terça-feira, 31 de maio de 2011

Papa Bento pede projeto de nova evangelização.


Papa pede um projeto de nova evangelização

“Ser cristão não é um traje que se veste de forma privada”, afirma.

CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 30 de maio de 2011 (ZENIT.org)

Em uma sociedade como a de hoje, frequentemente marcada pela secularização, a Igreja tem o dever de oferecer aos homens e mulheres “um renovado anúncio de esperança”.

Foi o que disse hoje o Papa Bento XVI, ao receber em audiência os participantes da Plenária do Conselho Pontifício para a Promoção da Nova Evangelização. Este organismo foi instituído no ano passado para dar “um princípio operativo” à necessidade de “oferecer uma resposta particular ao momento de crise da vida cristã”.

“O termo ‘nova evangelização’ recorda a exigência de uma renovada modalidade de anúncio, sobretudo para aqueles que vivem em um contexto, como o atual, em que os desenvolvimentos da secularização têm deixado pesadas marcas também em países de tradição cristã”, afirmou o Papa em seu discurso.

“Sublinhar que neste momento da história a Igreja está chamada a realizar uma nova evangelização quer dizer intensificar a ação missionária para corresponder plenamente ao mandato do Senhor.”

No atual contexto – reconheceu – “a crise que se vive leva consigo os traços da exclusão de Deus da vida das pessoas” e “de uma generalizada indiferença em relação à fé cristã, indo até a tentativa de marginalizá-la da vida pública”.

“Assiste-se ao drama da fragmentação, que não consente em ter uma referência de união; ademais, verifica-se frequentemente o fenômeno de pessoas que desejam pertencer à Igreja, mas que são fortemente influenciadas por uma visão da vida que contrasta com a fé.”

“Anunciar Jesus Cristo, único Salvador do mundo, parece ser hoje mais complexo que no passado; mas nosso dever é idêntico, como no alvorecer de nossa história”, reconheceu o Papa. “A missão não mudou, assim como não devem mudar o entusiasmo e a valentia que impulsionaram os Apóstolos e os primeiros discípulos”.

“O Espírito Santo que os alentou a abrir as portas do cenáculo, tornando-os Evangelizadores, é o mesmo Espírito que move hoje a Igreja em um renovado anúncio de esperança aos homens de nosso tempo”.

A nova evangelização – indicou – “deverá encarregar-se de encontrar os caminhos para tornar mais eficaz o anúncio da salvação, sem o qual a existência pessoal permanece em sua contradição e privada do essencial”.

“Também em quem permanece o laço com as raízes cristãs, mas vive a difícil relação com a modernidade, é importante fazer compreender que o ser cristão não é uma espécie de traje que se veste de forma privada ou em ocasiões particulares, mas algo vivo e integral, capaz de assumir tudo que há de bom na modernidade.”

Neste contexto, o Papa pediu “um projeto que seja capaz de ajudar toda a Igreja e as diferentes Igrejas particulares em seu compromisso com a nova evangelização”, em que “a urgência por um renovado anúncio se encarregue da formação, em particular das novas gerações”, e “se conjugue com a proposta de sinais concretos para fazer evidente a resposta que a igreja pretende oferecer neste momento especial”.

Dado que “o estilo de vida dos crentes precisa de uma genuína credibilidade, tanto mais convincente quanto mais é dramática a condição daqueles aos quais se dirigem”, o Papa concluiu com palavras da exortação Evangelii nuntiandi, de Paulo VI: “Será pois, pelo seu comportamento, pela sua vida, que a Igreja há de, antes de mais nada, evangelizar este mundo; ou seja, pelo seu testemunho vivido com fidelidade ao Senhor Jesus, testemunho de pobreza, de desapego e de liberdade frente aos poderes deste mundo; numa palavra, testemunho de santidade”.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

É PRECISO VOLTAR AO CONCÍLIO VATICANO II


É preciso voltar ao Concílio Vaticano II

Por Prof. José Pereira da Silva

SÃO PAULO, segunda-feira, 30 de maio de 2011 (ZENIT.org).

