência Pará de Notícias
Carlos Silva.

O governador Simão Jatene disse que dos mais de R$ 100 bilhões gerados com a produção mineral no Pará, nem R$ 3 bilhões ficam no Estado.

A compensação nos moldes atuais não beneficia a maioria da população, embora o Pará seja o maior produtor de minérios do Brasil, disse Jatene.

Brasília – O governador do Pará, Simão Jatene, pediu mudanças urgentes na legislação que regulamenta as transferências das compensações financeiras geradas pela exploração mineral para que os Estados mineradores possam usufruir de mais benefícios decorrentes da riqueza do subsolo. “A mineração não pode ser importante apenas para o país, ela precisa ser importante também para as pessoas”, afirmou, nesta terça-feira (18), em Brasília.

Jatene participou da audiência pública da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado Federal que debate a compensação financeira pela exploração das riquezas minerais nos Estados brasileiros. Além do governador Simão Jatene, estavam na audiência autoridades ligadas ao tema e ao Pará, como os senadores paraenses Flexa Ribeiro (PSDB-PA), Mário Couto (PSDB-PA), Marinor Brito (PSOL-PA); o senador Aécio Neves (PSDB-MG); a presidente da Comissão de Assuntos Econômicos, senadora Lúcia Vânia (PSDB-GO); o secretário de Geologia e Mineração do Ministério das Minas e Energia, Claudio Scliar; o vice-governador de Minas Gerais, Alberto Coelho; o presidente da Associação dos Municípios Mineradores Brasileiros, Anderson Cabido e; o presidente do Instituto Brasileiro de Mineração, Paulo Vargas Penna.

O presidente da Vale, Murilo Ferreira, que também foi convidado, deixou os participantes da audiência perplexos ao abandoná-la na metade a reunião. Alegando que estava com uma viagem internacional marcada anteriormente, ele apresentou um perfil da companhia e deixou a sala da comissão após uma hora de audiência. O senador Flexa Ribeiro questionou a mesa sobre a saída do presidente da empresa e foi informado que ele estava deixando definitivamente a audiência.

Discrepâncias – Simão Jatene falou em seguida ao presidente da Vale. Agradeceu e elogiou a iniciativa da audiência e não comentou a saída súbita de Murilo Ferreira. O governador traçou um perfil do Pará e das compensações financeiras geradas pela exploração mineral. Segundo o governador, o Pará faz parte de uma Amazônia cujo perfil se modifica de acordo com os interesses de quem a vê. “Ora é almoxarifado do Brasil e do mundo, ora é santuário”.

Nessa região está o Pará, um Estado que, segundo o governador, se apresenta como primeiro e segundo produtor brasileiro dos minerais mais cobiçados do planeta, mas que tem grande parte de sua população vivendo ainda abaixo da linha de extrema pobreza. “Nossa renda per capita é menos da metade da média nacional e nosso orçamento per capita é o 26º do Brasil”, disse Jatene. Dos mais de R$ 100 bilhões gerados com a produção mineral, reiterou o governador, nem R$ 3 bilhões ficam no Pará.

O governador pediu aos senadores que não percam mais tempo com audiências. “É preciso, a partir de agora, tomar atitudes. Votem logo o que precisa ser votado”, disse. Para Jatene, o Pará tem uma forma digna de contribuir para o desenvolvimento do Brasil, e é com o seu próprio desenvolvimento.

Após a fala do governador, começaram os debates a respeito do tema. Nos discursos, a opinião praticamente unânime era que a compensação financeira aos Estados precisa ser revista de forma urgente, para que os Estados fornecedores de matéria-prima possam aplicar mais recursos principalmente nas áreas de educação e saúde, indispensáveis para o desenvolvimento da população.

Pascoal Gemaque – Secom

DOENÇA MISTERIOSA VITIMA ENGENHEIRO.


