quinta-feira, 9 de junho de 2011

Distante da terra, mas, próximos da fé.


Distantes da terra, mas próximos da fé

NAZICA:

A fé em Nossa Senhora de Nazaré, Nazinha ou Nazica para os paraenses, é levada aos quatro cantos do mundo. “Sou alucinada pelo Círio e pela Nossa Senhora, eu ensinei meus amigos a chamarem de ‘Nazica’. O cartaz do Círio é pregado em uma porta da minha casa e tenho uma imagem dela na minha estante. Sempre rezo pra ela me proteger e amenizar a saudade que sinto principalmente da família. Toda vez que ouço qualquer música do Círio, eu choro muito.” revela Aletheia, emocionada.

Círio:

Ela conta que a ligação com a padroeira dos paraenses vem de longa data: “Morei a vida inteira no centro de Belém e sentia fortemente o clima da Festa desde criança. Desde que vim pra cá, vou ao Círio todos os anos. Neste não será diferente. Aqui em Brasília, há um Círio de Nazaré em uma paróquia no bairro do Lago Sul. Esse ano não vou deixar de ir”,

A devoção é passada de mãe para filho. “Não sou muito religioso, mas por ordens da minha mãe e até mesmo por tradição uso aquelas fitinhas de Nossa Senhora de Nazaré, portanto, sou devoto da "Nazinha", garante Victor.

Mesmo distante, Roberta não perdeu a fé na Nazica. “Sou católica, devota de Nossa Senhora de Nazaré, tenho minha blusa que minha mãe mandou. Mas infelizmente não tenho como acompanhar a procissão, já que a transmissão da tevê on line é geralmente do Rio ou São Paulo, e não local”, lamenta a paraense.

À sua maneira, Randy compartilha histórias e mantém objetos que o aproximam da fé na Virgem: “Os meus amigos, sejam eles portugueses, angolanos, ingleses ou marroquinos se assustam em saber, por exemplo, que temos um prato típico que demora oito dias para ser confeccionado, ou que temos uma procissão que junta quase dois milhões de pessoas em torno de uma berlinda. Acho que contando estas histórias diminuo um pouco a saudade de casa, isso se completa com alguns objetos que funcionam como convocadores da memória, como um calendário do Círio que estava no meio das minhas apostilas ou uma camisa de banda local que surge no meio das minhas roupas. É justamente assim que acontece, os objetos vão surgindo sutilmente no meio da tua correria do dia a dia, quase que sutilmente para te lembrar que podes estar do outro lado do planeta, mas que tens um outro referencial cultural derivado das tuas origens”.

Fonte: DOL - diário on line

A busca dos paraenses pelos sabores da terra.


A busca dos paraenses pelos sabores da terra.



Certa vez, em uma entrevista com a atriz Dira Paes, ela disparou um comentário engraçado e verdadeiro “tu queres identificar um paraense no aeroporto? É só olhar a quantidade de isopores. Paraense morre sem a comida da terra”. A morena famosa estava certa. A principal saudade, ou melhor, a pior ausência é sentida no paladar.

Açaí:

A gastronomia rica em sabores peculiares é unânime entre os que estão longe do Pará: “Na minha geladeira sempre tem açaí e maniçoba congelados. São duas comidas que sempre que a saudade aperta, como pra me fazer sentir um pouco mais perto de casa. Também não pode faltar a farinha. As comidas daqui não combinam, mas sempre que vou comer algo paraense, ela sempre tem que tá no meio. E quando o açaí acaba, corro para um restaurante brasileiro que fica no centro de NY”, contou Victor.

O desejo de uma grávida paraense era comida regional. Vatapá, maniçoba e o que mais pudesse encontrar “Já procurei comida paraense por aqui, principalmente na época da gravidez, quando sentia desejos, mas foi sem sucesso. Hoje nem procuro mais”, lamentou Karla Nazareth.

