terça-feira, 14 de junho de 2011

Hemopa quer sensibilizar doadores de sangue.


Hemopa quer sensibilizar doadores de sangue.

Terça-Feira, 14/06/2011, 08:47:57


“Acenda a fogueira de um coração. Doe sangue”. É o tema da campanha de incentivo à doação de sangue e cadastro de doadores de medula óssea que a Fundação Hemopa promoverá de 16 a 22 deste mês, para suprir estoque estratégico de sangue do hemocentro que abastece cerca de 218 hospitais conveniados com o Sistema Único de Saúde (SUS), entre eles, grandes emergências, maternidades e UTIs, que corresponde a cobertura transfusional de aproximadamente 90%. A meta da campanha será de 300 coletas/dia.

A mobilização será realizada simultaneamente nos Hemocentros Regionais de Castanhal, Marabá e Santarém; e nos Núcleos de Hemoterapia (NH) de Altamira, Abaetetuba, Tucuruí, Capanema e Redenção. No entanto, a data e a programação da hemorrede acontecerão de acordo com a realidade de cada unidade.

Este ano, a campanha ganhou apoio do grupo de comunicação Rede Brasil Amazônia (RBA), que realizará coleta externa com as duas unidades móveis do hemocentro que ficarão de 8h às 15h, no pátio do prédio da emissora, na Av. Almirante Barroso.
A programação do hemocentro coordenador de Belém contará com lanche especial e iguarias da época. “Atualmente quase 50% das coletas efetivadas no Estado são de jovens entre 18 e 29 anos. É um segmento cada vez mais responsável socialmente com as causas em favor do bem-estar e melhoria da saúde pública no Pará”, destacou a titular da Gecad, a assistente social Juciara Farias.

O hemocentro desenvolve campanhas estratégicas em épocas festivas para suprir o estoque de sangue do hemocentro, tendo em vista que o comparecimento de doadores em feriados prolongados e meses festivos costumam cair em torno de 35%, o que pode interferir no atendimento satisfatório da demanda hospitalar.

NÚMEROS

Atualmente, o hemocentro tem uma média diária de 250 doações de sangue e cerca de 300 atendimentos transfusionais. Somente ano passado, o hemocentro coletou 91.290 bolsas de sangue e atendeu 142.875 transfusões da rede hospitalar. Hoje, a população doadora voluntária de sangue no Brasil é de 1.8%. No Pará é de 1.7%. O que ainda é baixo, levando-se em consideração que a Organização Mundial de Saúde (OMS) determina que 3% a 5% da população pratiquem esse ato solidário.
É necessário apresentar documento oficial original e com foto. Com a doação são realizados exames para diversas doenças, entre elas: Aids, Sífilis, Doença de Chagas, Hepatites, HTLV I e II, além de tipagem sanguínea. O homem pode doar a cada dois meses e a mulher a cada três meses. Para doar sangue não é preciso estar em jejum. O doador deve estar bem alimentado. (Diário do Pará)

Procura intensa por vacinação contra a pólio.


Procura intensa por vacinação contra a pólio.

Terça-Feira, 14/06/2011, 08:50:


Desta vez, muitos pais se anteciparam para vacinar os seus filhos.

A vacinação contra a poliomielite começou ontem e apesar de muita gente geralmente deixar para procurar o serviço na última hora, o movimento no primeiro dia foi intenso nos postos de saúde. A ação marca o início da 1ª Etapa da Campanha Nacional de Multivacinação 2011 que visa imunizar as crianças de até cinco anos de idade contra a poliomielite. Conhecida como paralisia infantil, a doença é causada por um polivírus que, após os sintomas iniciais, causa uma paralisia que pode afetar os músculos e o sistema nervoso. A vacina oral contra a Poliomielite, a famosa “gotinha”, é considerada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como a única vacina capaz de erradicar a doença.

O técnico em informática Eder Ramos aproveitou o dia de folga para acompanhar a filha e a esposa na Unidade Básica de Saúde (UBS) da Sacramenta. “Por ser o primeiro dia, resolvemos vir logo para evitar o sufoco”, diz. Na unidade, apenas uma sala está disponível para vacinação e o único ar-condicionado estava em teste, pois havia apresentado problemas. Por conta disso, a unidade teve que distribuir senhas para não tumultuar a sala e comprometer a temperatura da vacina. Durante toda a manhã, 45 senhas foram distribuídas. “Minha mulher conseguiu uma senha, mas tem gente que teve que ir embora com os filhos”, diz Eder.