O Concílio Vaticano II (1962-1965) foi um dos fatos históricos mais importantes de todo o século XX. Em 2012 vamos comemorar 50 anos da abertura do Concílio.

Um Concílio é uma reunião de todos os bispos convocados pelo papa para definir a fé, a disciplina e a moral católicas.

Houve 19 Concílios entre o ano de 325 após Jesus Cristo (Nicéia, na Ásia Menor) e 1563 (Trento, na Itália).

Houve enorme surpresa ao anúncio, pelo papa João XXIII (1958-1963), em janeiro de 1959, da sua intenção de convocar os bispos novamente para o que se chamaria de Concílio Vaticano II. A Igreja Católica mudou de século. O Papa aspira e convida a reencontrar os caminhos da união das Igrejas cristãs e das linguagens para levar o Evangelho ao mundo. O Papa João XXIII convoca a uma leitura dialogada dos sinais dos tempos, com as correntes plurais da humanidade em mudança.

“Pronuncio perante vós, certamente tremendo um pouco de emoção, mas também com humilde firmeza de intenção, o nome das duas celebrações: um Sínodo diocesano para a cidade de Roma e um Concílio geral para a Igreja Universal”, assim anuncia o Papa João XXIII a decisão de convocar um novo concílio em 25 de janeiro de 1959, a menos de noventa dias de sua eleição como sucessor do Papa Pio XII(1939-1958). João XXIII considerou a convocação do Concílio uma inspiração de Deus.

O desafio para a Igreja é de tornar-se capaz de “infundir nas veias da comunidade humana de hoje a energia inesgotável, vital, divina, do Evangelho” ( Bula Humanae Salutis, de João XXIII, 25.I.1961).

O Papa João XXIII insistiu que o Concílio tivesse um caráter pastoral. Depois de uma fase preparatória (1959-1962), finalmente em 11 de outubro de 1962, foi celebrada a solene abertura dos trabalhos.

Após quatro sessões anuais de outubro, 168 assembléias plenárias foram finalmente promulgadas pelo Papa os treze documentos finais. Em 7 de dezembro de 1965 encerra-se o IV e último período do Concílio. E em 8 de dezembro de 1965 a celebração final com a leitura das Mensagens para a humanidade. O Concílio trabalhou durante dois pontificados diferentes. João XXIII o quis e o encaminhou. O Papa Paulo VI (1963-1978) o aceitou, levou avante e concluiu.

É preciso voltar ao Concílio! Os documentos do Concílio são poucos conhecidos por uma parcela dos católicos. Como bem lembrou o Papa Bento XVI, “quase ninguém lê” (Luz do mundo, SP, Paulinas 2011, p.88) referindo-se aos textos do Concílio.

Nas palavras de Dom Antônio Fernando Saburino, Arcebispo de Olinda e Recife: “Nós temos muito ainda a descobrir dos valores do Concílio Vaticano II apesar dos 50 anos, mas muitas riquezas poderão ser exploradas (49 Assembléia Geral da CNBB, Aparecida-SP, 2011).

A quase 50 anos da sua conclusão, deve-se dizer: é preciso voltar ao Concílio. É preciso retomar nas mãos os documentos do Vaticano II para redescobrir a grande riqueza dos estímulos doutrinais e pastorais.

Retomar nas mãos aqueles documentos, em particular os leigos, a quem o Concílio abriu extraordinárias perspectivas de envolvimento e de compromisso na missão da Igreja.

O Concílio Vaticano II foi “um novo pentecostes”, incitava o catolicismo a renovar-se num confronto com o Evangelho, conduzido pela luz da fé e sob o impulso dos sinais dos tempos. Repropôs os conteúdos evangélicos essenciais à humanidade de hoje. Ele é uma continuidade com toda a rica tradição da Igreja proposta aos novos tempos.

Seguir Cristo exige a coragem de opções radicais, frequentemente contra a corrente.

O Concílio Vaticano II ainda hoje interpela a cada cristão: Que significa ser cristão hoje, aqui e agora?

fonte: zenit

"O Pai Misericordioso".


“O Pai misericordioso”

Veja quanta lição nós podemos tirar para a nossa vida através do texto de Lucas 15,11-24.