Quarta-feira, 19/10/2011, 06h26

Doença misteriosa vitima engenheiro

Um caso suspeito de uma rara doença, cujos sintomas são semelhantes ao da doença de Creutzefeldt-Jakob, conhecida popularmente como a variação para humanos do ‘Mal da Vaca Louca’, foi registrado no Pará. A vítima é um engenheiro florestal de 45 anos. Há duas semanas o Ministério da Saúde descartou a hipótese de contaminação por carne bovina, mas a Secretaria de Estado de Saúde (Sespa) admite desconhecer a origem da contaminação do paciente.

“É uma doença priônica, da qual ainda não conhecemos o modo com que foi transmitida ao paciente. Sabemos que é uma doença rara, na qual em 80% dos casos o modo de transmissão é desconhecido”, diz a chefe da Divisão de Vigilância da Sespa, Ana Lúcia Ferreira.

Doenças priônicas são males progressivos, de ocorrência imprevisível, quase sempre fatais e que afetam, principalmente, o sistema nervoso central, sem cura e sem possibilidade de tratamento depois de instalada. “É uma doença que vai degenerando o cérebro e para a qual, infelizmente, não há cura”, diz Ana Lúcia Ferreira.

“Ainda é uma doença da qual sabemos pouco e que estamos investigando. Está sendo feita análise genética do paciente, para tentarmos descobrir a origem da contaminação. Mas ainda estamos tateando, porque temos poucos médicos que estejam estudando essas doenças”, diz Ana Lúcia Ferreira.

O caso foi repassado diretamente ao secretário nacional de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa. A informação sobre a suspeita da doença chegou ao conhecimento da Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde de Belém (Sesma) no dia 7 de outubro de 2011. Um e-mail notificava sobre um caso suspeito de doença de Creutzfeldt-Jakob. A investigação foi iniciada imediatamente, com o deslocamento de uma equipe até a casa de familiares do paciente.

A equipe foi recebida pela esposa e pela irmã do engenheiro florestal. Ele morava há quatro anos no município de Uruará. Trabalhava como engenheiro florestal da Emater desenvolvendo atividades em várias localidades próximas ao município. Em abril de 2011, foi transferido para Santarém.

Foi nesse período que os sintomas começaram a surgir, segundo informações prestadas pelos familiares à equipe da Vigilância Epidemiológica. A doença teve início com dor na coluna e perda de peso. O engenheiro teria chegado a perder 10 kg no período de abril a julho, evoluindo com diminuição da percepção visual, insônia, desequilíbrio motor, confusão mental e ptose palpebral, que é a queda da pálpebra sobre o olho.

O engenheiro recebeu atendimento médico em Santarém. Lá, realizou ressonância magnética e, segundo informações dos familiares à Sesma, nada foi constatado. No dia 13 de agosto, ele foi trazido a Belém. No dia seguinte, foi internado no Hospital Porto Dias, onde permaneceu até o dia 29 de agosto. Foi submetido a vários exames, como ressonância - sem resultados significativos - e punção para coleta de LCR para diagnóstico de meningite, que também não foi confirmada.

A DOENÇA PRIÔNICA

De acordo com a Sespa, o mal que atingiu o engenheiro florestal paraense é do tipo de doença priônica, que são, segundo a história médica, progressivas, de ocorrência imprevisível, invariavelmente fatais e afetam, principalmente, o sistema nervoso central, sem resposta imune e nem tratamento.

“Mal da Vaca Louca” foi cogitado, mas descartado

O engenheiro florestal recebeu alta médica no dia 29 de agosto. No mesmo dia, foi levado pelos familiares para o Hospital Adventista de Belém. Nos registros do HAB, consta que ele deu entrada no hospital no dia 29 e recebeu alta no dia 9 de setembro.

Dois médicos teriam avaliado o funcionário concursado da Emater. Um dos médicos teria informado que poderia ser uma doença priônica. Mesmo assim, não teriam sido feitos exames específicos para diagnóstico.