Os correios ajudaram a resolver a saudade de Roberta. “ Minha mãe, sempre que dá, envia farinha de tapioca, bombons de cupuaçu e castanha-do-Pará. Já encontrei um mercado por aqui que vende castanha, sempre que vou lá eu compro um saquinho”, vibra Roberta.

Ela até tentou preparar quitutes paraenses com ingredientes canadenses, mas o gosto é incomparável. “Preparei também sopa de caranguejo, mas o caranguejo não é o mesmo que temos no Brasil, eles são maiores e o gosto também não é a mesma coisa e também já fiz tapioquinha usando amido doce. Assim pelo menos dá para enganar a saudade”.

Randy encontrou um ingrediente português que poderia ajudá-lo no preparo da maniçoba. “Eu gosto muito de cozinhar e sempre que posso dou uma passada em lojas gourmet daqui, então, numa dessas minhas andanças encontrei uma lata com o desenho de uma folha de maniva. O nome do produto é Saka-Saka, portanto não tinha certeza se aquilo era ou não maniva. Resumo da ópera, resolvi levar o troço pra casa, juntei todos os ingredientes tradicionais da maniçoba e a tal da Saka- Saka transformou-se na solução para quando a vontade aperta”.

Aletheia conta uma história curiosa envolvendo o namorado e um certo sorvete regional. “A coisa que mais sinto saudade é do nosso sorvete. Já fiz meu namorado sair de uma ponta à outra da cidade atrás de sorvete regional pra mim. É o tipo de coisa que eu acordo de manhã às vezes com aquela vontade, sabe? É desesperador”.

Farinha de mandioca e açaí também estão no cardápio de Aletheia. “Açaí não tenho no congelador, pois quando eu trago sempre acaba rápido, e a farinha eu tenho um pequeno estoque. Quando minha mãe vem pra cá sempre traz alguma coisa. Da última vez em que ela veio trouxe mexilhão, que eu adoro”.

Fonte:DOL

quarta-feira, 8 de junho de 2011

"Reconcilie-se com o seu irmão antes de apresentar a sua oferta a Deus".


“Reconcilie-se com o seu irmão antes de apresentar a sua oferta a Deus”.
(Mateus 5,23-24)

Jesus revelou um princípio que governa o ato de ofertar: “quando formos apresentar-nos a Deus com uma oferta e lembrarmos que um irmão ou irmã em Cristo tem algo contra nós, devemos primeiro nos reconciliar com a pessoa e só então trazer a oferta”.

Esse princípio revela um aspecto muito importante das ofertas, que é muitas vezes esquecido ou subestimado.

O nosso relacionamento com Deus é tão imprescindível quanto o que mantemos com outros membros do Corpo de Cristo e do clero.

Se por um desentendimento criamos uma brecha em nosso convívio com um membro da família de Deus ou do clero, não poderemos aproximar-nos do Senhor com a nossa oferta, pois ela não será aceita.

No texto do evangelista Mateus citado a cima, Jesus não diz: “Se você tiver algo contra o seu irmão ou irmã”. Ao contrário, Ele afirma: Se o “seu irmão tem algo contra você”.

Se alguém nos maltratou e temos uma queixa contra essa pessoa, devemos perdoá-la. Cristo afirma também: “E quando estiverem orando, se tiverem alguma coisa contra alguém, perdoem-no, para que também o Pai celestial lhes perdoe os seus pecados” (Mc.11,25).

Se nos lembrarmos de algo que fizemos ou falamos que entristeceu alguém, se ofendemos uma pessoa com palavras ou com ação, devemos procurá-la e reconciliar-nos com ela.

Temos de pedir perdão e se possível “compensar os nossos atos”. Só depois de reconciliar-nos com o irmão em Cristo, com o irmão do clero é que estaremos aptos a comparecer diante de Deus com a nossa oferta, e Ele aceitará.

Agora, ao invés de perdoarmos, falamos: “Eu não dou o meu perdão a essa pessoa, quero ele longe de mim”.

Como nos oferecer ao Pai então? Não libero o perdão ao irmão adotivo, ao irmão de sangue, ao irmão em Cristo, ao esposo, a esposa, ao filho, ao pai, a mãe, não libero o meu perdão ao irmão de clero.