“O pai tinha dois filhos”: Podemos considerar que o mais novo chega a ser pedante. Ele chega de maneira forte, autoritária, duro diante de seu pai.
“Pai, dá-me a parte da herança”: Herança só se recebe quando alguém morre e deixa a herança para outro ou outros. O filho mais novo, portanto, mata o pai, ignora o pai, faz como se ele já estivesse morto. Ele exige de forma autoritária: “dá-me a parte da herança”. É claro que não é uma regra, mas, porque os filhos caçulas são na maioria das vezes mais pedantes, arrogante e autoritários em relação aos mais velhos? Você conhece alguém assim?
Reflexão: O que você tem exigido de seus pais? Como você pede a seus pais as coisas que está precisando? Você é uma pessoa autoritária, arrogante quando pede as coisas a alguém? Você é daqueles que diz: “Eu quero, me dê, de o seu jeito, se vira não quero nem saber!
Diante do autoritarismo e exigência do filho caçula, diz o texto que “o pai divide entre eles a herança”.
Agora observem que o pai não diz nada, não fala nada, não questiona, não murmura, não aconselha. Ele não diz: “Cuidado é muito dinheiro, olha o que você está fazendo, deixa a metade, leva somente uma parte, guarda a outra...” O pai fica calado e dá ao filho a sua parte da herança sem dizer uma só palavra ao caçula.
Após pegar a sua parte da herança, ele deixa a casa do pai e sai pelo mundo a “esbanjar tudo numa vida desenfreada”. Não se despede do pai, não diz obrigado, apenas pega as suas coisas e deixa a casa paterna.
Jovem, bonito, rico e “livre”. Esbanja gasta tudo numa vida de prostituição, bebedeira, jogos, sexo livre e “amigos” aproveitadores. Vale ressaltar o que diz São Paulo em 1 Cor. 15,33 “As más companhias corrompem os bons costumes”.
Quantas vezes estamos diante de situações assim nos sentindo “livres”. Uma falsa liberdade como se essa “liberdade” fosse capaz de ajudar a solucionar os nossos problemas. Diz o Papa Bento XI “A liberdade só tem validade com a busca da verdade”. Quantas vezes não nos colocam uma forma ilusória de “liberdade”, principalmente os meios de comunicação.
“Liberdade” para o aborto, prostituição, drogas, álcool, homossexualismo, sexo livres, “liberdade” para abandonarmos, deixarmos nossa família, nosso lar, nossos pais, deixar nossa casa. “Liberdade” para renunciar a si mesmo e entrarmos no ilusório mundo dos vícios, das modas dos estilos “zumbis”. A tal “liberdade” é um incentivo a uma sociedade, materialista, egocêntrica e individualista.
Movido pelo impulso da ilusória “liberdade”, aquele jovem não estava preparado para aquele momento, para aquela situação. Ele não estava “maturado” para ter aquela vida de riqueza precoce. O que aconteceu então? “Gastou tudo numa vida desenfreada”.
Depois de ter gasto tudo, “começou a passas necessidade”, ou seja, teve fome. A fome é um dos impulsos mais veementes no ser humano. A fome leva o homem a matar, roubar, estuprar para saciar a dor da fome.
Reflexão: Que tipo de liberdade você tem buscado? Você tem buscado a sua “liberdade” no: álcool, nas drogas, no sexo livre, na prostituição, no adultério, na moda “zumbi”? Você se deixa levar pela tal “liberdade” mostrada nos meios de comunicação? Vejamos o que São Paulo escreve aos Gálatas 5,3. “Liberdade não é pretexto para a carne”.
“Começou a passar fome” : Onde estão os amigos de farra, de baladas? Quando estava com dinheiro, tudo era bonito, maravilhoso, belo. Todos eram “amigos” e agora? Agora, os “amigos” sumiram e ele está sozinho.
Alguns pais podem até se perguntar: “O que nós fizemos para esse menino (a) ser assim, pedante, autoritário, arrogante, exigente. Das duas uma, ou faltou disciplina por parte dos pais ou foi apesar de uma boa e correta educação, escolha do filho por uma vida “torta” (más companhias mais forte que a presença dos pais e dos conselhos por uma vida sob a orientação da palavra de Deus).
Pais, se vocês têm as suas consciências tranqüilas no que diz respeito à criação e educação dos filhos, não se culpem por escolhas erradas por parte deles. Agora, se vocês foram pais ausentes, negligentes, irresponsáveis no que diz respeito à criação, educação de seus filhos transferindo a responsabilidade da criação dos mesmos para outrem é hora de fazer uma avaliação de suas vidas e observar onde erraram para melhorar. São Paulo escreve: Col. 3,21 “Pais, não irrites os vossos filhos para que eles não desanimem”. Em Efésios 4,22 o apóstolo diz: “Remova o vosso modo de vida anterior”.

