terça-feira, 3 de maio de 2011

XIII Congresso Diocesano do Apostolado da Oração - Bragança - Pará.


XIII Congresso Diocesano do Apostolado da Oração em Bragança/PA

Com o tema: “Coração de Jesus Fonte de Vida e Misericórdia”, a Paróquia Santuário Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, realiza no dia 1º de maio, próximo domingo, em Bragança, o XIII Congresso Diocesano do Apostolado da Oração.

O encontro reunirá caravanas de todas as cidades que compõem a Diocese de Bragança: Augusto Corrêa, Aurora do Pará, Bonito, Cachoeira do Piriá, Capitão Poço, Dom Eliseu, Garrafão do Norte, Ipixuna do Pará, Irituia, Mãe do Rio, Nova Esperança do Piriá, Ourém, Paragominas, Rondon do Pará, Santa Luzia do Pará, São Miguel do Guamá, Tracuateua, Ulianópolis, Viseu, Açaiteua, Itinga do Pará, e Nagibão.

A partir das 5:30 da manhã de domingo, começa a acolhida das caravanas e em seguida será servido o café matinal no Centro de Eventos Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, localizado na Praça Santuário. As caravanas irão se concentrar em frente ao Santuário e sairão em procissão até o Complexo Poliesportivo D. Eliseu Maria Corolli. A cerimônia de abertura do Congresso será as 8:30. Serão realizadas duas palestras, a primeira às 9 horas, com o Pe. Benedito Moura, que irá desenvolver o tema: “Coração de Jesus Fonte de Vida” e a segunda, as 10 horas, com o Pe. Geffison, abordando o tema: “Coração de Jesus Fonte de Misericórdia”.

A Santa Missa será presidida pelo Bispo Diocesano de Bragança, D. Luis Ferrando, às 11 horas. À tarde, a programação destaca o momento cultural, seguido da Ladainha do Sagrado Coração de Jesus, Adoração Eucarística, com o Pe. José Andraci e finalizando, o sorteio da paróquia a sediar o próximo congresso e a entrega das imagens do Sagrado Coração. A partir deste momento as caravanas irão retornar aos seus municípios de origem.

Rep. J. Bahia

Fonte: Fundação Educadora de Comunicação

"Catedral Metropolitana de Belém - Pará".


A Catedral Metropolitana de Belém é a sede da Arquidiocese de Belém e localiza-se no bairro da Cidade Velha, na cidade de Belém do Pará, em frente a Praça Dom Frei Caetano Brandão.

A primeira igreja de Belém foi construída provisoriamente dentro do Forte do Presépio e já era dedicada a Nossa Senhora das Graças. Poucos anos depois foi transferida para o atual Largo da Sé, numa construção precária. No século seguinte, em 1719, a Diocese do Maranhão é desmembrada a pedido de D. João V e Belém passa a sediar a recém-criada Diocese do Pará, ganhando direito a honras de Sé Episcopal a sua igreja matriz.

As obras da atual edificação, construída no mesmo local da primitiva igreja, tiveram início no ano de 1748. Data dessa época a planta geral da igreja e os níveis inferiores da fachada, incluindo o portal principal, de feição barroca pombalina. Após algumas interrupções, a direção das obras foi assumida em 1755 por Antônio José Landi, arquiteto italiano chegado a Belém em 1753, que deixou vasta obra na região. Landi terminou a fachada, acrescentando as duas torres e o frontão. As torres, semelhantes às da Igreja das Mercês de Belém, também projetadas por Landi, não têm paralelos no mundo luso-brasileiro e são inspiradas em modelos bolonheses, região de origem do arquiteto. O imponente frontão, ladeado por pináculos piramidais neoclássicos, tem um perfil mais barroco-rococó e contém um nicho com uma estátua de Nossa Senhora. A construção foi totalmente concluída em 1782.
Gravura da Catedral de Belém

Em 1882, a decoração interior da igreja sofreu uma reforma radical, ordenada pelo bispo Dom Antônio de Macedo Costa, quando a catedral passou por uma grande alteração. O retábulo original, de autoria de Landi, era de caráter rococó e incorporava uma pintura de Nossa Senhora das Graças de autoria do pintor setecentista português Pedro Alexandrino de Carvalho. Tanto o retábulo como a pintura estão atualmente perdidos e são apenas conhecidos por desenhos.

