terça-feira, 26 de abril de 2011

Mil anglicanos se tornam católicos.


SEMANA SANTA NA INGLATERRA: MIL ANGLICANOS SE TORNAM CATÓLICOS






Londres, 26 abr (RV) - Durante a Semana Santa quase mil anglicanos se tornaram católicos e agora fazem parte do Ordinariato Pessoal de Nossa Senhora de Walsingham, na Inglaterra. Esse ordinariato segue as normas estabelecidas pela Constituição Apostólica "Anglicanorum Coetibus" para os fiéis anglicanos que desejam entrar em comunhão com Igreja Católica.

A cifra foi publicada no site do ordinariato (www.ordinariate.org.uk) junto com fotografias e confirma o número publicado no início da Quaresma pelo departamento de imprensa da Igreja Católica na Inglaterra e Gales, que fala de cerca de novecentos anglicanos que começaram o período de preparação para entrar na Igreja Católica.

Vários grupos foram acolhidos nas igrejas e nas catedrais de todo o país durante a Semana Santa e puderam participar das celebrações pascais católicas.

No dia de Pentecostes os pastores anglicanos que pediram para entrar em comunhão com a Igreja Católica serão ordenados sacerdotes católicos. (MJ)

João Paulo II, exemplo de salvação.


PARA BENTO XVI, JOÃO PAULO II É EXEMPLO DE SALVAÇÃO

CIDADE DO VATICANO, 21 ABR (ANSA) - O papa Bento XVI afirmou hoje que seu antecessor, João Paulo II, é um exemplo de salvação para todos os cristãos e foi uma "grande testemunha de Deus e de Jesus Cristo".

"Quando no próximo primeiro de maio for beatificado o papa João Paulo II, pensaremos nele cheios de gratidão, [ele] que [foi] uma grande testemunha de Deus e de Jesus Cristo em nosso tempo, como homem preenchido pelo Espírito Santo", declarou o Pontífice na homilia da missa de crisma celebrada na Basílica de São Pedro, junto ao cardeal vicário Agostino Vallini, e ao clero de Roma.

O Santo Padre afirmou que, "apesar de toda a vergonha pelos nossos erros, não devemos, porém, esquecer que ainda hoje existem exemplos luminosos de fé" e que, em sua visão, "mediante sua fé e seu amor, dão esperança ao mundo".

A dez dias da cerimônia de beatificação de Karol Wojtyla, o líder máximo da Igreja Católica pediu que os fieis recordassem "o grande número daqueles que ele beatificou e canonizou" e que fornecem aos fieis "a certeza de que a promessa de Deus e sua obrigação ainda hoje não caíram no vazio".

Durante a missa, Joseph Ratzinger também versou sobre a religiosidade nos tempos atuais, e criticou o Ocidente por se distanciar da fé, assim como de sua história e cultura.

"Talvez não seja verdade que o Ocidente, os países centrais do cristianismo, estejam cansados de sua fé e, entediados por sua própria história e cultura, não querem mais conhecer a fé de Jesus Cristo?", questionou.

João Paulo II será beatificado em 1 de maio, no Vaticano, em uma cerimônia presidida por Bento XVI. A titulação ocorre seis anos após sua morte, em 2 de abril de 2005. Para se tornar beato, foi preciso que o ex-Pontífice tivesse um milagre reconhecido. Trata-se do caso da freira francesa Marie Simon-Pierre, que foi curada "inexplicavelmente" do mal de Parkinson, após orar pedindo por sua intercessão.

Após a beatificação, setores do Vaticano já assinalaram que pretendem abrir um processo para canonizá-lo -- ou seja, torná-lo santo. Para isso, é preciso que mais um milagre dele seja reconhecido. (ANSA)

Reevangelização de afastados é ...