A estudante Lariza Mayara deu sorte e conseguiu vacinar o filho Victor Matheus, de 1 ano. “Resolvi vir logo no primeiro dia porque não gosto de atrasar a vacina dele, assim evito doenças no futuro do meu filho”, destaca. Na UBS da Pedreira, o tumulto foi grande no início da manhã. Mas, próximo ao meio dia, o movimento diminuiu. Enquanto a maioria dos postos apresentava filas, na UBS de Val-de-Cans o clima era de tranquilidade. “Mesmo antes de começar a campanha, quando vim vacinar meu filho com outra vacina, eles aproveitaram e deram a vacina contra paralisia. Sempre trago ele para vacinar no tempo certo, nunca deixo atrasar. Me sinto mais segura, é uma prevenção”, conta a dona de casa Keroleny Soares.

PARA ADULTOS

Durante esta I Etapa da campanha, também está sendo disponibilizada a Vacina Dupla Adulta, que previne contra tétano neonatal, voltada para as crianças a partir de sete anos de idade e mulheres em idade fértil. Já as crianças menores de dois anos, que perderam o período de vacinação contra gripe, ainda podem tomar a segunda dose da vacina. A meta de vacinação para I etapa da campanha deste ano é de imunizar 106.148 crianças menores de cinco anos. Para esta vacinação, 476 postos e 3.888 profissionais estão envolvidos na etapa.

Para quem quiser evitar os postos de saúde, a alternativa é recorrer aos 25 postos volantes que funcionarão no próximo sábado (18), o “Dia D”, de combate a Poliomielite.

Shoppings, supermercados e museus estarão vacinando, além das Unidades Municipais de Saúde, e 16 postos fluviais prometem atender à população ribeirinha. A vacinação vai até 24 de junho. (Diário do Pará)

"Carioca se apaixona por Belém".


Orgulho do Pará: Carioca se apaixona por Belém.

Terça-Feira, 14/06/2011, 09:40:29

Neto de cearense e de paraense por parte de pai e bisneto de italiano pelo lado da mãe, o carioca Sérgio Fiore Oliveira, de 28 anos, é exemplo da mistura de raças em território paraense. “Eu me sinto um pouco paraense porque tenho raízes no Pará, e tenho orgulho disso”, diz o carioca. Há 14 anos no estado, Sérgio faz parte da legião de cariocas que escolheram o solo papa-chibé para viver - 14 mil, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2009.

Sérgio chegou a Belém junto com a mãe, a carioca Maria da Glória, 59, o pai, o paraense José Sérgio, 65, e a irmã Érika, 29. O pai de Sérgio, aposentado, decidiu retornar à terra natal após quase vinte anos. Antes de morar no estado, o jovem carioca passava as férias de fim de ano na casa dos avós paternos, Neuza e Waldemar Oliveira, em Belém. Ele lembra que a ansiedade por essas férias era grande, e que, juntamente com a irmã, se dedicava ainda mais aos estudos, no fim do ano, para não ficar em recuperação e garantir a viagem. “Eu já gostava do Pará antes de mudar pra cá. Gostava de ir pra Salinas e Mosqueiro”, lembra.

Foi durante a infância que Sérgio começou a apreciar a culinária paraense. Depois que mudou para o Pará, passou apreciar ainda mais, principalmente o cardápio do tradicional almoço do Círio de Nazaré, em outubro, quando a família, numerosa e festeira, se reúne na casa da avó. “Quando meu pai decidiu vir morar no Pará eu aceitei a idéia numa boa, pois eu já gostava desse lugar”, revela o carioca-paraense.

Apesar de ter enfrentado um pouco de dificuldade para se adaptar à nova escola, ao novo bairro e à nova casa, Sérgio garante que os paraenses lhe receberam muito bem. “No meu primeiro dia de aula, o arame do caderno enrolou na minha camisa, aí um garoto me ajudou na hora. Era o Wellen Pablo, que se tornou um dos meus melhores amigos”, lembra o carioca, para exemplificar a receptividade do povo paraense.