Como posso então me oferecer como “pessoa de Cristo” sobre o presbitério para renovar no altar do Senhor o sacrifício de oferecimento que Ele fez pelos homens e por mim?

A alguns digo: “Não dou o meu perdão a ele”, mas, prego com intrepidez junto à assembléia a necessidade de “perdoar sempre?” Paradoxo me parece!

Deus não está interessado em que cumpramos um ritual religioso de pura contribuição artificial, seja na oferta material, seja na oferta de se colocar como “pessoa de Cristo”, para a renovação do sacrifício do Filho de Deus pelos homens.

Ele não busca sacrifícios, mas deseja que as nossas ofertas estejam baseadas em nosso relacionamento com Ele e os irmãos.

Amar a Deus de todo o coração, de toda a alma e de todas as forças e amar ao próximo como a nós mesmos “é mais importante do que todos os sacrifícios e ofertas” (Mc.12,33).

Ira, dissensão, ciúme, inveja, falta de perdão e, relacionamentos rompidos com membros do Corpo de Cristo, do clero... (por muitas vezes uma pequena bobagem dita em um momento impensado) interrompem a nossa comunhão com o irmão e com Deus, lacera o corpo clerical e expõem a imaturidade de alguns (mesmo veterano) que deveria agregar ao invés de espalhar, deveria dar o exemplo ao invés do contra testemunho.

Sabendo, faz em sua vida desconhecer a Palavra do Senhor.

Não podemos dar espaço para o Diabo. No instante em que Deus falar conosco no Espírito ou por meio de sua Palavra, temos de agir imediatamente. Se deixarmos o tempo passar, estaremos rejeitando o que ouvimos. Isso representa para o Diabo a oportunidade de dar mais um passo em seu plano de endurecer o nosso coração, nos fazendo afastar de nossos irmãos, inclusive irmãos de clero.

Antes de trazer uma oferta ao Senhor, antes de se oferecer como oferta “pessoa de Cristo”, devemos avaliar se alguém tem motivo de queixa contra nós. Devemos humilhar-nos e pedir perdão compensando as nossas atitudes, se possível. Somente assim a nossa comunhão será restaurada com o irmão e com Deus.

O Senhor deseja que tenhamos um coração perfeito para que possamos apresentar-lhe as nossas ofertas. Será que isso é possível? Leia 1 Crônicas 29,2-9.

Deus e Senhor nosso, perdão por nossas faltas e por vezes deixarmos a nossa condição humana falar mais forte que a vossa Palavra, e o seu incomensurável amor pelos homens.

Diácono Luiz Gonzaga
Arquidiocese de Belém-Pará-Amazônia-Brasil

diaconoluizgonzaga@gmail.com
diaconoluizgonzaga.blogspot.com

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Cresce o número de jovens que se declaram seduzidos pelo diabo.


A cada dia aumenta o número de jovens que se declaram seduzidos pelo diabo

O perito em satanismo, Carlo Climati, denunciou que "a cada dia aumenta o número de jovens que se declaram seduzidos pelo diabo e a magia negra" com a ilusão de viver uma vida sem regras seguindo um "anjo rebelde".


Em uma entrevista concedida no dia 5 de abril ao grupo ACI em Roma, Climati explicou que o satanismo "destrói aqueles valores universais que estão escritos no coração de cada ser humano"; cria confusão e "uma espécie de sociedade ao revés, onde o bem vira o mal e o mal vira o bem".

Ele considerou que os jovens confundem o diabo com um "anjo rebelde", e se deixam capturar "pela ilusão de uma vida aparentemente livre, sem regras", por uma liberdade enganosa que os leva "a um estado de dependência e de escravidão".

A moda satânica e do esoterismo se estende por todo mundo, "infelizmente, a sociedade moderna está com freqüência dominada pelo relativismo moral e isto favorece a difusão do satanismo".

