quarta-feira, 15 de junho de 2011

Pato no tucupí.


Pato no tucupi.

Receita enviada por Cheff Culinarista André Barreta Picelli.

Ingredientes:

* 1 pato grande
* 3 cebolas pequenas, cortadas em rodelas
* 4 dentes de alho
* 100 g de bacon em fatias
* 5 tomates maduros (opcional)
* 1/3 de xícara de chá de vinagre
* 1 folha de louro picado
* 1/2 colher de café de cominho e pimenta do reino
* 1 xícara de chá de óleo
* 1 maço de jambu (ou agrião)
* 1 litro de tucupi
* 12 colheres de sopa de farinha de mandioca torrada
* Sal a gosto


Modo de Preparo:

1. Limpe muito bem o pato

2. A seguir, fure-o ligeiramente com um garfo e tempere com alho socado, sal, louro, pimenta do reino, cominho e vinagre

3. Deixe tomar gosto de um dia para o outro

4. Após este tempo, cubra o pato com fatias de bacon, coloque-o numa assadeira, arrume por cima as fatias de cebola e tomate

5. Regue com óleo e leve ao forno moderado, deixando assar até que o pato fique corado e macio

6. Retire, corte-o em pedaços e deixe no próprio molho

7. Limpe o jambu, lave e pique (conserve os talos para dar mais gosto), ferva o tucupi com 2 dentes de alho previamente socados, por mais ou menos 15 minutos

8. Se usar agrião, não se deve ferver

9. Adicione os pedaços do pato no molho e deixe ferver por 20 minutos

10. Na hora de servir, coloque em cada prato 2 colheres de sopa de farinha de mandioca, arrume por cima 1 ou 2 pedaços de pato e despeje bastante molho (bem quente)

11. O molho misturado com a farinha formará uma espécie de pirão

Para fazer o molho do tucupi:

1.Rale a mandioca, esprema o caldo e coloque para cozinhar com bastante alho
2. Depois de frio engarrafe
3. Uma boa opção para se fazer com tucupi é o famoso tacacá:
4. Ferva um litro de tucupi com um galho de jambu e três pimentas malaguetas
5. Faça uma massa bem espessa com meio quilo de polvilho e água
6. Misture meio quilo de camarões secos e sirva com molho de tucupi por cima, quente

Fonte:tudogostosouol.com

Declaração de amor ao Pará.


Declarações de amor ao Pará

"Gostei do tucupi, da maniçoba, do tacacá, me encantei com as mangueiras e com o povo, que tem uma fé que eu nunca vi igual. Nunca mais deixo essa terra". Sebastião Carlos Pereira tem 42 anos, 23 deles vividos no Pará. Nascido na Paraíba, ele veio para Belém ainda jovem, montou um restaurante e diz que não troca a cidade por nada. "Nossa Senhora de Nazaré é um dos maiores símbolos de orgulho do Estado", diz.

Ele é uma das pessoas que participaram da ação realizada em parceria entre o Diário do Pará e a Rádio 99 FM no restaurante Fruteira Rural - parada obrigatória dos veranistas - durante o feriado prolongado de Carnaval. Centenas de pessoas que escolheram o local para um almoço em família participaram da entrega de brindes, camisetas, receberam exemplares do jornal e participaram de sorteios de assinaturas. Na ocasião, os veranistas receberam um formulário onde se lia: 'Declare aqui seu amor pelo Pará'. Depoimentos exaltando as praias, a culinária, a religiosidade e os artistas da terra se multiplicaram - inclusive daqueles que, como Sebastião Pereira, são "paraenses de coração".

"Ser paraense é algo que eu sempre quis, sempre admirei o povo daqui. Para isto, meu agradecimento ao meu pai, Luiz, que escolheu este Estado para fixar moradia", escreveu a curitibana Keila Suely Quaresma, moradora da Cidade Velha. "Um dia me acolheste. Passei um dia, dois, e nessa história lá se vão mais de trinta anos. Te amo, Pará", escreveu Raimundo dos Santos Costa, nascido no Amapá. José Hamilton de Souza também deu seu relato: "Sou cearense, moro em Belém há 25 anos e não saio daqui por nada. Amo esse Estado", escreveu, aproveitando para frisar que é "um eterno remista".