Em Belém, Sérgio diz que pôde concretizar sonhos que ficavam distantes no Rio de Janeiro, como ter um animal de estimação, brincar na rua com os primos e tomar refrigerante com sabor guaraná típico do Pará. “Também acho muito legal a proximidade de tudo aqui. Se eu tenho um amigo que mora em outro bairro, posso ir andando por mais que tenha uma linha de ônibus pra lá”, diz Sérgio.

Torcedor do Flamengo, o carioca-paraense se orgulha de dizer que estudou com o “Imperador” Adriano no Rio de Janeiro. Hoje, ele também torce para o Clube do Remo, por influência do pai, torcedor apaixonado que lhe apresentou o clube azulino ainda no Rio de Janeiro.

Formado em artes visuais em uma universidade paraense, Sérgio Oliveira trabalha na área de multi¬mídia de uma empresa de comunicação. “Não me vejo saindo do Pará tão cedo. Ainda tenho muitos projetos profissionais, além da minha família e meus amigos”, revela o jovem, que mantém um blog, junto com cinco amigos, o “100 grana”, que fala sobre cinema, quadrinho, TV e games.

Apesar de carioca, Sérgio conta que nunca visitou os pontos turísticos do Rio de Janeiro, conhecidos por qualquer turista, como Corcovado, Cristo Redentor e Maracanã, mas em Belém ele conhece tudo. Acrescenta que gosta da Avenida Visconde de Souza Franco (Doca), onde mora e dispõe de ótima posição para ver o pôr-do-sol, do almoço com a família na orla de Icoaraci e do Horto Municipal, pelo contato com a natureza.

“Eu me considero de duas cidades, o Rio e Belém, mas hoje a minha ligação é maior com esta cidade (Belém) porque aqui eu construí as coisas boas da minha vida”, diz o artista plástico, que voltou ao Rio de Janeiro apenas três vezes depois de mudar para o Pará. (Diário do Pará)

"Há alguém além do céu que me ama como filho".


HÁ ALGÉM ALÉM DO CÉU,
QUE ME AMA COMO FILHO

Naquele tempo uma das gratas satisfações de Dona Maria Geraldina era mandar-me para as aulas de catecismo que se realizavam na igreja todo domingo de tarde.

Tinha eu 7 anos. A igreja ficava defronte de casa e por trás dela tinha um campinho onde jogávamos futebol depois dos afazeres religiosos. Dona Maria queria que eu aprendesse logo os Mandamentos da Lei de Deus, os Sacramentos da Igreja, os Pecados Capitais, os Dons do Espírito Santo, enfim, as orações, conhecimentos e comportamentos fundamentais de um crente católico para que eu já estivesse preparado quando chegasse o tempo da minha Primeira Comunhão.

Numa das aulas a professora falou sobre a existência de Deus e seu poder infinito. Disse que Deus é um Espírito puro, perfeitíssimo, Criador do céu e da terra, dos animais que voam, nadam, se arrastam e andam, especialmente os homens porque foram criados à sua imagem e semelhança, e que Deus tudo vê e está em todos os lugares. Esta afirmação germinou em mim um bocado de interrogações. Um ser que me vê e não O vejo e que está em todos os lugares, como é que pode?... É um mistério, disse também a professora parecendo adivinhar os meus pensamentos, e mistério não se compreende, crê-se pela Fé, completou. Fé? Que é Fé? E mistério, o que é?... Aí é que eu fiquei confuso, mas atento ao que a mestra religiosa falava como se ouvisse uma fábula de "Príncipe Encantado", daquelas que Dona Maria me contava toda noite ao embalar-me para dormir...

Quando a professora afirmou que Deus é boníssimo, que atende a todos os nossos pedidos quando feitos com sinceridade, porque Ele é bom Pai, apareceu na minha cabeça no meio da confusão, não sei de onde e nem como, a idéia de pedir-Lhe dinheiro para comprar pirulito. Aqueles pirulitos encartuchados conicamente em papel manilha que eram vendidos pelas ruas da cidade!...