O atual altar principal foi criado em Roma por Luca Carimini no século XIX, enquanto que as pinturas que decoram o interior foram realizadas pelos italianos Domenico de Angelis e Giusepe Capranesi. O grande órgão, da oficina do francês Aristide Cavaillé-Coll, foi instalado em 1882, sendo o maior órgão da América Latina.

A Catedral da Sé de Belém foi elevada a sede de arquidiocese em 1906.

A catedral é parte importante da tradicional celebração do Círio de Nazaré, maior procissão do mundo ocidental. Após uma missa na catedral, a imagem de Nossa Senhora de Nazaré parte em procissão da catedral até a Basílica de Nossa Senhora de Nazaré, acompanhada por centenas de milhares de pessoas.

Após vários anos sem que fosse submetida a medidas sérias de conservação, o que deteriorou bastante alguns de seus aspectos estruturais e artísticos, a Catedral Metropolitana de Belém foi, enfim, submetida a restauração, em 2005, sendo reaberta ao público no dia 1º de setembro de 2009.


Parte da arquitetura da catedral é atribuida ao arquiteto italiano Antônio José Landi, como a fachada com o coroamento das duas grandes torres, os relógios da Catedral são importados da europa e foram instaladas no templo em 1772. A Catedral da Sé possuí belíssimos desenhos feitos pelo arquiteto Landi, também guarda belíssimas telas criadas por renomados artistas europeus do século XVIII, localizados nos seus dez altares laterais, além de 28 candelabros de bronze, vitrais religiosos de grande valor artístico e possuí conta com um belo orgão francês do século XIX, um verdadeiro tesouro da história de Belém.

"A identidade episcopal".


A identidade episcopal


Brasão do novo bispo auxiliar de Belém representa o espírito missionário do sacerdote. "Eis-me aqui" é o lema escolhido.

Carregado de simbolismo, o brasão episcopal não é um elemento secundário, muito menos burocrático de um bispo. Ele representa o próprio prelado, e, fundamentalmente, o trabalho que deseja fazer com a nova missão que lhe é confiada.Por esse motivo, cada presbítero prepara o seu brasão antes mesmo do dia em que é sagrado bispo.

A explicação é do Bispo Auxiliar eleito para a Arquidiocese de Belém, monsenhor Teodoro Mendes Tavares, que compartilha com os católicos paraenses o significado de cada elemento de seu brasão episcopal, apresentado na última semana, dias antes de sua sagração que acontece em 8 de maio.

Segundo monsenhor Teodoro, o brasão de um bispo diz quem ele é, e o desejo de caminhar ao lado do povo. "O brasão de cada bispo é algo inspirador, indelével e norteador do seu pastoreio. Pessoalmente, conto com a graça de Deus e a colaboração do povo que vou servir para concretizar, através do meu ministério episcopal, aquilo que as palavras e os símbolos do meu brasão significam", diz.

"Eis-me aqui" (Êxodo 3,4) é o lema episcopal escolhido por monsenhor Teodoro. Segundo ele, a passagem bíblica é uma maneira de oferecer uma resposta ao chamado de Deus e manifestar a sua disponibilidade para a missão. "É um 'sim' a Deus e que me faz lembrar a resposta generosa de muitos que foram chamados antes de mim e são, para mim, luminosos exemplos de fé e de virtude. Inspirei-me particularmente em duas eminentes figuras bíblicas: Moisés, 'amigo de Deus, pastor e guia do povo' e Maria, mãe e modelo das vocações, considerada 'Rainha dos Apóstolos'", explica.

Além disso, padre Teodoro explica no âmbito da heráldica eclesiástica, o brasão episcopal, também é utilizado para identificar o que cada bispo possui como missão de vida, expresso, a partir de símbolos religiosos e do próprio lema episcopal. "Todos esses elementos representam a sua motivação fundamental, o seu ideal de vida e missão de continuar a obra salvífica de Jesus Cristo, concretamente numa Igreja local (diocese ou arquidiocese)".

Fonte: Fundação Nazaré

"A vida de um padre sob ameaça de morte por 18 anos".