Papel e caneta a postos, não faltaram declarações de amor.

Houve os mais inspirados: "O Pará 'paid'égua' conquistou meu coração. Fico até breado de tanta emoção", escreveu o aspirante a poeta Alcino Galvão da Silva. "Ficar sem maniçoba, tacacá, tucupi, açaí, bacuri... mas quando?!", completa. "Sempre lutarei pelo meu Pará, só paro quando meu coração parar", escreveu Ricardo Gil Castelo Branco.

Alguns depoimentos traziam um tom de exaltação, mas também de apelo - como os de André Braga Penna e Delrizo Santana Gonçalves: "O Pará é terra de muitas riquezas e nós devemos preservar este patrimônio, defendendo-o sempre", escreveu André, enquanto Delrizo declarou: "Amo meu querido Estado do Pará e não aceito a sua divisão".

Para o gerente de marketing da RBA e do Diário do Pará, Inaldo Silva, foi uma oportunidade de expressar o que se sente pela nossa terra. "Eles disseram o gostariam de falar, mesmo, e muitos agradeceram o espaço. Tantas declarações de amor são um sinal de que as pessoas aderiram à campanha do Orgulho do Pará e este projeto está rendendo bons frutos", disse, acrescentando que o projeto integra uma série de ações de valorização da cultura local. "Iniciativas como o 'Giro Cultural', o 'Personalidades Históricas', o Festival de Música e o prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia cumprem este objetivo e a ideia é fortalecê-los a cada nova edição", diz.

(Diário Online)

O povo está mais consciente.


O povo está mais consciente

Por Padre Djaci Brasileiro.

Graças a Deus, o povo sofrido, esmagado, explorado, enganado e tratado como boiada ou massa de manobra começa a tomar, aos poucos, consciência de seus direitos inalienáveis. Trata-se de um novo tempo. Uma nova história de cidadania começa a raiar no horizonte destas terras paraibanas. O povão começa a ter vez e voz, ainda que seja de forma tímida. É A libertação do homem e da mulher aproximando-se.



Consciência crítica libertadora. Se todos começarem a ter essa postura crítica cidadã, será varrida do mapa da nossa Paraíba, a cultura do engodo, da enganação, do coronelismo político, da humilhação, da injustiça social, enfim, de tudo aquilo que agride a dignidade da pessoa humana. Para nossa felicidade, essa nova maneira de pensamento crítico vai tornando-se uma realidade concreta e existencial,neste pedaço de chão nordestino



O povo começa a libertar-se, gradualmente, das amarras do medo, do comodismo, da subserviência, da cegueira cidadã. Seus olhos estão abrindo-se para a realidade daninha que sempre o afligiu. Trata-se do despertar-se de uma longa noite do “sono” da alienação generalizada, que o levava ao comodismo, ao espírito determinista ou fatalista: “sofremos, porque Deus quer assim, passamos fome, porque Deus quer assim, temos nossa dignidade desrespeitada, porque Deus quer assim”. O povão estava “dormindo”, para a felicidade dos “mandões”.



Essa tomada de consciência torna-se, que maravilha, uma arma poderosa para os oprimidos, para os deserdados da vida, para essa gente tantas vezes tratada com desdém, como se não fosse pessoa humana. Percebo que o povo já não admite ser enganado, agredido nos seus direitos mais elementares,roubado e tratado com humilhação,com desprezo,por quem quer que seja. Já está começando a lutar, mesmo de forma tímida, a passos de tartaruga, pelos seus direitos, basta observar certos programas de rádio, onde as pessoas ligam para reclamar, cobrar, reivindicar etc. Já é um avanço significativo.



Transcreverei de forma literal, o que tenho ouvido e continuo ouvindo de muitas pessoas nas conversas informais. São pessoas simples, humildes, exploradas, marginalizadas, agredidas na sua dignidade de pessoa humana. Faço questão de ouvi-las atentamente:



“Antes, a gente pensava que a gente era pobre, sofria porque Deus queria, mas hoje, a gente já não pensa assim. Deus não quer sofrimento nenhum”.



“Padre Djacy,aqui no sertão,a gente toda vida foi tratado como gado,como bicho do mato,ignorado ,tangido”.