Assim, atordoado com tanta coisa extraordinária pululando na minha mente comecei a observar tudo dentro da igreja. Salãozão cheio de bancos perfilados e de altares de santos encravados nas paredes; teto abobadado com inúmeros candelabros pendurados; algo quando caía no chão o barulho por mais fraco que fosse ecoava por toda parte... À minha frente, o púlpito do sacerdote fazer sermão e mais adiante para a direita, o presbitério com o altar-mor pregado na parede ao fundo e sobre ele a imagem imponente de Santo Antônio, o padroeiro dos alenquerenses, de olhar sereno e amoroso com o Menino Jesus nos braços. Abaixo dela, mas suspensa no ar, uma luz vermelha sinalizando o Sacrário embutido na parede sobre o altar. A mestra tinha dito que esta luz indica a presença de Deus no Sacrário, por isso, toda vez que a gente passar diante dele tem de ajoelhar-se em sinal de adoração, louvor, respeito... Nas paredes, à minha esquerda, a imagem de Jesus, e, à minha direita a da Virgem Maria, cada qual com seu sagrado coração exposto, pareciam confirmar as palavras da professora.

Eu observava tudo isso, quieto entre os coleguinhas, com vontade de ir até o Sacrário pedir dinheiro a Deus para comprar pirulito. Porém, o Sacrário ficava alto demais e para chegar até ele eu teria que subir no altar-mor, que também era alto. Além disso, a professora podia não gostar porque, segundo ela, é sobre o altar que o Espírito Santo, através do sacerdote, transforma o pão e o vinho no Corpo e Sangue do Filho de Deus, nosso Senhor Jesus Cristo, que se sacrificou para nos salvar...

Terminada a aula, saí pela sacristia cismado com as palavras da professora ecoando dentro de mim: “Deus está em todos os lugares”, “Ele é bom Pai”... Queria pedir-Lhe dinheiro para comprar pirulito, mas como pedir se não O via? Assim, nem quis ficar para brincar de bola como de costume, resolvi ir para casa ver se conseguia algum tostão com mamãe, a Dona Maria Geraldina...

Caminhando para casa, embatucado com Deus e o pirulito na cabeça observava tudo o que via a meu redor, tudo parecia ter vida: a amplidão do céu azul e as nuvens movimentando-se lentas e macias, transformando-se aqui e retransformando-se ali... O sol brilhante como um imenso olho a olhar-me... O folharéu exuberante das mangueiras e benjaminzeiros contornando a praça da igreja escondendo secretamente ninhadas de passarinhos... As pessoas indo e vindo, umas atravessando a praça, outras pelas ruas que contornam a praça, passos calmos e cadenciados... Os soldados de polícia conversando no canto da delegacia... Tudo dava-me a impressão de que Deus estava realmente em toda parte, até mesmo dentro de meu bolso vazio, mas cadê Ele? Ao passar junto do pára-raios da igreja, a ânsia pelo pirulito e a dúvida sobre Deus eram tão grandes, que não suportei: - Se Ele existe que faça aparecer um dinheiro na minha frente!... Nisto que exclamei, vi no chão algo tremeluzir. Uma moeda, pensei. Dez tostões, imaginei. O meu coração disparou. Fiquei com medo. Senti-me sozinho. Ele existe. Eu pecava. Ía para o inferno. Sim, a professora disse também que se a gente duvidasse da existência de Deus, pecava e ía para o inferno, fogo ardendo, chamas imensas, gente chorando, gemendo de agonia, gritando de dor... Com todo este dilema se desenrolando na minha cabeça, abaixei-me para apanhar aquilo que luzia no chão, precisava dele para comprar pirulito, principalmente os de peroba, que até já podia sentir o sabor na boca! Mas, à proporção que me abaixava para pegá-lo, uma desarrumação foi tomando conta do meu corpo, tudo dentro de mim foi ficando em rebuliço, um misto de angústia e frustração me dominando, a moeda tomava forma de uma cortiça de tampinha de garrafa de guaraná suavemente coberta por finos grãos de areia. Instintivamente, pus-me de pés e olhei para cima, pressentia alguém divertir-se às minhas custas, mas não vi ninguém. Olhei para trás e vi meus colegas começando o jogo de bola. Retornei para junto deles. A vontade pelo pirulito tinha passado, me sentia meio arrependido, meio envergonhado, mas sereno. A confusão na minha cabeça também tinha passado...

Brincando com os colegas e já totalmente esquecido do ocorrido, Seu Luiz Martins, passando por ali para assistir futebol no campo em frente à Prefeitura, chamou-me. Ele estava defronte da casa dos padres com um vendedor de pirulito ao lado. Corri até ele...