“Após esbanjar tudo, começou a passar fome e vai pedir emprego”: Observem o que faz uma atitude impensada, sem preparo, sem maturação. O jovem nunca havia trabalhado, ele era rico, cheio de empregados, ele só dava ordens em casa, possuía tudo, além do amor do seu pai. Agora está em uma situação difícil. Possuía tudo e agora não tem nada.
O jovem encontra emprego, seu primeiro emprego, “foi cuidar de porcos”. Ele nunca havia trabalhado e foi logo cuidar dos porcos. É o fundo do poço para aquele rapaz.
Quantos pais não se sacrificam, renuncia a própria vida para oferecer tudo ao filho, um bom colégio, bom estudo, boa educação para que o filho possa ter um futuro promissor, um bom emprego, uma ótima vida profissional, mas, como o jovem do texto, não sabe valorizar aquilo que seus pais lhe proporcionam. “Matam” aula, ao invés de ir para o colégio, saem para beber com os “amigos” ao invés de estarem na sala de aula entre outras coisas mais. Não valorizam o que tem. O jovem do texto tinha tudo em sua casa ao lado de sua família, não valorizou e foi para o seu primeiro emprego: “cuidar dos porcos”.
Reflexão: Quais são os seus projetos? O que você quer construir na vida? Quais são seus sonhos? Suas expectativas? O que você tem idealizado para a sua vida? Aonde você quer chegar?
Aquele jovem por ter agido pelo impulso, por buscar uma “liberdade” ilusória, por estar ao lado de más companhias, chegou à lama, ao lado dos porcos. Ele que tinha tudo, possuía um futuro promissor, agora está na lama com os porcos.
Reflexão: O que você quer para o seu futuro?
O texto diz que a “fome aumenta”: Ele queria “matar” a fome com a comida dos porcos, mas, nem isso podia fazer. Atentem bem o que diz o texto, nem a “babuja” dos porcos ele podia comer. A sujeira, o resto dos porcos, não podia ser tocada pelo jovem, pois estava proibido de comer até a sujeira dos porcos.
“Bate o arrependimento”: Os empregados de meu pai passam tão bem e eu aqui. “Aonde eu vim parar?” Imagine o que se passava na cabeça daquele jovem. Meus irmãos, quantas vezes não falamos ou já ouvimos: “Não gosto desta comida, é ruim, não como isso”. Quantas vezes não trocamos um bom prato de comida feito com amor e muito carinho pela mãe, pela esposa e trocamos por um danoninho por não gostarmos daquela comida feita com muito amor e carinho. Não valorizamos aquilo que temos, não damos valor ao sacrifício de nossos pais para que nada nos falte em casa e nós esnobamos. -“ Joga esta comida no lixo”. “Não gosto, não quero, é ruim, não como isso ou aquilo”.
“Os empregados de meu pai passam tão bem e eu aqui”. Momento para nos questionar. Questionar sobre a nossa vida, nossa família, nossa comunidade, nosso relacionamento com o próximo, nosso relacionamento com nossos pais, nossos filhos, nosso relacionamento com Deus. Até onde eu posso ir?
“Levantou-se”: Lembra-nos Lázaro: “Levanta-te e vem para fora”. Quer dizer, “nascer de novo”. Aquele jovem nasceu de novo para a vida através do arrependimento. Levantar significa ficar ereto, reto, de pé para caminhar, vislumbrar caminho novo, vida nova, sair de uma vida estagnada, parada, para caminhar atrás de sonhos e objetivos.
Depois do arrependimento o jovem parte para a ação. -Vou voltar para meu pai e dizer-lhe: “Pai pequei contra Deus e contra ti, já não sou digno de ser chamado teu filho. Trata-me como um dos teus empregados”.
Ele se reconhece indigno, pecador a ponto de nem querer ser chamado de “filho” por seu pai, quer ser tratado como um “empregado”.
