quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Mulheres brasileiras pedem combate contra racismo.


Mulheres brasileiras pedirão na ONU maior combate ao racismo na América Latina

setembro 22, 2011

Luciana Lima
Repórter da Agência Brasil

Brasília – A necessidade de uma atenção maior ao problema da mulher negra na América Latina será levantada por representantes da organização não governamental (ONG) Geledés – Instituto da Mulher Negra, que participam hoje (22), em Nova York, da reunião de alto nível sobre os dez anos da Conferência de Durban. A reunião faz parte dos debates da 66ª sessão da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU).

Nilza Iraci, uma das representantes da ONG, foi a escolhida para representar as mulheres brasileiras no encontro. Em entrevista à Agência Brasil, ela disse que aproveitará o tempo para lembrar que as mulheres negras estão na base da pirâmide social, não só no Brasil, mas nos demais países da América Latina e do Caribe. Segundo ela, racismo e sexismo andam juntos na região e precisam ser enfrentados pelos governos.

“Recismo e sexismo andam juntos e sem essa conciência não se resolve a questão”, disse Nilza. Para ela, é preciso lembrar que no caso da mulher negra, na região, há uma dupla vitimização. “Basta olhar a base da pirâmide social no Brasil. São as mulheres negras que recebem os menores salários, que não têm acesso aos serviços de saúde de qualidade. Há um conjunto de situações que afetam, especialmente, a vida das mulheres negras”, destacou.

Nilza Iraci terá cerca de três minutos para falar. Também está previsto na reunião um discurso da ministra Luiza Bairros, da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir).

Para as mulheres, o que se espera do discurso da ministra é a garantia de que o Brasil continuará enfrentando essa questão com prioridade, com o fortalecimento da Seppir e da Secretaria de Políticas para as Mulheres, comandada pela ministra Iriny Lopes. “Essas secretarias são referência e devem servir de exemplo para os demais países da América Latina e do Caribe.

No discurso de abertura da Assembleia Geral da ONU, feito ontem (21), a presidenta Dilma Rousseff citou a questão racial e de gênero, de forma geral. Para a representante da ONG Centro Feminista de Estudos e Assessoria (Cfemea) Guacira Oliveira, é esperada na fala de Luiza Bairros a reafirmação do compromisso de continuidade e incremento das políticas voltadas para esse público.

Outro ponto polêmico, em que se espera uma política mais eficaz, é a questão da violência. Os assassinatos de negros ainda são muito maiores. “No Brasil, o problema da violência é permanente e muito grave”, enfatizou Guacira, que está em Nova York para a reunião.

Ela defendeu também maior compromisso da ONU na resolução de conflitos étnicos. “Os recursos das agências para a questão da igualdade ainda são ínfimos. Existem muitas guerras étnicas, mascaradas de guerras religiosas, que precisam ser resolvidas”, disse.

A Conferência de Durban, em 2001, tratou de todas as formas de discriminação, racismo e xenofobia. O Brasil desempenhou papel de protagonista no encontro e, depois, na implementação de políticas raciais. A reunião de hoje tem o objetivo de homenagear os dez anos da conferência e, ao mesmo tempo, avaliar os esforços feitos pelos países desde então e os avanços obtidos.

Edição: Graça Adjuto

"Procurava ver Jesus".


Meditando o Evangelho de hoje

Dia Litúrgico: Quinta-feira da 25ª semana do Tempo Comum

Evangelho (Lc 9,7-9): Naquele tempo, o rei Herodes ouviu falar de tudo o que estava acontecendo, e ficou confuso, porque alguns diziam que João Batista tinha ressuscitado dos mortos. Outros diziam que Elias tinha aparecido; outros ainda, que um dos antigos profetas tinha ressuscitado. Então Herodes disse: «Eu mandei cortar a cabeça de João... Quem será esse homem, sobre quem ouço falar estas coisas?». E procurava ver Jesus.

Comentário: Rev. P. Jorge R. BURGOS Rivera SBD (, )

«Procurava ver Jesus»

Hoje o texto do Evangelho nos diz que Herodes queria ver Jesus (cf. Lc 9,9). Esse desejo de ver Jesus vem da curiosidade. Falava-se muito de Jesus pelos milagres que ele ia realizando por onde passava. Muitas pessoas falavam dele. A atuação de Jesus trouxe à memória do povo diversas figuras de profetas: Elias, João Batista, etc. Mas, por ser simples curiosidade, esse desejo não transcende. Tal é o fato que quando Herodes vê não lhe causa maior impressão (cf. Lc 23,8-11). Seu desejo se desvanece ao vê-lo cara a cara, porque Jesus se nega a responder suas perguntas. Esse silêncio de Jesus lhe delata como corrupto e depravado.

