segunda-feira, 23 de maio de 2011

Histórico do Círio de Nazaré - Belém/Pa.


Histórico do Círio de Nazaré em Belém do Pará.


A devoção a Nossa Senhora de Nazaré teve início em Portugal. A imagem original da Virgem pertencia ao Mosteiro de Caulina, na Espanha, e teria saído da cidade de Nazaré, em Israel, no ano de 361. Em decorrência de uma batalha, a imagem foi levada para Portugal, onde, por muito tempo, ficou escondida no Pico de São Bartolomeu. Só em 1119, a imagem foi encontrada. A notícia se espalhou e muita gente começou a venerar a Santa. Desde então, muitos milagres foram atribuídos a ela.

No Pará, foi o caboclo Plácido José de Souza quem encontrou, em 1700, às margens do igarapé Murutucú (onde hoje se encontra a Basílica Santuário), uma pequena imagem da Senhora de Nazaré. Após o achado, Plácido teria levado a imagem para a sua choupana e, no outro dia, ela não estaria mais lá. Correu ao local do encontro e lá estava a “Santinha”. O fato teria se repetido várias vezes até a imagem ser enviada ao Palácio do Governo. No local do achado, Plácido construiu uma pequena capela.

Em 1792, o Vaticano autorizou a realização de uma procissão em homenagem à Virgem de Nazaré, em Belém do Pará. Organizado pelo presidente da Província do Pará, capitão-mor Dom Francisco de Souza Coutinho, o primeiro Círio foi realizado no dia 8 de setembro de 1793. No início, não havia data fixa para o Círio, que poderia ocorrer nos meses de setembro, outubro ou novembro. Mas, a partir de 1901, por determinação do bispo Dom Francisco do Rêgo Maia, a procissão passou a ser realizada sempre no segundo domingo de outubro.

Círio de Nazaré

Realizado em Belém do Pará há mais de dois séculos, o Círio de Nazaré é uma das maiores e mais belas procissões católicas do Brasil e do mundo. Reúne, anualmente, cerca de dois milhões de romeiros numa caminhada de fé pelas ruas da capital do Estado, num espetáculo grandioso em homenagem a Nossa Senhora de Nazaré, a mãe de Jesus.

No segundo domingo de outubro, a procissão sai da Catedral de Belém e segue até a Praça Santuário de Nazaré, onde a imagem da Virgem fica exposta para veneração dos fiéis durante 15 dias. O percurso é de 3,6 quilômetros e já chegou a ser percorrido em nove horas e quinze minutos, como ocorreu no ano de 2004, no mais longo Círio de toda a história.

Na procissão, a Berlinda que carrega a imagem da Virgem de Nazaré é seguida por romeiros de Belém, do interior do Estado, de várias regiões do país e até do exterior. Em todo o percurso, os fiéis fazem manifestações de fé, enfeitam ruas e casas em homenagem à Santa. Por sua grandiosidade, o Círio de Belém foi registrado, em setembro de 2004, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), como Patrimônio Cultural de Natureza Imaterial.

Além da procissão de domingo, o Círio agrega várias outras manifestações de devoção, como a trasladação, a romaria fluvial e diversas outras peregrinações e romarias que ocorrem na quadra Nazarena.

Curiosidade: o termo "Círio" tem origem na palavra latina "cereus" (de cera), que significa vela grande de cera.

Tradicionalmente, a imagem é levada da Catedral de Belém à Basílica Santuário. Ao longo dos anos, houve adaptações. Uma delas ocorreu em 1853, quando, por conta de uma chuva torrencial, a procissão – que ocorria à tarde – passou a ser realizada pela manhã

História da Basílica Santuário de Nazaré - Belém.


Em 1700, no lugar onde encontrou a imagem da Virgem de Nazaré, de 28 cm, o caboclo José Plácido construiu uma palhoça, logo transformada em centro de devoção, que hoje é a Basílica Santuário de Nazaré.



História - Em 1721, quando o primeiro bispo do Pará, Dom Bartolomeu do Pilar, foi visitar a imagem de Nossa Senhora de Nazaré na ermida construída por Plácido, aconselhou-o a se unir ao político e devoto Antônio Agostinho, para ajudá-lo a erguer uma nova capela. Foi dessa ermida que saiu o primeiro Círio em 1793. Após a chegada desse primeiro Círio, foi lançada a pedra fundamental da terceira ermida.