Outro médico teria suspeitado de Doença de Lyme, tendo realizado exame no Laboratório Paulo Azevedo, com resultado negativo. A Doença de Lyme é causada por uma bactéria encontrada em um carrapato e cujos sintomas são confundidos às vezes com febre reumática.

Uma bateria de exames foi feita no Instituto Evandro Chagas, por iniciativa da própria família. De toxoplasmose a HIV, passando por rubéola, hepatites, megalovírus, vários testes foram feitos, sempre

com resultado negativo.

Ainda no início de setembro, o engenheiro florestal foi para São Paulo, ficando hospitalizado na Beneficente Portuguesa. Segundo o relato da família à equipe da Sesma, os sinais e sintomas estavam mais acentuados. O paciente apresentava, inclusive, confusão mental. Em São Paulo, foram realizados diversos exames. Entre eles, ressonância magnética e LCR, um exame específico para o diagnóstico de doenças neurológicas.

O laudo da ressonância magnética descreve, na linguagem técnica específica, que havia compatibilidade com a suspeita clínica de envolvimento por doença priônica, no caso, a doença de Creutzefeldt-Jakob, a variação para humanos da síndrome da ‘Vaca Louca’, mas como a contaminação, segundo o Ministério da Saúde, não teria sido através da ingestão de carne bovina, a possibilidade de ser o ‘Mal da Vaca Louca’ foi descartada.

O engenheiro retornou a Belém no final de setembro. Por recomendação médica, foi para o Hospital Guadalupe para avaliação. Ficou internado na UTI onde permaneceu por mais ou menos três semanas. Recebeu alta e passou a ser cuidado pela mãe. O engenheiro estaria apático, sem controle de movimentos, recebendo alimentação por sonda nasogástrica, que vai das narinas até o estômago. Também estaria sem

controle de evacuação.

No relatório enviado ao Ministério da Saúde, a que o DIÁRIO teve acesso com exclusividade, a equipe de investigação da Sesma sugere, logo após as primeiras investigações, a necessidade de um trabalho conjunto entre as secretarias municipal e estadual de Saúde, envolvendo outros segmentos como Vigilância Sanitária e órgãos de defesa agropecuária. O relatório é assinado por três técnicas da Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Belém. À Sesma, a família do paciente informou querer sigilo sobre o caso e que não falaria à imprensa.

VACA LOUCA

A Doença de Creutzfeldt-Jakob (CJD) é transmissível a seres humanos pelo consumo de carne contaminada. No gado, ela ficou conhecida como Síndrome da Vaca Louca . Em pessoas, caracteriza-se por infecção generalizada do cérebro, decorrente da multiplicação da infecção em outras partes do organismo. (Diário do Pará)

terça-feira, 18 de outubro de 2011

POR QUE MORREMOS?


POR QUE MORREMOS?

Esta foi à pergunta que ouvi de um jovem rapaz que nada conhece da Palavra de Deus. Deu-se conta desta pergunta pela perda de sua irmã caçula, uma jovem de apenas 12 anos de idade. Durante o enterro, cabisbaixo o rapaz queria entender o porquê que morremos.
Meus irmãos, Deus criou os seres humanos com o anseio de viver para sempre. Na verdade, a bíblia diz que Deus “colocou o senso da eternidade no coração do homem” (Eclesiastes 3,11).
No entanto, Deus fez mais do que dar aos seres humanos apenas o desejo de viver para sempre. Ele lhes deu também a oportunidade para isso.
Nossos primeiros pais, Adão e Eva, foram criados perfeitos, sem defeito mental ou físico (Deut.32,4). Imagine só – sem aflições e dores crônicas, nem temores ou ansiedades mórbidas! Além disso, Deus os colocou num lindo lar paradisíaco. Deus propôs que o homem vivesse para sempre e que, com o tempo, a terra ficasse cheia dos descendentes perfeitos dele (Gn.1,31;2,15). Então vem a pergunta: porque é que morremos?