“Seu padre, está acabando o tempo em que governador, prefeito, deputado, senador e o diabo aquático mandavam na gente”.

“Aqui, antigamente, era assim: o coronel falava e a gente ficava calado. Se a gente falasse ,ia prá chibata.Hoje ,a coisa é outra.A gente era muito humilde,não tinha vez e nem voz”.



“Neste sertão, pobre é humilhado demais por todo tipo de doutor. Onde o pobre chega é humilhado,até nos hospitais.É ,mais as coisas estão mudando,ninguém queira mais humilhar a gente,não. Agora ,a gente está aprendendo a denunciar o errado”.



“Antigamente, os políticos vinham para nossa cidade e prometiam muita coisa. A gente ficava acreditando neles. Não vinha nada de bom pra gente. Era tudo mentira. agora, a gente não se deixa mais iludir. A Gente tá abrindo os olhos.”



“Olha, padre, meu filho foi mal atendido pelo médico do PSF, ai eu liguei pra o radio e meti o pau.Denunciei mesmo.Não tenho medo de falar a verdade”.



“Na minha rua tinha maior buraqueira, a gente se reuniu para cobrar do prefeito, aí, ele num instante resolveu o problema”.



“Agora o negócio é assim: qualquer coisa errada praticada por quem quer que seja,a gente denuncia, liga prá rádio, procura o Ministério Público.”



“Se eu for ao hospital ou para um posto de saúde e não tiver médico, eu denuncio, ligo prá rádio, grito, cobro. O povo paga para esse pessoal trabalhar”.



“Não é mais admissível ficar caladas diante de tantas injustiças, falcatruas, engodos, roubalheiras, corrupção.”



“Acabou o tempo da besteira, quando o povo era humilhado, ignorado, mal tratado. O povo está abrindo os olhos, não agüenta mais humilhação”.



“Padre, por que o poder Judiciário faz tanto prédios luxuosos, bonitos, e a os pobres mal podem entrar, porque se sente pequeno demais?”



“Padre, por que os pobres são tão humilhados por certas autoridades públicas?



“Esses deputados ganham bem demais, e os pobres funcionários públicos ganham uma miséria”.



“Graças a Deus, seu padre, nós estamos aprendendo a lutar pelos nossos direitos, a gente não fica mais calado, feito besta. Ai de quem tentar nos enganar”.



“Nós somos pobres, mas somos cidadãos. Queremos ser bem tratados por prefeito, deputado, juízes, promotores, médicos, dentistas e por todos os funcionários públicos”.



“Olha, padre, eu estou sabendo que quando eu compro um pão, estou pagando imposto. Agora, eu quero que os políticos invistam honestamente o meu dinheiro”.



“Uma coisa é certa: nós estamos aprendendo a lutar por saúde , educação, segurança, estrada, água, emprego e tudo é o que é bom pra nós”.

“Estive em João Pessoa, e fiquei observando certas autoridades andando em cada carrão novo, de luxo. Fiquei pensando: tudo isso é com o dinheiro do povo.O povo trabalha,trabalha, trabalha prá manter essa gente importante viver numa boa”.



“Padre, sou aluna de uma escola pública, pense, padre, lá falta tudo. Nós somos culpados por tudo isso, porque não cobrando nossos direitos de ter professores bons, material necessário”.



“Por que um deputado, um governador se aposenta tão rápido, e ganhando tão bem? Os pobres dos trabalhadores trabalham a vida toda para ganhar uma aposentadoria miserável”.



“Acabou o tempo em que a gente era besta, calado, tudo agüentava calado. Eu acho que a gente tem mesmo é que lutar pelo o que é nosso”.



“Devemos cobrar, brigar, lutar pelos nossos direitos”.



“A gente sabe que o médico do PSF tem que cumprir o horário integral. Se ele não cumprir o horário completo, a gente denuncia”.



“Antigamente, a gente tinha medo até de entrar num fórum, numa prefeitura, numa repartição pública, hoje, acabou esse negocio de medo, somos cidadãos”.



“Hoje é o seguinte,quando nossos direitos não respeitados,procuramos Ministério Público, a Justiça, o PROCON e tudo o que é do nosso alcance”.



“Padre Djacy,é preciso que a gente lute ,brigue pelos nossos direitos”.