Em 11 de outubro de 1861, foi criada, canonicamente, a Paróquia de Nossa Senhora de Nazaré do Desterro, mas dependia do Vigário da Igreja da Santíssima Trindade.



Barnabitas - Em 21 de agosto de 1903, chegaram a Belém os padres Barnabitas, sendo que, em 03 de fevereiro de 1905, passaram a administrar a Igreja de Nazaré.



Em 1908, chegou ao Pará o padre Luiz Zoia, visitador dos Barnabitas, e propôs, como planta geral, uma reprodução em escala menor da Basílica de São Paulo em Roma.



Padre Luiz Zoia, auxiliado pelos arquitetos italianos Ginno Coppede e Giuseppe Pedrasso, de Gênova, tratou dos esboços e desenhos. Diretor das obras, organizador, expedidor das plantas e dos materiais da Itália, o padre Zoia foi,por duas décadas, a alma da construção.



Na parte de decoração teve o apoio do professor Grolla e, depois, dos engenheiros Tiago Bolla, Acatauassú Nunes e Júlio Topino, com os técnicos da MARMIFERA LIGURE (italiana).



Basílica - Em 24 de outubro de 1909 foi colocada a pedra fundamental da Basílica por Dom Santino Coutinho, arcebispo do Pará. Estavam presentes o governador Augusto Montenegro, o prefeito Antônio Lemos e as demais autoridades, sendo o vigário, padre Emílio Richert, quem deu grande impulso à obra.



Em setembro de 1914 foi colocada a cumeeira (parte principal para sustentação do telhado). Em 1916 estavam concluídas a cripta, as paredes e o telhado, além da torre. Em 19 de junho de 1923, o templo recebeu de Roma o título de Basílica. Nesse mesmo ano, em 15 de agosto, foi inaugurado o Altar-Mor, com o padre Afonso Di Giorgio celebrando suas bodas de Prata Sacerdotal.



O segundo impulso foi do padre Afonso Di Giorgio, adicionando os vitrais, os forros, os mosaicos, as estátuas, os altares, os estofamentos, a fachada, as portas de bronze e outros adornos, além de incluir também o revestimento e embelezamento da obra, até o ano de sua morte, em 1962. Padre Afonso Di Giorgio foi o barnabita que fez da Basílica a maravilha do Pará.



Estilo arquitetônico - Pelo estilo basilical e imponência do monumeto, metade da Basílica assenta-se sobre uma cripta, exigida para a elevação do terreno como proteção contra umidade.



As linhas arquitetônicas da Basílica Santuário de Nazaré apresentam o estilo romano, bem como a decoração interna e externa. O frontão triangular apresenta grande painel feito em mosaicos pela firma Gianese de Veneza, onde a imagem de Nossa Senhora de Nazaré aparece no meio do cenário amazônico, sendo notável, no canto direito, as figuras do fundador da cidade e personalidades de era antigas, junto às do prefeito e do governador da época da inauguração, em trajes modernos (paletó).



Na bacia do Ábside, limitada por um arco romano, há uma faixa em mosaíco de ouro de um metro de altura, onde aparecem, entre folhas e flores, sete brasões: Pio XI (no centro), Brasil, Pará, Belém, Barnabitas (PTA), Dom Santino Coutinho (1º Bispo do Pará) e Dom Irineu Jofily.



Medidas - A Basílica tem 62 metros de comprimento, 24 metros de largura e 20 metros de altura, 2 torres com 42 metros de altura, 36 colunas de puro granito maciço, 54 vitrais (da firma Champigneulle, de Paris), 38 medalhões em mosaico de 1,5 metro de diâmetro, 19 estátuas do mais puro mármores de Carrara, 2 candelabros de bronze (vindos de Milão), 24 lampadários venezianos, 9 sinos eletrônicos, um órgão (com três teclados e 1.100 tubos) e 11 altares.



Em 1992, a Basílica foi colocada entre as mais belas construções tombadas pelo Patrimônio Histórico do Pará.



Santuário de Nazaré - Na religião Católica é consid­erado um Santuário a Igreja frequentada por fiéis vindos de outras regiões atraídos por algo que existe especificamente naquele Templo. Assim, a Basílica Santuário de Nazaré foi oficializada Santuário e recebeu o título de Santuário Maria­no da Arquidiocese de Belém, em 31 de maio de 2006, pelo então Arcebi­spo Metropolitano de Belém Dom Orani João Tempesta, e teve como reitor o barnabita padre José Ramos das Mercês.