A DESOBEDIÊNCIA CAUSA A MORTE.

Deus ordenou a Adão: “De toda a árvore do jardim podes comer â vontade. Mas, quanto à árvore do conhecimento do que é bom e do que é mau, não deves comer dela, porque no dia em que dela comeres, positivamente morrerás” (Gn.2,16-17). De modo que a vida eterna para Adão e Eva era condicional: dependia da sua obediência a Deus.
Tragicamente, Adão e Eva desobedeceram à Lei de Deus (Gn.3,1-6). Procedendo assim, tornaram-se pecadores, porque “o pecado é aquilo que é contra a Lei” (1 Jo.3,4). Em resultado disso, Adão e Eva não tinham mais a perspectiva de ter vida eterna. Mas, por que não?Porque “o salário pago pelo pecado é a morte” (Rom.6,23).
Deus assim sentenciou Adão e Eva, ele disse: “Tu és pó e ao pó voltarás”. Nossos primeiros pais foram então expulsos do seu lar paradisíaco. No dia em que pecaram, Adão e Eva começaram a sofrer o vagaroso, mas, constante processo de morte (Gn.3,19.23-24).

A MORTE SE ESPALHOU A TODOS OS HOMENS.

Adão e Eva tinham então o pecado, profundamente cravado nos seus genes. Por isso não podiam produzir descendentes perfeitos, do mesmo modo que um molde imperfeito não pode produzir um objeto perfeito (Jó.14,4). Deveras, cada nascimento humano confirma que, nossos primeiros pais perderam a saúde perfeita e a vida eterna para si mesmo e para sua progênie.
O apóstolo São Paulo escreveu: “Por intermédio de um só homem entrou o pecado no mundo, e a morte por intermédio do pecado, e assim a morte se espalhou a todos os homens, porque todos tinham pecado” (Rom.5,12). Ver também Salmo 51,5.
Atualmente, os cientistas não sabem exatamente por que os humanos envelhecem e morrem. A bíblia, porém, explica que morremos porque nascemos pecaminosos, tendo herdado esta condição de nossos primeiros pais, Adão e Eva, que desobedecendo às ordens de Deus, proporcionaram a entrada do pecado no mundo e a reboque do pecado o maior de todos os pecados, a morte.
Após conversar com aquele jovem, parece ele ter entendido que não podemos condenar Deus, muito menos maldizer ou blasfemar contra Ele por uma desobediência que partiu do próprio homem.

Diácono Luiz Gonzaga
Arquidiocese de Belém – Pará – Amazônia – Brasil.
diaconoluizgonzaga@gmail.com
diaconoluizgonzaga.blogspot.com

ALERTA NO VATICANO PELA CRISE DA IGREJA NO BRASIL.


segunda-feira, 17 de outubro de 2011.

Alerta no Vaticano pela crise da Igreja no Brasil.

Trinta anos atrás, mais de 90% dos brasileiros se definiam como católicos. Agora, o número caiu para 68%, o valor mais baixo desde 1872. O alerta foi acionado porque, no maior país católico do mundo (140 milhões de fiéis), cada vez mais pessoas rompem seus laços com Roma.

A reportagem é de Giacomo Galeazzi, publicada no sítio Vaticano Insider, 14-10-2011. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Além da América do Sul como terra de esperança para o catolicismo mundial, os dados dizem outra coisa. De acordo com os dados divulgados pela Fundação Getúlio Vargas, na última década, por causa da secularização e do boom das seitas evangélicas, diminuem continuamente os católicos brasileiros, enquanto aumentam enormemente as dezenas de denominações evangélicas.

Uma pesquisa realizada pelo principal instituto de pesquisa do Brasil com base em 200 mil entrevistas fotografa um progressivo afastamento da Igreja especialmente das novas gerações.