Observem que, o pensamento e a visão, antecedem a ação. Ele pensa, vislumbra e parte para a ação. O jovem pensando no que fez pelo caminho, arrependido, quer uma nova direção para a sua vida, ele quer mudar de procedimento, quer outra história para a sua existência. Ele está com o desejo ardente, queimando no seu coração para, desculpar-se, se penitenciar junto ao pai. Ele está arrependido daquilo que cometeu.
Reflexão: Quanto tempo você não confessa? Quanto tempo não pede perdão a Deus pelos seus pecados? Quanto tempo faz que você não se arrepende de forma verdadeira e concreta? Quanto tempo você não pede desculpa a alguém?
“O pai viu ainda longe”: Quem ama verdadeiramente, enxerga longe a pessoa amada. O pai ficou esperando pela volta do filho. Quantas vezes não observamos os namorados esperando um pelo outro em uma praça e ao vislumbrar longe a pessoa amada não correm em direção do outro para abraçá-lo e dizer que ama.
“O pai sentiu compaixão”: Compaixão é colocar-se no lugar do outro, é sentir a dor outro.O pai lança-se no pescoço do filho, cobre o mesmo de beijos e abraços. O pai não ridiculariza o filho, ele não diz nada. O pai apenas abraça e beija o filho que volta para casa. Muitos pais talvez viessem a dizer: “Voltou é, veio pedir arrego, “pinico”, bateu a fome, deu saudades da comidinha da mamãe?” O pai não briga, não passa carão, sermão, não fala nada, ele apenas cobre o filho de beijos, abraços e acolhe o filho. O pai quer sentir o filho nos seus braços, como um recém nascido que acaba de vir ao mundo, acaba de nascer.
O filho então se ajoelha e começa a dizer ao pai: “Pai, pequei contra Deus e contra ti, já não mereço ser chamado teu filho”.
Vejam que, o pai não espera que o filho termine a frase, “trata-me como um dos teus empregados”, o pai não quer saber mais nada, não quer ouvir mais nada, ele não quer ver seu filho ridicularizado, humilhado na frente dos outros, dos empregados do pai.
O pai só é alegria, ele diz aos servos: “tragam roupas novas, o anel, as sandálias. Matem o novilho gordo”.
As roupas novas significam criatura nova, revestido de novo, transformado. O anel significa a aliança com Deus, com nosso Pai, lembra também o nosso batismo. As sandálias, o caminho novo, vida nova, rumo novo. Já o novilho gordo era para a festa de casamento do filho mais velho. Ocorre que, o pai quebra a tradição. Ele não quer saber disso, o importante é fazer festa por um filho que voltava arrependido para a casa do pai. Encontramos assim, um pai compassivo, paciente, misericordioso.
Agora, essa misericórdia do pai, passa por uma justiça da parte dele para com o seu filho. Em João 8,1-11 no versículo 10, Jesus diz a mulher adúltera: “Mulher onde estão? Ninguém te condenou?” Ela respondeu: “Ninguém Senhor”. Disse-lhe Jesus: “Eu também não, mas, vai e não peques mais”.
Temos aqui o sentido da justiça de Deus Pai: “Mas”, exprime, expressa, mostra uma restrição em relação a uma ação, neste caso a ação do pecar, do pecado. Repito que restrição é está? A condição de não mais pecar. “Mas”, portanto é uma conjunção que no sentido bíblico significa: sentido de justiça. “mas”, (condição) de não pecar mais.
O arrependimento verdadeiro, como no caso do jovem e da mulher adúltera. Deus é um pai misericordioso, mas também, é justo. Portanto, sejamos obedientes aos ensinamentos de Deus Pai. “Vai, mas, não peques mais”.