Climati explicou que freqüentemente, os jovens são "vítimas de uma solidão terrível, da incomunicação e de situações familiares difíceis", e encontram no esoterismo uma "solução fácil e imediata para os seus problemas", e o confundem com um jogo. "Nos últimos anos os jovens sofreram uma espécie de lavagem de cérebro que os empurra a não ter medo do mundo do ocultismo", indicou.

O autor explicou à ACI Prensa que certa "música rock pode ser considerada 'diabólica' ou anti educativa", e pode resultar "uma ponte entre o adolescente e o culto ao diabo".

O "rock satânico", disse, "reconhece-se facilmente pelos textos violentos e anti-cristãos", e "pelas capas dos CDs que oferecem imagens sanguinárias e blasfemas", disse o perito.

Do mesmo modo, considerou que a Internet e o meios de comunicação são freqüentemente perigosos para os "jovens psicologicamente frágeis", que se divertem praticando "ritos que inventam depois de ter navegado na Internet ou depois da leitura de qualquer livro esotérico", "infelizmente, às vezes, pode-se chegar a cometer atos de violência ou assassinato".

Climati é responsável pelo escritório de imprensa do Ateneu Pontifício Regina Apostolorum, e recentemente participou do curso "Exorcismo e oração de libertação", celebrado em Roma com o patrocínio da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos e da Congregação para o Clero.

No curso se deu a jovens sacerdotes ferramentas para que apóiem as famílias e diferenciar entre um modo rigorosamente científico o exorcismo como tema espiritual e teológico do fenômeno do satanismo, vinculado a aspectos mais sociais.

Fonte: ACI
Nota de www.rainhamaria.com.br

Diz na Sagrada Escritura:
"Eis que um homem exclamou do meio da multidão: Mestre, rogo-te que olhes para meu filho, pois é o único que tenho.
Um espírito se apodera dele e subitamente dá gritos, lança-o por terra, agita-o com violência, fá-lo espumar e só o larga depois de o deixar todo ofegante". (Lc 9, 38-39)
"Sede sóbrios e vigiai. Vosso adversário, o demônio, anda ao redor de vós como o leão que ruge, buscando a quem devorar". (1Pd 5,8).

Postado por Priscila יסילפרה às 21:08

"Doador pelo débito automático terá brinde de Jesus" (R R Soares).


Doador pelo débito automático terá brinde de Jesus, diz R.R. Soares.


O pastor R.R. Soares , 63, da Igreja Internacional da Graça de Deus, disse em seu programa exibido em horário nobre da TV Band que quem fizer doação pelo débito automático “ganha um brinde de Jesus”.

O site da igreja tranquiliza quem teme não ter saldo no dia do débito e, em consequência, ter o nome incluído na lista negra de devedores, do SPC.

“A conta não ficará negativa, porque o débito será efetuado no próximo mês e não será cumulativo”, explica.

O site tenta convencer o fiel a adotar o sistema, porque ele permite determinar o dia do pagamento.

A igreja tem convênio com três grandes bancos.
Com informação do jornal O Globo.

Fonte: http://www.paulopes.com.br/

Lembrando...

15/11/2009 - Missionário R.R. Soares compra avião de US$ 5 milhões
O missionário R.R. Soares comprou um tuboélice, o King Air 350, por de US$ 5 milhões, o que dá pela cotação atual R$ 8,6 milhões. A informação é de Lauro Jardim, de Veja.

Com banheiro a bordo, o avião tem capacidade para oito pessoas.
O fundador da Igreja Internacional da Graça de Deus é um dos pastores que mais alugam horário na TV. Ele tem programa na Band (o Show da Fé), CNT, Rede TV! E RIT (Rede Internacional de Televisão).

A igreja dele tem cerca de 900 templos no Brasil.
Em 1977, ele e Edir Macedo criaram a Iurd (Igreja Universal do Reino de Deus), da qual se desligou para criar a sua própria igreja.

Lembrando...