Reevangelização de afastados é centro do Pontificado de Bento XVI
Nicole Melhado
Da Redação, com Rádio Vaticano (Tradução equipe CN Notícias)

Arquivo
A nova evangelização para o acolhimento de fiéis afastados e a liberdade religiosa estão entre as principais preocupações do Pontificado de Bento XVI

Neste domingo de Páscoa, 24, a Igreja Católica recordou também os seis anos da posse do Papa Bento XVI como o 264º Papa da história. A preocupação com uma evangelização renovada buscando resgatar os fiéis afastados, mostrando ao mundo contemporâneo que a fé e a razão se complementam foi a principal característica de seu pontificado.

“Desde quando era cardeal, Bento XVI mais de uma vez ressaltou como na Europa e no Ocidente, em geral, se joga uma partida crucial para o Evangelho, em todo o mundo. Em vista que se o Evangelho não consegue penetrar na cultura moderna ocidental, dificilmente poderia depois penetrar nas outras culturas distintas sempre mais fechadas em si e na manutenção das próprias diferenças”, conta o vigário do Papa na Diocese de Roma, Cardeal Camillo Ruini.

Este quadro, segundo Dom Ruini, foi a razão fundamental pela qual o Santo Padre desejou um novo Pontifício Conselho para a Nova Evangelização, especialmente nos países de antiga tradição cristã que agora correm o risco de perder sua identidade de fé e de cultura.


Razão e fé

Para o vaticanista Sandro Magistero, a Encíclica Caritas in Veritate é a chave para entender o magistério ratzingeriano, sendo este um magistério que não se limita a repetir e reafirmar os fundamentos da Doutrina, mas em tudo explica a razão.

“É um Papa que argumenta aquilo que diz, é um Papa que anuncia e o anúncio é realmente prioridade neste pontificado, mas é um anúncio sempre argumentado. É um Papa que explica as razões do anúncio", elucida o vaticanista.

Eventos como o "Átrio dos Gentios", que buscou alcançar aqueles que não professam uma religião, mostram a preocupação e o empenho de Bento XVI para acolher esse fiéis do mundo contemporâneo.

“Paradoxalmente, temos um Papa que num período no qual o pensamento difundido mundialmente é pobre de razão, e ele é um grande apologista da força da razão. Ou seja, sua abertura, sua capacidade ilimitada para chegar até onde ele não é capaz de ser compreendido realmente, justamente mostrando que a fé e a razão se complementam, em vez se confrontarem”, destaca o vaticanista.

A publicação do livro-entrevista de Peter Seewald, “Luz do Mundo”, teve grande repercussão e demonstrou também a capacidade de Bento XVI em comunicar de forma simples e direta conteúdos teológicos.

Dom Ruini recorda que já como cardeal, Joseph Ratzinger era visto como grande teólogo e também grande evangelizador, propondo uma visão da fé com uma linguagem muito clara e simples, jamais separada da realidade.

Para o vigário do Papa, a mensagem mais forte ressaltada por Bento XVI nesses seis anos é aquela de “colocar Deus no centro, colocar no centro aquele Deus que tantas correntes, tantas vertentes da cultura atual gostariam de deixar na marginalidade”.


Bento XVI e a mídia

“Humilde trabalhador da vinha do Senhor”: Foi assim que Bento XVI se descreveu ao assumir o pontificado, imagem esta que, segundo o vaticanista, foi possível ser comprovada pela opinião pública mundial.

Magistero salienta que antes da eleição, Joseph Ratzinger era visto como protetor dos dogmas, pois era prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, por alguns até como um juiz perseguidor. Hoje os mitos foram dissolvidos, e no lugar se destacou a imagem do Papa que ama sua Igreja e a humanidade.


Liturgias pontifícias

O mestre das Celebrações Litúrgicas Pontifícias, monsenhor Guido Marini, destaca que as viagens e visitas apostólicas foram momentos de grande empenho de Bento XVI que trouxeram-lhe grande alegria espiritual.