Esse título veio para a Basílica de Nazaré devido realizar diversos ser­viços espirituais e sociais, e também por receber vários romeiros, peregri­nos e diversas pessoas que vêm à Belém agradecer e/ou fazer um pe­dido à Nossa Senhora de Nazaré, principalmente durante o Círio de Nazaré, a maior procissão religiosa brasileira.



Segundo padre Ramos, desde que o caboclo paraense Plácido José de Souza encontrou em 1700 a peque­na imagem da Virgem de Nazaré, já era considerado natural­mente o local como santuário. “De­pois que Plácido encontrou a imagem, a casa dele e as capelas construídas próximas do local do achado, onde se tem hoje a Basílica Santuário de Nazaré, tornaram-se meta de visi­tação e romarias, transformando o local sagrado em uma espécie de ‘santuário natural’”, disse.

domingo, 22 de maio de 2011

Beato João Paulo II, poderoso intercessor na luta contra o demônio.


Roma, 22 Mai. 11 / 02:22 pm (ACI/EWTN Noticias)

O Pe. Gabriele Amorth, sacerdote exorcista da diocese de Roma (Itália) e um dos mais conhecidos do ramo, assinalou à agência ACI Prensa que o agora Beato Papa João Paulo II se converteu, nos últimos anos, em um poderoso intercessor na luta contra o demônio.

O Pe. Amorth tem 86 anos de idade e 70 000 exorcismos em seu experiência. O primeiro que disse na entrevista é que “o mundo deve saber que Satanás existe”.

Em seu pequeno e singelo escritório na zona sudeste de Roma onde realizou milhares de exorcismos, o sacerdote contou que às vezes invoca a ajuda de Santos homens e mulheres, entre os quais destaca João Paulo II, beatificado pelo Papa Bento XVI no último passado 1º de maio em Roma ante um milhão e meio de fiéis.

Durante os exorcismos, contou o sacerdote à agência em espanhol do grupo ACI, a ACI Prensa, “perguntei ao demônio mais de uma vez: ‘por que João Paulo II te dá tanto medo?’ E tive duas respostas distintas, ambas interessantes”.

“A primeira foi: ‘porque ele desarmou meus planos’. E acredito que com isso se refere à queda do comunismo na Rússia e na Europa do Leste. O colapso do comunismo”.

“Outra resposta que o demônio me deu foi ‘porque arrebatou a muitos jovens de minhas mãos’. Há muitos jovens que, graças a João Paulo II, converteram-se. Talvez alguns já eram cristãos mas não praticantes, e logo com João Paulo II voltaram para a prática”.

Ao ser perguntado sobre o intercessor mais efetivo de todos, o Pe. Amorth respondeu à ACI Prensa sem duvidar: “é obvio que a Virgem é a mais efetiva. E quando é invocada como Maria!”

“Uma vez perguntei a Satanás. ‘mas por que te assusta mais quando invoco a Nossa Senhora que quando invoco a Jesus Cristo?’ Respondeu ‘porque me humilha mais ser derrotado por uma criatura humana que ser derrotado por Ele”.

O sacerdote disse também que é importante a intercessão dos que ainda vivem através da oração. Os cristãos podem rezar pela liberação de uma alma, um dos três elementos que ajudam neste processo aos que se somam a fé e o jejum.

“O Senhor deu (aos Apóstolos) uma resposta que também é muito importante para nós os exorcistas. Disse que para vencer o demônio se necessita muita fé, muita oração e muito jejum: Fé, oração e jejum”.

O Pe. Amorth disse ademais que na luta contra o demônio é necessária “especialmente a fé, necessita-se muita fé. Muitas vezes também nas curas, Jesus não diz no Evangelho sou eu quem te curei. Diz, no entanto, você está curado por sua fé. Quer fé nas pessoas, uma fé forte e absoluta. Sem fé não pode fazer nada”.

O sacerdote membro da Sociedade de São Paulo explicou logo à ACI Prensa que “o diabo e os demônios são muitos e têm dois poderes: os ordinários e os extraordinários”.