Nós, ao igual que Herodes, com certeza sentimos, alguma vez, o desejo de ver Jesus. Mas já não contamos com ele Jesus em carne e osso como nos tempos de Herodes, no entanto contamos com outras presenças de Jesus. Quero ressaltar duas delas.

Em primeiro lugar, a tradição da Igreja fez das quintas-feiras um dia por excelência para ver Jesus na Eucaristia. São muitos os lugares onde hoje está exposto Jesus - Eucaristia. «A adoração eucarística é uma forma essencial de estar com o Senhor. Na sagrada custódia está presente o verdadeiro tesouro, sempre esperando por nós: não está ali por Ele, e sim por nós» (Bento XVI). -Aproxime-se para que lhe deslumbre com sua presença.

Para o segundo caso podemos fazer referência a uma canção popular, que diz: «Conosco está e não o conhecemos». Jesus está presente em tantos e tantos de nossos irmãos que têm sido marginados, que sofrem e não têm ninguém que os queira ver. Na sua encíclica Deus é Amor, diz o Papa Bento XVI: «O amor ao próximo enraizado no amor a Deus é ante tudo uma tarefa para cada fiel, mas é também para toda a comunidade eclesial». Assim, então, Jesus está lhe esperando, com os braços abertos lhe recebe em ambas as situações. Aproxime-se!

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

"Deus pode mudar o quadro".


Deus pode mudar o quadro.


Texto:

"E Jesus, vendo este deitado, e sabendo que estava neste estado havia muito tempo, disse-lhe: Queres ficar são?".

João 5:6


O pecado é a total independência de Deus.


A natureza humana esta cada vez mais manifesta. Ela é caída e como resultado, seus frutos estão sendo mainifestos. Cada ação do homem “natural” tem como consequência o pecado, ainda que esta ação esteja carregada de boas intenções, ela conceberá ao longo do tempo algum fruto indesejado aos olhos de Deus. A natureza humana é má. Jesus disse: "Não pode a árvore boa dar maus frutos; nem a árvore má dar frutos bons". [Mt 7:18]. Se a natureza humana é má, logo seus frutos são maus. Não pense que estou sendo radical demais, pois não estou! Ao falar sobre esse assunto precisamos entender um pouco sobre as duas naturezas; a humana e a Espiritual. Se eu basear meu argumento somente sobre a natureza humana, serei infeliz, colherei muitos frutos de inimizade e as idéias colocadas serão de pronto reprovadas por todos os que vierem a lê-las.

 A natureza humana.

A natureza humana é a natureza caida, Adâmica. "Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram". [Rm 5:12]. Esta natureza perversa, corrompida esta totalmente separada de Deus. [Rm 3:23]. Esta separação se deu momento em que o homem começou, preste a atenção nisso, começou a se sentir independênte de Deus. O apóstolo Paulo em sua carta aos irmãos da Igreja em Roma fala sobre isso de um forma brilhante. Leia! O pecado gera no homem a independência de Deus, e essa independência aflora os institos mais animalescos e primitivos da natureza humana. Por isso o homem natural não pode discernir sobre coisas espirituais e nem tão pouco produzir frutos bons. "Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente". [I Cor 2:14].



 A natureza Espiritual.


A natureza Espiritual tem sua fonte em Jesus Cristo. "Pois assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também por um só ato de justiça veio a graça sobre todos os homens para justificação de vida". [Rm 5:18]. "Porque assim como a morte veio por um homem, também a ressurreição dos mortos veio por um homem". [I Cor 15:21]. Essa nova natureza não é congênita, ela acontece no extado momento em que o homem reconhece o senhorio de Jesus sobre o pecado que reina em sua vida. Pois o que escravisa o homem não é o diabo e sim o pecado; o diabo é só um aproveitador dessa debilidade do homem. Acompanhe o texto.

"Jesus respondeu, e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus.

Disse-lhe Nicodemos: Como pode um homem nascer, sendo velho? Pode, porventura, tornar a entrar no ventre de sua mãe, e nascer?

Jesus respondeu: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus.

O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito”. [João 3:3 a 6].