Sobre o estilo celebrativo do Santo Padre, monsenhor Marini diz que este mirava sempre o “coração e a essência da liturgia, que é o mistério do Senhor celebrado, no qual todos são chamados a entrar e participar num clima de adoração e oração, e que também o momento de silêncio contribui para realizar e criar”.

“O Santo Padre é um mestre da liturgia. Ao mesmo tempo ele é um liturgista, porque nos ensina a arte da celebração”, define o mestre das celebrações litúrgicas pontifícias.


Liberdade religiosa

Uma outra forte característica do Pontificado de Bento XVI é afirmação da importância da liberdade religiosa, não só por sua relevância central, já que esta é “mãe das outras liberdades”, mas pela circunstâncias atuais que a colocam em risco.

“A liberdade religiosa corre hoje grande perigo em diversos países do mundo. O Papa não podia deixar de lançar sua voz com toda sua força e autoridade para reafirmar este ponto fundamental da convivência pacífica entre os homens e, naturalmente, para a difusão da fé cristã”, enfatiza Dom Camillo Ruini.

Construir a casa sobre a rocha.


Descobrir os caminhos para a maravilhosa aventura cristã no meio do mundo é contínua provocação positiva que desejamos acolher juntos. O cristianismo é e será sempre resposta às mais profundas inquietações do coração humano, a ser oferecida a todas as gerações através da palavra e do testemunho dos cristãos.

Numa quadra da vida do mundo marcada por tantas mudanças, vale a pena ir ao encontro das perguntas feitas pelas gerações atuais, especialmente dos jovens, cujas atitudes e comportamento nos deixam desconcertados.

Há no ar um desejo de respostas objetivas às interrogações das pessoas. Com gente altamente questionadora, os raciocínios detalhados e detalhistas não conseguem ir ao cerne das questões e ao coração. Ao lado e dentro da necessária objetividade, a verdade, especialmente quando incomoda, corresponde ao desejo mais profundo do coração humano. Nas lides pastorais, ouvi recentemente um jovem reagindo à exposição dos ensinamentos da Igreja a respeito da castidade: "ainda que nem sempre consigamos praticar o que ouvimos, dentro de nós sabemos ser este o caminho da felicidade". Mais cedo ou mais tarde, ressoa clara a voz da consciência, grito do Espírito dentro de cada ser humano.

Em tempo de Carnaval, vale notar que a festa em si poderia ser vivida como grande ocasião de confraternização. Entretanto, o que se assiste por aí tem quase nada de cultura, zero de qualidade musical e muito de iniciação irresponsável dos adolescentes na vida sexual, aos quais os preservativos distribuídos a rodo dizem apenas que, desde que não peguem doenças ou gerem filhos, todo o resto é lícito! Muitos preferem ficar em casa, ou tantos vão para sítios e chácaras, em encontros de família. E não é raro encontrar também nas famílias o excesso de bebidas e outras drogas. A vida é entendida como uma esponja destinada a absorver todas as satisfações possíveis! O resultado é um terrível vazio, reduzindo a quarta-feira de Cinzas, que olha para a Páscoa e não para o Carnaval, a um desagradável fenômeno chamado "ressaca".

Muitas pessoas estão em busca de alternativas mais sadias, como quem decide participar de retiros ou encontros de formação durante o Carnaval, sábia decisão que rompe a cadeia do ócio e do vício. Mas o mais importante é a sadia inquietação que o próprio Espírito Santo planta no interior do coração humano, suscitando a busca de algo mais consistente. Construir o edifício da vida sobre a base de tanta superficialidade resulta em tristeza e falta de rumo.