A vida de um padre sob ameaça de morte por 18 anos

POR DANIELA DARIANO
Fonte: Agência O Dia

Aos 59 anos, o padre Ricardo Rezende é porta-voz das vítimas dos conflitos fundiários no Pará. Viveu 20 anos em terras sem lei, 18 deles marcado para morrer. Há 15, denuncia, do Rio, crimes cometidos com a chancela do Estado e a escravidão instituída por grandes empresas. Professor da UFRJ, conheceu irmã Dorothy e outros mártires e é protagonista no documentário ‘Este homem vai morrer’, de Emílio Gallo, que será lançado no Rio dia 13. Ele fala de seu arquivo com mais de 700 depoimentos de vítimas do trabalho escravo e alerta: 13 pessoas, entre elas bispos e freira, estão ameaçados e sem proteção.

O DIA: O que o atraiu para os conflitos no Pará?

Ricardo Rezende: Eu tinha 24 anos, era 1977, ditadura, e tinha acabado de me formar em Filosofia e Ciência das Religiões. Queria trabalhar com a Igreja onde fosse mais útil. Era uma região com escassez de agentes pastorais. A Guerrilha do Araguaia tinha terminado em 74. Em 76, trabalhadores e padres foram presos pelo Exército, apanharam muito. A cidade não tinha eletricidade. Telefone, só o público, não chegava jornal nem TV. Era muito isolado, a mil quilômetros de Goiânia e mil de Belém, mas muita gente chegava em busca de terra e trabalho, e chegavam também grandes grupos empresariais do Brasil e estrangeiros para a pecuária, incentivados pelo governo federal. O projeto de ocupação favorecia esses grupos em terras baratas e com subsídios. A região onde fiquei, Conceição e Santana do Araguaia, recebia mais de 50% dos investimentos da Amazônia.

Como se dava o acesso?

O aeroporto de Conceição do Araguaia tinha volume de voos impressionante. Maior parte do acesso às fazendas era de avião, não havia estradas. Chegavam pessoas a convite do governo, mas já não tinha terra. As empresas tinham cercado áreas de 100 mil, 140 mil hectares. Em São Félix do Xingu, a fazenda Andrada e Gutierrez tinha 400 mil hectares. A do Daniel Ludwig tinha 3 milhões. Terras públicas eram privatizadas para grandes empreendimentos. Quando cheguei, vi a necessidade de auxiliar e pensei: É aqui que vou ficar.

Era missão como padre?

Fui ordenado em julho de 1980. Quando cheguei era leigo. Através do Movimento de Educação de Base, dávamos assistência a trabalhadores. Tínhamos cursos de pedreiro, carpinteiro, eletricista. Cada comunidade com escola recebia quadro, giz, lampião, aparelho de rádio e bateria, e sintonizava na aula a rádio da diocese. Instruíamos monitores. Comecei a perceber o conflito fundiário. A população dobrava, mas as terras estavam ocupadas e de forma irregular. Alguém adquiria 13 títulos de propriedade, com 4.450 hectares cada, mas colocava nos lotes área maior. Se pusessem os títulos lado a lado, o Pará teria que dobrar. Havia sobreposição em áreas tituladas, conflitos entre posseiros, moradores antigos e empreendimentos. Havia tiro, morte e outro drama: o trabalho escravo.

Como o senhor se deparou com trabalho escravo?

Ouvi falar de trabalhadores que tentavam sair de fazendas e não podiam, que havia captura, tortura, trabalhador queimado vivo. Empreendimentos que, fora dali, eram bancos ou indústria, lá usavam trabalho escravo. Uma vez, diante da igreja, vi um carro passar. Um jovem pulou e, então, dois homens saíram e o capturaram. Achei que era brincadeira. Depois, compreendi que ele tentou fugir do trabalho escravo.

Como definir o trabalho escravo contemporâneo?

É aquele em que a pessoa não tem liberdade de vender sua força de trabalho, por coerção física ou moral ou pelo isolamento. Se você leva alguém a uma área em que o acesso é de avião, a pessoa quer sair e você não oferece avião, ou se você a traz de Alagoas para trabalhar em Campos, segura a documentação e não dá dinheiro para ela voltar e diz que ela está devendo, como ela sai?

Quem são os escravos brasileiros?

Vêm de fora do estado em que trabalham. O pretexto mais comum no Ocidente hoje é a dívida. A mão de obra mais acessível ao aliciamento é faminta, em estado de miserabilidade. O aliciamento chega como promessa de vida melhor.