“Pai Misericordioso nos conceda a sabedoria e o discernimento para escolhermos os teus ensinamentos e jamais separarmos de vós, pois somente tu és o Senhor da Vida, Amém!”

Diácono Luiz Gonzaga
Arquidiocese de Belém-Pará-Amazônia-Brasil

diaconoluizgonzaga@gmail.com
diaconoluizgonzaga.blogspot.com

sábado, 28 de maio de 2011

Cartaz do Círio 2011.


Sábado, 28/05/2011, 10h58
Cartaz do Círio tem mosaico com fotos de devotos.

A Diretoria da Festa de Nossa Senhora de Nazaré lançou, ontem à noite, o cartaz do Círio 2011, que tem como novidade este ano um mosaico de fotos de devotos como pano de fundo para a imagem da Virgem Peregrina em primeiro plano. A cerimônia de lançamento foi realizada logo depois de uma missa celebrada pelo arcebispo metropolitano de Belém, Dom Alberto Taveira, no altar da Praça Santuário de Nazaré, às 19h30.

Dom Taveira, que sugeriu a ideia de um cartaz mostrando as fotos dos fiéis, disse que o objetivo é “valorizar o nosso povo”. Ele afirmou que o Cartaz do Círio há muito superou o objetivo inicial de apenas divulgar o evento. “O cartaz do Círio é hoje um poderoso instrumento de evangelização que se espalha por todos os lugares de Belém, pelo Brasil e pelo mundo”, afirmou o arcebispo.

A chuva ainda deu um susto durante o sermão de Dom Taveira, mas logo se foi sem tirar o brilho do lançamento do cartaz. Nos últimos anos, o evento ganhou ares de espetáculo com apresentação do cartaz em quatro backlights gigantescos medindo 5 por 7 metros, fixados em cima do altar central da praça. Houve também uma queima de fogos de artifício que encantou os devotos e assustou os periquitos das samaumeiras da praça.

Pela quinta vez o cartaz está sendo lançado, ainda no primeiro semestre, aberto a todos os fiéis, com o objetivo de despertar na população que o Círio deve ser vivido o ano todo. Produzido pela Mendes Comunicação, o cartaz terá uma tiragem recorde este ano de 880 mil cópias. O primeiro cartaz do Círio foi feito em 1882. Quem quiser ter sua foto no cartaz do Círio ainda pode enviar suas fotos para o site www.ciriodenazare.com.br/cartaz2011. Várias edições serão feitas até o Círio 2011.

No próximo domingo, a programação do mês mariano será encerrada com a coroação da imagem original da Virgem de Nazaré, às 20h, e depois o retorno para o Glória, de onde foi retirada na última quinta-feira. O próximo evento oficial do Círio de Nazaré será o lançamento do Livro das Peregrinações, no dia 15 de agosto, no Hangar - Centro de Convenções e Feiras da Amazônia. No final de julho, ainda sem data estabelecida, será lançada uma campanha de conscientização contra o corte da corda durante o Círio deste ano. (Diário do Pará)

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Sanitários ecológicos para ribeirinhos.


Quinta-feira, 26/05/2011, 09h41
Solução simples a um velho problema de saneamento

“É uma ajuda pequena, mas significa muito pra gente, porque mostra que têm pessoas que se importam”. É assim que a dona de casa Maria do Carmo Santos comenta a novidade que chegou às casas de 113 famílias ribeirinhas que vivem nas ilhas da Região Metropolitana de Belém. Entre olhares curiosos e animados, o arcebispo Dom Alberto Taveira e membros da Cáritas de Belém inauguraram ontem a instalação de 83 sanitários ecológicos secos nas ilhas Longa e Urubuoca. O objetivo do projeto é preservar o meio ambiente evitando o lançamento de dejetos fecais nos rios. Iniciativa simples, barata e eficaz, que já tem alcançado resultados nas comunidades.