13/09/2009 - Edir Macedo compra jato de US$ 50 milhoës para viagens internacionais
A Alliance Jet, empresa ligada à Igreja Universal do Reino de Deus, vendeu um de seus jatos, o Global Express, mas o substituiu um novo, com lavabo, minibar, mesas para refeição e sofá.

O novo avião será usado pelo bispo Edir Macedo em suas viagens internacionais. Ele custou US$ 50 milhões (R$ 90,8 milhões). A informação é do Jornal do Brasil.
Para o Ministério Público de São Paulo, o líder da Universal usa aviões para movimentar ilegalmente entre países o dinheiro arrecadado com o dízimo.

Fonte: http://www.paulopes.com.br/

Nota de http://www.rainhamaria.com.br/ - por Dilson Kutscher

Enquanto estes falsos profetas ganham fortunas com suas seitas, comprando aviöes de milhöes de doláres, redes de TV e rádio, explorando o coraçäo dos humildes, que foram seduzidos por suas falsas promessas de soluçäo imediata para seus problemas financeiros, sentimentais, familiares, pessoais e de saúde, nós evangelizadores católicos, temos dificuldades até em mantermos nossos sites na internet. Uma triste e dura realidade dos nossos dias.

Disse Nicolau Maquiavel (1469-1527) - Político e Historiador Italiano

“Os homens são tão simplórios, e tão dominados por suas necessidades imediatas, que um mentiroso sempre encontrará muitos prontos para serem enganados”.

Enquanto eu tenho vergonha de ficar pedindo alguma colaboraçäo para manutençäo deste trabalho de evangelizaçäo, os lobos em pele de cordeiro pedem, dizendo que Jesus dará brindes para os que doarem mensalmente através do débito automático dos bancos.

Diz na Sagrada Escritura:
“E surgirão falsos profetas em grande número e enganarão a muitos” (Mt 24,11).
“Porque estes tais não servem a Cristo, Nosso Senhor, mas ao próprio ventre, e com palavras melífluas e lisonjeiras seduzem os corações dos inocentes”. (Rm 16,18).

Fonte:Católicos.com

sábado, 4 de junho de 2011

"Revestir-se da armadura de Deus".


Revestir-se da armadura de Deus

I - INTRODUÇÃO

Vivemos em tempo de combate espiritual, há uma luta entre a luz e as trevas, os anjos rebeldes e os anjos do Senhor, e nesta luta somos atacados e atingidos.
"Pois não é contra homens de carne e sangue que temos de lutar, mas contra os principados e potestades, contra os príncipes deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal (espalhadas) nos ares". (Ef 6,12).

Somente quando travamos a batalha de fé é que seremos capazes de resistir aos ataques de satanás e os poderes das trevas.

Nesse ensino veremos as armadura pela qual nós devemos nos revestir para não sermos vencido pelo inimigo. Lembre-se, que não é contra homens de carne que temos que lutar, vivemos em um mundo espiritual, e neste mundo, você é um guerreiro, você esta sendo preparado para o combate, para a batalha.

Joel 4,9-10 – “Proclamai isto entre as nações: Declarai a guerra! Chamai os valentes! Aproximem-se, subam todos os guerreiros! Os vossos arados, transformai-os em espadas,e as vossas foices, em lanças! Mesmo o enfermo diga: Eu sou guerreiro!”

II – DESENVOLVIMENTO

Quando um soldado vai para a batalha, ele usa uma farda própria a armadura adequada. Os romanos vestiam uma armadura bastante pesada, mas que os defendia contra os ataques e a força do inimigo.

São Paulo fez uma analogia do soldado romano e os soldados do Senhor Jesus. Ele diz que precisamos estar revestido da armadura de Deus, todos os dias, para estar sempre preparados para enfrentar qualquer ataque do inimigo.

Não é uma opção pessoal, o combate é real, constante, diário, e para poder resistir a estes ataque e esta batalha, é necessário que estejamos de prontidão para combater o bom combate.