“O povo é besta, acomodado, ignorante, porque não sabe dos seus direitos. Na hora que começar a lutar a coisa muda”.



Uma coisa é certa, um povo consciente amedronta os poderosos ou quem quer que seja. O poder treme nas bases. Não é por acaso, que as elites políticas e econômicas fizeram questão de manter o povão no cabresto, na alienação política. Seu status quo não poderia ser abalado.



Que nós, cristãos e cristãs, seguindo o Jesus libertador, usemos a fé como arma poderosa contra todo tipo de alienação, causa de tantos males que afligem milhares de paraibanos.

Fonte: portalnexo.com

Cartaz da CF=2012.


O Conselho Episcopal Pastoral da CNBB (Consep) aprovou, nesta quarta-feira, 15, o cartaz da Campanha da Fraternidade 2012, que vai discutir o tema “Fraternidade e a Saúde Pública” sob o lema “Que a saúde se difunda sobre a terra".

O texto foi estudado, ontem, 14, pelos bispos do Consep, juntamente com os secretários e assessores executivos da CNBB, que apresentaram sugestões ao texto. O estudo foi precedido de uma palestra feito pelo diretor do Departamento de Análise de Situação de Saúde do Ministério da Saúde, Otaliba Libâneo de Moraes Neto, que apresentou dados da saúde pública no Brasil. O coordenador da Pastoral da Saúde, André Luiz de Oliveira, também apresentou aos bispos dados sobre a saúde no país.

Cartaz:


Os bispos escolheram também o cartaz de divulgação da Campanha. A peça vencedora é do publicitário Marcelo Jacynto de Godoy, de Campinas (SP). Ele concorreu com mais de 70 cartazes que participaram do concurso promovido pela CNBB.

O texto-base e o cartaz serão lançados no dia 7 de julho, em São Paulo. A publicação será feita pelas Edições CNBB.

Esta é a primeira reunião do novo Consep, eleito na última assembleia anual da CNBB, realizada no mês de maio. Além dos três membros da Presidência da CNBB, fazem parte do Consep os presidentes das 12 Comissões Episcopais Pastorais da CNBB. A partir das 14h30, tem início a reunião do Conselho Permanente, composto de 41 bispos.

Fonte: CNBB

CF=2013 "Fraternidade e Juventude".


Qua, 15 de Junho de 2011 22:22 / Atualizado - por: cnbb


Fraternidade e Juventude.

Este será o tema da Campanha da Fraternidade de 2013. A escolha foi feita hoje, 15, pelo Conselho Episcopal Pastoral, que está reunido desde ontem na sede da CNBB.

O tema foi proposto pelo Setor Juventude da CNBB, que recolheu cerca de 300 mil assinaturas junto aos jovens do Brasil. O lema será escolhido na próxima reunião do Consep.

O Setor da Mobilidade Humana da CNBB apresentou e defendeu o tema do tráfico de pessoa humana e o trabalho escravo. Outros temas foram apresentados, mas não receberam votos.

Esta será a segunda Campanha da Fraternidade sobre a Juventude. A primeira foi realizada em 1992 com o lema “Juventude, caminho aberto”.

A escolha dos temas da Campanha da Fraternidade é feita com antecedência de dois anos.

Igreja acolhe novos crismados.


Dom, 12 de Junho de 2011 00:00

Por: Carlos Moioli = fonte: portalum.com

Na Solenidade de Pentecostes, o arcebispo Dom Orani João Tempesta conferiu o sacramento do Crisma a 147 jovens e adultos, representando todos os Vicariatos da Arquidiocese, durante a celebração eucarística realizada na manhã deste domingo, 12 de junho, na Catedral Metropolitana de São Sebastião.

Aos fiéis e, particularmente aos crismandos, Dom Orani lembrou que depois de cinquenta dias de atualização da presença do Cristo Ressuscitado, a Igreja concluía o tempo litúrgico da Páscoa. Que cada um era convidado a pedir a renovação da presença do Espírito Santo, como dom de Deus, e a renovar o entusiasmo pela missão evangelizadora da Igreja.