Então, o que fazer? Desfraldar a bandeira e começar uma guerra contra festas e vícios, considerando-nos bastiões de resistência num mundo hostil, condenando os que se divertem pelos pares da vida, fechando-nos em atitudes anacrônicas? Constato que tais atitudes não constroem a nova casa para os seres humanos que Deus criou com tanto amor. Há outra estrada, proposta aos cristãos e por eles a tantas pessoas de boa vontade, feita de fidelidade cotidiana à palavra do Evangelho. Com ele, aprenderemos a escutar as razões mais profundas e acolher as inquietações dos outros. Estes encontrarão em nós uma reserva de humanidade que jorra como fonte de água viva. Brotará um inquebrantável compromisso com a verdade e a retidão, no qual o primeiro passo será sempre de quem descobriu a pérola do Reino de Deus. Vendo pessoas que amam a vida e dela desfrutam sem destrui-la, esta mesma vida suscitará perguntas mais profundas e provocará uma mudança. Como fez com seus primeiros discípulos, o Senhor Jesus não pedirá ao Pai que sejam tirados do mundo, mas preservados do mal.

Quando muda a alma, as pessoas buscarão uma vida mais saudável, pois por fora e com imposições, não se transformam os corações. Muitas vezes, escorregando pela ribanceira abaixo, olha-se para o alto, onde uma nova cidade, chamada Jerusalém celeste, já antecipa seus sinais e suas estruturas. Maior do que o peso da árdua subida será a alegria do Céu que desce à terra todas as vezes em que o Evangelho é vivido. O desafio entregue à nossa geração é viver de tal modo que a vida cristã atraia mais do que todas as propagandas do mundo inteiro!


Dom Alberto Taveira Corrêa
Arcebispo de Belém - PA

Fonte: www.portalum.com.br

SANTIFICAR O DIA DO SENHOR SEM A CELEBRAÇÃO DA MISSA.


Santificar o Dia do Senhor sem a celebração da Missa

A celebração da Eucaristia é o centro de toda a vida cristã. Na verdade, “os demais Sacramentos, assim como todos os ministérios eclesiásticos e tarefas apostólicas, se ligam à Sagrada Eucaristia e a ela se ordenam. Pois a Santíssima Eucaristia contém todo o bem espiritual da Igreja, a saber, o próprio Cristo, nossa Páscoa” (Presbyterorum Ordinis 5; Catechismus Catholicae Ecclesiae 1324). Disto se segue que a celebração do Sacrifício do altar, como obra de Cristo sacerdote, e de seu Corpo que é a Igreja, é uma ação sagrada cuja eficácia não é igualada por nenhuma outra ação da Igreja.

Por sua vez, a Sagrada Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, em seu documento “Celebrações dominicais na ausência do Presbítero” afirma que “entre as formas celebrativas que se encontram na tradição litúrgica, é muito recomendada a celebração da Palavra de Deus”, para o alimento de fé, da comunhão e do compromisso do povo de Deus. Ela é ação litúrgica reconhecida e incentivada pelo Concílio Vaticano II: “Incentive-se a celebração sagrada da Palavra de Deus, nas vigílias das festas mais solenes, em algumas férias do Advento e da Quaresma, como também nos domingos e dias santos, sobretudo naqueles lugares onde falta o padre. Neste caso seja o diácono ou algum outro delegado pelo Bispo quem dirija a celebração” (Sacrosanctum Concilium 35,4). A propósito dessa última questão, diz-nos a Instrução Inestimabile Donum que “para dirigir as mencionadas celebrações, o fiel não-ordenado deverá ter um mandato especial do Bispo [...]” (artigo 7, §1).