Em sua carta aos Efésios, ele usa uma comparação para que possamos refletir a respeito da maneira como devemos estar preparados e protegidos nesta batalha.
Efésios 6,10-20


Numa batalha é necessário termos estratégias e táticas para obtermos a vitória.
• precisamos conhecer as nossas forças e nossas fraquezas como também, conhecer com aquele que vamos combater.
• Como fazemos parte do exercito de Deus, não podemos ir para a Batalha sem proteção divina. O que precisamos é ter uma atitude de fé, e ter a certeza que seremos vitoriosos se fizermos o que o nosso General nos indicar, porque fazemos parte de um exercito de vencedores.
• - Como

Passos importante para o combate

 Precisamos discernir contra quem estamos lutando;
 Precisamos conhecer o poder inigualável do Exercito Divino;
 Termos um plano de combate?
 Não desperdiçar munição;
 Oração sem compromisso não vencem batalhas;
 Essa batalha não é para amadores;
 Lutar com a motivação correta;

Vejamos cada elemento componente desta armadura que São Paulo descreve:

Na bíblia Ave-Maria, esse texto vem com o título de Armadura do cristão, enquanto na bíblia de Jerusalém vem como Combate espiritual.

1º CINTURÃO DA VERDADE “Nos rins a verdade por cinturão” Ef 6,14

O cinturão que compõe a armadura do soldado romano é como uma faixa colocado na altura da cintura e é a única parte dela que passa atrás das costas envolvendo todo o corpo.

Mantém a armadura no lugar, firma a couraça e sustenta a espada, segurando toda a farda.

Os hebreus no tempo de Jesus, acreditavam que os rins eram a sede dos sentimentos. Portanto, cingir os rins com a verdade significa ter sentimentos verdadeiros e não falsos.
João 8,32. “conhecereis a verdade e a verdade vos livrará.”

- Ser verdadeiro no que falamos e no que vivemos.
- Quem não sabe lidar com a verdade em qualquer situação, está abrindo brecha para a entrada do inimigo

2º COURAÇA DA JUSTIÇA “com a couraça da justiça” Ef 6,14b

A couraça protege o peito do soldado. Ela é um componente da armadura, de couro ou de metal, destinada a proteger as costas e o peito (Colete a prova de balas), protegendo os órgãos vitais

A couraça do cristão é a justiça – E o que é?

É ser justo, é ter a virtude de dar a cada um aquilo que é seu, quer dizer: Retidão, conformidade com os princípios cristãos e com a Palavra de Deus.

CIC nº 1807 “A justiça é a virtude moral que consiste na vontade constante e firme de dar a Deus e ao próximo o que lhes é devido”
"De César, responderam-lhe. Disse-lhes então Jesus: Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus". (Mt 22,21)

ser justo é estar perfeitamente conformado com os planos de Deus, é colocar seus planos em primeiro lugar.

3º SANDÁLIAS DA PAZ “e como calçado nos pés. O ardor para anunciar o evangelho da paz” Ef 6,15

Na época de São Paulo não se usava calçados em casa – ao descrever a armadura do cristão quer nos dar o significado de estarmos de prontidão, preparados para o combate a qualquer hora.

Os pés não são propriamente órgão vital, mas devem estar cobertos e protegidos por bons sapatos.

Os soldados continham até peças de metal para não escorregar, para que ele tivesse o seu passo firme.

- Calçados os pés - significa para nós, no Ministério de Oração por Cura e Libertação, que estamos vivemos este combate.
• Ao sair e enfrentar o inimigo no exercício do ministério;
• Ir buscar a reconciliação com Deus para si e fazer que os irmãos também a busquem;
• Sair para reatar relacionamento rompido com quaisquer pessoas e orientar os irmãos para que façam o mesmo.

4º ESCUDO DA FÉ “ tomai, sobretudo o escudo da fé, com que possais apagar todos os dardos inflamados do maligno” Ef 6,16

O escudo é uma arma defensiva para proteger dos golpes de espada ou de lança.

Usado pelo soldado romano, era grande e quase da sua altura; feito de ferro coberto de couro e precisava estar molhado para apagar as flechas incendiarias lançadas pelo inimigo.