No momento que o homem reconhece o senhorio de Jesus, a naturaza humana passa por um processo de metamorfose; a velha natureza nunca deixará de existir, ela apenas terá ser domada por uma ação conjunta do homem natural sujeito ao Espírito que recebeu da cruz para que as velhas da carne não mais sejam manifestas. O novo homem é fruto do sacrifício vicário de Cristo, é n’Ele que nascemos de novo e recebemos o Espírito que O vivificou dos mortes e nos deu vida, nova vida em Cristo.

Aquele homem que estava a trinta e oito anos esperando por uma oportunidade de mudança em sua vida, esperava que alguém o ajudasse a levá-lo, ou conduzí-lo até a fonte de onde aconteceria o milagre. Com certeza aquele homem tinha muita fé, pois se assim não fosse os olhos de Jesus não teriam se voltados para ele. Ele tinha fé, mas estava limitado por uma força externa que o limitava, mas ele tinha fé que as circunstância de sua vida poriam mudar se ele conseguisse chegar tempo ao tanque de Betesda (casa de misericórdia).

Uma coisa é certa amados, quando Jesus entra em nossas vidas, o quadro muda, isso é fato!

O paralítico não era apenas um paralítico fisicamente, ele era um paralítico espiritual. Sua crença ser curado pelo ovimento das águas, o aprisionou naquele lugar por um longo tempo. Ele estava tão limitado ás circunstâncias que o cercava, que mesmo estando na presença de Jesus que lhe faz a seguinte pergunta: “Queres ficar são?”. Ele poderia dizer de pronto: “Senhor podes me curar!”, mas não isso que resposndeu, veja o texto; sua esperança estava na possibilidade de entrar no poço ajudado por alguém enquanto as águas se moviam. Jesus ficou indignado com a prisão emocional em que aquele homem estava, mas mesmo assim, Jesus procura demonstrar não somente áquele homem mas para todos aqueles que estavam ali aguardando o mover das águas de Betesda (casa de misericória) sem entender que a própria Misericórdia era quem queria se manifestar na vida dele n’aquele momento.

As vezes agimos da mesma maneira com o Senhor, temos um problema e buscamos nas fontes erradas a resolução que esta bem diante de nós. Jesus! [Sl 87:7].

Jesus quer nos ensinar a depender dele todo o tempo, a respeito de tudo, a momento. Ele quer mudar o quadro das nossas vidas, Ele transformar a maldição em benção, Ele quer transformar a derrota em vitória; o problema é que estamos esperando a benção na fonte errada.

A fé é o instrumento de Deus para a realização de seus propósitos em nós. "Sem fé é impossível agradar a Deus". [Hb 11:6].

→Deus pode mudar o quadro da sua vida.

 Deus pode transformar a pobreza em riqueza. [Pr 22:4].

 Deus pode mudar a doença para cura. [Lc 7:21].

 Deus pode mudar a tristeza para alegria. [Jr 31:13].

 Deus pode mudar a sorte... [Pr 16:33].

 Para Deus tudo é possível. [Lc 1:37].

Ao descobrir que aquele que o curara era Jesus, aquele homem passou a ser uma testemunha viva do poder e da autoridade de Jesus.

Aquilo eram trinta e oito anos de inércia, mudou para momentos de alegria e regozijo; oque era trinta e oto anos de maldição, passou para uam vida benção; aquilo que era uma vida sem vida passou ser uma vida rendida aos pés de Jesus.

Você deseja ter o quadro da sua vida mudada neste dia, então busque a fonte certa!

A total depedência de Deus elimina de sua vida o pecado.

Dependa somente do Senhor.

Tenha n’Ele a razão do seu viver.

Tenha n’Ele a fonte de suas resposta.


Pr. Marcos Couto.

"Ânimo e paciência com você mesmo nas suas recaídas! "


"Ânimo e paciência com você mesmo nas suas recaídas! "
(Padre Pio de Pietrelcina)

A paz do Senhor esteja com você.
Estamos nos aproximando da festa de Pe Pio de Pietrelcina, faltam apenas três dias, e nestes três dias faremos reflexões em cima de frases do Santo. Começando com esta frase tão linda, e que também nos catequiza muito.
Quantas vezes diante das nossas fraquezas nos condenamos pela queda, nos condenamos pelo pecado? Isso é o que o demônio tanto deseja, que estejamos na lama, humilhados, tão humilhados que não mais nem queremos olhar para nós mesmos.
Mas o Senhor olha por nós com compaixão e misericórdia, e ele não deseja que seus filhos fiquem assim sem dignidade. A alegria do Senhor é nossa força, e diante da nossa vida, não podemos nos condenar, pois somos falhos e temos sim a tendência para a queda.
O importante não é a queda, mas diante dela, precisamos estar animados, e estimulados, a lutar contra o pecado, e alcançar o céu pela luta, buscando a santidade da alma e do corpo.
Por isso meu irmão, tenha ânimo e paciência com as suas fraquezas, não permita que elas te dominem, lute com ardor, e seja santo buscando sempre alcançar a glória de Deus.