Voltava para casa. Ao passar outra vez diante do pára-raios notei alguma coisa no bolso. Era a cortiça que tinha guardado. Instintivamente, olhei novamente para cima, como não vi ninguém, joguei-a fora, e saí correndo aos pulos no rumo de casa, saboreando os pirulitos que papai comprara para mim...

Em 2004, fui ordenado diácono da Igreja, aos 61 anos... Sempre que vejo uma criança na igreja a observar o sacrário, o altar, as imagens dos santos, enfim, admirar as nuanças religiosas que impregnam o interior do templo, é como se fosse eu naquele tempo e cada vez que conto este fato sinto-me aliviado, pois nele há uma mensagem especial para a criança que vive dentro de você...

Diácono Eliezer de Oliveira Martins
Arquidiocese de Belém - Pará.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

"Comunhão e sexualidade".


Comunhão e sexualidade


Monsenhor Raimundo Possidônio

"Sou homossexual, mas vivo o celibato. Mesmo assim, eu posso comungar o corpo e o sangue de Cristo?" (P.B.S. - Castanheira - Belém)

Prezado irmão, vou lhe responder ao copiar literalmente o que diz o CIC número 2359 sobre o seu caso: "As pessoas homossexuais são chamadas à castidade. Pelas virtudes de autodomínio, educadoras da liberdade interior, as vezes pelo apoio de uma amizade desinteressada, pela oração e pela graça sacramental, podem e devem se aproximar gradual e resolutamente da perfeição cristã". (Leia mais:

CIC 2337 a 2358).

A Congregação para a Doutrina da Fé escreveu em 1986 uma "Carta aos Bispos sobre o atendimento pastoral das pessoas homossexuais". Caso não consiga o documento nas livrarias católicas acesse o site: www.vatican.va e digite homossexualismo você o encontra na íntegra, em português.



"Por que em dias de solenidade, padres e bispos usam as vestimentas tão diferentes e brilhosas? Não seria um contratestemunho de pobreza e humildade?" (Cristina Cesário - Terra Firme, Belém).



Cristina, caríssima, as vestes litúrgicas ou paramentos expressam nas celebrações o sentido de revestir-se de Cristo, da sua autoridade e do seu serviço. Os ministros revestem-se de Cristo para exercer seu ofício, sua função, e nisso se manifesta também a variedade das vestes: representam a diversidade dos ministérios. As cores devem visar manifestar o caráter dos mistérios celebrados, conforme desenrolar do ano litúrgico; convém que as vestes litúrgicas contribuam para a beleza da ação sagrada. "A beleza e a nobreza das vestes decorra do tecido e da forma; se houver ornatos, sejam figuras ou símbolos que indiquem o uso sagrado. E sejam simples, mas belos. Deve-se excluir tudo que não serve para o culto sagrado". (Missal Romano 344). Nessas orientações podemos perceber que a Igreja deseja que tudo que se realize nas celebrações manifeste o Mistério, o Sagrado, também as vestes, de modo que nada obscureça ou desvie o seu sentido. O exagero nas apresentações: paramentos, vasos litúrgicos, ornamentações... às vezes só serve para confundir os fiéis. Cito um exemplo: quando alguém diz: "Que toalha esplendorosa!" (pelo requinte dos brocados e coloridos) significa que ela não está vendo o essencial que é o altar que é Cristo; a toalha do altar deveria ser branca, sempre, e nunca esconder o altar que deve ter uma visibilidade total. Tudo o que é usado nas celebrações deve ser verdadeiramente digno, belo e decoroso.



Envie sua pergunta ao monsenhor Raimundo Possidônio para

voz@fundacaonazare.com.br ou para a Fundação Nazaré de Comunicação, na av. Gov. José Malcher, 915, ed. Paulo VI, bairro Nazaré, CEP 66055-260.

Diretoria define calendário de 2011 do Círio de Nazaré.


Diretoria do Círio define calendário de 2011

A abertura oficial do Círio de Nossa Senhora de Nazaré deste ano será no dia 4 de outubro, às 19 horas. Já o novo manto que vai ser utilizado pela imagem da Virgem durante as romarias oficiais será apresentado ao público no dia 5 de outubro, às 18 horas. As datas fazem parte do calendário oficial do Círio 2011, que foi divulgado após a primeira reunião deste ano da Diretoria da Festa de Nazaré, na segunda-feira, 3. O encontro contou ainda com a presença do arcebispo metropolitano de Belém, dom Alberto Taveira. A programação oficial do Círio 2011 se estenderá até o dia 23, com a celebração da missa de encerramento da maior festividade católica do Brasil.