E, significativamente, a Santa Sé escolheu justamente o Rio de Janeiro como a próxima sede para a Jornada Mundial da Juventude, para impulsionar a pastoral da juventude na América do Sul. Durante a última década, milhões de brasileiros deixaram a comunidade católica mais numerosa do planeta para entrar nas congregações pentecostais.

O ano de 2010 foi o pior ano da Igreja Católica no Brasil. O número de jovens com menos de 20 anos que declaram não seguir nenhuma religião subiu três vezes mais rapidamente do que o de pessoas com mais de 50 anos. Cerca de 9% dos jovens brasileiros não têm nenhuma filiação religiosa. Uma tendência semelhante à dos abandonos da Igreja.

A adesão ao catolicismo na população brasileira caiu para o seu nível mais baixo desde 1872: 68% em comparação aos 72,5% de 2003. A hemorragia de fiéis afeta principalmente a classe média. Ao mesmo tempo, os grupos pentecostais subiram para 12,8% da população.

A secularização morde a participação religiosa, e a concorrência das seitas evangélicas está cada vez mais aguerrida. Roma tem que acertar as contas com uma difícil convivência entre a Igreja Católica e as chamadas seitas de matriz cristã (a maioria pentecostais) que reúnem cada vez mais prosélitos, especialmente entre as camadas mais baixas da população.

Em maio de 2007, o primeiro encontro de Bento XVI com os jovens evidenciou as dificuldades pelas quais a Igreja Católica do Brasil atravessa: os organizadores esperavam 70 mil jovens (40 mil no estádio e 30 mil do lado de fora). Na realidade, os números foram certamente inferiores: no estádio, permaneceram diversos espaços e lugares vazios, enquanto do lado de fora os jovens eram poucos.

Ao todo, portanto, os participantes foram 35 mil segundo os dados fornecidos pelos próprios organizadores: não muitos, se lembrarmos que São Paulo tem 11 milhões de habitantes.

As Igrejas pentecostais estão atraindo um número cada vez mais crescente de fiéis arrancados da Igreja Católica (nos últimos 30 anos, o percentual dos católicos brasileiros do total da população diminuiu de 91,7% para 73,8% e agora para 65%, enquanto as Igrejas protestantes evangélicas aumentaram de 5,2% para 17,9%).

Os cristãos de base atribuem a João Paulo II e ao seu guardião da ortodoxia, Joseph Ratzinger, o fato de terem "normalizado", nos anos 1980 e 1990, o clero e o episcopado sul-americano e de os terem preenchido com o Opus Dei e os Legionários de Cristo, colocando à margem aqueles teólogos da libertação que haviam deslocado muito para a esquerda o centro de gravidade da Igreja, dialogando com aquele comunismo que, ao contrário, o Vaticano estava combatendo no Leste Europeu.

E a atual e dramática hemorragia de fiéis em favor das seitas evangélicas também seria o fruto da marginalização dos padres mais estreitamente em contato com as camadas populares e com as massas das favelas. Ao mesmo tempo, a preocupação da Santa Sé se concentrou sobre a crise da disciplina eclesiástica, o crescimento das Igrejas evangélicas e da influência da teologia da libertação entre os jovens religiosos.

Os documentos do WikiLeaks revelam que o Vaticano estava preocupado com a conduta dos sacerdotes brasileiros com relação ao celibato. E assim se reabre uma questão de extrema delicadeza para a Santa Sé, em particular por causa do espinhoso tema do clero brasileiro (e sul-americano) próximo da teologia da libertação e das tensões com Roma, das quais uma prova gritante é o "caso Recife", ou seja, a controvérsia sobre o aborto da menina-mãe.

Segundo os documentos revelados pelo Wikileaks, o Vaticano manifestou uma profunda preocupação com o comportamento dos sacerdotes brasileiros, especialmente pela sua inobservância e indiferença para com a regra do celibato eclesiástico. A fonte citada pelo diplomata dos EUA no relatório é um prelado brasileiro, oficial da Secretaria de Estado, Dom Stefano Migliorelli, estreito colaborador do cardeal Tarcisio Bertone, que referia ao embaixador dos EUA, Francis Rooney, que a viagem de Bento XVI ao Brasil em 2007 nascia do alerta diante da situação da Igreja Católica local.