“O poder ordinário é a capacidade de tentar o homem para distanciá-lo de Deus e levá-lo ao inferno. Esta ação se realiza contra todos os homens e as mulheres de todo lugar e religião”.

Sobre os poderes extraordinários, o Pe. Amorth indicou que estes se concentram em uma pessoa específica e existem quatro tipos:

“A possessão demoníaca para a qual se requer um exorcismo, o vexame demoníaco, como o que sofreu em reiteradas ocasiões o Santo Padre Pio de Pietrelcina que era golpeado fisicamente pelo demônio; as obsessões que levam a pessoa ao desespero; e a infestação, que é quando o demônio ocupa um espaço, um animal ou inclusive um objeto”.

O sacerdote alertou que estes fatos são pouco freqüentes mas estão em aumento. Também manifestou à nossa agência ACI Imprensa sua preocupação pela cada vez maior quantidade de jovens que são afetados por Satanás através das seitas, as sessões de espiritismo e as drogas. Apesar disso não se desalenta.

“Com Jesus Cristo e Maria, Deus nos prometeu que nunca permitirá tentações maiores que nossas forças”, assinalou.

Finalmente na entrevista o Pe. Amorth propôs uma breve guia a ser tomada em conta na luta contra Satanás:

“As tentações do demônio são vencidas sobretudo evitando as ocasiões, porque o demônio sempre procura nossos pontos mais fracos. E logo, com a oração. Nós os cristãos temos uma vantagem porque temos a Palavra de Deus, temos a oração e podemos rezar ao Senhor”, concluiu.

sábado, 21 de maio de 2011

Imagem da Virgem de Nazaré "descerá' do Glória.


Imagem da Virgem de Nazaré “descerá” do Glória
Sábado, 21/05/2011, 08:46:41


Na próxima quinta-feira, (26/05) acontece um dos momentos mais raros do calendário da Igreja Católica do Pará: a descida da imagem original de Nossa Senhora de Nazaré, a mesma encontrada pelo caboclo Plácido, às margens do Igarapé Murucutu, em 1700.

A descida do Glória será às 18h, na Basílica Santuário de Nazaré, durante uma celebração realizada pelo Arcebispo Metropolitano de Belém, Dom Alberto Taveira.

Com a descida da imagem inicia-se o Tríduo que prepara a Coroação de Maria, ciclo marcado por mais intensa oração buscando a intercessão de Nossa Senhora de Nazaré. O Tríduo acontece como parte das comemorações do quinto aniversário de elevação da Basílica à Santuário Mariano da Arquidiocese de Belém. A imagem fica no presbitério (altar), mais perto nos fiéis, até domingo, 29 de maio. (Diário do Pará)

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Assembléia Geral da CNBB, por Dom Orani João.


Qui, 19 de Maio de 2011 11:18
Dom Orani João Tempesta

Entre os dias 4 e 13 de maio próximo passado estivemos nós, Bispos no Brasil, reunidos em nossa 49ª. Assembleia Geral na Casa da Mãe, Nossa Senhora Aparecida, onde fomos acolhidos como filhos, na busca de cumprir o que Ela mesma nos pediu: fazer o que o seu Filho nos disser!

Entre cardeais, arcebispos, bispos diocesanos, auxiliares e eméritos, além de administradores apostólicos e diocesanos, éramos mais de trezentos. Se contarmos a indispensável participação dos assessores: leigos e leigas, religiosos e religiosas, consagradas e consagrados, presbíteros e diáconos, passávamos de quatrocentos. Foi sob o manto protetor da Mãe de Deus e nossa, no mês dedicado a Ela, e com encerramento na memória de sua aparição em Fátima e na comemoração do 4º. Ano de abertura da V Conferência Geral do Episcopado Latino-americano e Caribenho que os nossos trabalhos foram realizados.

Nesta Assembleia foram aprovados: as Diretrizes Gerais para a Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE) para o próximo quadriênio; o diretório para a formação e a missão dos diáconos permanentes, além de serem votadas algumas traduções para a terceira edição do Missal Romano.

Durante dois dias foram realizados exercícios espirituais orientados pelo eminentíssimo senhor Cardeal Prefeito da Congregação para os Bispos, Marc Ouellet, PSS, que recordou-nos a Palavra de Deus na vida e no ministério episcopal. Ricas e profundas, as suas conferências nos ajudaram a viver intensamente a nossa doação como pastores ao povo santo de Deus.