A primeira das 11 romarias - o Traslado da imagem da Virgem de Nazaré de Belém para o município de Ananindeua - será realizada no dia 7 de outubro, a partir das 9 horas. Já no dia 8 de outubro, acontecerão mais quatro procissões: a Romaria Rodoviária, às 05h30; a Romaria Fluvial, às 9 horas; a Motorromaria, às 11h30; e a Trasladação, às 17h30. A Grande Procissão do segundo domingo de outubro será no dia 9.


Após a divulgação da agenda oficial, o próximo passo da Diretoria da Festa de Nazaré será elaborar o plano de trabalho a ser executado até o final deste ano. O plano deve ser divulgado em reunião ordinária no dia 21 de fevereiro. A Diretoria da Festa de Nazaré também informou na última segunda-feira que a imagem peregrina da Virgem vai visitar as cidades de Cachoeira Paulista (SP), de 13 a 15 de maio; Salvador (BA), de 8 e 10 de julho; e o Rio de Janeiro (RJ), de 2 a 4 de setembro.


Além de visitar outros estados brasileiros, a imagem peregrina vai percorrer comunidades católicas e paróquias do Pará durante todo o ano de 2011.

Fonte: O Liberal

Onze romarias compõem o Círio de Nazaré.


Fé Mariana / Procissão

Onze romarias compõem o Círio de Nazaré


O ápice da maior festa religiosa do mundo acontece com a procissão do Círio de Nazaré, no 2º domingo de outubro, mas outras dez romarias também engrossam a fé na padroeira dos paraenses, durante todo o mês de outubro. Ao todo as onze romarias estão distribuídas em Traslado para Ananindeua, Romaria Rodoviária, Romaria Fluvial, Moto-romaria, Trasladação, Círio, Cicloromaria, Romaria da Juventude, Romaria das Crianças, Procissão da Festa e Recírio. Mudanças no percurso de algumas romarias ampliam a participação do público e a distância percorrida pela Imagem Peregrina. Em 2009 foram 40 horas de fé, em cerca de 130 de 130 km de extensão, pela terra e água. Em 2010 a estimativa é que a festivadade seja ainda maior.


O Traslado dá início às romarias de fé, na segunda sexta-feira do mês de outubro, abrindo a programação oficial da festa religiosa. É quando a imagem peregrina de Nossa Senhora de Nazaré, segue em carro da Polícia Rodoviária Federal, em uma grande carreata, que vai da Praça Santuário, percorrendo os municípios de Ananindeua e Marituba, num total de 55 km, executados em 12 horas de romaria. Esta é a mais extensa e demorada de todas as procissões do Círio.


O sábado concentra o maior número de romarias, das onze que compõem a festa, ao todo são quatro: Rodoviária, Fluvial, Motoqueiros e Trasladação. Neste dia são mais 11 horas de fé, em 40 km de percurso total. Somando os dois dias são 95 km de percurso, em 23 horas. 'Isso representa um terço da quilometragem total das procissões e, na verdade, nem o cansaço desanima os fiéis, pois esses dois dias são uma preparação para a grande procissão do domingo, que é o maior evento religioso do mundo', avalia o coordenador do Dieese (Departamento de Estatísticas e Estudos Sóciorconômicos), Roberto Sena.


O domingo é o grande dia, que leva cerca de dois milhões de pessoas às ruas da capital paraense, na procissão do Círio de Nazaré. A pequena imagem em tamanho, mas imensurável em representação para os fiéis, vai em um nicho (Berlinda), sendo seguida por vários carros de milagre, que arrecadam objetos que simbolizam agradecimentos por graças atendidas. Neste dia são mais cinco horas e vinte minutos de caminhada, em 3,6 km de extensão.


Mas depois da grande procissão, ainda há mais cinco romarias com públicos específicos que se juntam para fazer sua homenagem à padroeira. São ciclistas, crianças, juventude, integrantes da organização (Procissão da Festa) e o encerramento, o Recírio, que acontece no final da quadra nazarena.

Fonte:Portal ORM