Deus abençoe
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Postado por Daniel Mendes Alvim Lepesqueur às 05:20

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

História dos Hebreus, Persas e Fenícios.


História dos Hebreus, Persas e Fenícios

História do Hebreus

A Bíblia é a referência para entendermos a história deste povo. De acordo com as escrituras sagradas, por volta de 1800 AC, Abraão recebeu uma sinal de Deus para abandonar o politeísmo e para viver em Canaã, atual Palestina. Isaque, filho de Abraão, tem um filho chamado Jacó. Este luta , num certo dia, com um anjo de Deus e tem seu nome mudado para Israel.

Os doze filhos de Jacó dão origem as doze tribos que formavam o povo hebreu. Por volta de 1700 AC, o povo hebreu migra para o Egito, porém são escravizados pelos faraós por aproximadamente 400 anos. A libertação do povo hebreu ocorreu por volta de 1300 AC. A fuga do Egito foi comandada por Moisés, que recebeu as tábuas dos Dez Mandamentos no monte Sinai. Durante 40 anos ficaram peregrinando pelo deserto, até receberem um sinal de Deus para voltarem para a terra prometida, Canaã.

Jerusalém é transformada num centro religioso pelo rei Davi. Após o reinado de Salomão, filho de Davi, as tribos dividem-se em dois reinos : Reino de Israel e Reino de Judá. Neste momento de separação, aparece a crença da vinda de um messias que iria juntar o povo de Israel e restaurar o poder de Deus sobre o mundo.

Em 721 começa a diáspora judaica com a invasão babilônica. O imperador da Babilônia, após invadir o reino de Israel, destrói o templo de Jerusalém e deporta grande parte da população judaica.

No século I, os romanos invadem a Palestina e destroem o templo de Jerusalém. No século seguinte, destroem a cidade de Jerusalém, provocando a segunda diáspora judaica. Após estes episódios, os hebreus espalham-se pelo mundo, mantendo a cultura e a religião. Em 1948, o povo hebreu retoma o caráter de unidade após a criação do estado de Israel.

História dos Persas

Os persas, importante povo da antiguidade oriental, ocuparam a região da Pérsia (atual Irã). Este povo dedicou-se muito ao comércio, fazendo desta atividade sua principal fonte econômica. A política era toda dominada e feita pelo imperador, soberano absoluto que mandava em tudo e em todos. O rei era considerado um deus, desta forma, o poder era de direito divino.

Ciro, o grande, foi o mais importante imperador dos medos e persas. Durante seu governo ( 560 a.C - 529 a.C ), os persas conquistaram vários territórios, quase sempre através de guerras. Em 539 a.C, conquistou a Babilônia, levando o império de Helesponto até as fronteiras da Índia.

A religião persa era dualista e tinha o nome de Zoroastrismo ou Masdeísmo, criada em homenagem a Zoroastro ou Zaratrusta, o profeta e líder espiritual criador da religião.

História dos Fenícios
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A civilização fenícia desenvolveu-se na Fenícia, território do atual Líbano. No aspecto econômico, este povo dedicou-se e obteve muito sucesso no comércio marítimo. Mantinha contatos comerciais com vários povos da região do Oriente. As cidades fenícias que mais de desenvolveram na antiguidade foram Biblos, Tiro e Sidon.

A religião fenícia era politeísta e antropomórfica, sendo que cada cidade possuía seu deus (baal = senhor). Acreditavam que através do sacrifício de animais e de seres humanos podiam diminuir a ira dos deuses. Por isso, praticavam esses rituais com certa freqüência, principalmente antes de momentos importantes.
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Fonte: http://suapesquisa.com/hebreus/

terça-feira, 13 de setembro de 2011

"Liberdade Religiosa no Brasil". Por: D. Aloísio Roque.