Como o senhor teve ideia de criar o arquivo da Comissão Pastoral da Terra?

Era procurado por trabalhadores que revelavam seus dramas. A primeira vez, ouvia estarrecido. A segunda, já esquecia: de que fazenda? Que município? Comecei a anotar e organizar anotações sobre conflito e trabalho escravo em pastas.

Qual o volume do arquivo?

Há mais de 700 depoimentos de sobreviventes do trabalho escravo nos últimos 40 anos no Pará.

Como o senhor ajudava?

Podíamos fazer pouco. Se alguém fugia, tentávamos tirar a pessoa dali para não ser morta e salvar quem ficou na fazenda. Denunciávamos à antiga Delegacia Geral do Trabalho, que compactuava com fazendeiros. A polícia não fazia nada. A mídia nacional também não dava espaço. Quando a internacional começou a dar, pressionou o governo brasileiro. O Estado dizia que éramos comunistas, levantava suspeição sobre nossas denúncias. Para garantir a fé dos documentos, levávamos trabalhadores para fazer declaração em cartório ou polícia de outros locais. No Pará, a polícia estava no crime e não aceitaria a denúncia.

Que caso mais o chocou?

Talvez o da Fazenda Arizona, em Redenção. Capturavam trabalhador que fugia e batiam. Depois, capturavam e matavam. Não adiantou. Então, matavam moralmente: o pistoleiro botava arma na cabeça e obrigava o trabalhador a ter relação oral diante do grupo. Um fugiu e nós o levamos ao procurador-geral da República. Nem assim os envolvidos foram presos.

O senhor foi ameaçado?

Fui por muitos anos, por questões ligadas a conflitos fundiários. De 1979, quando foi morto Raimundo Ferreira Lima, o Gringo, candidato a presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Conceição do Araguaia, até quando saí do Pará, a lista de trabalhadores assassinados chegou a 200 nomes, 95 fugidos do trabalho escravo. Em Rio Maria, para onde fui depois, sentar na cadeira do presidente do sindicato era concorrer à morte. João Canuto, primeiro presidente, foi morto, como outros.

O fim da ditadura reduziu a violência?

Até 1985, as mortes eram violentas e aleatórias. Com a Nova República, a situação ficou mais complexa. Foi criada a União Democrática Ruralista. Faziam leilões, e a contratação de pistoleiros passou a ser coletiva. Surgiram os chamados grupos de segurança. Em vez de contratar um pistoleiro, fazendeiros contratavam milícia privada. Era mais barato e eficaz, pois havia militares reformados na coordenação.

Como eram as ameaças?

Decidiam-se as mortes sem nenhum cuidado. Sabiam da impunidade. Um vendedor de sementes entrou na casa em que acontecia a reunião de fazendeiros que decidiu pela morte de João Canuto. O vendedor ouviu e lhe avisou. Volta e meia corria lista de 6, 7 pessoas e falavam: ‘Estão dizendo que vão te matar’.

O senhor andou armado?

Não, mas a partir de 1992, o estado me ofereceu segurança. Dois soldados se alternavam dia e noite. Condicionei a escolher meus seguranças. Já tinha acontecido o caso do Chico Mendes. De que adiantou estar com segurança? Ele poderia ser assassino. E eu sabia que a proteção não estava na arma nem na capacidade de usá-la. A proteção estava na farda que ele vestia. Muitos assassinos eram policiais. Atirar em colega era complicado.

Após tantas mortes, por que a da irmã Dorothy teve grande repercussão?

Conheci irmã Dorothy quando ela dava curso de Bíblia e trabalhei com ela. Não foi a primeira freira morta. Antes, teve a irmã Adelaide Molinari. Tinha havido a morte de Chico Mendes, depois do Expedito (sindicalista). Irmã Dorothy seria mais uma, mas era idosa, freira, americana e se preocupava com ecologia. Ela era odiada, pois defendia trabalhadores e o ambiente, tudo que ia contra os projetos dos proprietários.

Qual o papel das mulheres nos conflitos?