“Desde que colocaram os novos vasos, há algumas semanas, percebemos a diminuição dos casos de diarreia, vômito e a própria higiene ficou fortalecida”, garante a professora Sônia Souza. Tímido, Felipe Reis, 10 anos, foi breve para explicar a satisfação com o banheiro e deixou o sorriso falar mais que as palavras. “Ficou bem melhor que a sujeira de antes”.

Para o bom funcionamento do sanitário, contudo, é preciso conscientização de todos. Função que a professora Kátia Lima assumiu solicitamente. “Comecei a explicar pras crianças nas aulas o modo certo de usar e peço cuidado e atenção dos pais para preservar as instalações. Olhando agora tudo pronto e ao lado de visitas ilustres como essas, nós ganhamos mais esperança no futuro”.

Emocionado com as homenagens recebidas, o presidente da Cáritas, diácono Alexandre Martins, informou que este é apenas o começo de uma ação que pretende atingir toda a região ribeirinha do município. “Temos recebido apoio de algumas instituições, mas ainda nos faltam recursos para ampliar o projeto e realizar outros que também atenderão às demandas sociais”, confessa.

Para Dom Alberto, que há dois anos tem acompanhado de perto a realidade das comunidades, ontem foi um momento abençoado. “Demonstra o valor da caridade e a importância de se fazer o bem”, disse durante a missa realizada na ilha Urubuoca.

Contribuíram para a efetivação do projeto a Fundación Populorum Progressio e o Ibama, com a doação de madeiras apreendidas em atividades ilegais, e o Banco da Amazônia, com aproximadamente R$ 100 mil.

ÁGUA

Além dos sanitários, a Cáritas Belém também conta com um projeto de armazenamento e aproveitamento das águas da chuva, denominado “Água em casa, limpa e saudável”. Desde 2008, diversas residências nas margens dos rios foram contempladas com pequenas caixas d’água e um instrumento feito de garrafas plásticas, que purifica o líquido e o torna próprio ao consumo.

COMO FUNCIONA

O sanitário ecológico seco é uma tecnologia de engenharia sanitária que transforma dejetos humanos em adubo orgânico. Com uma divisória para fezes e urina, o recipiente proporciona um processo bioquímico, por meio da ação de bactérias e micro-organismos. Para funcionar, basta que, após sua utilização, a pessoa despeje um pouco de serragem e, uma vez por dia, uma colher de cal. (Diário do Pará)

Rádio Nazaré terá baile pelos 15 anos.


Rádio Nazaré terá baile de 15 anos


No aniversário da emissora católica de Belém, jovens debutantes realizam sonho de dançar a valsa como princesas.

O vestido está quase pronto, faltam apenas alguns detalhes. Evelyn Ribeiro não consegue esconder a ansiedade com a chegada da grande data: 10 de junho. Ela faz parte do grupo de 19 jovens que irão comemorar os 15 anos junto com a Rádio Nazaré FM. O baile, que será às 22h, é um dos momentos mais esperados da comemoração do aniversário da emissora católica. As aniversariantes irão dançar a valsa com cadetes da Polícia Militar. Mas antes será contada a história da Rádio Nazaré FM, mostrando como foi construído o cenário de evangelização na Amazônia.

A mãe de Evelyn, Elisangêla Ribeiro, mostra o contentamento em ver sua filha participando desta grande festa da Rádio Nazaré. "Somos católicos praticantes e a Rádio ensina a evangelizar. É um grande presente. Todos os dias quando entro no carro e em casa, eu ouço a rádio e gosto porque me evangeliza", conta.

Ela ressalta que a festa será propícia para render graças a Deus pela vida de sua filha mais velha. Emocionada, lembra as dificuldades que enfrentou e a certeza de que Nossa Senhora sempre a acompanha. "Minha filha é muito guerreira, tem muita fé. Quando criança, com quatro anos, teve uma doença grave e passou por um tratamento cirúrgico delicado. Ao terminar a cirurgia, perguntei se sentia dor e, em frente à imagem de Maria, ela disse que não porque 'aquela senhora' tinha segurado sua mão durante a cirurgia. Desde esse dia, ela se tornou fiel a Nossa Senhora. Foi uma bênção", recorda.