"Dom Migliorelli lamenta que o nível de preparação dos sacerdotes brasileiros é muito baixo e que, em muitos casos, não são respeitadas os princípios da disciplina clerical (por exemplo, o celibato eclesiásticos etc.)",evidencia o documento preparado pelo diplomata Francis Rooney para o governo norte-americano. Em outra passagem do relatório, elaborado em 2007, afirma-se que a crise sacerdotal, a queda das vocações e a indisciplina do clero na América Latina são piores do que nos Estados Unidos.

A Santa Sé, ainda de acordo com o comunicado dos EUA, expressou seu próprio alerta com o crescimento das Igrejas evangélicas no Brasil na região sul-americana. Segundo a Secretaria de Estado vaticana, o Brasil e a América Latina devem ser consideradas como uma "terra de missão", na qual é necessário "recomeçar do zero", e "o clero deve ser novamente formado" para frear o avanço das Igrejas evangélicas. Uma situação preocupante, portanto, denunciada pelo eclesiástico Migliorelli ao diplomata norte-americano Rooney. Há dois anos e meio, entre a Santa Sé e o episcopado brasileiro, a crise atingiu o nível de alerta. O que provocou tensão foi o "caso Recife".

A Igreja deve respeitar o profissionalismo dos médicos, mesmo quando eles fazem intervenções que parecem violar a lei eclesial, como no caso da menina de nove anos estuprada e forçada a abortar no Brasil porque corria risco de morte. A excomunhão à mãe e aos médicos é "um juízo que pesa como um machado e faz com que a Igreja pareça ser insensível". No dia 14 de marco de 2009, no L'Osservatore Romano, o então presidente da Pontifícia Academia para a Vida, Rino Fisichella, estigmatizou a posição assumida pelo arcebispo de Recife, José Cardoso Sobrinho, que, uma semana antes, havia anunciado a grave sanção canônica contra aqueles que provocaram a interrupção da gravidez, apesar de a menina, grávida de dois gêmeos, correr o risco de morrer.


in Instituto Humanitas Unisinos, 17 de outubro de 2011.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

"NÃO A DIVISÃO DO PARÁ". "Não e não".


segunda-feira, 10 de outubro de 2011
RESISTIR É O PRIMEIRO PASSO PARAENSES.

Uma gravíssima ameaça ronda a integridade de nosso Estado, uma criminosa tentativa de divisão territorial, pregada por grupos sobre os quais a maioria de nossa população desconhece seus reais interesses e suas verdadeiras intenções. Políticos, empresários, latifundiários, grupos econômicos, que há décadas exploram e enganam nosso povo, querem agora, ampliar seu poder de mando sobre regiões que sofreram e sofrem com desmandos cometidos por eles mesmos, cuja maior preocupação sempre foi e é o enriquecimento pessoal, à custa da miséria das mesmas populações que hoje eles juram defender. è necessário que se veja quem são esses elementos, que se tire as máscaras desses exploradores do povo, mentirosos que na cala da noite tramam contra a dignidade de nosso povo, pregam um falso desenvolvimento, munidos de dados manipulados que satisfazem apenas aos seus próprios interesses.

Chegou a hora do povo do Pará dar um basta nessa enganação, nessa exploração desenfreada, na atuação mentirora de políticos que não representam os anseios do povo. Querem nos roubar à luz do dia e ainda dizem que levando o que é nosso o Pará vai ficar mais rico, mais forte e mais desenvolvido; é como dizem nossos caboclos: ' ALÉM DE LADRÕES, MENTIROSOS E ESPERTALHÕES. TÁ CHEIROSO, SÓ PORQUE TU QUERES!