De coesão de grupo e coragem. Em Xinguara, os trabalhadores estavam ameaçados e cercados por pistoleiros. Ninguém conseguia entrar. Mas uma mulher da Assembleia de Deus, que usava cabelo comprido e levava uma Bíblia debaixo do braço, entrava com munição para os trabalhadores e nem a polícia desconfiava. Outra figura é dona Pureza, que saiu pelo mundo procurando o filho, levado para o trabalho escravo. Carregava Bíblia, máquina fotográfica e o que chamava de ‘caderno da encrenca’, onde anotava e classificava as fazendas. Saía fotografando tudo e ninguém desconfiava.

O senhor foi um dos idealizadores do uso de artistas como mecanismo de proteção. Funciona?

Sim. Levar artistas para áreas onde as pessoas são ameaçadas é um aviso: ‘Atirar nesta pessoa é um tiro em mim. Estou sabendo e acompanhando’. Camila Pitanga e Letícia Sabatella foram a Rondon do Pará. Protegeram dona Joelma, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais que é ameaçada de morte e cujo marido foi morto nesse cargo, andando com ela pela cidade.

Proteção oficial é difícil?

Acompanhei a história do padre Josimo. Tínhamos a mesma idade e trabalhávamos na mesma equipe. Josimo sobreviveu a atentado de cinco tiros. Eu e cinco bispos tivemos audiência de 40 minutos com o presidente José Sarney. Pedimos medidas de segurança. Dez dias depois, em 10 de maio de 1986, Josimo foi assassinado sem proteção.

Como está hoje a região?

Ainda há violência e assassinatos. Pela terra e hoje por outros fatores. O caso da irmã Henriqueta (jurada de morte há 2 anos) e de pelo menos dois bispos ameaçados está ligado a denúncias que fazem de pedofilia no Pará. Há denúncia também de tráfico humano. Não é mais igual aos anos 70 e 80. Antes, o estado promovia a violência. Depois de 85, a polícia só está nela clandestinamente. Salvo caso conhecido como ‘a curva do S’, quando policiais fardados assassinaram 19 pessoas do MST. Havia ordem para detê-las a qualquer custo. Para a polícia paraense, isso significa matar. Eles não estão habituados a fazer diferente.

E no trabalho escravo?

Foram criados o Grupo Móvel de Fiscalização e a ‘Lista Suja’, que é o cadastro das empresas publicado pelo Ministério do Trabalho. Já houve condenações por uso de trabalho escravo. Aspecto negativo: nenhum fazendeiro está preso, e a reforma agrária não se deu.

Qual o maior desafio?

Proteção. É gravíssimo o fato de que 13 pessoas, entre elas três bispos e uma freira, estão ameaçadas, pediram proteção do governo e não receberam. Há outros ameaçados, como Frei Henri, que tem a proteção dos que me prestaram segurança. O estado não consegue dar um basta à história de ameaças. E ainda há trabalho escravo.

No Rio também?

Sim. No Rio, está no campo, na construção civil e na telefonia, em Petrópolis.

"Amai vossos inimigos".


Terça-feira, 03 de maio de 2011, 09h09
"Amai vossos inimigos", destaca arcebispo paquistanês.

Nicole Melhado
Da Redação, com Rádio Vaticano


A catedral católica de Lahore, Paquistão, está em alerta temendo possíveis atos de violência

"Na alma de um cristão nunca é uma alegria a morte de um homem, mesmo que este seja um inimigo. Por ocasião da morte do Bin Laden, gostaria de lembrar o mandamento supremo da mensagem cristã: amai os vossos inimigos", ressaltou o Arcebispo de Islamabad, no Paquistão, Dom Anthony Rufina ao falar da morte do líder da Al Qaeda, Bin Laden.

O prelado ressaltou que, recentemente, não foram registrados episódios de violência contra os cristãos. Mas a morte de Bin Laden trouxe alerta às escolas e instituições cristãs que foram fechadas temporariamente. Igrejas e bairros cristãos também estão sendo vigiados.

Autoridades civis deram ordens para impor medidas de segurança em Islamabad, Lahore, Karachi, Multan e outros centros urbanos, porque temem ataques violentos contra cristãos como reações de grupos talibãs.

O Bispo de Multan e Presidente da Comissão para o Diálogo Inter-religioso na Conferência Episcopal, Dom Andrew Francis, que disse ter tido duas reuniões com autoridades civis e militares, após o anúncio da morte de Bin Laden, para falar sobre as medidas de segurança a serem tomadas onde vivem mais cristãos, no sul de Punjab.