Bento XVI na Exortação Apostólica Pós-Sinodal Sacramentum Caritatis, sobre a Eucaristia, fonte e ápice da Vida e da Missão da Igreja, falando sobre as Assembléias dominicais na ausência de sacerdote, assim se pronuncia: “Uma vez descoberto o significado da celebração dominical para a vida do cristão, coloca-se espontaneamente o problema das comunidades cristãs onde falta o sacerdote e, conseqüentemente, não é possível celebrar a Santa Missa no Dia do Senhor. A tal respeito, convém reconhecer que nos encontramos perante situações muito diversificadas entre si. Antes de mais nada, o Sínodo recomendou aos fiéis que fossem a uma das Igrejas da Diocese onde está garantida a presença do sacerdote, mesmo que isso lhes exija um pouco de sacrifício. Entretanto, nos casos em que se torne praticamente impossível, devido à grande distância, a participação na Eucaristia dominical, é importante que as comunidades cristãs se reúnam igualmente para louvar o Senhor e fazer memória do dia a ele dedicado. Mas isso deverá verificar-se a partir de uma conveniente instrução sobre a diferença entre a Santa Missa e as assembléias dominicais à espera de sacerdote2. A solicitude pastoral da Igreja há de exprimir-se, neste caso, vigiando que a liturgia da palavra - organizada sob a guia de um diácono ou de um responsável da comunidade a quem foi regularmente confiado esse ministério pela autoridade competente - se realize segundo um ritual específico elaborado pelas Conferências Episcopais e para tal fim aprovado por elas. Lembro que compete aos Ordinários conceder a faculdade de distribuir a comunhão nessas liturgias, ponderando atentamente a conveniência da escolha a fazer. Além disso, tudo deve ser feito de forma que tais assembléias não criem confusão quanto ao papel central do sacerdote e à dimensão sacramental na vida da Igreja. A importância da função dos leigos, a quem justamente há que agradecer a generosidade ao serviço das comunidades cristãs, jamais deve ofuscar o ministério insubstituível dos sacerdotes na vida da Igreja. Por isso, vigie-se atentamente sobre as assembléias à espera de sacerdote para que não dêem lugar a visões eclesiológicas incompatíveis com a verdade do Evangelho e a tradição da Igreja; devem antes tornar-se ocasiões privilegiadas de oração a Deus para que mande sacerdotes santos segundo o seu coração. A propósito, vale a pena recordar aquilo que escreveu o Papa João Paulo II na Carta aos Sacerdotes por ocasião da Quinta-feira Santa de 1979, recordando o caso comovente que se verificava em certos lugares onde as pessoas, privadas de sacerdote pelo regime ditatorial, se reuniam numa igreja ou num oratório, colocavam sobre o altar a estola que ainda conservavam e recitavam as orações da liturgia eucarística até o 'momento que corresponderia à transubstanciação', e aí se detinham em silêncio, dando testemunho de quão 'ardentemente desejavam ouvir aquelas palavras que só os lábios de um sacerdote podiam eficazmente pronunciar'. Precisamente nessa perspectiva, considerando o bem incomparável que deriva do sacrifício eucarístico, peço a todos os sacerdotes uma efetiva e concreta disponibilidade para visitarem, com a maior assiduidade possível, as comunidades que estão confiadas ao seu cuidado pastoral, a fim de não ficarem demasiado tempo sem o sacramento da caridade” (75).