Foi a avó materna quem inscreveu Evelyn para participar do baile da Rádio Nazaré. A jovem fala que motivos não faltam para festejar. "Além de ser uma alegria comemorar os meus 15 anos junto com a Rádio. Será um momento de agradecer a Nossa Senhora pelas bênçãos em minha vida". Desde já a debutante confirma que pais, avós, tios e amigos estarão presentes à festa.

Os ingressos para o baile estão sendo vendidos na Fundação Nazaré de Comunicação, lojas Lírio Mimoso e Paulinas Livraria. A mesa, para quatro pessoas, custa R$ 80 e o camarote, para dez pessoas, R$ 200. Além da tradicional valsa, haverá música ao vivo com a banda Rekinte.

MISSA

No dia 5 de junho será a missa em ação de graças pelo aniversário da Rádio Nazaré, na Catedral Metropolitana de Belém, presidida pelo Arcebispo Metropolitano de Belém, Dom Alberto Taveira Corrêa, às 19h. Mais informações: 4006- 9200.

Fonte: Fundação Nazaré

Arquidiocese de Belém ganha nova Paróquia.


Belém tem nova paróquia


Nossa Senhora Auxiliadora se torna a 68ª paróquia da Arquidiocese. Outras cinco serão criadas até o fim do ano.

O projeto do Arcebispo de Belém, Dom Alberto Taveira Corrêa, de tornar a Igreja cada vez mais presente nas comunidades se concretiza pouco a pouco. Mais uma paróquia, desta vez no bairro Anita Gerosa, em Ananindeua, foi instalada para melhor servir o povo de Deus. Nossa Senhora Auxiliadora foi desmembrada da paróquia de Nossa Senhora das Graças, e será composta de um território pastoral de cinco comunidades.

A partir de agora, 68 paróquias compõem a Arquidiocese de Belém. E o projeto é instalar novas paróquias, pelo menos cinco, até o final do ano.

Segundo Dom Alberto, que presidiu a celebração eucarística, a instalação da paróquia é um momento de alegria, já que representa a disposição da Igreja em formar os cristãos. Os paroquianos responderam ao chamado, comparecendo e lotando a nova paróquia para a cerimônia de posse do seu primeiro pároco, o sacerdote providentino, padre Gelcimar Souza Santos, e também o padre José Luis Sobral, este como vigário paroquial.

Segundo o pároco, a expectativa é positiva para o trabalho de evangelização, já que as primeiras impressões do povo foram de pessoas comprometidas com a Palavra. "Ver a Igreja completamente lotada foi muito bonito, ficamos encantados. Fomos bem acolhidos e esse é um sinal ótimo. Acredito que o povo compareceu em resposta a esse presente, e ao mesmo tempo estar consciente da responsabilidade a partir de agora", afirma padre Gelcimar.

Para ambos os sacerdotes, será a primeira paróquia assumida por eles. Para o vigário, padre José Luis, os desafios existem, no entanto, há muitos aspectos facilitadores. Primeiro, ele destaca o trabalho do padre Francisco Sadeck, pároco de Nossa Senhora das Graças, paróquia da qual a comunidade pertencia anteriormente. "É um povo que já é comprometido, que vivencia o sentido de ser Igreja graças ao trabalho do padre. Além disso, enquanto reitor do Seminário Providentino que está localizado na nova paróquia cheguei a auxiliar o padre Sadeck, celebrei missas, e posso dizer que conheço bem a realidade pastoral desta comunidade. Para mim, o sentimento é de dar continuidade a missão que já estava sendo realizada", disse o providentino.

Padre Gelcimar acredita que a instalação de novas paróquias, sem dúvida, aproxima cada vez mais o pároco do povo. Antes do desmembramento, a paróquia de Nossa Senhora das Graças chegou a compreender 45 comunidades. Um território pastoral que torna a missão do sacerdote ainda mais difícil. Sob uma nova perspectiva, o presbítero afirma que o trabalho agora será agregar valores éticos e religiosos. "Vamos atuar para congregar crianças e adultos".

Fonte: Fundação Nazaré