Neste dia de festa, em que se comemora o nascimento da Igreja Católica, o arcebispo e os demais concelebrantes estavam vestidos com a casula vermelha, a cor que associa ao fogo, símbolo do amor e do Espírito Santo. Diversos párocos concelebrantes estavam acompanhando os fiéis crismandos. Ainda a presença dos bispos auxiliares Dom Paulo Cezar Costa e Dom Pedro Cunha Cruz.

- Estava perdida, e a morte do meu pai me levou a aproximar da Igreja. Agora, com 50 anos, recebo a Primeira Comunhão e o sacramento do Crisma. De repente, a minha vida mudou e comecei a compreender o valor do amor ao próximo. Estou feliz por estar aqui, na certeza que Deus está comigo e não me abandonará. Agora é seguir em frente, fazer tudo o que for possível, afirmou Deise Magre Brandão, da Paróquia São Judas Tadeu, do Cosme Velho.

Na homilia, o arcebispo falou com entusiasmo sobre a ação do Espírito Santo na história e na vida da Igreja. Que no dia de Pentecostes, a Igreja recebeu a missão, assim como todos os cristãos, de ser presença de Cristo no mundo. Neste contexto, ressaltou que é através do sacramento do Crisma que os batizados são confirmados e enviados em missão.

Ao destacar que a redenção foi maior que a criação, lembrou que Deus cumpriu todas as suas promessas, não deixando ninguém órfão, mas oferecendo a presença e a força do Seu Espírito. Em Pentecostes, explicou o Arcebispo, a Lei e o fogo do amor de Deus antes entregue no Monte Sinai, agora era derramado nos corações. Diferente do contexto de Babel, agora as línguas eram entendidas, onde todos entendiam o que era proclamado da parte de Deus.

- Não celebramos apenas um fato histórico, mas a renovação do dom de Deus em nós. O segredo da caminhada da Igreja até hoje, apesar da perseguição peculiar de cada tempo e lugar, é a ação do Espírito Santo. É Ele quem move os corações para a conversão, para a missão, a ponto das pessoas entregarem a própria vida por causa do Evangelho. O verdadeiro protagonista da missão é Espírito Santo, afirmou Dom Orani.

Os jovens e adultos, representantes dos Vicariatos, foram apresentados ao Arcebispo, conforme a liturgia, pelo pároco da Catedral, Monsenhor Aroldo da Silva Ribeiro. A recepção do sacramento do Crisma na Catedral, no dia de Pentecostes, já é uma tradição na Igreja do Rio de Janeiro. Antes da oração litúrgica da fórmula do Crisma, os candidatos acenderam a velas no Círio Pascal, antes de ser apagado no final da celebração.

- Faz tempo que queria receber esse sacramento, mais minha idade não permitia. Agora, com 15 anos, estou preparado e feliz por dar esse passo na minha vida de fé. Tenho consciência que isso foi possível devido ao exemplo da minha família. É uma pena quando os pais perdem o habito de ir à missa, aos domingos. Precisamos de Deus, pois sem Ele, nada somos, afirmou Raphael Alves, da Paróquia Santo Cristo dos Milagres, do bairro Santo Cristo.

A recepção do Crisma foi o momento mais aguardado da celebração. Os crismandos receberam o sacramento na companhia de seus padrinhos e madrinhas. A unção foi conferida pelo Arcebispo e pelos dois bispos auxiliares.

- O despertar missionário de nossa comunidade, por meio dos encontros de círculos bíblicos, dos grupos de oração, e da Pastoral Social, proporcionou que muitas pessoas pudessem fazer parte da vida da Igreja. Depois de muita luta, conseguimos preparar 12 adultos e, para nossa alegria, hoje eles estão aqui recebendo o sacramento, contou a catequista Eliza Joana Silva de Carvalho, da capela São Pedro Nolasco, vinculada a paróquia Santo Antônio, da Pavuna.
Dom, 12 de Junho de 2011 00:00

Por: Carlos Moioli = fonte: portalum.com

Na Solenidade de Pentecostes, o arcebispo Dom Orani João Tempesta conferiu o sacramento do Crisma a 147 jovens e adultos, representando todos os Vicariatos da Arquidiocese, durante a celebração eucarística realizada na manhã deste domingo, 12 de junho, na Catedral Metropolitana de São Sebastião.