Dom Francis recordou o exemplo do modelo de diálogo e de paz levado adiante por João Paulo II e recordou a proximidade da Igreja Católica para com os fiéis muçulmanos.

Sobre a situação dos cristãos paquistaneses, o arcebispo disse: "Somos chamados pela vontade de Deus a vivermos neste país e fazermos o bem neste país. Vivemos a nossa vocação e missão com fé e esperança, mesmo em situações difíceis".

"Gostaria também de expressar o nosso respeito absoluto pelo islamismo e pelos muçulmanos do Paquistão, com os quais nós acreditamos que seja possível compartilhar caminhos de diálogo e de colaboração para construirmos uma nação pacífica", declarou ainda Dom Rufina.

Ainda o arcebispo emérito de Lahore, Dom Lawrence Saldanha, destacou em um comunicado que "a morte de Bin Laden, considerado por muitos um herói da revolução islâmica e figura central do extremismo islâmico no mundo, pode ajudar a desmistificar o extremismo e a reduzir a tensão e intolerância no Paquistão”.

"Autoridades temem ataques a cristãos após..."


Paquistão: Autoridades temem ataques a cristãos após morte de Bin Laden

Lisboa, 03 mai 2011 (Ecclesia) – As autoridades paquistanesas estão a impor medidas de segurança junto das comunidades cristãs, temendo uma reação terrorista em virtude da morte de Osama Bin Laden.

Segundo a Rádio Vaticano, igrejas, escolas e outras instituições cristãs estão a ser fechadas e vigiadas, nas principais cidades do país, como a capital Islamabad, ou em Lahore, Karachi, e Multan.

Há a preocupação de que os fiéis católicos possam ser associados, pela propaganda Taliban, aos ocidentais e, fundamentalmente, aos Estados Unidos, que assumiram a responsabilidade pela morte do líder daquele movimento fundamentalista islâmico.

A situação já motivou inclusive uma reunião hoje entre Paul Bhatti, ministro paquistanês para as minorias étnicas, e o diretor das Obras Missionárias do Paquistão, padre Mário Rodrigues, que reside em Karachi.

O sacerdote defendeu a necessidade urgente de uma política séria, por parte do Estado, para combater o extremismo islâmico em todos os níveis: cultural, educacional, social, mas também ao nível da política e da legislação”.

No Paquistão, os cristãos são pouco mais de dois milhões, entre uma população de 175 milhões de habitantes, na sua esmagadora maioria muçulmanos.

JCP
Internacional | Agência Ecclesia | 2011-05-03 | 13:03:53 | 1223 Caracteres | Ásia

"Vaticano diz que morreu um difusor do 'ódio'".


Seg, 02 de Maio de 2011 09:21
Agência Ecclesia

Diretor da sala de imprensa da Santa Sé lembra que o líder da Al-Qaeda foi responsável pela morte de “inumeráveis pessoas”.

O porta-voz do Vaticano reagiu nesta segunda-feira, 2 de maio, ao anúncio da morte de Osama Bin Laden, afirmando que este causou “a morte de inumeráveis pessoas”.

Numa declaração aos jornalistas, o padre Federico Lombardi disse que Bin Laden teve a “gradíssima responsabilidade de difundir divisão e ódio entre os povos” e procurou “instrumentalizar a religião para este fim”.

O presidente dos Estados Unidos da América, Barack Obama, anunciou no domingo à noite que o chefe da Al-Qaeda, Osama bin Laden, tinha sido morto no Paquistão por serviços especiais norte-americanos.

“Esta noite, estou em condições de anunciar aos americanos e ao mundo que os Estados Unidos realizaram uma operação que matou Bin Laden”, afirmou Obama, classificando o líder da Al-Qaeda, como “um terrorista responsável pelo assassínio de milhares de inocentes”.

Na sua reação, o porta-voz do Vaticano precisou que “um cristão não se alegra nunca diante da morte de um homem, mas reflete sobre as graves responsabilidades de cada um diante de Deus e dos homens”.

Em conclusão, o padre Lombardi deixa votos de que este acontecimento “não seja uma ocasião para um crescimento sucessivo do ódio, mas da paz”.