11/09/2011 às 08:32
LIBERDADE RELIGIOSA NO BRASIL

A liberdade no ser humano é uma das provas de que somos feitos ‘à imagem e semelhança de Deus’. Essa qualidade pode ser classificada como divina. Nenhum animal chega perto de possuir essa glória. Mas, no homem, é uma qualidade que fica no âmbito do possível, e que pode ser falsificada de muitas formas. Por isso, podemos usar as plantas e até os animais. Mas não podemos usar nenhum ser humano (para a escravidão, o trabalho forçado, a humilhação, o uso de seus órgãos...), pois isso vai contra o seu mais nobre apanágio, a liberdade. “Tudo o que vive e se move servirá de alimento para vocês” (Gen. 9, 3). Qualquer ser humano é uma obra única no universo, e deve ser intocável na sua dignidade. A liberdade religiosa é um dos pontos altos do ser humano. Ele deve ter liberdade de prestar culto à divindade, de mudar de religião, de manifestar publicamente suas convicções. Mas não nos iludamos. A prática religiosa é uma das liberdades mais finamente vilipendiadas, hoje e sempre.
Vejamos alguns pequenos exemplos. Quando, na Rússia, foi superada a ditadura, certas seitas americanas vibraram de entusiasmo. Prepararam-se para um ataque vigoroso contra as crenças da população russa. Mas o governo, considerando que quem nasce na Rússia deve ser ortodoxo, freou logo esse entusiasmo. Muitos missionários foram expulsos, e só as denominações mais antigas puderam permanecer. Em Israel, o Estado é não-laico, e existem severas restrições contra eventual cidadão que queira ser cristão. Na Suécia, país de corte luterano, que se considera modelo de democracia, a sociedade faz pressões insuportáveis contra qualquer ideia católica, e qualquer conversão ao catolicismo. Nem falemos dos países muçulmanos, que não aderem à democracia, porque ela quebraria a solidez da religião única. Esqueçamos a Índia, Cuba, a China... e países a perder de vista. Para os países da América Latina, foram exportados os ideais da revolução francesa que, além de coisas boas, exportou também a sua ojeriza à religião católica. Com isso, houve grande presença de religiões evangélicas, das quais a maioria é séria. Mas também apareceram nuvens de agrupamentos religiosos duvidosos. Apresentando supostos milagres, e ensinando a teologia da prosperidade - totalmente contrária à teologia da cruz - iludem populações indefesas, erodindo nossas comunidades. Alguém tente processar um caluniador da Igreja, para ver o que acontece.

Dom Aloísio Roque Oppermann scj – Arcebispo de Uberaba, MG.
Endereço eletrônico: domroqueopp@terra.com.br

"Jovens inseridos nas diversas áreas da vida"


O mundo e a Igreja «precisam de jovens inseridos nas mais diversas áreas da vida»
Texto Lucília Oliveira | 12/09/2011 | 11:34
Bispo de Viseu pede gestos de perdão, como Jesus e João Paulo II. «São estes gestos que fazem progredir e avançar o mundo, construindo o futuro e semeando a esperança»

Ilídio Leandro recordou o atentado às torres gémeas de Nova Iorque, em Fátima, durante a Eucaristia. Os gestos que possuem a matriz do 11 de Setembro, de há dez anos, têm semeado «o medo, a vingança, o terrorismo». Esses gestos «dividem o mundo em sub-mundos e em blocos antagónicos e fazem do mundo uma selva, onde cada um receia de cada outro, quer nas relações de proximidade e de vizinhança, quer nas profissionais e laborais», afirmou. A combater «a acusação, a vingança, a ira, a lei do mais forte», o prelado pede «gestos com a matriz de Jesus, a matriz do perdão e do amor, como os gestos de João Paulo II, que perdoou a quem o quis assassinar».

A Eucaristia deste 11 de Setembro ficou marcada pela peregrinação do Movimento dos Convívios Fraternos e pela oitava peregrinação nacional dos coxos ao Santuário. «O mundo precisa de mudar o paradigma de vida, as referências de desenvolvimento e os sistemas de organização económica e social», defendeu o bispo de Viseu. Para Ilídio Leandro «o mundo dos excluídos, dos refugiados, das crianças soldado, das desigualdades injustas, envergonha os cristãos».

Às centenas de jovens presentes, o bispo exortou-os à firmeza da fé para ultrapassar os muitos obstáculos, nesta «sociedade em crise, minada e caótica». Um jovem cristão – disse – deve ser «um jovem sem medo da vida, sem medo do mundo, sem medo do futuro». Aliás, o mundo e a Igreja «precisam de jovens inseridos nas mais diversas áreas da vida social, económica, laboral, académica, jurídica e política, com linguagem, comportamento e testemunho sério e autêntico, que sejam referências de um mundo e de uma Igreja que anseiam por mudanças a partir do interior e no mais profundo dos valores, dos critérios e dos caminhos de renovação».

Fonte: Fátima Missionária