Aos fiéis e, particularmente aos crismandos, Dom Orani lembrou que depois de cinquenta dias de atualização da presença do Cristo Ressuscitado, a Igreja concluía o tempo litúrgico da Páscoa. Que cada um era convidado a pedir a renovação da presença do Espírito Santo, como dom de Deus, e a renovar o entusiasmo pela missão evangelizadora da Igreja.

Neste dia de festa, em que se comemora o nascimento da Igreja Católica, o arcebispo e os demais concelebrantes estavam vestidos com a casula vermelha, a cor que associa ao fogo, símbolo do amor e do Espírito Santo. Diversos párocos concelebrantes estavam acompanhando os fiéis crismandos. Ainda a presença dos bispos auxiliares Dom Paulo Cezar Costa e Dom Pedro Cunha Cruz.

- Estava perdida, e a morte do meu pai me levou a aproximar da Igreja. Agora, com 50 anos, recebo a Primeira Comunhão e o sacramento do Crisma. De repente, a minha vida mudou e comecei a compreender o valor do amor ao próximo. Estou feliz por estar aqui, na certeza que Deus está comigo e não me abandonará. Agora é seguir em frente, fazer tudo o que for possível, afirmou Deise Magre Brandão, da Paróquia São Judas Tadeu, do Cosme Velho.

Na homilia, o arcebispo falou com entusiasmo sobre a ação do Espírito Santo na história e na vida da Igreja. Que no dia de Pentecostes, a Igreja recebeu a missão, assim como todos os cristãos, de ser presença de Cristo no mundo. Neste contexto, ressaltou que é através do sacramento do Crisma que os batizados são confirmados e enviados em missão.

Ao destacar que a redenção foi maior que a criação, lembrou que Deus cumpriu todas as suas promessas, não deixando ninguém órfão, mas oferecendo a presença e a força do Seu Espírito. Em Pentecostes, explicou o Arcebispo, a Lei e o fogo do amor de Deus antes entregue no Monte Sinai, agora era derramado nos corações. Diferente do contexto de Babel, agora as línguas eram entendidas, onde todos entendiam o que era proclamado da parte de Deus.

- Não celebramos apenas um fato histórico, mas a renovação do dom de Deus em nós. O segredo da caminhada da Igreja até hoje, apesar da perseguição peculiar de cada tempo e lugar, é a ação do Espírito Santo. É Ele quem move os corações para a conversão, para a missão, a ponto das pessoas entregarem a própria vida por causa do Evangelho. O verdadeiro protagonista da missão é Espírito Santo, afirmou Dom Orani.

Os jovens e adultos, representantes dos Vicariatos, foram apresentados ao Arcebispo, conforme a liturgia, pelo pároco da Catedral, Monsenhor Aroldo da Silva Ribeiro. A recepção do sacramento do Crisma na Catedral, no dia de Pentecostes, já é uma tradição na Igreja do Rio de Janeiro. Antes da oração litúrgica da fórmula do Crisma, os candidatos acenderam a velas no Círio Pascal, antes de ser apagado no final da celebração.

- Faz tempo que queria receber esse sacramento, mais minha idade não permitia. Agora, com 15 anos, estou preparado e feliz por dar esse passo na minha vida de fé. Tenho consciência que isso foi possível devido ao exemplo da minha família. É uma pena quando os pais perdem o habito de ir à missa, aos domingos. Precisamos de Deus, pois sem Ele, nada somos, afirmou Raphael Alves, da Paróquia Santo Cristo dos Milagres, do bairro Santo Cristo.

A recepção do Crisma foi o momento mais aguardado da celebração. Os crismandos receberam o sacramento na companhia de seus padrinhos e madrinhas. A unção foi conferida pelo Arcebispo e pelos dois bispos auxiliares.

- O despertar missionário de nossa comunidade, por meio dos encontros de círculos bíblicos, dos grupos de oração, e da Pastoral Social, proporcionou que muitas pessoas pudessem fazer parte da vida da Igreja. Depois de muita luta, conseguimos preparar 12 adultos e, para nossa alegria, hoje eles estão aqui recebendo o sacramento, contou a catequista Eliza Joana Silva de Carvalho, da capela São Pedro Nolasco, vinculada a paróquia Santo Antônio, da Pavuna.