Aproveitando o tema e visando ainda esclarecer com uma terminologia apropriada, devemos também falar sobre o ministro extraordinário da Sagrada Comunhão, como prescreve a Instrução Inestimabile Donum. O artigo 8 da referida Instrução assim se pronuncia: “Os fiéis não-ordenados, já há tempos, vêm colaborando com os ministros sagrados, em diversos âmbitos da pastoral, para que 'o dom inefável da Eucaristia seja mais profundamente conhecido e para que se participe da sua eficácia salvífica com uma intensidade cada vez maior' (Instrução Immensae Caritatis, de 29 de janeiro de 1973). Trata-se de um serviço litúrgico que responde a necessidades objetivas dos fiéis, destinado sobretudo aos enfermos e às assembléias litúrgicas nas quais são particularmente numerosos os fiéis que desejam receber a sagrada comunhão. A disciplina canônica sobre o ministro extraordinário da sagrada comunhão deve, porém, ser corretamente aplicada para não gerar confusão. Ela estabelece que ministros ordinários da sagrada comunhão são o Bispo, o presbítero e o diácono (cf. CIC, cân. 910), enquanto é ministro extraordinário o acólito instituído ou o fiel para tanto designado conforme a norma do cân. 230, § 3. Um fiel não-ordenado, se o sugerirem motivos de real necessidade, pode ser designado pelo Bispo diocesano, com o apropriado rito litúrgico de bênção, na qualidade de ministro extraordinário, para distribuir a Sagrada Comunhão também fora de celebração eucarística, ad actum vel ad tempus, ou de maneira estável. Em casos excepcionais e imprevistos, a autorização pode ser concedida ad actum pelo sacerdote que preside a celebração eucarística. Para que o ministro extraordinário, durante a celebração eucarística, possa distribuir a sagrada comunhão, é necessário ou que não estejam presentes ministros ordinários ou que estes, embora presentes, estejam realmente impedidos. Pode igualmente desempenhar o mesmo encargo quando, por causa da participação particularmente numerosa dos fiéis que desejam receber a Santa Comunhão, a celebração eucarística prolongar-se-ia excessivamente por causa da insuficiência de ministros ordinários. Este encargo é supletivo e extraordinário e deve ser exercido segundo a norma do direito. Para este fim é oportuno que o Bispo diocesano emane normas particulares que, em íntima harmonia com a legislação universal da Igreja, regulamentem o exercício de tal encargo. Deve-se prover, entre outras coisas, que o fiel designado para esse encargo seja devidamente instruído sobre a doutrina eucarística, sobre a índole do seu serviço, sobre as rubricas que deve observar para a devida reverência a tão augusto Sacramento e sobre a disciplina que regulamenta a admissão à comunhão. Para não gerar confusão, deve-se evitar e remover algumas práticas que há algum tempo foram introduzidas em algumas Igrejas particulares, como por exemplo: a) comungar pelas próprias mãos, como se fossem concelebrantes; b) associar à renovação das promessas sacerdotais, na Santa Missa Crismal da Quinta-feira Santa, também outras categorias de fiéis que renovam os votos religiosos ou recebem o mandato de ministros extraordinários da comunhão eucarística; c) o uso habitual de ministros extraordinários nas Santas Missas, estendendo arbitrariamente o conceito de 'numerosa participação'”.

Por fim, “é preciso fazer compreender que estes esclarecimentos e distinções não nascem da preocupação de defender privilégios clericais, mas da necessidade de ser obedientes à vontade de Cristo, respeitando a forma constitutiva que ele imprimiu de maneira indelével na sua Igreja”, são as palavras do servo de Deus João Paulo II.

A Igreja age e sempre agiu assim porque o seu Senhor “é sempre o mesmo ontem, hoje e pelos séculos” (Hb 13,8). Daí o adágio antigo: “lex orandi, lex credendi” (cf. CCE 1123-1124).

Diácono Everaldo Ribeiro Franco
Cerimoniário Diocesano - Uberlândia (MG).

Fonte: C.N.D. - Comissão Nacional dos Diáconos.

Dois anos de Dom Orani pastoreando o Rio de Janeiro


Nesta terça-feira, 19 de abril, a Arquidiocese do Rio de Janeiro está em festa.

O coração de cada católico eleva a Deus a sua prece de agradecimento por, há dois anos, ter recebido Dom Orani João Tempesta — pastor zeloso, voltado para a solidariedade, a exemplo de Jesus Cristo.

Zeloso pastor, à frente do governo arquidiocesano, Dom Orani tem mostrado neste tempo o lado solidário e fraterno da Igreja Católica. Homem de expressão, sabe que sua missão é anunciar a Boa Nova a todos que dele se aproximam. Com a sua sensibilidade, não teme tornar o conhecimento das múltiplas realidades do Estado em ocasiões para a conscientização e o testemunho de vida cristã, mesmo em meio a situações trágicas. Dom Orani é um pastor que tem, mais do que com palavras, demonstrado seu carinho e preocupação por aqueles que sofrem.

O coração solidário do pastor desta Igreja do Rio de Janeiro é percebido e estimula à evangelização.