Nesta comparação Paulo ressalta que nossa fé deve ser o escudo que nos protege contra os dardos inflamados do maligno.

A fé é crer em Deus e nas verdades reveladas, é um dom de Deus, uma virtude sobrenatural infundida por Ele.
o CIC nº 15 diz que “devemos alimentar e guardar com prudência e vigilância a nossa fé e rejeitar tudo o que se lhe opõe”

O escudo da fé nos guarda da tentação, da contaminação ou até mesmo da infestação diabólica.

5º CAPACETE DA SALVAÇÃO “recebei, enfim o capacete da salvação...” Ef 6,17

Todo soldado usava o cimo, uma espécie de capacete para proteger a cabeça. Antigamente ele trazia a insígnia do batalhão a que o soldado pertencia.

O capacete serve como proteção do cérebro que comando todo o corpo

- Nós cristãos devemos não apenas proteger a cabeça, mas principalmente nossa mente dos pensamentos racionalistas, das dúvidas, dos medos.

6º A ESPADA DO ESPÍRITO “tomai, enfim, a espada do Espírito, isto é, a Palavra de Deus” Ef 6,17

A espada é uma arma ofensiva para atacar o inimigo, formada de uma lâmina comprida pontiaguda, de um ou dois gumes

- Paulo nos ensina que é o próprio espírito santo que põe em nossas mãos esta arma de ataque. – A Palavra de Deus –
Hb 4,12 - "Porque a palavra de Deus é viva, eficaz, mais penetrante do que uma espada de dois gumes e atinge até a divisão da alma e do corpo, das juntas e medulas, e discerne os pensamentos e intenções do coração".
2 Tm 3,16 - "Toda a Escritura é inspirada por Deus, e útil para ensinar, para repreender, para corrigir e para formar na justiça".

III – CONCLUSÃO

Somos exortados a nos revestirmos da Armadura de Deus e entrarmos em combate contra as forças do mal.

É importante assumir o posto que o senhor nos colocou. Somos soldados, ele é o nosso general. Fazemos parte de um exercito, e este exército está em combate, está em ordem de batalha. Se estivermos revestidos e de prontidão, a vitória é certa porque Ele nos deu autoridade e poder: "Eis que vos dei poder para pisar serpentes, escorpiões e todo o poder do inimigo". (Lc 10,19).

Diácono Luiz Gonzaga

diaconoluizgonzaga@gmail.com
diaconoluizgonzaga.blogspot.com

Comunicar com dignidade.


Sex, 03 de Junho de 2011 09:58 por: cnbb

Dom Nelson Westrupp, scj
Bispo Diocesano de Santo André - SP

Em tempos de novas tecnologias da comunicação, de mudanças quanto ao modo de comunicar, de estabelecer relações e de estreitar amizades, jamais podemos perder de vista que esses instrumentos, por mais sofisticados que sejam, devem estar a serviço do bem integral da pessoa humana.

Pondo-me a pensar sobre a dignidade da pessoa humana e os meios de comunicação social, pergunto-me: qual é o alcance da Declaração Universal dos Direitos Humanos em relação ao que lemos em seu art. 12º?: “Ninguém será sujeito à interferência na sua vida privada, na sua família, no seu lar ou na sua correspondência, nem a ataques à sua honra e reputação. Todo ser humano tem direito à proteção da lei contra tais interferências ou ataques”. E a Constituição Federal do Brasil de 1988, art. 5o , X, acrescenta: “são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito à indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação”.

É isso que está acontecendo? As informações que recebemos correspondem sempre à verdade? A fonte, a aquisição e a difusão das notícias e informações respeitam a dignidade da pessoa humana? Se aquele que comunica não estiver revestido de ética e reta intenção, sua informação não será verdadeira, não respeitará a dignidade do outro. Direitos e deveres da comunicação social devem desenvolver-se internamente à lógica da responsabilidade. Urge promover códigos deontológicos que respeitem os direitos fundamentais do ser humano (cf. Estudos da CNBB, 101, n. 8).