Nos chamam de índios, burros e preguiçosos e agora querem provar que tem razão, pois é isso que vai acontecer se o povo do Pará não reagir, ficar calado, olhando o bando passar, enquanto essa quadrilha rouba tudo o que é nosso, inclusive nossa dignidade, e não fazemos nada? É hora de reação, de dizer não a mais essa tentativa de assalto das nossas riquezas, de matança da nossa cultura. Querem esquartejar o Pará e deixar para os paraenses só os ossos e o bucho e dividir o filé com os exploradores da riqueza alheia. Não temos mais tempo para debates, até porque não temos que provar nada para ninguém, o Pará é dos paraenses, em princípio, e não nos importamos em acolher os que aqui chegam para somar, mas devemos lutar contra todos que em nome da ganância, da cobiça, da enganação, da mentira, da falsidade, tentam fazer do Pará uma terra sem comando. É hora de irmos às ruas dizer NÃO, de casa em casa, nas escolas, praças, em todo canto e em todo lugar, levar a mensagem do Não e de amor a nossa terra...

NOSSAS MULHERES SÃO GUERREIRAS, HERDEIRAS DAS AMAZONAS, NOSSOS HOMENS HONRAM O SANGUE E OS IDEAIS CABANOS E NOSSOS JOVENS TEM NA MEMÓRIA O IDEAL, O SONHO E A LUTA DE MUITOS QUE TOMBARAM NA GUERRILHA DO ARAGUAIA LUTANDO POR JUSTIÇA , IGUALDADE E DEMOCRACIA... JUNTOS SOMOS FORTES E UNIDOS VENCEREMOS MAIS ESSE DESAFIO.


PARÁ UNIDO, INTEIRO E VERDADEIRO!


DIGA NÃO A DIVISÃO
Postado por Cacique Tô Cunsca Alho às 10:19

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

O SACERDOTE NO SÉCULO XXI


O sacerdote no século 21, segundo cardeal Piacenza

Prefeito da Congregação para o Clero traça o perfil do padre

LOS ANGELES, quinta-feira, 6 de outubro de 2011 (ZENIT.org) – “Dispensadores dos mistérios de Cristo” e “sinais seguros de referência e de esperança para quem procura a plenitude, o sentido, o fim, a felicidade”. O prefeito da Congregação para o Clero, cardeal Mauro Piacenza, traçou um perfil do sacerdote do século XXI, diante do clero de Los Angeles, onde está participando, a convite do novo arcebispo, da reunião anual de padres hispânicos nos Estados Unidos.

“Num mundo anêmico de oração e de adoração, o sacerdote é, em primeiro lugar, o homem da oração, da adoração, do culto, da celebração dos santos mistérios. Num mundo imerso em mensagens consumistas, pansexuais, atacado pelo erro, apresentado nos aspectos mais sedutores, o sacerdote deve falar de Deus e das realidades eternas, e, para fazê-lo com credibilidade, deve ser apaixonadamente crente, como também limpo”.

Segundo o prefeito da Congregação para o Clero, “o sacerdote deve dar a impressão de estar em meio às pessoas como quem parte de uma lógica e fala uma língua diferente dos outros”.

“Ele não é como os outros. O que se espera dele é precisamente que não seja como os outros.”

Uma resposta

Em referência ao contexto atual, o cardeal afirmou que “num mundo de violência e egoísmo, o sacerdote deve ser o homem da caridade”.

“Das alturas puríssimas do amor de Deus, do qual ele tem uma particularíssima experiência, desce até o vale onde muitos vivem a solidão, a incomunicabilidade, a violência, para lhes anunciar misericórdia, reconciliação e esperança”.