— A aproximação do povo com o seu pastor, Dom Orani, é algo marcante. Ganhou destaque, para mim, a importância de levar Cristo às pessoas, para amenizar seus sofrimentos e dar uma vida melhor e mais digna a cada um. Isso aumentou o meu desejo de lutar e trabalhar pela evangelização, contou Wallace Neto, 30 anos.

— Dom Orani é uma pessoa dinâmica, à frente do seu tempo, que conduz de uma forma orientadora a Arquidiocese. Ele é uma pessoa simples, que valoriza os humildes e que vai mesmo ao encontro dos pobres, especialmente nas ocasiões em que eles enfrentam dificuldades. Ele é um testemunho de presença cristã para todos nós, partilhou Paulo Lima, 35 anos.


Realengo

Exemplo mais recente de preocupação com o rebanho pôde ser notado quando o arcebispo metropolitano visitou a Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, onde um jovem assassinou 12 adolescentes e deixou mais 11 feridos, em abril. Além de prestar sua solidariedade às vítimas de toda aquela dor, como homem do Evangelho, Dom Orani foi enfático ao afirmar que o acontecimento também era uma oportunidade para a reflexão sobre os valores da vida e sobre a responsabilidade que temos uns para com os outros.

- O que vimos, ouvimos e presenciamos deve nos levar a refletir sobre os valores que aprendemos e trazemos no coração, e é também um desafio para trabalhar mais e melhor pelo bem, pela fraternidade e pela paz, afirmou, na ocasião.

Ao tomar conhecimento do drama, Dom Orani fez questão de ir ao Hospital Albert Schweitzer visitar os adolescentes feridos e seus familiares. Também pediu que os seminaristas doassem sangue, como um gesto concreto de solidariedade. Assinalou ainda o seu repúdio, em nota oficial, oferecendo orações e colocando-se próximo à dor de todos os que foram vitimados — pais, familiares, professores e amigos.

Como a Mãe Igreja, que sofre com os que sofrem, o arcebispo fez questão de presidir a missa de sétimo dia em intenção dos 12 falecidos no triste episódio. E como profeta da paz, desejou que a manifestação religiosa que ali acontecia fosse a que marcasse a postura da escola dali pra frente: visão de confiança e de esperança. Com ênfase à beleza e à solidariedade do povo carioca, aquela celebração eucarística foi um marco para destacar os traços de fé que fazem parte dos moradores do Rio de Janeiro, que acreditam e lutam pela paz.

Sem negar a existência real da dor causada pelas circunstâncias, que feriu toda a sociedade, Dom Orani, durante a missa, lembrou a dimensão da fé, que capacita para a abertura de novos horizontes, mesmo em meio ao sofrimento, quando se busca viver como Filho de Deus.

— Sabemos que a morte não é o fim, mas a passagem para a vida eterna. Se somos filhos de Deus, devemos colocar em prática o que Deus nos ensina, vivendo como irmãos, ajudando-nos mutuamente, afirmou.

Chuvas no Estado

Outro exemplo marcante de solidariedade aconteceu durante a festa do padroeiro da cidade, São Sebastião, em janeiro de 2011. Após saber das enchentes que atingiram as dioceses de Nova Friburgo e Petrópolis, deixando milhares de desabrigados, a festa de São Sebastião, que já estava programada, passou a ter mais um objetivo: recolher donativos para os necessitados.

Durante a oração dedicada ao padroeiro, por 13 dias, a intenção das celebrações foi voltada para as vítimas das chuvas na Região Serrana do Estado. Um caminhão acompanhou a imagem do Santo pelas ruas e recolheu mais de 204 toneladas de donativos. Já em dinheiro, depositado na conta da Cáritas Arquidiocesana, somou-se mais de 174 mil reais.