Foi eleita a nova presidência para o próximo quadriênio, além dos bispos que irão compor o Conselho Episcopal Pastoral (CONSEP), agora constituído por 12 comissões, já que a de Cultura, Educação e Comunicação foi desmembrada, e também se criando uma para a Juventude, sinal do compromisso dos Bispos por aqueles que são o futuro da nossa Igreja e do nosso país.

Vários Regionais da CNBB, e são dezessete, elegeram a sua presidência e também os membros do Conselho Permanente que, juntamente com a Presidência e os membros do CONSEP, compõem os organismos representativos da CNBB, já que a Assembleia Geral, órgão máximo da Conferência, reúne-se, devido à dimensão continental do nosso país, apenas uma vez por ano.

É sempre enriquecedora a participação dos bispos eméritos, pois é grande a experiência que deixaram para os seus sucessores. A Assembleia fez declarações, exprimiu moções, bispos deram entrevistas e declarações que demonstram a plena inserção da CNBB em todos os âmbitos da sociedade, pois em tal vivem os cristãos, chamados a ser fermento, sal e luz: do problema indígena ao problema florestal, já que o novo Código Florestal está a ser examinado pelo legislativo; da falta de distinção das competências dos poderes em nosso país às decisões tomadas acerca de políticas públicas, onde as minorias sejam sempre contempladas.

Além disso, dezenas de outros assuntos foram contemplados com comunicações, informações, relatórios, partilhas, grupos de estudos, aprofundamentos sobre todos as realidades nas quais a CNBB está inserida. Entre eles pude apresentar o trabalho que nos cabe agora para aprofundar e contribuir para a melhoria do documento de estudos 101 que trata da comunicação na vida e missão da Igreja no Brasil, que poderá ser a base de um futuro diretório de comunicação para a Igreja no Brasil.

Cabe também conhecer o texto, aprofundar os temas e aplicar as “Diretrizes”, que são inspiradoras para a nossa ação pastoral e continuarmos atentos, como a sentinela, aos sinais dos tempos e discernindo para onde eles nos indicam que estamos caminhando assumindo a nossa missão dentro dessa realidade que nos rodeia, mesmo com as dificuldades que hoje aparecerem em nosso horizonte.

Neste tempo de reflexão, oração, aprofundamentos, informações e decisões destaco a alegria e a beleza do encontro entre os irmãos Bispos do Brasil, a fraternidade que nos une, a partilha e preocupações comuns, a troca de experiências e a confraternização sempre presente em nossas Assembléias. Um pouco desse clima pode ser acompanhado ao vivo pelas transmissões pela mídia em geral.

Voltando para as suas sedes, os Bispos retornam revigorados por tudo o que aprofundaram e pelo convívio verdadeiramente fraterno entre irmãos que Deus constituiu pastores de suas igrejas.

Dom Orani João Tempesta, O. Cist.
Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro - RJ

Fonte: Portalum.com

Oração ao Beato João Paulo II para pedir graças.


Oração ao beato JOÃO PAULO II.

Para pedir graças por Sua intercessão.

Dia: 22 de Outubro.

Oração:

Ó Trindade Santa, nós Vos agradecemos por ter dado à Igreja o Beato João Paulo II e por ter feito resplandecer nele a ternura da vossa Paternidade, a glória da cruz de Cristo e o esplendor do Espírito de amor.

Confiando totalmente na vossa infinita misericórdia e na materna intercessão de Maria, ele foi para nós uma imagem viva de Jesus Bom Pastor, indicando-nos a santidade como a mais alta medida da vida cristã ordinária, caminho para alcançar a comunhão eterna Convosco. Segundo a Vossa vontade, concedei-nos, por sua intercessão, a graça que imploramos…, na esperança de que ele seja logo inscrito no número dos vossos santos. Amém.

Com a aprovação eclesiástica
AGOSTINO CARD. VALLINI
Vigário Geral de Sua Santidade para a Diocese de Roma
Comunicar as graças recebidas a:
Postulazione della Causa di Canonizzazione
del Beato Giovanni Paolo II
Piazza S. Giovanni in Laterano, 6/a – 00184 Roma

Fonte: http://www.derradeirasgracas.com/3.%20Os%20Santos%20do%20Dia/1.%20Orações%20e%20Nov.%20aos%20Santos/Oração%20a%20João%20Paulo%20II%20.htm

Ponto de partida da ação evangelizadora: Jesus Cristo.