Os responsáveis pela imprensa deveriam levar em conta a verdade, a justiça e o bem comum. Um meio de comunicação (TV, rádio, jornal, revista, internet, etc.) não se torne instrumento que reduza as pessoas a categorias, manipulando-as por motivos escusos. “Como qualquer outro fruto do engenho humano, escreve Bento XVI em sua Mensagem para o 45º Dia Mundial das Comunicações Sociais, as novas tecnologias da comunicação pedem que sejam postas ao serviço do bem integral da pessoa e da humanidade inteira”. Assim sendo, é preciso comunicar com integridade e transparência, pois a falsidade e a falácia andam na contramão da verdade e da liberdade.

Se, por um lado, a sociedade tem direito a uma informação fundada sobre a verdade, por outro, o correto exercício desse direito exige que a comunicação seja, quanto ao objeto, sempre autêntica, correta e completa, dentro do respeito às exigências da justiça e da caridade; que ela seja, quanto ao modo, honesta e conveniente, quer dizer, que na aquisição e difusão das notícias observe absolutamente as leis morais, os direitos e a dignidade humana (cf. Catecismo da Igreja Católica, 2494).

Nem sempre é o que se verifica. Quantos “furos de reportagem” interferem diretamente na privacidade, na intimidade, na honra ou na imagem das pessoas! Causa indignação, muitas vezes, o modo como as pessoas são “puro objeto” de notícias escandalosas e infundadas. Como os fatos são distorcidos e manipulados! Sem muito compromisso com a “veracidade” do que se publica, os princípios éticos e direitos fundamentais são inescrupulosamente desrespeitados. Como proceder para coibir os abusos do “direito a não ser notícia” antes da comprovação dos fatos?

Não raras vezes se lê: “Imprensa relata os fatos, não os inventa”. E se os “fatos” relatados não passam de “boatos”, ou até de mentira, calúnia, difamação?

“Fato”, segundo o dicionário Aurélio, “é aquilo que realmente existe, que é real; coisa ou ação feita. “Boato” é “notícia anônima que corre publicamente sem confirmação; boatice, balela, zunzum”.

Quantos abusos no exercício da liberdade de expressão! Quantas almas feridas e destruídas em nome de sensacionalismos baratos, pouco ou nada se importando com a dignidade da pessoa!

Por que tanta sede, tanta fome de vender “boatos” por “fatos”? Para muitos, a “regra de ouro” é pouco lembrada: “Tudo aquilo que quereis que os homens vos façam, fazei-o vós a eles, pois esta é a Lei e os profetas” (Mt 7,12). Quem de nós gostaria do contrário? Em tempos de eleições políticas, causa tristeza e indignação a baixeza usada para combater os candidatos adversários. Não cabe ao jornalista ou ao profissional da imprensa, em nome da liberdade de expressão, insinuar, manipular ou inventar “fatos” e “boatos”...

Não cabe aos “donos” dos meios de comunicações sociais assumirem a função que compete à Justiça ou a Deus. “Quem és tu, que te arvoras em juiz do teu próximo?” (Tg 4,12). Quantas mortes causa a maledicência, a calúnia, a mentira, a difamação! Quantos ressentimentos e até ódio causa a língua falsa ou mentirosa! Ela é “cheia de veneno mortal” (cf. Tg 3, 1-12). Por isso, não basta reformar só a linguagem; é preciso começar pelo coração. Deus fez da “palavra” o seu meio predileto de revelar o seu amor. Jesus mesmo é a “Palavra” boa, saída do coração do Pai.

Por que, então, não devemos interferir na intimidade e na honra das pessoas? Simplesmente porque só Deus pode julgar, pois só Ele conhece a intenção e os segredos íntimos do coração humano. Não é tanto o “juízo” que devemos banir do coração quanto o “veneno do nosso juízo” (cf. Lc 6,37). Condenemos sempre o pecado, mas nunca o pecador!