O posicionamento assumido pelo arcebispo não foi diferente do de 2010, quando as chuvas, no início do ano, atingiram o Rio de Janeiro, deixando milhares de desabrigados. Na ocasião, um dos lugares mais atingidos foi o Morro dos Prazeres, em Santa Teresa. Dom Orani fez questão de ir até o local para ver, pessoalmente, os estragos causados pela chuva. Para ele, estar presente significou aproximar a Igreja daqueles que sofrem, oferecendo suporte espiritual e material, e também ocasião para anúncio de esperança.

Diante do que presenciou, sua postura solidária, mais uma vez, foi motivacional: convocou todos os fiéis, assim como os sacerdotes da Arquidiocese, para prestarem auxílio, estando atentos às necessidades locais. Na ocasião, muitas paróquias abriram as suas portas para acolherem os necessitados. As realidades das famílias, que precisam viver com segurança e dignidade, ganhou destaque e especial atenção por parte da Igreja no Rio.

Bispo voltado para a construção de um mundo novo, feito pelas atitudes e testemunhos de pessoas renovadas pela graça de Deus, Dom Orani tem buscado ser exemplo, sendo incansável no anúncio do Evangelho e no incentivo à prática da caridade. Um verdadeiro pastor para o povo carioca.
Fonte: http://www.portalum.com.br/

Dom Orani João celebra missa de páscoa e almoça com população de rua.


Na manhã deste Domingo de Páscoa, 24 de abril, o arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, presidiu a Santa Missa na Catedral.

A celebração, que recorda a Ressurreição de Cristo como renascimento dos cristãos, teve a presença da população de rua do Rio de Janeiro e de membros da Comunidade Shalom, que encerrava o Retiro da Semana Santa.

Junto com o arcebispo, concelebraram o cura da Catedral, monsenhor Aroldo Ribeiro e o padre Aristóteles Alencar, consagrado da Comunidade Shalom, que veio de Fortaleza pregar no retiro.

No início da missa, Dom Orani realizou a aspersão da água benta, recordando o Batismo de todos os presentes. Ele disse que se a Quaresma colocou os cristãos em conversão, o tempo da Páscoa os chama para uma vida renovada.

Durante a homilia, o arcebispo destacou que este é o momento em que a Igreja renasce. E que, a cada Páscoa é um passo a mais até a Páscoa definitiva. Dom Orani disse ainda que, além do testemunho apostólico, os cristãos são chamados a ter Jesus presente em suas vidas.

- Também nós fomos escolhidos, assim como os apóstolos, para sermos testemunhas de Jesus no mundo. Devemos dar o testemunho com a vida e anunciar com a Palavra a Salvação, enfatizou.

Antes de terminar a celebração eucarística, monsenhor Aroldo Ribeiro pediu palmas e orações para Dom Orani, já que na segunda-feira, 25 de abril, ele completa 14 anos de ministério episcopal.

Almoço de Páscoa com a população de rua

Após a missa, homens, mulheres e crianças foram ao subsolo da Catedral para um almoço abençoado. Além de receber a benção do arcebispo, estavam todos entusiasmados com a oportunidade de confraternização.

- Espero todos os anos por esse momento, é quando consigo comer com minha família reunida e sem ter que dividir um prato só, disse Francisco Silva, 38 anos, desempregado.

Foi para todos um momento de muita alegria. Além da música tocada por homens assistidos da Comunidade Betânia, o cardápio estava caprichado: feijoada completa, suco, fruta e bombom para todos.

Dom Orani destacou para a população de rua a importância da Páscoa para os cristãos e disse que, essa data é o que estimula a todos a viverem a fraternidade e a solidariedade. Ele lembrou também que os moradores de rua são apenas uma das realidades da cidade.

- Nesta confraternização com a população de rua, queremos mostrar que mesmo diante das dificuldades é possível renascer para uma nova vida em Cristo Jesus. Hoje temos um grupo de pessoas que nos recordam que temos realmente muito a fazer enquanto cristãos. Essa cidade ficará ainda mais bonita quando todas as pessoas viverem com dignidade, disse Dom Orani.
Fonte:http://www.portalum.com.br/