“O sacerdote responde às exigências da sociedade, fazendo-se voz de quem não tem voz: os pequenos, os pobres, os velhos, oprimidos, marginalizados”, continuou. “Não pertence a si mesmo, e sim aos outros; compartilha as alegrias e as dores de todos, sem distinção de idade, categoria social, procedência política, prática religiosa. É o guia da porção do povo que lhe foi confiada, pastor de uma comunidade formada por pessoas”, em que cada uma tem um nome, uma história, um destino, um segredo.

Missão

O cardeal Piacenza também falou da missão do sacerdote no século XXI, que corresponde “a uma vocação eterna que se realiza na plena comunhão com Deus”.

“Tem a difícil tarefa, mas eminente, de guiar as pessoas com a maior atenção religiosa e com o escrupuloso respeito da sua dignidade humana, do seu trabalho, dos seus direitos”, destacou.

“O sacerdote não duvidará em entregar a vida, seja numa breve, mas intensa temporada de dedicação generosa e sem limites, ou numa doação cotidiana, longa. O sacerdote deve proclamar ao mundo a mensagem eterna de Cristo, na sua pureza e radicalidade”, afirmou em outro momento.

E completou: “Não deve rebaixar a mensagem, mas confortar as pessoas; deve dar à sociedade, anestesiada pelas mensagens de alguns diretores ocultos, detentores dos poderes que se impõem, a força libertadora de Cristo”.

Modelo de estabilidade

Segundo Piacenza, “um sacerdote deve ser ao mesmo tempo pequeno e grande, nobre de espírito como um rei, simples e natural como um plebeu”.

O sacerdote tem que ser “um herói na conquista de si, o soberano dos seus desejos, um servidor dos pequenos e fracos; que não se humilha perante os poderosos, mas se inclina perante os pobres e pequenos, discípulo de seu Senhor e cabeça de sua grei”.

Ao se dirigir aos sacerdotes da arquidiocese, o purpurado destacou os resultados de uma pesquisa sobre Dachau. Segundo os sobreviventes desse campo de concentração nazista, em meio àquele inferno, os que se mantiveram equilibrados por mais tempo foram os sacerdotes católicos.

O cardeal Piacenza explicou como: “Porque eles eram conscientes da sua vocação, tinham sua escala hierárquica de valores, sua entrega ao ideal era total, eram conscientes da sua missão específica e dos motivos profundos que a sustentavam”.

O purpurado também falou da necessidade de sacerdotes íntegros no contexto atual, caracterizado pela instabilidade na família, no trabalho, nas instituições. “O sacerdote deve ser, constitucionalmente, um modelo de estabilidade e de maturidade, de entrega plena ao seu apostolado”.

Vida e ministério

Diante da “secularização, gnosticismo, ateísmo em suas várias formas”, que “estão reduzindo cada vez mais o espaço do sagrado”, e diante da desordem moral e da pobreza espiritual, “a vida e o ministério do sacerdote ganham importância decisiva e urgente atualidade”.

Segundo o prefeito da Congregação para o Clero, “o verdadeiro campo de batalha da Igreja é a paisagem secreta do espírito do homem, e não se entra ali sem muito tato, compunção, além da graça de estado prometida pelo sacramento da ordem”.

O purpurado também advertiu: “A Igreja é capaz de resistir a todos os ataques, a todos os assaltos que as potências políticas, econômicas e culturais podem desencadear contra ela, mas não resiste ao perigo que provém do esquecimento desta palavra de Jesus”.

Finalmente, perguntou “de que serviria um sacerdote tão semelhante ao mundo que se tornasse um padre mimetizado e não fermento transformador?”.

“Não se pode dar um presente mais precioso a uma comunidade do que um sacerdote segundo o coração de Cristo. A esperança do mundo consiste em contar, também para o futuro, com o amor de corações sacerdotais límpidos, fortes e misericordiosos, livres e mansos, generosos e fiéis”, afirmou.

E exortou os padres a ficarem unidos e serem santos: “Além das inquietações e contestações que agitam o mundo, e são sentidas também dentro da Igreja, há forças secretas, escondidas e fecundas em santidade”.