Ponto de partida da ação evangelizadora: Jesus Cristo

Cardeal Scherer fala sobre as diretrizes aprovadas pela CNBB

SÃO PAULO, sexta-feira, 20 de maio de 2011 (ZENIT.org) - O cardeal Odilo Scherer, arcebispo de São Paulo, afirma que “o ponto de partida imprescindível e constante da vida e da missão da Igreja é o próprio Jesus Cristo”.

“A Igreja perde sua referência, se ela não tem Jesus Cristo e seu Evangelho sempre diante dos olhos”, afirma o arcebispo, em artigo na edição desta semana no jornal O São Paulo, em que fala sobre a recente aprovação pela CNBB das novas diretrizes da evangelização no Brasil.

“As Diretrizes trazem isso como ponto de partida para toda a ação evangelizadora: sem o encontro pessoal e contagiante com Jesus Cristo, não há discípulos nem missionários; e o trabalho da Igreja teria apenas a força e significado de qualquer ONG ou iniciativa humana. A Igreja não pode esquecer que é, antes de tudo, obra de Deus, que conta, certamente, com nossa constante participação e colaboração.”

Após essa consideração inicial – explica o arcebispo – o documento das novas diretrizes evangelizadoras ocupa-se “com as ‘marcas’ da sociedade, da cultura e da própria Igreja em nosso tempo. Várias urgências decorrem, para a evangelização, desses cenários diversificados”.

“A Igreja precisa colocar-se em estado permanente de missão; não bastam mais os métodos tradicionais, voltados, sobretudo, para a ‘conservação’ daquilo que já tinha sido feito; de uma pastoral de conservação, é preciso passar a uma pastoral missionária.”

“E assim, a Igreja redescobre aquilo que é sua natureza e característica essencial: um povo enviado em missão para o meio do mundo! Somos um povo missionário; e nossas organizações eclesiais precisam traduzir isso sempre mais claramente através de uma nova prática missionária.”

Segundo Dom Odilo, a Igreja no Brasil “não quer apenas jogar sementes ao vento”. Ela “quer formar discípulos que tenham uma forte experiência de fé, a partir de um profundo encontro com Deus por meio de Jesus Cristo, no dom do Espírito Santo”.

Por isso – explica –, a CNBB “indica como prioridade a introdução ampla de um processo de iniciação à vida cristã, por meio do qual os batizados possam tornar-se verdadeiramente discípulos de Jesus”.

“Isso é tanto mais necessário em nossos dias, quando a fé já não é mais transmitida simplesmente pelo ambiente e pelos agentes tradicionais de comunicação da fé; a família e a escola, por exemplo, já não conseguem fazê-lo de maneira satisfatória.”

“As comunidades cristãs, bem constituídas, precisam tornar-se sempre mais os sujeitos de uma iniciação mais completa à vida cristã, para que os batizados católicos estejam firmes na fé, enraizados em Cristo, ‘prontos a dar as razões de sua esperança a quem lhas pedir’.”

O cardeal enfatiza que um elemento fundamental para a iniciação à vida cristã e a formação de discípulos é a Palavra de Deus.

“Os cristãos católicos não podem ignorar a Sagrada Escritura e só conseguirão progredir no ‘conhecimento de Jesus Cristo’, se tiverem constantes e ricos contatos com Deus através de sua Palavra, na Escritura e na vida da Igreja.”

“Segundo a recomendação do papa Bento 16, a ‘animação bíblica’ não deve ser objeto de mais uma ‘pastoral’, mas é preciso fazer a animação bíblica de toda a pastoral.”

O arcebispo de São Paulo destaca ainda que as Diretrizes “indicam as direções para que a Igreja no Brasil seja testemunha da caridade e da esperança e, a exemplo de Jesus, se coloque a serviço da vida plena para todos”.

“A atividade pastoral consiste em fazer como fez o Bom Pastor, que não veio para ser servido, mas para servir e para que as ovelhas tenham vida e vida plena.”

“As novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil precisam, agora, ser assimiladas pelos nossos planos e projetos de pastoral”, assinala o cardeal.

Fonte: Zenit